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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Réveillon

Réveillon também chamada virada de ano ou passagem de ano , refere-se ao dia 31 de dezembro, precedente ao Dia de Ano-Novo, nos países que seguem o calendário gregoriano.
Na cultura ocidental, faz-se uma ceia no dia da véspera, para se aguardar o ano que chega e, à meia-noite da passagem de 31 de dezembro para 1 de janeiro, faz-se uma queima de fogos de artifício.
Segundo o folclore português, esta celebração está ligada a uma lenda popular que deu, a esta noite, o nome de Noite de São Silvestre.
Os países insulares de Kiribati e Samoa são os primeiros a celebrar o ano-novo, enquanto Honolulu, no Havaí, é o último local a comemorar a data.

Etimologia

Réveillon é o nome da festa noturna no dia antes do natal e no dia antes do ano-novo; tem origem no verbo francês réveiller, "acordar", "deixar de dormir", do latim velare, "fazer vigília", de vigilare, "velar, cuidar, não dormir". Na França, o termo é usado mais comumente no Natal, mas também é usado no ano-novo como Réveillon de la Saint-Sylvestre, pois o dia 31 de dezembro é o dia de São Silvestre. No Brasil, o termo se popularizou para se referir à festa de ano-novo.

Celebração ao redor do mundo

A passagem do ano-novo é, hoje, celebrada por todo o mundo e, normalmente, envolve queima de fogos de artifício em festas públicas, reuniões familiares ou com amigos, jantares ou ceias festivas e diferentes tipos de promessas e simpatias.

Brasil

  • No Rio de Janeiro, há queima de fogos e shows musicais ao longo de toda a orla marítima da cidade. A principal congregação, entretanto, ocorre na Praia de Copacabana. Na virada de 2011 para 2012, a queima de fogos em Copacabana durou 16 minutos e contou com cerca de 2 000 000 de espectadores. Ainda na mesma festa, a cidade do Rio recebeu, do World Travel Guide, o prêmio de maior festa de réveillon do mundo.
  • Em São Paulo, a Avenida Paulista concentra a queima de fogos e as apresentações musicais. Em 31 de dezembro de 2008, a festa reuniu 2 400 000 pessoas, incluindo mais de 100 000 que eram turistas. Mais cedo, durante a tarde do dia 31, a cidade sedia anualmente a Corrida de São Silvestre, com um percurso de 15 quilômetros contornando o Centro da cidade.
  • Em Fortaleza, a principal queima de fogos acontece no aterro da Praia de Iracema. De 2009 para 2010, foram registrados 1 100 000 espectadores na festa .foi considerado em 2012 como a 2° cidade com o maior réveillon (atrás apenas do Rio de Janeiro) com aproximadamente 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) pessoas presentes para a virada do ano. A queima de fogos é desparada do Espigão Democrito Dummar por radiofrequência acompanhada de uma trilha sonora especialmente feita pra festa, criando no céu uma verdadeira coreografia de luzes cores e musica.
  • Em Balneário Camboriú, a principal queima de fogos é feita na orla central da praia (no centro da cidade);
  • Em Recife, a queima de fogos ocorre por toda a área litorânea da região metropolitana, nas praias de Boa Viagem, Pina, etc. Na virada de 2012-13, foram usadas duas barcas que renderam aproximadamente 10 minutos de queima de fogos, além de um público (total) de mais de 900.000 espectadores.
  • Em Salvador, a principal queima de fogos e os shows ocorre na Praça Cayru em estrutura montada na baía de Todos-os-Santos, perto de ícones turísticos como o Elevador Lacerda e Mercado Modelo, no Centro, e vários outros pontos isolados ao redor da capital. Antigamente a queima ocorria na praia do Farol da Barra, o que no início gerou críticas e estranheza da mudança mas depois foi bem recebido pelos moradores e turistas.
  • Em Belo Horizonte, a principal festa pirotécnica acontece na Lagoa da Pampulha, realizada pela TV Alterosa, é a maior queima de fogos embarcada em lagoa do Brasil[carece de fontes] e, eventualmente, tem participações de bandas e shows musicais. São cerca de 15 minutos de fogos.

    Portugal

  • No Porto, a celebração mais famosa é a da Avenida dos Aliados, em que toda a gente espera o novo ano, atentos no relógio da torre da Câmara Municipal do Porto, memorável pelo seu fogo de artifício cruzando os edifícios, e pelos concertos populares.
  • Em Lisboa a passagem de Ano é comemorada a a partir do Terreiro do Paço e contagem decrescente para o novo ano no relógio do Arco da Rua Augusta. Quer a cidade de Almada como Lisboa partilham o fogo de artífício do Rio Tejo.
  • Na região autónoma da Madeira, onde o fim de ano é provavelmente o dia mais festivo durante o ano, o réveillon se concentra na principal cidade, Funchal, estando o espectáculo de fogo de artifício citado no livro Guinness World Records como o "maior espectáculo pirotécnico do mundo". Esse espectáculo ganha especial interesse pois o Funchal é uma cidade em anfiteatro, onde as pessoas espalham-se numa área com mais de dezessete quilômetros e com mais de seiscentos metros de altitude. A cidade recebe, ainda, na orla marítima, dezenas de navios de cruzeiro, o que aumenta o ambiente de festa. Durante cinco dias, a ilha recebe mais de 50 000 turistas, que aproveitam para, mesmo em Dezembro, banharem-se nas águas temperadas do arquipélago e apanharem algum sol. À noite, ainda há tempo para vislumbrar as inúmeras decorações de cambiantes luzinhas que se espalham por quase todas as ruas da cidade.
  • Em Setúbal, a passagem de Ano é comemorada com um fogo de artifício no rio Sado..
  •  Em Coimbra, a passagem de Ano é comemorada na Baixa da Cidade, em que toda a gente espera o novo ano, a partir do relógio da torre da Universidade de Coimbra, em vários pontos da cidade que culmina com o fogo de artifício no Rio Mondego e com concertos populares.

Outros países

  • Em Nova Iorque, nos Estados Unidos, a celebração mais famosa de ano-novo é a de Times Square - onde uma bola gigante começa a descer às 23 horas e 59 minutos até atingir o prédio em que está instalada, marcando exatamente zero hora (00:00:00).
  • Na Escócia, há muitos costumes especiais associados ao Ano-Novo - como a tradição de ser a primeira pessoa a pisar a propriedade do vizinho, conhecida como first-footing ("primeira pisada"). São, também, dados presentes simbólicos para desejar boa sorte, incluindo biscoitos. Lá, o ano-novo é chamado de hogmanay.
  • Na Espanha, exatamente à meia-noite, as pessoas comem doze uvas e fazem um pedido a cada badalada do relógio da Porta do Sol, em Madrid. Existe uma canção do grupo espanhol Mecano que fala deste acontecimento: se chama Un Año Más
Fonte: texto do Wikipédia

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Confraternização

Confraternização vem da palavra latina confraternitas , que tem como raiz frater, que significa irmão. De onde originam-se também fraterno e fraternidade. Confraternização então seria um encontro onde as pessoas celebram a união e a amizade entre elas, de modo que esse encontro as aproxime ainda mais, assim como irmãos são próximos.

Confraternização é um substantivo feminino, e seu significado também está ligado a ideia de multiplicar e compartilhar, com a ideia de conviver fraternalmente com outras pessoas, com o ideia de uma socialização.


Confraternização é sempre uma reunião informal, que acontece entre amigos, colegas de escola, colegas de trabalho e etc. Muitas vezes acontece em datas especiais do ano como no fim do ano, no natal, páscoa, ou no aniversário de alguém.

Em geral, numa confraternização as pessoas que dela participam tem algum tipo de conexão entre si. Pode ser um gosto musical, o trabalho, a escola, um hobby, um clube, ou algum grau de parentesco.

Nas confraternizações de empresas, o confraternizar, além de buscar fortalecer os laços de amizade e companheirismo entre os colaboradores, algumas vezes também funciona como treinamento de pessoal, visando aumento de produtividade. Quando esse é o caso, no meio empresarial temos o chamado team building, que significa “construindo equipe”.

Nesse tipo de confraternização/treinamento os funcionários serão colocados diante de desafios, que exijam trabalho em grupo, como arvorismo, caça ao tesouro, gincanas, rafting, jogos diversos, canoagem e etc.


Em confraternizações, é muito comum a utilização das chamadas dinâmicas de confraternização, que são jogos e brincadeiras que procuram fazer com que todos se envolvam e participem, todos se divirtam e interajam entre si, promovendo harmonia e solidariedade. Muitas vezes essas dinâmicas também trazem reflexões sobre valores morais e nossas atitudes na vida e em relação as pessoas próximas.

As ONU (Organização das Nações Unidas) estipulou o dia primeiro de janeiro como sendo o Dia da Confraternização Universal. A ideia das Nações Unidas é a de que esse dia seja um momento de reflexão para todos os povos da terra, sobre nosso convívio e nossos problemas cotidianos que com mais tolerância, diálogo e confraternização poderiam ser muito mais facilmente resolvidos.

Texto: significadosbr

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Imaculada Conceição

A Imaculada Conceição é, segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha (em latim, macula ) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado
A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 28 de Fevereiro de 1476 pelo Papa Sisto IV.
A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como "cheia de graça"), bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho.
Fontes bíblicas
Em sua Constituição Apostólica Ineffabilis Deus (8 de dezembro de 1854), que definiu oficialmente a Imaculada Conceição como dogma, o Papa Pio IX recorreu principalmente para a afirmação de Gênesis 3:15, onde Deus disse: "Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela", assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar à luz o Cristo, que reconciliaria o homem com Deus. O verso "Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti" (na Vulgata: "Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te"), no Cântico dos Cânticos (4,7) é usado para defender a Imaculada Conceição, outros versos incluem:
"Também farão uma arca de madeira incorruptível; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura." (Êxodo 25:10-11)
"Pode o puro [Jesus] Vir dum ser impuro? Jamais!"(Jó 14:4)
"Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão." (Deuteronômio 10:3)
Outras traduções para a palavras incorruptível ("Setim" em hebraico) incluem "acácia", "indestrutível" e "duro" para descrever a madeira utilizada. Noé usou essa madeira porque era considerada muito durável e "incorruptível". Maria é considerada a Arca da Nova da Aliança (Apocalipse 11:19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente "incorruptível" ou "imaculada".

História


Imaculada Conceição de
Peter Paul Rubens no Museu do Prado

Desde o cristianismo primitivo diversos Padres da Igreja defenderam a Imaculada Conceição da Virgem Maria, tanto no Oriente como no Ocidente. No século IV, Efrém da Síria (306-373), diácono, teólogo e compositor de hinos, propunha que só Jesus Cristo e Maria são limpos e puros de toda a mancha do pecado.
Já no século VIII se celebrava a festa litúrgica da Conceição de Maria aos 8 de dezembro ou nove meses antes da festa de sua natividade, comemorada no dia 8 de setembro.
No século X, a Grã-Bretanha celebrava a Imaculada Conceição de Maria[carece de fontes].
A festa da Imaculada Conceição de 8 de dezembro foi definida em 28 de Fevereiro 1476 pelo Papa Sisto IV. A existência da festa é um forte indício da crença da Igreja sobre a Imaculada Conceição mesmo antes da sua definição do século XIX como um dogma.
Em 1497, a Universidade de Paris decretou que ninguém poderia ser admitido na instituição se não defendesse a Imaculada Concepção de Maria, exemplo que foi seguido por outras universidades como a de Coimbra e de Évora. Em 1617, o Papa Paulo V proibiu que se afirmasse que Maria tivesse nascido com o pecado original, e em 1622 Gregório V impôs silêncio absoluto aos que se opunham à doutrina. Foi em 8 de Dezembro de 1661 que Alexandre VII promulgou a Constituição apostólica Sollicitudo omnium Ecclesiarum em que definia o sentido da palavra conceptio, proibindo qualquer discussão sobre o assunto.
Na Itália do século XV, o franciscano Bernardino de Bustis escreveu o Ofício da Imaculada Conceição, com aprovação oficial do texto pelo Papa Inocêncio XI em 1678. Foi enriquecido pelo Papa Pio IX em 31 de março de 1876, após a definição do dogma com 300 dias de indulgência cada vez que recitado. 

 

Visão de Santo Tomás de Aquino


Teólogos e Doutores da Igreja, como Santo Anselmo, São Bernardo e São Boaventura, chegaram a negar a Imaculada Conceição.
Sobre Santo Tomás de Aquino, criou-se um consenso de que ele teria, durante toda a sua vida, negado e repudiado completamente o dogma da Imaculada Conceição. Tal consenso é falso, porque, inicialmente, este doutor da Igreja declarou abertamente que a Virgem foi pela graça imunizada contra o pecado original, defendendo claramente o dogma do privilégio mariano, que seria declarado e definido séculos mais tarde. No livro primeiro dos comentários dos livros das Sentenças (Sent.), escrito provavelmente em 1252 e quando Santo Tomás contava apenas 27 anos de idade, ainda no início de sua atividade acadêmica em Paris, ele escreveu o seguinte:
"Ao terceiro, respondo dizendo que se consegue a pureza pelo afastamento do contrário: por isso, pode haver alguma criatura que, entre as realidades criadas, nenhum seja mais pura do que ela, se não houver nela nenhum contágio do pecado; e tal foi a pureza da Virgem Santa, que foi imune do pecado original e do atual." (I Sent., d. 44, q. 1, a. 3)
Depois, Santo Tomás adotou uma postura confusa sobre o dogma da Imaculada Conceição, presente em trechos do Compêndio de Teologia e da Suma Teológica. Como, por exemplo, pode-se encontrar nesta postura na segunda parte do Compêndio de Teologia (CTh.), que pertence a um período anterior ao da elaboração da III da Suma Teológica, escrita quando Tomás já contava com cerca de 42 anos de idade, sendo provavelmente do ano de 1267:
"Como se verificou anteriormente, a Beata Virgem Maria tornou-se Mãe de Deus concebendo do Espírito Santo. Para corresponder à dignidade de um Filho tão excelso, convinha que ela também fosse purificada de modo extremo. Por isso, deve-se crer que ela foi imune de toda nódoa de pecado atual, não somente de pecado mortal, bem como de venial, graça jamais concedida a nenhum outro santo abaixo de Cristo... Ela não foi imune apenas de pecado atual, como também, por privilégio especial, foi purificada do pecado original. Convinha, contudo relembrar que o op é pandula, ser ela concebida com pecado original, porque foi concebida de união de dois sexos." (CTh. c. 224)
Mas, no final da sua vida, Santo Tomás retornou à sua tese original favorável ao dogma mariano. A sua defesa encontra-se no texto Expositio super Salutatione angelicae, sermão de um período em que ele já contava 48 anos de idade, provavelmente do ano de 1273:
Ipsa enim purissima fuit et quantum ad culpam, quia ipsa virgo nec originale, nec mortale nec veniale peccatum incurrit. ["Ela é, pois, puríssima também quanto à culpa, pois nunca incorreu em nenhum pecado, nem original, nem mortal ou venial."]
Este retorno à tese original encontra-se também em várias obras da época final de São Tomás, como, por exemplo, na Postiila Super Psalmos de 1273, onde se lê, no comentário do Salmo 16, 2: "Em Cristo a Bem-Aventurada Virgem Maria não incorreu absolutamente em nenhuma mancha” ou no Salmo 18, 6: “Que não teve nenhuma obscuridade de pecado".
Definição dogmática
Em 8 de dezembro de 1854, Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, fez a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição de Maria. Assim o Papa se expressou:
Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis.


Lourdes


Em 1858, Bernadete Soubirous afirmou ter visto uma aparição que se autodenominou "Imaculada Conceição" na localidade de Lourdes, na diocese de Tarbes, na França. O caso foi submetido às autoridades civis locais e eclesiásticas, após o que o bispo de Tarbes deu por confirmadas as aparições como sendo da Virgem Maria. As autoridades civis francesas se viram impotentes para impedir a devoção de milhares de peregrinos na época. Atualmente, Lourdes se transformou num lugar de peregrinação internacional de milhões de católicos devotos da Virgem Maria.
No dia 8 de dezembro de 2007, o papa Bento XVI, após a recitação do Angelus, comentou que, nesta festa solene, se recorda que "o mistério da graça de Deus envolveu desde o primeiro instante de sua existência à criatura destinada a converter-se na Mãe do Redentor, preservando-a do contágio com o pecado original. Ao contemplá-la, reconhecemos a altura e a beleza do projeto de Deus para cada ser humano: chegar a ser santos e imaculados no amor (Efésios 1, 4), a imagem de nosso Criador."


Nossa Senhora da Conceição versus Imaculada Conceição de Maria


O dia 8 de dezembro é marcado por duas celebrações cristãs de significados distintos (quase antagónicos), que se confundem devido à semelhança das suas designações.
A evocação popular, tradicional, celebra a Nossa Senhora da Conceição (ou Concepção), isto é, celebra o arquétipo da Maternidade. Conhecem-se desde o século VII, nomeadamente na Península Ibérica, festas com esta evocação; até há poucos anos era nesta data, e não no primeiro domingo de Maio, que se celebrava o Dia da Mãe.
O conceito teológico oficial é o do dogma da Imaculada Conceição de Maria, definido pelo papa Pio IX em 1854, e nada tem a ver com o conceito popular: afirma que Maria, mãe de Jesus, foi imune de toda a mancha do pecado original, desde o primeiro momento da sua concepção. Esta ideia começou a surgir no século XII, tendo causado intensa polémica e sido rejeitada por importantes teólogos, incluindo São Bernardo e São Tomás de Aquino, e condenada pelo papa Bento XIV em 1677, até ter sido aceite como dogma em 1854.
A instituição da ordem militar de Nossa Senhora da Conceição por dom João VI de Portugal, que alegadamente sintetizaria um culto que em Portugal existiu muito antes de ser dogma, pelo menos na sua designação remete para o conceito popular, não para o conceito teológico afirmado pelo dogma. De igual forma, as freguesias portuguesas anteriormente listadas adoptaram a designação "Nossa Senhora da Conceição" ou "Conceição", mas não "Imaculada Conceição".
Em 8 de dezembro de 1904, em Lisboa solenemente lançou-se a primeira pedra para um monumento comemorativo do cinquentenário da definição do dogma. Ao ato, a que assistiram as pessoas reais, patriarca e autoridades, estiveram também representadas muitas irmandades de Nossa Senhora da Conceição, de Lisboa e do país, sendo a mais antiga a da atual freguesia dos Anjos, que foi instituída em 1589.
Em Portugal e no Brasil, é tradição montar a árvore de Natal e enfeitar a casa no dia 8 de dezembro, dia de N.Sra. da Conceição


Feriado

Procissão de encerramento da festa de Nossa Senhora da Conceição em Pau dos Ferros, Brasil
Nossa Senhora da Conceição é a rainha e padroeira de Portugal e de todos os povos de língua portuguesa desde o reinado da Dinastia de Bragança.
Assim como, são várias as cidades brasileiras que declaram feriado no dia da Imaculada Conceição, tais como Franca,Caratinga(MG)Cunha,Cachoeira dos Índios,São Sebastião do Paraíso, Angra dos Reis, Resende (Rio de Janeiro), Vassouras, Guarulhos, Aiuruoca, Guararapes, Campinas (Padroeira),Diadema(Padroeira), Piracicaba, Dourados (Padroeira), Itapura, Itanhaém, Itaiópolis, Itaporanga (Padroeira), Bragança Paulista, Jacareí, Mogi-Guaçu, Recife, Aracaju,Salvador, João Pessoa, São Luís, Manaus, Campina Grande, Ingá, Itabaiana - Paraíba (Padroeira), Sobral, Santa Maria (RS),Curitibanos, Mundo Novo, Monsenhor Paulo, Belo Horizonte, Sete Lagoas, Sabará, Contagem, Conceição dos Ouros, Nova Lima, Conceição das Alagoas (Padroeira), Divinópolis, Moraújo, Piratini (Rio Grande do Sul), Porto Franco, Campos dos Goytacazes,Nilópolis Jandira, Teresina, Teófilo Otoni, Angelina, Rio das Ostras, Ipueiras (Padroeira), Guarapari (ES), Varginha (MG), Prados, Itajaí, Maracajá, Pau dos Ferros, Osório (Rio Grande do Sul), Viamão, Rio Bonito, Bom Jardim, Alegrete (Rio Grande do Sul), São Jerônimo (Rio Grande do Sul), Ceará-Mirim (Rio Grande do Norte), Macau (Rio Grande do Norte), Santiago (Rio Grande do Sul) Jardim-Ceará (Solene procissão todos os anos, às 19:00hrs, e depois recitação do Santo Terço, logo após, missa Solene), entre outros (Padroeira). Em muitos países como Portugal, este dia é também feriado. 


Outras Igrejas Cristãs


Entre as igrejas cristãs, apenas a Igreja Católica Romana aceita o dogma da Imaculada Conceição de Maria.
O dogma da Imaculada Conceição não é aceite pelas Igreja Ortodoxa. A Igreja Ortodoxa acredita que Maria foi uma pessoa muito devota a Deus e que levou uma vida santa, como diziam os pais da Igreja, evitando os pecados atuais.
As Igrejas Anglicanas possuem a mesma doutrina das Igrejas Ortodoxas.
A Igreja Luterana e as Igrejas Reformadas também não aceitam esta doutrina católica romana devido a diferentes interpretações do fundamento bíblico. 


Críticas 


Os Protestantes costumam criticar a crença da "imaculada conceição de Maria", bem como outros atributos, como ela ser eterna virgem, intercessora, ou sem pecados. Baseados na bíblia, que não afirma explicitamente que ela não tinha pecados ou que foi concebida sem pecados, rejeitam títulos dados a Maria, como "Senhora", e opõem-se a prática, acusando católicos de um ato próximo de idolatria e hipocrisia, fundamentada em tradições que não estão na bíblia.
A questão da virgindade de Maria quando concebeu a Cristo e de que fosse uma mulher agraciada não é questionada normalmente, mas sim os atributos que a aproximam da autoridade divina. Os protestantes não supõem que ela tinha de ser livre do pecado para ser escolhida (1. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Epístola aos Romanos capítulo 3, versículo 23) (2. como também Cristo não nasceu num berço de ouro, mas numa manjedoura), não aceitando com convicção mais do que o que está nos textos bíblicos, não criando nem aceitando dogmas extrabíblicos aceitos tradicionalmente por católicos. A questão é razão de divisão entre igrejas chamadas "evangélicas" e católicas. 


Islã


A pureza de Maria do pecado desde o momento de seu nascimento também é atestada no Islã. Alguns dos títulos marianos no Islã realçam este fato:

    Tahirah: significa "Aquela que foi purificada" (Alcorão 3:42). De acordo com um hadith, o Diabo não tocou em Maria quando ela nasceu, portanto, ela não chorou (Nisai 4:331).    Mustafia: significa "Ela, que foi escolhida". O Alcorão declara: "Ó Maria! Por certo Deus te escolheu e te purificou, e te escolheu sobre todas as outras mulheres dos mundos" (Alcorão 3:42). Deus escolheu a Virgem Maria entre todas as mulheres do mundo para um plano divino.
    Nur: Uma das passagens mais importantes, Maria foi chamada de Nur (Luz) e Umm Nur (a mãe da Luz). O verso da Luz, também contém os símbolos virginal do cristal, a estrela, a árvore abençoada de oliva e óleo, que segundo os muçulmanos, referem-se a pureza de Maria
 Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Mártires de Cunhaú e Uruaçu

Mártires de Cunhaú e Uruaçu ou Protomártires do Brasil, é o título dado aos 30 cristãos martirizados, no interior do Rio Grande do Norte. Foram vitimas de dois morticínios, ambos no ano de 1645, no contexto das invasões holandesas no Brasil. O primeiro na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho de Cunhaú, município de Canguaretama; outro em Uruaçu, comunidade do município de São Gonçalo do Amarante.

Foram beatificados pelo Papa João Paulo II em 5 de março de 2000.

Morticínio de Cunhaú


O primeiro engenho construído no Rio Grande do Norte foi palco de uma grande chacina, uma das mais trágicas da história do Brasil. No ano de 1645, o estado do Rio Grande (católico) era dominado pelos holandeses (calvinistas).


Jacob Rabbi, um judeu-alemão a serviço do governo holandês, chegou a Cunhaú no dia 15 de julho de 1645, mas já era conhecido pelos moradores, pois havia passado por lá anteriormente, sempre escoltado pelas tropas dos índios Tapuias e deixando ódio e destruição por todos os lugares pelos quais passava. Nesse dia, veio com mais força. Além dos Tapuias, trazia alguns potiguares e soldados holandeses. Era Domingo, dia 16 de julho de 1645, como de costume os fiéis reuniram-se para celebrar a Eucaristia, foram à missa na Igreja de Nossa Senhora das Candeias, mas Jacob Rabbi havia fixado um edital na porta da igreja: após a missa, haveria ordens do governo holandês. O pároco, Padre André de Soveral, começa a missa e depois do momento da elevação do Corpo e Sangue de Cristo, as portas da Capela foram fechadas, e deu-se início às cenas de violência, intolerância e atrocidade. Ao verem que iriam ser mortos pelas tropas, os fiéis não reagiram, ao contrário, "entre mortais ânsias, confessaram-se ao sumo sacerdote Jesus Cristo, pedindo-lhe, com grande contrição, perdão por suas culpas", enquanto o Padre André estava 'exortando-os a bem morrer, rezando apressadamente o ofício da agonia".

Morticínio de Uruaçu


Em 03 de Outubro de 1645, três meses depois do massacre de Cunhaú, aconteceu outro desta vez em Uruaçú, este também a mando de Jacob Rabbi.

Dizem os Cronistas que, logo após o primeiro massacre, o medo se espalhou pela Capitania e por outras capitanias, a população ficou receosa, pois, tinha medo que novos ataques acontecessem, o que não demorou muito. Foram cenas idênticas, apesar que neste massacre as tropas usaram mais crueldade. Depois da elevação, fecharam as portas da igreja e os mataram ferozmente, arrancaram suas línguas para não proferirem orações católicas, braços e pernas foram decepados, crianças foram partidas ao meio e grande parte dos corpos foram degolados. O Celebrante, Padre Ambrósio Francisco Ferro mesmo vivo foi muito torturado. O camponês Mateus Moreira, mesmo arrancando seu coração, exclamou: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".


Cquote1.svg Louvado Seja o Santíssimo Sacramento Cquote2.svg
Beato Mateus Moreira, quando seu coração foi arrancado pelas costas.

Beatificação


O começo do processo de Beatificação foi aberto em 15 de maio de 1988, por Dom Alair Vilar, nesta ocasião, o Arcebispo nomeou o Monsenhor Francisco de Assis Pereira, como postulador das causas de Beatificação e Canonização. No dia 05 de março de 2000, na presença de cerca de mil brasileiros na praça de São Pedro, o Papa João Paulo II, Beatificou 28 leigos e 2 sacerdotes. Na sua homilia o Santo Padre disse:

Cquote1.svg São estes os sentimentos que invadem nossos corações, ao evocar a significativa lembrança da celebração dos quinhentos anos da evangelização no Brasil, que acontece este ano. Naquele imenso País, não foram poucas as dificuldades de implantação do Evangelho. A presença da igreja foi se afirmando lentamente mediante a ação missionária de várias ordens e congregações religiosas e de sacerdotes do clero diocesano. Os mártires, que hoje são beatificados, saíram, no fim do século XVII, das comunidades de Cunhaú e Uruaçu, do Rio Grande do Norte. André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro – presbíteros e 28 companheiros leigos pertencem a esta geração de mártires que regou o solo pátrio, tornando-o fértil para a geração de novos cristãos. Eles são as primícias do trabalho missionário, os protomártires do Brasil. Um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, foi-lhe arrancado o coração das costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia, dizendo: Louvado seja o Santíssimo Sacramento Cquote2.svg
Homilia de João Paulo II, na missa de Beatificação em 05 de março de 2000.

 Hoje


Monumento aos Mártires em
 São Gonçalo do Amarante
Atualmente, os mártires são lembrados em duas datas, no dia 16 de julho em Canguaretama, e dia 3 de outubro em São Gonçalo do Amarante. Esta última data é lembrada a caráter estadual: pela lei Nº 8.913/2006 que declara feriado estadual a data.

São lugares de romarias e peregrinações a Capela dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu em São Gonçalo do Amarante; o Santuário dos Mártires, no bairro Nossa Senhora de Nazaré em Natal, e a capela de Nossa Senhora das Candeias no antigo engenho de Cunhaú.

Fonte: Wikipédia