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sábado, 27 de dezembro de 2014

Astrologia

Um mapa natal: calculado para o começo do Terceiro Milênio,
1 de janeiro de 2001, às 00:00h (horário de verão)
em São Paulo, Brasil.
A Astrologia (do grego astron, "astros", "estrelas", "corpos celestes", e logos, "palavra", "estudo") é uma pseudociência segundo a qual as posições relativas dos corpos celestes poderiam, hipoteticamente, prover informação sobre a personalidade, as relações humanas, e outros assuntos mundanos. É, como tal, uma atividade divinatória, quando usada como oráculo, mas também pode ser usada como ferramenta para definição das personalidades humanas. Jung em seus estudos chamava a este conceito de sincronicidade. Um praticante de Astrologia é chamado astrólogo.

Os registros mais antigos sugerem que a Astrologia surgiu no terceiro milênio AC. Ela teve um importante papel na formação das culturas, e sua influência é encontrada na Astronomia antiga, nos Vedas, na Bíblia, e em várias disciplinas através da história. De fato, até a Era Moderna, Astrologia e astronomia eram indistinguíveis. A Astronomia começou a divergir gradualmente da Astrologia desde o tempo de Ptolomeu, e essa separação culminou no século XVIII com a remoção oficial da Astrologia do meio universitário. Hoje no Brasil existe o Curso de Aperfeiçoamento em Formação e Pesquisa Astrológica no centro universitário de Brasília - UNICEUB, coordenado pelo astrólogo Francisco Seabra. Não existem registros oficiais de cursos de astrologia em outras universidades, mesmo nos Estados Unidos.

Os astrólogos afirmam que o movimento e posições dos corpos celestes podem influenciar diretamente, ou representar, eventos na Terra e em escala humana. Alguns astrólogos definem a Astrologia como uma linguagem simbólica, uma forma de arte, ou uma forma de vidência, enquanto outros definem como ciência social e humana.
Nenhum estudo científico realizado até hoje mostrou a eficiência da astrologia para descrever personalidades ou fazer previsões e, por isto, ela é considerada pela comunidade científica uma pseudociência ou superstição, não compatível com o Método Científico.Um teste duplo-cego da astrologia - Nature No paradigma da física moderna não existe nenhuma forma de interação que poderia ser responsável pela transmissão da suposta influência entre uma pessoa e a posição de plantas e estrelas no céu no momento do nascimento. Além disso, todos os testes feitos até agora, mantendo métodos rigorosos para incluir um grupo controle e mascaramento adequado entre experimentadores e sujeitos não resultam em qualquer efeito além do puro acaso. Por outro lado alguns testes psicológicos mostram que é possível elaborar descrições de personalidade e previsões suficientemente genéricas para satisfazer a maioria dos membros de um grande público ao mesmo tempo. Este é o efeito conhecido como o efeito Forer ou Barnum.

Descrição


Horóscopo Astrológico
Durante séculos a Astrologia se baseou na observação de objetos astronômicos e no registro de seus movimentos. Mais recentemente os astrólogos têm usado dados coletados pelos astrônomos e organizados em tabelas chamadas efemérides, que mostram as posições dos corpos celestes.

A ferramenta principal da Astrologia é o Horóscopo (também conhecido como carta natal, carta astrológica, mapa natal, mapa de nascimento, ou apenas carta). Este mapa é um diagrama bidimensional que representa a posição dos corpos celestes vistos de certo local, que pode variar desde o centro da Terra, à sua superfície, e até tendo o Sol como ponto central. A interpretação do mapa leva em consideração:

  • posição destes corpos em relação aos signos do zodíaco,
  • cálculo das dignidades astrológicas,
  • posição absoluta e relativa destes corpos dentro de um dos sistemas de casas astrológicas,
  • os aspectos astrológicos: relação trigonométrica dos corpos celestes entre si,

Há, no entanto, diferenças na forma como estes apoios básicos são usados nas diferentes tradições, as quais incluem: desenvolveram, ao observar o céu, um ou outro tipo de calendário, para medir as variações do clima no decorrer do ano. A função primordial destes calendários era prever eventos cíclicos dos quais dependia a sobrevivência humana, como a chegada das chuvas ou do frio. Esse conhecimento empírico foi a base de classificações variadas dos corpos celestes. As primeiras ideias de constelação surgiram dessa necessidade de acompanhar o movimento

  • Astrologia ocidental
  • Astrologia chinesa
  • Jyotish ou Astrologia védica
  • Astrologia cabalística

Também de maneira geral estas tradições incluem abordagens diferentes, entre elas:

  • Astrologia natal: estudo do mapa natal e seus desdobramentos
  • Astrologia horária: o ramo divinatório da Astrologia, analisa um mapa feito para o momento em que a questão é formulada
  • Astrologia eletiva: a determinação do melhor momento para empreender algo
  • Astrologia mundial: correlação entre eventos históricos e aspectos entre os planetas lentos
  • Astrologia agrícola: o uso da posição dos planetas nas práticas agrícolas

Ao longo do tempo,a Astrologia deixou sua marca na linguagem; influenza, nome antigo dado à gripe, veio a atribuição pelos médicos de causas planetárias à doença. Desastre vem do latim disaster (má estrela), considerar de sider, porque se acreditava que o ferro vinha do espaço.

Embora a Astrologia ocidental use quase que exclusivamente o zodíaco tropical, a Astrologia hindu usa o zodíaco sideral, que é mais próximo da posição astronômica dos astros no céu, mas seguindo a mesma forma de divisão do céu que o Tropical.

Técnicas astrológicas


A Astrologia atual recorre, essencialmente, à interpretação do Horóscopo Natal do indivíduo (ou entidade) em estudo, e na associação dos significados astrológicos ao contexto da situação apresentada em consulta.

A análise preditiva recorre ainda a algumas técnicas específicas, entre as quais, os Trânsitos (comparação da posição dos planetas, num determinado momento, sobre o Horóscopo Natal do objeto de análise), as Progressões (primárias, secundárias, e terciárias), as Direções de Arco (sendo o Arco Solar o mais utilizado), e o Retorno Solar (cálculo de um novo Horóscopo para o momento do ano em que o Sol passa exatamente em cima do grau em que estava no momento de nascimento da entidade em análise).

A Astrologia Horária, apesar de ter quase desaparecido ao longo do século XX, tem voltado nos últimos anos, em grande parte devido ao renovado interesse em explorar as técnicas tradicionais da Astrologia antiga.

Conceitos clássicos


Os signos e as características humanas


Segundo Bruno Ferreira Pires (século XXI) em seu site Vivastro, os signos do zodíaco representam características da psicologia humana na forma que segue:

  • Áries -- ação, impetuosidade, impulsividade.
  • Touro -- calma, possessividade, inércia.
  • Gêmeos -- dúvida, dispersão, movimento.
  • Câncer -- sentimento, acolhimento, intuição.
  • Leão -- honra, egocentrismo, coragem.
  • Virgem -- razão, exigência, crítica, perfeccionismo.
  • Libra -- equilíbrio, diplomacia, diálogo.
  • Escorpião -- intensidade, sexualidade.
  • Sagitário -- objetividade, individualidade.
  • Capricórnio -- persistência, trabalho, resistência.
  • Aquário -- originalidade, criatividade, eloquência.
  • Peixes -- sensibilidade, sensitividade, idealismo.

Os signos e as partes do corpo


Segundo Marcus Manilius (século I) em seu poema Astronômica, os signos do zodíaco regem as partes do corpo na forma que segue:

  • Áries -- cabeça
  • Touro -- pescoço e garganta
  • Gêmeos -- pulmões, braços e ombros
  • Câncer -- peito, seios e estômago
  • Leão -- coração e parte superior das costas
  • Virgem -- abdômen e aparelho digestivo
  • Libra -- rins, região lombar e pele.
  • Escorpião -- genitais
  • Sagitário -- quadris e coxas
  • Capricórnio -- joelhos, ossos e pele
  • Aquário -- pernas e tornozelos
  • Peixes -- pés

A Astrologia médica usa também associações entre planetas e partes do corpo.

Pedras zodiacais


  • Áries -- Rubi , Ametista , Diamante
  • Touro -- Lápis-lazuli , Quartzo rosa , Esmeralda
  • Gêmeos -- Olivina , Aventurina
  • Câncer -- Pérola , Madrepérola
  • Leão -- Rubi , Cornalina
  • Virgem -- Safira , Lápis-lazúli
  • Libra -- Granada , Quartzo rosa
  • Escorpião -- Opala , Turmalina
  • Sagitário -- Turquesa , Zircão
  • Capricórnio -- Topázio , Olho-de-tigre
  • Aquário -- Ametista , Ônix
  • Peixes -- Água-marinha , Heliotrópio

História


Ver artigo principal História da astrologia.As várias astrologias

Além da que se chama hoje ocidental, são praticadas hoje no mundo todo outras formas de astrologia.

Na China, a astrologia é conhecida a partir de 2000 a.C. Diz a tradição que Buda, ao morrer, chamou os animais para se despedir e somente 12 vieram e estes são os anos da Astrologia Chinesa.

A Índia conheceu a astrologia da Mesopotâmia quando foi invadida, por volta de 1500 a.C.

Os Astecas usavam uma astrologia com 20 signos. Um padre espanhol, que acompanhou a tomada de Hernán Cortés, codificou a astrologia dos Astecas.

Há várias correntes recentes - dos séculos XIX e XX - na astrologia. A astrologia inglesa do século XIX teve forte influência da teosofia, como praticada por Alice Bailey. Alan Leo e Charles Carter são dois de seus expoentes, e dessa linha surgiu a Faculdade de Astrologia de Londres.
Depois dos estudos de astrologia e alquimia por Carl Gustav Jung, a astrologia psicológica tomou corpo em bases principalmente junguianas, embora exista uma astrologia transpessoal baseada no trabalho de Roberto Assagioli.

Mais recentemente há um renascimento da astrologia clássica, com grande número de obras da antiguidade e renascença sendo retraduzidas para o inglês, a partir de originais em árabe, grego e latim. Esse esforço visa retomar o conhecimento antigo, limpando-o de adendos exóticos que redundaram em concepções simplistas sobre, por exemplo, os quatro elementos.

Astrologia e ciência


A comunidade científica não considera a astrologia uma ciência, embora haja astrólogos que procurem dar respeitabilidade às suas atividades usando justificações que afirmam serem científicas. Um grande número de astrólogos praticantes e de "filósofos da astrologia" a vê como uma arte baseada em conhecimento técnico, conhecimento tradicional e uma concepção sistêmica do universo.

Uma das ideias base da astrologia, talvez seu pilar fundamental, é a de que "os eventos na Terra estão relacionados aos movimentos dos planetas no céu"; ou de forma explicita, que o posicionamento dos astros no momento do nascimento de uma pessoa determinam não apenas o seu caráter mas também seu destino. Contudo não há consenso entre os astrólogos sobre como se processa esta relação: uns a atribuem a influência de campos eletromagnéticos ou semelhantes, vínculo imediatamente rechaçado pela ciência; outros a ciclos, analogia, sincronicidade, ou outras formas de correlação mais sutis, nenhuma delas apoiada em qualquer fundamento científico sólido, contudo.

Na tentativa de estabelecer reconhecimento pela ciência oficial, o trabalho estatístico de Michel Gauquelin analisando exaustivamente a possível influência de determinados planetas no sucesso profissional via confronto de dados coletados com o mapa astral de diversas personalidades importantes em várias áreas de atuação é amplamente citado pelos astrólogos quando se encontram em meios acadêmicos; contudo a pergunta chave ainda persiste: "Por que as posições de outros planetas contra o céu ao fundo, conforme vistos da Terra, deveriam ter quaisquer correlações com as macromoléculas que se denominam vida inteligente e um planeta inferior?" Os astrólogos não fornecem resposta conclusiva aceitável, científica ou não, à questão."

Uma questão importante que pesa contra a validade da astrologia atrela-se aos gêmeos univitelinos. A concepção é única, e há casos em que "o encontro com a luz" dá-se com diferença de menos de um minuto, de forma que as posições dos astros no céu são, para ambos, exatamente as mesmas uma vez consideradas as incertezas intrínsecas à confecção de seus mapas astrais. Contudo, não raro são os casos em que os gêmeos têm personalidades e destinos muito distintos um do outro. A situação mostra-se análoga ao se considerarem casos de nascimentos simultâneos a partir de mães diferentes. Outra questão importante atrela-se à não falseabilidade das afirmações astrológicas. São poucas para não dizer inexistentes as "previsões" astrológicas que não se mostram vagas o suficiente para se aplicarem a qualquer situação. 

Geoffrey Dean, pesquisador australiano que realizou testes extensivos sobre astrologia, inverteu as leituras astrológicas de 22 pessoas, substituindo as frases originais dos horóscopos por outras que diziam o oposto. Ainda assim, as pessoas nesse estudo disseram que as leituras se aplicavam a elas tão frequentemente (95% das vezes) quanto as pessoas a quem foram dadas as leituras corretas. Aparentemente, aqueles que procuram astrólogos desejam apenas uma orientação, qualquer que seja ela.

Para Stephen Hawking, contudo, "... o verdadeiro motivo por que a maioria dos cientistas não acredita em astrologia não é a existência de provas científicas ou falta delas, e sim o fato de ela não ser compatível com outras teorias [científicas] testadas pela experiência.". Seguindo-se o seu raciocínio, o estabelecimento do modelo heliocêntrico por Nicolau Copérnico e Galileu Galilei bem como o estabelecimento da mecânica celeste por Isaac Newton - desvendando a regularidade e estabelecendo a previsibilidade com precisão outrora inimaginável dos movimentos dos planetas no céu - transformaram a astrologia em algo extremamente inaceitável (ao menos racionalmente).

Teorias sobre o funcionamento da astrologia


Após a divisão da astronomia e a astrologia, sempre houve os que veem a astrologia como pseudo-ciência que se utiliza de maneira mística dos conhecimentos de astronomia para tentar estabelecer relações entre o comportamento humano e as posições dos astros, tentando fazer previsões baseadas nesses dados.

Muitos astrólogos atuais pensam que os astros influenciam a personalidade ou características de pessoas ou eventos que ocorrem na Terra, mas muitos outros pensam que há outra relação, que não a de influência, como a sincronicidade da astrologia psicológica de base junguiana.

Buscando ser aceite como ciência, a astrologia procura preencher os dois critérios que a enquadrariam como tal:

  1. Previsibilidade: passível de ser comprovada por observadores de outras disciplinas científicas.
  2. Consistência: interna e externa, ou seja, no âmbito da filosofia das ciências.

A astrologia deverá demonstrar, portanto, que funciona, e explicar porque funciona.

Não há consenso sobre a forma como a astrologia supostamente funciona.

No curso da história, vemos o surgimento de explicações diferentes. Santo Alberto Magno pensava que, embora as estrelas não possam influenciar a alma humana, influenciam o corpo e a vontade humanos.

Heinrich Cornelius Agrippa von Nettesheim (1486-1535) via o universo como o Unus Mundus, onde o que ocorre no mundo celestial chega até o mundo dos fenômenos, intermediado pela esfera dos corpos celestes. Nesta concepção, a relação entre a esfera dos corpos celestes e a esfera humana não é de causalidade, mas de analogia ou sincronicidade.

Astrólogos de orientação biológica procuram a explicação nos ritmos e ciclos biológicos, como os circadianos e lunares. John Addey, astrólogo inglês, realizou vários levantamentos estatísticos em busca da comprovação de conceitos astrológicos, como o de quase mil nonagenários e a relação Sol-Saturno. Descobriu, assim, o significado das relações harmônicas entre períodos cósmicos.

Outra concepção é que a influência se dá através da variedade de raios cósmicos que chegam ao nosso planeta. Ebertin é um dos defensores desta hipótese.

Uma forma diferente de abordagem é a da sincronicidade, conceito expresso por C.G.Jung. Jung estudou grande número de mapas de nascimento de casais, e supôs que haveria relações interessantes entre os sóis e as luas dos cônjuges.

Argumentos a favor e contra a astrologia


A astrologia é um campo de conhecimento controverso, e há argumentos a favor e contra a validade de seu estudo. A ciência questiona que ela funcione. A esse respeito, em 1975 um grupo de astrônomos assinou um artigo contra a astrologia. Ausência notável nesta lista, Carl Sagan não assinou. Ainda que declarando-se claramente contrário a astrologia, julgou autoritária a linguagem do artigo.

Argumentos contra a astrologia


Uma vez que alguns astrólogos afirmam ser capazes de fazer previsões sobre o futuro, deve ser possível elaborar um método para medir a precisão destas previsões. Aqui vários cépticos acreditam que se poderia usar o mesmo método usado para a Meteorologia que é usada para prever o tempo. Contudo, os astrólogos negam este tipo de teste argumentando que o fator humano presente no trabalho astrológico não permite uma comparação legítima às ciências exatas, mas sim às ciências sociais e humanas, tais como a Psicologia e Sociologia. Até hoje, a nível oficial, nenhum astrólogo apresentou um teste às capacidades preditivas da astrologia, e os testes feitos por terceiros não demonstraram que o grau de precisão das técnicas testadas fosse superior ao do puro acaso.

Outros astrólogos afirmam que a astrologia não é usada para prever o futuro, e sim para guiar e orientar os seus clientes através do seu potencial revelado no horóscopo. Ainda assim, testes usando dois grupos de controlo mostraram que o grau de precisão de um astrólogo, ao combinar um horóscopo com o perfil de um cliente, não é maior que uma pessoa leiga fazendo as mesmas associações. Por outro lado, outros testes, como aquele executado pelo famoso céptico Michael Sherner ao astrólogo védico mostram exatamente o oposto.

  • Alguns astrólogos, por vezes, usam argumentos científicos para explicar suas práticas. Por exemplo, costuma-se dizer que, como a Lua causa as marés na Terra, é razoável acreditar que a força gravitacional de outros corpos celestes, mais pesados como os planetas pode nos afetar também. Este argumento é inválido por duas razões:

  1. O puxão gravitacional de um planeta como Saturno, com massa 90 vezes maior que a da Terra, em uma pessoa daqui da Terra é igual ao puxão gravitacional de um carro a 1,7 metros desta pessoa. Ainda assim os astrólogos não parecem interessados na posição dos carros no hora do nascimento de ninguém, ou mesmo se a pessoa nasceu em um estacionamento.
  2. Esses astrólogos não oferecem qualquer explicação plausível e testável de como a força gravitacional pode afetar a personalidade de uma pessoa, por que somos suscetíveis ao efeito gravitacional durante o nascimento nem de como uma influência gravitacional no passado pode afetar nosso destino futuro.

  • Outro tentativa de explicação científica para a Astrologia é a de que os corpos celestes pesados afetam o campo magnético da Terra e que o campo magnético da Terra, de alguma forma, afeta a pessoa durante o nascimento. O problema é que o campo magnético da Terra é extremamente fraco se comparado com outras fontes. Ele varia de 0,3 Gauss a 0,6 Gauss dependendo do ponto na Terra. Pode-se ter um campo magnético muito maior que este usando-se apenas um imã de geladeira.

  • O sistema do Zodíaco tropical, usado pela maioria dos astrólogos no ocidente, não se alinha com as constelações do mesmo nome. Isto induz a maioria dos cépticos a fazerem uma associação entre a faixa de constelações real e aquela usada pelos astrólogos. Contudo, não há qualquer associação entre os dois. As constelações sempre tiveram tamanhos diferentes entre si, enquanto os signos são - e sempre foram - de 30º exatos. Parte da razão pela qual este mito persiste se deve ao facto de muitos astrólogos falarem frequentemente dos signos pelo termo "constelação".

  • Como resultado da confusão entre constelação e signo, a constelação de Serpentário é muitas vezes referida como a 13º constelação do zodíaco.

  • A astrologia antiga conhece apenas até o planeta Saturno e os trans-saturnianos foram batizados por não astrólogos, assim é difícil para a maioria dos cépticos crer que possam ser usados nas análises modernas. A maioria dos astrólogos modernos reconhecem Plutão como planeta principal, e procuram fazer o mesmo outros astros, como Éris, que foi descoberto na década de 2000 provando que poderiam haver vários outros corpos celestes pequenos e similares. Os astrólogos afirmam que, como qualquer corpo de conhecimento, também a astrologia evolui e a adição de novos planetas, asteróides ou outros elementos do céu não põe em causa, de todo, o conhecimento passado.

  • O mapa astral, também conhecido como horóscopo, é elaborado a partir do nascimento de um indivíduo, ou objeto, ou país. A maioria dos cépticos questiona porque o momento do nascimento é tão importante e não o da fecundação, onde efetivamente se define o DNA de um zigoto, elemento biológico reconhecidamente influenciador da personalidade e constituição física de um indivíduo? A resposta dos astrólogos é que é no momento de nascimento que a entidade se torna um indivíduo. No caso de um país, por exemplo, não basta a ideia de formar país, mas sim o momento em que a existência do país é oficializada e já não há retorno.

  • Se uma mulher que marca uma cesariana não estaria mudando o destino cósmico de seu filho? A resposta dos astrólogos a esta questão não faz sentido porque ninguém tem um destino traçado no seu horóscopo - caso contrário todas as pessoas com um horóscopo igual teriam também destinos similares.

  • Alguns cépticos questionam o que marca o momento de nascimento. Se um parto demora 20 horas, o que define o instante exato? As primeiras contrações, o estouro da bolsa, o aparecimento da cabeça do bebê pela vagina (ou corte da cesariana) ou o corte do cordão umbilical? Talvez fosse ainda, o momento mais provável de ser o utilizado na grande parte dos mapas, aquele que um médico ou enfermeiro resolve anotar como sendo a hora do nascimento. No caso de nascimento de um país ou objeto, a definição de um instante exato é ainda mais subjetiva. Em resposta, alguns astrólogos consideram que aquilo que determina o horóscopo de uma pessoa é o momento em que ocorre a primeira respiração, embora nas abordagens mais modernas da astrologia ocidental o momento do corte umbilical é o que realmente importa. Os astrólogos, em geral, também reconhecem que os dados de nascimento registrados podem não estar completamente corretos, razão pela qual podem aplicar técnicas de retificação para descobrir a hora e minuto exatos de nascimento.

  • Sendo ainda o momento do nascimento decisivo para a personalidade de um indivíduo, por exemplo, para a formação de um grande atleta, alguns cépticos questionam se não seria de esperar que em uma olimpíada houvesse grande concentração de competidores que houvessem nascido em um mesmo instante? Da mesma forma, normalmente profissionais de uma mesma área tem comportamentos e personalidades semelhantes, como por exemplo a letra normalmente ruim dos médicos. Seria esperado que a maioria tivesse o mesmo horóscopo, mas isso não ocorre. Os astrólogos respondem a este argumento afirmando que o horóscopo representa apenas o potencial do indivíduo, e não o seu destino. Como tal, existem diversas variantes como a genética do indivíduo, meio familiar, social e cultural, etc. que influenciam as decisões de cada um e devem ser consideradas.

  • Alguns cépticos também questionam porque os astrólogoos ignoram alguns astros, como os satélites Ganimedes e Titã apesar de serem maiores que o planeta mercúrio, ao que os astrólogos respondem que nem tudo o que existe no espaço foi estudo astrologicamente e, nos casos dos satélites naturais de certos planetas, tal estudo seria difícil visto que ocupam o mesmo grau do mesmo signo que o planeta que orbitam e, por consequência, não seria possível diferenciar o efeito de um ou outro. Em adição, alguns astrólogos defendem que os satélites naturais não fazem mais que replicar o efeito do planeta que orbitam. Esta teoria explica porque alguns astrólogos defendem que a Terra rege o signo de Caranguejo e, por isso, se um dia nascer um bebé fora do planeta Terra, será o planeta, e não a lua, que deverá ser considerado na interpretação de um horóscopo.

Argumentos a favor da astrologia


  • O que se chama popularmente de astrologia são os horóscopos de jornal, que não são considerados sérios pelos astrólogos.

  • O Zodíaco tropical é o mais utilizado pelos astrólogos no ocidente. Esse sistema leva em conta tanto o Equinócio de primavera do hemisfério norte como a entrada do signo de Áries, iniciando o ano astrológico. Isso significa dizer que a astrologia tradicional não utiliza as posições das constelações e sim as estações do ano e os ciclos naturais para definir os períodos do ano astrológico. O ano astrológico é dividido em 12 signos de 30 graus cada um. Cada signo leva o nome de uma constelação por há aproximadamente 2000 anos coincidir com as constelações astronômicas. Essa diferença ocorre devido ao movimento de precessão do eixo terrestre; então, na Astrologia clássica, são mais importantes os ciclos naturais do nosso planeta em relação ao céu, e isso é o que define os signos ou símbolos estereótipos.

  • Uma configuração planetária só se repete uma vez a cada 25.858 anos, devido ao movimento de precessão. Além disso, segundo os astrólogos, para duas pessoas terem exatamente as mesmas características e passarem pela mesmas experiências de vida, deveriam nascer no mesmo instante, no mesmo local, com a mesma herança genética, a mesma influência familiar, social, e cultural - o que é impossível visto que mesmo irmãos gêmeos que tenham, hipoteticamente. nascido no mesmo segundo, não podem preencher o mesmo espaço e, à medida que crescem, terão que tomar decisões que os distinguem inevitavelmente.

  • Conta-se como exemplo o caso de Samuel Hemmings, que teria nascido no mesmo dia, no mesmo local e quase no mesmo instante que o rei Jorge III do Reino Unido, em 4 de junho de 1738 e cujas experiências de vida teriam vários paralelos: casaram e morreram no mesmo dia e, no dia em que o rei foi coroado, ele abriu um negócio de ferragens. Apenas o fator social, que não é previsto pela astrologia, impediu que ambos tivessem o mesmo tipo de negócios, mas ambos se tornaram administradores: um de um reino, outro de um negócio.

  • Alguns astrólogos dizem que a influência dos planetas é ocasionada por energias de origem espiritual, e que por isso mesmo não podem ser mensuradas pelos cientistas através de aparelhos. Os cépticos questionam porque esses astrólogos deixam de explicar como eles podem interpretar estas mesmas energias espirituais se não são capazes de medi-las, enquanto outros astrólogos negam esta abordagem e defendem que a astrologia e a espiritualidade devem ser mantidas em separado.
 Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Inibição Cognitiva

Entende-se por inibição cognitiva a uma diminuição da atuação de algum aspecto da cognição, enquanto o sintomatizar é a sua transformação. A inibição cognitiva, nessa ótica, é a diminuição dos processos cognitivos os quais a adaptação mobiliza, o que é expresso na forma de sintoma, entendido como dificuldade de aprendizagem. A inibição de um dos movimentos do processo de equilibração impede a permanente reconstrução pessoal da modalidade a partir dos quatro níveis (organismo, corpo, inteligência e desejo). O sintoma cristaliza a modalidade de aprendizagem em um determinado momento, a partir daí, esta perde a possibilidade de ir transformando-se e de ser utilizada para transformar. O sintoma implica colocar em outro lado, jogar fora, atuar o que não se pode simbolizar, enquanto a simbolização permite ressignificar, e a ressignificação possibilita que a modalidade possa ir se modificando. Ao não poder estabelecer este processo de ressignificação interno à própria modalidade de aprendizagem, esta modalidade fica enrijecida, impedindo ou dificultando a aprendizagem de determinados aspectos da realidade. (Fernández, 1991 p.116) A Inibição Cognitiva de fundo emocional, ou de ordem das relações, pode ser questionada se o psicopedagogo não tiver a afetividade como variante no processo de aprendizagem. Por esta razão, vale tomar como premissa a afirmação de Paulo Freire sobre afetividade, quando diz que na verdade, é preciso descartar como falsa a separação radical entre seriedade docente e afetividade. Não é certo, sobretudo do ponto de vista democrático, que serei tão melhor professor quanto mais severo, mais frio, mais distante e "cinzento" me ponha nas minhas relações com os alunos, no trato dos objetos cognoscíveis que devo ensinar. A afetividade não se acha excluída da cognoscibilidade. (Freire, 1997)

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Distúrbio do déficit de atenção sem hiperatividade


Distúrbio do déficit de atenção sem hiperatividade (ADHD-I ou ADHD-PI) é um dos três subtipos de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ou "Mal de Klosouski".
Esse transtorno é algumas vezes chamado apenas de distúrbio de déficit de atenção pelo público em geral, mas esse termo foi modificado em 1994 pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais (DSM-IV), quarta edição.

Descrição e diferenças em relação aos outros subtipos de TDA

As características marcantes desse tipo de transtorno são a facilidade de distração com devaneios frequentes (imaginação "viajante")(são conhecidos como distraídos e vivem imaginando coisas), desorganização, procrastinação, esquecimento e letargia/fadiga. Ao contrário do que ocorre nos outros subtipos, não são comuns traços de hiperatividade. O ADHD-I geralmente é diagnosticado muito mais tardiamente que os outros subtipos de ADHD, provavavelmente porque a falta de sintomas de hiperatividade torna a doença mais discreta. Os sintomas não precisam estar presentes o tempo todo, um dos motivos pelos quais alguns profissionais preferem o termo "inconsistência de atenção" ao invés de "déficit de atenção".
Pais e professores podem interpretar erroneamente as causas das atitudes e comportamentos de uma criança com TDAH-I e, talvez, fazerem frequentemente repreensões inadequadas, como: "você é irresponsável", "você é desorganizado", "você não se esforça", etc. Algumas crianças acabam entendendo que são diferentes de alguma forma, mas, infelizmente, isso não impede que elas aceitem as críticas indevidas, criando uma auto-imagem negativa e, pior ainda, auto-alimentada.
Frequentemente, a ausência de tratamento e diagnóstico faz com que a desatenção, frustrações e baixa auto-estima criem uma série de problemas de relacionamento pessoal, além de problemas de desempenho no ensino superior ou no trabalho (aliados aos problemas de relacionamento, também nesses ambientes). Esse quadro, principalmente considerando-se a baixa auto-estima e as frustrações, acaba levando frequentemente a outros distúrbios (como os de humor ou de ansiedade) e ao uso de drogas.
Alguns especialistas, como o Dr. Russell Barkley, argumentam que TDA-PD (PD = predominantemente desatento) é tão diferente do TDAH tradicional que deveria ser considerada uma desordem distinta. Dr. Russel cita alguns sintomas comuns entre pacientes com TDA-PD — particularmente a quase ausência de desordens de conduta e comportamentos de alto risco — e respostas bastante diferentes a medicamentos estimulantes.

Sintomas

Critérios do DSM-IV

O DSM-IV permite o diagnóstico do subtipo predominantemente desatento se o indivíduo apresentar seis ou mais dos seguintes sintomas de desatenção por pelo menos seis meses (chegando ao ponto de ser prejudicial ao seu desenvolvimento):
  1. Frequentemente não dá a atenção devida a detalhes ou comete erros típicos de descuido na escola, no trabalho ou em outras atividades.
  2. Frequentemente tem problemas em manter a atenção em tarefas ou atividades recreativas.
  3. Frequentemente parece não dar ouvidos quando lhe dirigem a palavra.
  4. Frequentemente não segue instruções e falha em concluir tarefas escolares, pequenas tarefas ou obrigações no trabalho (não devido a oposição ou não compreensão das instruções).
  5. Frequentemente tem problemas organizando atividades.
  6. Frequentemente evita, não gosta ou não quer fazer coisas que exigem tempo e esforço mental.
  7. Frequentemente perde coisas necessárias para as tarefas e atividades (ferramentas, brinquedos, canetas, livros, etc).
  8. Frequentemente se distrai.
  9. Frequentemente esquece atividades do dia-a-dia.
  10. Frequentemente esquece senhas, informações pessoais

Um requisito ao diagnóstico de TDA-PI é que os sintomas prejudiciais precisam estar ou ter estado presentes antes dos sete anos de idade e serem observados em pelo menos dois campos distintos da vida do indivíduo (casa e escola ou casa e trabalho, por exemplo). Há, ainda, evidências clínicas de prejuízo no convívio social e no desempenho acadêmico e ocupacional. Observa-se, ainda, que esses sintomas não devem ocorrer exclusivamente durante outras desordens (como esquizofrenia) e não devem ser melhor enquadrados por outros distúrbios (de humor, de ansiedade, de desassociação, de personalidade, etc).

Exemplos de sintomas observados

Crianças 
  • Falha ao prestar atenção a detalhes, bem como erros provenientes de descuido ao fazer tarefas escolares ou outras atividades.
  • Problemas para manter a atenção centrada durante tarefas ou brincadeiras
  • Aparentar não ouvir quando lhe dirigem a palavra
  • Falha em seguir instruções ou terminar tarefas
  • Evita tarefas que requerem grande esforço mental e organização, como projetos escolares
  • Perda frequente de itens necessários para facilitar tarefas ou atividades
  • Distrai-se com excessiva facilidade
  • Frequentemente esquece-se das coisas
  • Adia tarefas e tem dificuldade em iniciá-las
Adultos 
  • Frequentemente comete erros característicos de descuido quando trabalhando em projetos que não são do seu interesse ou são difíceis
  • Dificuldade em manter a atenção centrada no trabalho.
  • Dificuldade em concentrar-se em conversações.
  • Dificuldade em terminar projetos já iniciados.
  • Dificuldade em organizar-se de forma a concluir as tarefas
  • Evita ou adia o início de projetos que requerem esforço mental
  • Frequentemente guarda em locais inapropriados ou perde coisas em casa ou no trabalho
  • Facilmente distrai-se devido a outras atividades ou ruídos
  • Dificuldade em lembrar de compromissos ou obrigações
 Fonte: Wikipédia

domingo, 28 de setembro de 2014

Apotemnofilia

Apotemnofilia é uma parafilia caracterizada pelo desejo de se ver amputado em uma ou mais partes do corpo.

Relacionado à apotemnofilia, tem-se a acrotomofilia, o devotee e o wannabe.

Acrotomofilia é a preferência sexual por pessoas que tenham alguma parte de seus corpos amputada, pois a excitação é proporcionada justamente pela falta daquela parte. Quando a excitação acontece quando um membro do próprio corpo é amputado, chama-se apotemnofilia ou amelotatista.

Devotee é o indivíduo que é atraído sexualmente por pessoas que são amputadas.
Wannabe significa "querer ser" ("wanna" significando querer e "be", ser).

Wannabe, em relação à apotemnofilia, é alguém que quer se tornar um ser amputado, certamente sem razão médica. Alguns wannabes são pretenders (se fazem de amputados). Para os Wannabes a amputação é uma necessidade. Alguns chegam ao extremo para conseguir a amputação desejada, pois sentem que o membro sadio os incomoda.

Pode-se afirmar que o prazer de quem sofre dessa parafilia muitas das vezes não se encontra na cópula, mas em alguma outra atividade paralela ao ato sexual, caracterizada pelo desejo de se ver amputado em uma ou mais partes do corpo.

Fonte: Wikipédia

sábado, 16 de agosto de 2014

Ceticismo

Cepticismo ou ceticismo é qualquer atitude de questionamento para o conhecimento, fatos, opiniões ou crenças estabelecidas como fatos. Filosoficamente, é a doutrina da qual a mente humana não pode atingir nenhuma certeza a respeito da verdade.
O ceticismo filosófico é uma abordagem global que requer todas as informações suportadas pela evidência. O ceticismo filosófico clássico deriva da Skeptikoi, uma escola que "nada afirma". Adeptos de Pirronismo, por exemplo, suspenderam o julgamento em investigações. Os céticos podem até duvidar da confiabilidade de seus próprios sentidos. O ceticismo religioso, por outro lado é "a dúvida sobre princípios religiosos básicos (como a imortalidade, a providência e a revelação)".

História

Antiguidade

O ceticismo filosófico se manifestou na Grécia clássica, aparentemente um de seus primeiros proponentes foi Pirro de Elis (360-275 a.C.) que estudou na Índia e defendia a adoção de um "ceticismo prático". Carneades discutiu o tema de maneira mais minuciosa e contrariando os estoicos, dizia que a certeza no conhecimento, seria impossível. Sexto Empírico (200 a.C.) é tido como a autoridade maior do ceticismo grego. Mesmo atualmente o ceticismo filosófico costuma ser confundido com o ceticismo vulgar e com aquilo que a tradição cética denominou de "dogmatismo negativo". Nada mais está tão em desacordo com o espírito do ceticismo do que a reivindicação de quaisquer certezas, seja as positivas ou as negativas.

Na Filosofia islâmica, o ceticismo foi estabelecido por Al-Ghazali (1058–1111), conhecido no Ocidente como "Algazel", era parte da Ash'ari, a escola de teologia islâmica, cujo método de ceticismo compartilha muitas semelhanças com o método de René Descartes.

Idade Média

Os principais textos do ceticismo clássico disponíveis hoje, não foram conhecidos no período medieval, mas por volta de 1430 apareceu uma edição latina das Vidas do Filósofos de Diógenes Laércio, feita por Ambrogio Traversari, este texto teve ampla circulação e pode ter despertado o interesse pelo ceticismo, é aparentemente a partir deste momento que o próprio termo scepticus se difunde.

Ceticismo científico

Um cientista cético (ou empírico) questiona crenças com base na compreensão científica. A maioria dos cientistas, sendo cientistas céticos, testam a confiabilidade de certos tipos de afirmações, submetendo-as a uma investigação sistemática usando alguma forma de método científico. O ceticismo científico é uma defesa do público crédulo contra o charlatanismo e explicações sobrenaturais para fenômenos naturais.
Apesar de o ceticismo envolver o uso do método científico e do pensamento crítico, isto não necessariamente significa que os céticos usem estas ferramentas constantemente.
Os céticos são freqüentemente confundidos com, ou até mesmo apontados como, cínicos. Porém, o criticismo cético válido (em oposição a dúvidas arbitrárias ou subjetivas sobre uma ideia) origina-se de um exame objetivo e metodológico que geralmente é consenso entre os céticos. Note também que o cinismo é geralmente tido como um ponto de vista que mantém uma atitude negativa desnecessária acerca dos motivos humanos e da sinceridade. Apesar de as duas posições não serem mutuamente exclusivas, céticos também podem ser cínicos, cada um deles representa uma afirmação fundamentalmente diferente sobre a natureza do mundo.
Os céticos científicos constantemente recebem também, acusações de terem a "mente fechada"  ou de inibirem o progresso científico devido às suas exigências de evidências cientificamente válidas. Os céticos, por sua vez, argumentam que tais críticas são, em sua maioria, provenientes de adeptos de disciplinas pseudocientíficas, tais como homeopatia, reiki, paranormalidade e espiritualismo, cujas visões não são adotadas ou suportadas pela ciência. Segundo Carl Sagan, cético e astrônomo, "você deve manter sua mente aberta, mas não tão aberta que o cérebro caia", e ele também afirmava que "o primeiro vicio da humanidade foi a fé e a primeira virtude foi o ceticismo" .
A necessidade de evidências cientificamente adequadas como suporte a teorias é mais evidente na área da saúde, onde utilizar uma técnica sem a avaliação científica dos seus riscos e benefícios pode levar a piora da doença, gastos financeiros desnecessários e abandono de técnicas comprovadamente eficazes. Por esse motivo, no Brasil é vedado aos médicos a utilização de práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica

Desenganadores

Um desenganador (em inglês: debunker) é um cético engajado no combate a charlatões e idéias que, na sua visão, são falsas e não-científicas.
Alguns dos mais famosos são: James Randi, Basava Premanand, Penn e Teller e Harry Houdini.
Religiosos contrários aos grupos de céticos desenganadores dizem que suas conclusões estão cheias de interesse próprio e que nada mais são que novos movimentos de cruzadas de crentes com a necessidade de assim se afirmarem.
Entretanto, quando esses mesmos críticos são chamados a comprovar cientificamente suas teorias e alegações, a maioria dos religiosos refugam à qualquer tipo de discussão preferindo partir para ataques pessoais contra os céticos (segundo randi.org, um portal auto-denominado cético).

Pseudo-ceticismo

O termo pseudo-ceticismo ou ceticismo patológico é usado para denotar as formas de ceticismo que se desviam da objetividade. A análise mais conhecida do termo foi conduzida por Marcello Truzzi que, em 1987, elaborou a seguinte conceituação:

Uma vez que o ceticismo adequadamente se refere à dúvida ao invés da negação - descrédito ao invés de crença - críticos que assumem uma posição negativa ao invés de uma posição agnóstica ou neutra, mas ainda assim se auto-intitulam "céticos" são, na verdade, "pseudo-céticos".

Em sua análise, Marcello Truzzi argumentou que os pseudo-céticos apresentam a seguinte conduta:
  • A tendência de negar, ao invés de duvidar.
  • A realização de julgamentos sem uma investigação completa e conclusiva.
  • Uso de ataques pessoais.
  • A apresentação de evidências insuficientes.
  • A tentativa de desqualificar proponentes de novas idéias taxando-os pejorativamente de 'pseudo-cientistas', 'promotores' ou 'praticantes de ciência patológica'.
  • A apresentação de contra-provas não fundamentadas ou baseadas apenas em plausibilidade, ao invés de se basearem em evidências.
  • A sugestão de que evidências inconvincentes são suficientes para se assumir que uma teoria é falsa.
  • A tendência de desqualificar 'toda e qualquer' evidência.
O termo pseudo-ceticismo parece ter suas origens na filosofia, na segunda metade do século 19.

Ceticismo como inércia

A ciência moderna é baseada no ceticismo. Por um lado, a ciência deve estar sempre aberta a novas ideias (por mais estranhas que pareçam), desde que apoiadas em evidências científicas, mas deve fazê-lo de forma que sejam sempre devidamente escrutinadas, de modo a assegurar a veracidade de suas implicações e resultados. Sempre que uma nova hipótese é formulada ou uma nova alegação é realizada, toda a comunidade científica se mobiliza de modo a comprovar sua viabilidade teórica e prática. Como em qualquer outro plano, quanto mais incomuns forem as novas ideias e invenções, mais resistência tendem a enfrentar durante seu escrutínio por meio do método científico. Uma consequência disso é que vários cientistas através da história, ao apresentarem suas idéias, foram inicialmente recebidos com alegações de fraude por colegas que não desejavam ou não eram capazes de aceitar algo que requereria uma mudança em seus pontos de vista estabelecidos. Por exemplo, Michael Faraday foi chamado de charlatão por seus contemporâneos quando disse que podia gerar uma corrente elétrica simplesmente movendo um ímã por uma bobina de fio.[carece de fontes]
Em Janeiro de 1905, mais de um ano após Wilbur e Orville Wright terem feito o seu histórico primeiro vôo em Kitty Hawk (em 17 de Dezembro de 1903), a revista Scientific American publicou um artigo ridicularizando o vôo dos Wright. Com assombrosa autoridade, a revista citou como principal razão para questionar os Wright o fato de a imprensa americana ter falhado em cobrir o vôo. Outros a se juntarem ao movimento cético foram o New York Herald, o Exército Americano e inúmeros cientistas americanos. Somente quando o presidente Theodore Roosevelt ordenou tentativas públicas no Forte Mayers, em 1908, após o voo do 14-bis de Alberto Santos Dumont, numa aeronave aprimorada, os irmãos Wright comprovaram suas afirmações e compeliram até os céticos mais zelosos a aceitarem a realidade das máquinas voadoras mais pesadas que o ar. Na verdade, os irmãos Wright foram bem sucedidos em demonstrações públicas do voo de sua máquina cinco anos antes do voo histórico [carece de fontes]. Nesse contexto, embora o voo dos irmãos Wright, mesmo não calando os céticos, tenha sido talvez o primeiro onde uma nave mais pesada do que o ar alçou voo, o primeiro voo de uma máquina capaz de alçar voo totalmente por conta própria, sem ajuda de catapultas, é contudo corretamente creditado a Santos Dumont, esse devidamente registrado e documentado.
A maioria das invenções revolucionárias modernas, como o microscópio de corrente de tunelamento, que foi inventado em 1981, ainda encontram intenso ceticismo e até mesmo ridículo quando são anunciados pela primeira vez. Como físico, Max Planck observou em seu livro "The Philosophy of Physics" [A Filosofia da Física], de 1936: "uma importante inovação científica raramente faz seu caminho vencendo gradualmente e convertendo seus oponentes: raramente acontece que 'Saulo' se torne 'Paulo'. O que realmente acontece é que os seus oponentes morrem gradualmente e a geração que cresce está familiarizada com a ideia desde o início".

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.