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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ser, Crer e Crescer

 Ser

Dentro do contexto evolutivo onde se acha inserido, o Espírito espírita possui ao alcance três opções para chegar ao seu desiderato final - a perfeição espiritual, quais sejam: Ter, Não Ter e Ser.
Claro que as duas primeiras opções, e isto salta aos olhos de quem sabe o que é SER espírita, nada têm a haver com ele, porque a real necessidade dele é SER. Mas SER o quê? É isto que importa abordar na oportunidade.
Abraçamos uma doutrina de tríplice aspeto, cada um deles convergindo para o outro. São interagentes. Em essência, os três - Ciência, Filosofia e Religião - concitam para um único objetivo: o AMAR o próximo, em regime de reciprocidade, como único meio para SER feliz.
O Espiritismo é, pois, esta doutrina que revoluciona todos os conceitos vigentes em matéria de moralidade, realizando no âmago da criatura humana uma mudança que ela não logra deter, porque uma lei divina a impulsiona inexoravelmente objetivando a perfeição : a Lei do Progresso.
Além do mais, ele revive o Cristianismo na sua fase primeira, aquela sustentada a duras penas pelos Apóstolos de JESUS, principalmente após assumirem a Casa do Caminho.
O espírita há de SER aquele que tudo faz para viver a lei de amor, justiça e caridade, espelhando-se o mais possível nos conceitos crísticos, segundo os quais, com relação ao amor, afirma que em amar quem nos ama nenhuma vantagem existe. Nossa meta é amarmos até os inimigos. Segundo a lei de justiça, haveremos de vivenciá-la fazendo aos outros o que gostaríamos que eles nos fizessem e, finalmente, a lei de caridade, a qual fica resumida na maneira como a entende JESUS: “Benevolência para com todos, indulgência às imperfeições alheias e perdão das ofensas” ( O Livro dos Espíritos perg. 886 ).
SER espírita, o que equivale a SER cristão, enfim, é:
 
- começar o seu dia na luz da oração, porque, ao procurarmos o amor do CRIADOR, pelo mecanismo da prece, estamos certos de que SEU amor por nós nunca falha;
- aceitar serenamente qualquer tipo de dificuldade, sem discussões nervosas, porque hoje é sempre o dia de se fazer o melhor que se pode;
- trabalhar com alegria, sabedor de que o trabalho é lei da vida, é benção que se não deve desperdiçar, porque “ o preguiçoso é um cadáver que pensa” , segundo André Luiz;
- fazer o bem que pode, sentindo-se feliz ao fazê-lo e pedindo a DEUS oportunidades de realizá-lo, todos os dias;
- saber aproveitar os minutos, porque tudo volta, menos a hora perdida;
- cultivar a disciplina, para não ser comparado ao carro sem freio numa ladeira;
- estimar a simplicidade, pelo fato de estar consciente de que “o luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte”, segundo André Luiz;
- viver a necessidade de perdoar, porque sabe que será perdoado como houver perdoado;
- usar de gentileza, mais ainda dentro de casa, agindo de modo especial com os parentes, do mesmo modo como age com as visitas;
- lutar por ser bom, sem SER displicente; generoso, sem SER perdulário; justo, mas não implacável; franco, mas não insolente; paciente, mas não irresponsável; tolerante, mas não indiferente; calmo, mas não sossegado em demasia; confiante; mas não fanático; diligente, mas não precipitado; enfim, SER espírita é, antes de tudo, procurar conhecer-se para se analisar, escolhendo posições de equilíbrio, porque este nunca é demais.
 
SER espírita é ajudar constantemente; é cumprir as obrigações; é amparar o enfermo; é perdoar sem condições; é compulsar os bons livros; é evitar acessos de cólera; é desenvolver simpatia pessoal; é cultivar entendimento; é habituar-se à meditação; é confiar na compaixão divina; ela que sabe como afastar as trevas da noite com a luz do sol, que oferece sempre oportunidade de recomeço e, ainda, sem que nós saibamos, de forma nítida e clara, vai-nos oferecendo as ensanchas de encontrarmos a nossa redenção espiritual pelos caminhos cheios de calhaus, como o é o do mundo de provas e expiações.
Não podemos acumular todas as condições de SER espírita aqui enunciadas, mas se já conseguimos algumas delas incorporar em nosso viver e conviver, podemos dar-nos por satisfeitos sem deixar, no entanto, de continuar na busca das demais.
 
Crer
 
Convidado a abraçar esta doutrina realmente libertadora, uma das primeiras necessidades do espírita é a aquisição da fé. Ele precisa CRER para que a sua transformação moral se faça de forma consciente, sem nenhum tipo de imposição. Que seja um ato voluntário, espontâneo, fruto, deste modo, da sua capacidade de discernimento em cima dos postulados do Espiritismo.
Leva em consideração, aquele espírita que deseja CRER, como profundo conhecimento, o que se acha no frontispício do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, onde se lê: “Fé inabalável só o é aquela que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade”.
Perfeitamente compreensível é o fato de que a fé precisa assentar em base segura, base que é a inteligência a mais perfeita possível daquilo em que se deve CRER. E, se queremos CRER, não nos é suficiente ver; torna-se necessário, acima de tudo, compreender. E por uma razão muito simples: a fé imposta, cega, já não faz parte deste mundo, já existe uma reação natural contra “o crer ou morre”. Esse tempo criou um grande número de incrédulos, porque pretendia impor-se, procurando abolir uma das mais preciosas prerrogativas do homem: o raciocínio e o livre arbítrio. O incrédulo não aceita mais este tipo de fé, de CRER. Quer provas convincentes, a fim de que a criatura não alimente nenhuma dúvida, depois de CRER. Há, pois, de se buscar a fé raciocinada, porque ela se apoia em fatos e na lógica de tudo que afirma, nunca entrando em conflito com a Ciência, esta que tem derrubado muitos dogmas através dos tempos da predominância da fé cega. A pessoa passa a CRER porque sabe, ama a DEUS porque sabe, aceita o próximo como irmão porque sabe, perdoa porque sabe, procura amar até o inimigo porque sabe e ninguém tem certeza senão porque compreendeu.
Tendo o Espiritismo para se apoiar, o espírita crê conscientemente que triunfará sobre a incredulidade, arrastando na sua retaguarda, pelo seu exemplo, outros tantos que buscarem a fé, o CRER baseado na razão.
O CRER alicerçado na lógica torna o homem capaz da execução não só das realizações materiais, mas sobretudo das morais, as quais se constituem na sua maior necessidade, haja vista as lições de JESUS, Seus exemplos, Sua vida de sacrifícios.
Nada pode conseguir quem duvida de si, quem não crê que é capaz.
Com o CRER fortalecido pela fé raciocinada, as montanhas de dificuldades serão transpostas, vencidos serão os preconceitos rotineiros, os interesses materiais, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas que são calhaus no caminho dos que trabalham pelo progresso da Humanidade.
O CRER com logicidade dá a perseverança, oferece a energia e os recursos que fazem sejam vencidos os obstáculos, assim nas pequenas tarefas como nas grandes. O CRER hesitante, sem estudo, conduz à incerteza de que se aproveitam os adversários contumazes e gratuitos para semearem suas idéias divisionistas, destituídas de arrazoados lógicos.
O CRER é, antes de tudo, confiança que se tem na realização de algo que se almeja, é a certeza, a fé de lograr determinado fim. O CRER oferece uma espécie de lucidez que permite se vislumbre, em pensamento, o fim que se colima e os meios a serem utilizados para alcançá-lo.
Porque o crê caminha com total segurança, faculta a calma, a paciência, a resignação e a fortaleza moral para que sejam executadas as grandes realizações.
Aquele que vacila no CRER percebe de imediato a sua própria fraqueza, sente-se tomado pelo desinteresse de prosseguir, queixa-se da sorte, percebe-se fraco e candidata-se ao fracasso retumbante.
Estejamos munidos do CRER espírita para nos candidatarmos aos grandes objetivos morais da vida, quando haveremos de nos vencer, porque vamos seguir as pegadas do Incomparável Mestre e Senhor JESUS, Aquele que soube CRER até os últimos instantes de Sua passagem pela Terra, pedindo a DEUS perdão para as nossas inferioridades e imperfeições. 
 
Crescer
 
Costuma-se falar muito em crescimento, e é natural que assim seja, porque a nossa necessidade primeira consiste, em verdade, em crescermos moral e espiritualmente.
Esse crescimento está sendo desenvolvido na área psicológica, tendo em vista a larga infância psíquica em que ainda estagia a nossa humanidade.
Sempre tivemos nossos anseios atendidos, nossas vontades respeitadas, imaturamente, na maioria das vezes, pelos que por nós se responsabilizaram. Acostumamo-nos e, desta forma, hoje encontramos sérias dificuldades para nos conduzir sozinhos, tomar decisões, viver com mais acertos do que desacertos. Acalentamos dúvidas sempre que nos deparamos com situações em que devemos adotar este ou aquele procedimento. Nesses instantes procuramos transferir para os outros as soluções de nossos problemas.
Todavia, o CRESCER que desejamos aqui expor é, exatamente, o de que mais temos necessidade: o moral/espiritual, isto é, aquele que nos levará ao Reino de DEUS, porque queremos CRESCER com JESUS, ELE a nos servir de Modelo e Guia. É, pois, todo um CRESCER especial, bem diferente do que conceitua o mundo.
Que meios, recursos, possuímos para CRESCER? A resposta é uma só: o conhecimento. Espiritismo, acima de tudo, é conhecimento, recurso este que fará com que nos ajustemos à vida na sua expressão maior, aquela que engloba os dois planos existenciais - material e espiritual..
Haveremos de CRESCER apoiados nas três grandes áreas do conhecimento, elas que são a Ciência, a Filosofia e a Religião, sem que se choquem, se conflitem, pelo contrário, estabeleçam uma convivência harmoniosa, porque uma necessita da outra para sobreviver. A Ciência e a Filosofia haverão de ser religiosas, assim como a Religião precisa ser científica e filosófica. As três se integram, interagem em perfeita sintonia, uma acompanhando a subida da outra. Apoiam -se porque derivam de DEUS, e DEUS quer o nosso melhor bem-estar. Compete-nos fazer esta descoberta.
O Espírito aqui reencarnado ainda se mostra instável, susceptível, medroso, ciumento, já que não superou a fase infantil, nela ainda habitando sob conflitos de várias etiologias.
Busca amparo nas pessoas que considera fortes e eleitas como seus heróis ou seus superiores. Os empreendimentos dessas pessoas são, para elas, sempre coroados de êxito. Desconhecem que elas também se sacrificam, travam lutas íntimas, têm que renunciar... Mas esta parte preferem ignorar, nela não acreditando, caso lhes seja revelada.
A imaturidade emocional que trazem os que buscam CRESCER leva-os à violência, à agressividade, decorrentes de caprichos com todas as características de infantilidade.
Todos nascemos para a auto-realização, e fazemos parte de um grupo social no qual nos encontramos para servir e ser servido, procurando dar mais do que receber, caso já possuamos o conhecimento da realidade trazida por JESUS. Isto nos propiciará total segurança e disposição para o nosso CRESCER, que será sempre resultado da junção íntima existente entre ele - CRESCER - e os outros dois: SER e CRER, desde que saibamos estabelecer tal conexão, é óbvio.
Com raríssimas exceções, não se chega ao CRESCER sem partir dos erros, porque em todas as áreas do comportamento estão presentes a glória e o fracasso, como subprodutos do mesmo empreendimento.
Para que atinjamos o CRESCER necessário é nos munirmos, acima de tudo, de perseverança, da repetição sem enfado, alijando as reclamações, queixas e cansaço.
Procuremos não complicar os mecanismos de defesa que todos nós trazemos internamente ao acionarmos novas tentativas de fugas psicológicas, tentativas onde paira de forma destacada a subestima pessoal e a desconsideração pelos nossos próprios valores. A falta de amor a nós mesmos é causa de terríveis desajustes da alma, o que leva as esgotamento dessas forças inesgotáveis que estão ao alcance do nosso esforço pessoal.
Nosso sistema imunológico, sempre ao nosso dispor, malgrado não o acessemos sempre que necessário, por desconhecê-lo em essência, e também o trabalho de Carl Simonton com a sua psiconeuroimunologia, só é acionado pelo nosso SER, pelo nosso QUERER e pelo nosso CRESCER.
Todo o nosso sucesso, portanto, no avanço evolucionista, depende única e exclusivamente de nós e de mais ninguém.

Autor:  Adésio Alves Machado

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Volição

Volição (do latim volitione) é o processo cognitivo pelo qual um indivíduo se decide a praticar uma ação em particular. É definida como um esforço deliberado e é uma das principais funções psicológicas humanas (sendo as outras afeto, motivação e cognição). Processos volitivos podem ser aplicados conscientemente e podem ser automatizados como hábitos no decorrer do tempo. As concepções mais modernas de volição expressam-na como um processo de controle da ação que torna-se automatizada (ver Heckhausen & Kuhl, Gollwitzer, Corno & Kanfer).

"Força de vontade" é a expressão coloquial e volição é o termo científico para um mesmo estado mental, ou seja, uma "preferência eletiva". Quando "nos decidimos" (como dizemos) por uma coisa, isto é, determinamos uma escolha sobre ela, este estado é chamado de volição imanente; quando colocamos em prática qualquer ato de escolha em particular, este ato é denominado de volição imanente, executiva ou imperativa. Quando uma escolha imanente ou determinada controla ou governa uma série de atos voluntários, chamamos este estado de volição predominante; enquanto que volições subordinadas são aqueles atos de vontade que colocam em prática o objeto desejado pela volição predominante ou governante.

Outras definições

  • Em "Model of Human Occupation" de Gary Kielhofner, a volição é um dos três subsistemas que agem sobre o comportamento humano. Neste modelo, a volição refere-se a conjuntura endo-cultural que promove as ações do indivíduo.
  • O livro "A Bias for Action" de Heike Bruch e Sumantra Ghoshal discute as diferenças entre força de vontade e motivação. Ao fazê-lo, os autores usam o termo volição como um sinônimo de força de vontade e descrevem brevemente as teorias de Narziss Ach e Kurt Lewin. Enquanto Lewin argumenta que motivação e volição são a mesma coisa, os autores afirmam que Ach diz outra coisa. De acordo com Bruch e Ghosha, Ach afirma que há um certo limiar: quando o desejo permanece abaixo desse limiar, é apenas motivação; quando cruza o limiar, torna-se volição. Com este exemplo, os autores salientam a diferença em nível de comprometimento dos indivíduos às tarefas, medindo-o numa escala de intenção que vai da motivação à volição. Trabalhos modernos sobre o papel da volição no controle de impulsos (por exemplo, Kuhl & Heckhausen) e em educação (por exemplo, Corno) também fazem esta distinção. O modelo de Corno une a volição aos processos de aprendizagem auto-regulada.
Para ilustrar e explicar alguns destes processos precisamos resumidamente topografar pelos terrenos da percepção; imagens mentais; Processos mnêmonicos (memória) etc e processarmos as informações antes do ato volitivo propriamente dito, pois uma ou mais distorções e/ou interrupções patologicas durante a fração destes processos, podem acarretar uma ação cognitiva completamente avessa ao que realmente desejamos empreender. ATO PERCEPTIVO A sensação (sensibilidade), matéria prima do ato perceptivo, pode ser dividida em: - sensibilidade externa: consciência do objeto; - sensibilidade interna: consciência visceral; - sensibilidade geral: superficial e profunda (refere-se ao sistema osteomuscular e labirinto); - sensibilidade especial: relacionada aos órgãos dos sentidos. ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA PERCEPÇÃO SENSORIAL AGNOSIA: o indivíduo não consegue identificar as impressões sensoriais que recebe. ANESTESIA: ausência de percepção. HIPERESTESIA: estímulos captados de forma exagerada. HIPOESTESIA: estímulos captados de forma diminuída. ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA PERCEPÇÃO SENSORIAL 1. TROCA: mudança de uma sensação comum por outra, em geral desagradável. Cacosmia (odor fétido para perfumes agradáveis); parageusia (paladar fétido para alimentos saudáveis); acantesia (dor para alimentos banais). 2. SINESTESIA: Troca da qualidade sensorial por outra. Ver sons ou ouvir cores. 3. DESREALIZAÇÃO: estranheza em relação ao mundo. 4. DESPERSONALIZAÇÃO: estranheza de si próprio. FALSAS PERCEPÇÕES a. PAREIDOLIAS: percepções fantásticas em um objeto real (imagens de animais quando se olha para as nuvens, mas o observador sabe que o objeto observado é uma nuvem); b. ILUSÕES: percepções deformadas do objeto real momentaneamente aceita pelo juízo de realidade. c. ALUCINAÇÕES: aparecimento de uma imagem na consciência sem um objeto real (imagem alucinatória), com as características de uma imagem perceptiva real e por isso aceita pelo juízo de realidade: - Alucinações Visuais: podem ser elementares (fagulhas, clarões), diferenciadas (figuras, visões), lilipudianas (diminuídas) e guliverianas (gigantes); - Alucinações auditivas: são as mais comuns, podem ser elementares (zumbidos, estalidos) e diferenciadas (vozes). Na esquizofrenia as vozes se dirigem ao paciente (primeira pessoa) e na alucinose alcoólica falam dele (terceira pessoa). - Alucinações olfativas e gustativas: são raras e quase sempre associadas, consistem em cheiros desagradáveis (gás, lixo, animais mortos). - Alucinações táteis: formigamento, picadas, queimaduras, animais repugnantes, relacionadas ao uso de cocaína e anfetaminas. - Alucinações cenestésicas: relacionadas a sensibilidade visceral. Por exemplo, o paciente diz que seu intestino está amolecendo e apodrecendo. - Alucinações sinestésicas: fusão e troca de duas imagens de qualidades sensoriais diferentes. Por exemplo, ver a cor do som. - Alucinações cinestésicas: relacionada aos movimentos. - Alucinações hipnagógicas (ocorre ao adormecer) e hipnopômpicas (ao acordar). Não significam doença, pois podem ocorrer em indivíduos sem doenças psiquiátricas. d. PSEUDO-ALUCINAÇÕES: não possui projeção no espaço e nem corporeidade. Surge como vozes internas ou imagens internas e podem ocorrer nas mesmas situações das alucinações. e. ALUCINOSES: possuem projeção no espaço externo e ocorre certa estranheza do paciente quando ao fenômeno perceptivo ocorrido, podem surgir no rebaixamento do nível de consciência e em lesões pedunculares e occipitais, assim como no alcoolismo (por exemplo: alucinose alcoólica). IMAGENS MENTAIS 1. IMAGEM PERCEPTIVA REAL: possui nitidez (imagem clara e bem delimitada), corporeidade (imagem viva, corpórea), estabilidade ( a imagem é fixa) ; extrojeção (o objeto da imagem está fora dos limites do eu) e ininfluenciabilidade voluntária (a imagem não se modifica pela vontade). 2. IMAGEM PÓS-SENSORIAL OU ECO SENSORIAL: - imagem resultante persiste após um estímulo intenso (como acontece quando se olha para o sol e se fecha os olhos). 3. IMAGEM REPRESENTATIVA OU MNÊMICA:- determinada imagem sensorial vivida na memória (introjeção), sem que o objeto esteja presente e por isso possuindo características inversas da imagem perceptiva real. 4. IMAGEM FANTÁSTICA OU FABULATÓRIA: criação da livre atividade imaginativa. 5. IMAGEM ONÍRICA: ocorre nos sonhos (imagem mnêmica e/ou fantástica). Características: plasticidade, mobilidade, introjeção, ilogismo, intemporalidade. MEMÓRIA (PROCESSO MNÊMICO) Capacidade ou propriedade psíquica de fixar, conservar e reproduzir, evocar ou representar, sob a forma de imagens representativas ou mnêmicas, impressões sensoriais recebidas, transmitidas e conscientizadas sob a forma de sensações. TIPOS DE MEMÓRIA 1. MEMÓRIA IMEDIATA: desaparece facilmente caso o acontecimento não apresente conotação afetiva ou outro tipo de importância. 2. MEMÓRIA DE FIXAÇÃO: guarda fatos ocorridos nos últimos dias ou semanas. 3. MEMÓRIA DE EVOCAÇÃO: relacionada aos dados mais antigos da vida do paciente. FASES DO PROCESSO MNÊMICO (MEMÓRIA) 1. FIXAÇÃO: o fato para ser memorizado de ser dotado de uma carga afetiva potencial (positiva ou negativa). 2. CONSERVAÇÃO: período de latência em que se conserva a imagem mnêmica. 3. EVOCAÇÃO: consiste em um ato consciente e esforço intelectual para trazer ao momento presente uma memória. 4. RECONHECIMENTO: consiste na identificação da imagem evocada como acontecimento pretérito, ou seja, identificada como recordação no quadro da situação atual. ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS 1. AMNÉSIA MACIÇA: esquecimento de grande parte ou de todo o passado. 2. AMNÉSIA LACUNAR: comprometimento de fatos limitados do passado (o indivíduo lembra o anterior e o posterior a determinado período de sua vida). 3. AMNÉSIA SELETIVA: refere-se apenas a um determinado tema. 4. HIPERMNÉSIA: aumento da atividade ou capacidade de notação. 5. HIPOMNÉSIA: incapacidade de reter conhecimentos recentes; falsas recordações, paciente cria histórias sem consistência ou duração para preencher lacunas de memória (confabulações). A hipomnésia de evocação pode ser organogênica (caráter progressivo e irreversível geralmente - estados demenciais) ou psicogênica (globais, lacunares ou seletivas - somente para fatos dotados de carga afetiva - todas reversíveis). A hipomnésia de fixação sem hipomnésia de evocação (o indivíduo se lembra de sua infância e não sabe o que comeu no almoço) geralmente é organogênica, podendo ocorrer no delirium e nos quadros demenciais. ALTERAÇÕES QUALITATIVAS 1. ALOMNÉSIAS OU ILUSÕES DE MEMÓRIA - São falsas reminiscências, ou seja, imagens mnêmicas de fatos que aconteceram que são deformadas e falseadas pelo paciente. 2. PARAMNÉSIAS OU ALUCINAÇÕES DE MEMÓRIA - imagens criadas pela fantasia do paciente e que nunca ocorreram.
Para ilustrar e explicar alguns destes processos precisamos resumidamente topografar pelos terrenos da percepção; imagens mentais; Processos mnêmonicos (memória) etc e processarmos as informações antes do ato volitivo propriamente dito, pois uma ou mais distorções e/ou interrupções patologicas durante a fração destes processos, podem acarretar uma ação cognitiva completamente avessa ao que realmente desejamos empreender.

ATO PERCEPTIVO

A sensação (sensibilidade), matéria prima do ato perceptivo, pode ser dividida em: - sensibilidade externa: consciência do objeto; - sensibilidade interna: consciência visceral; - sensibilidade geral: superficial e profunda (refere-se ao sistema osteomuscular e labirinto); - sensibilidade especial: relacionada aos órgãos dos sentidos.

ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA PERCEPÇÃO SENSORIAL

AGNOSIA: o indivíduo não consegue identificar as impressões sensoriais que recebe.

ANESTESIA: ausência de percepção.

HIPERESTESIA: estímulos captados de forma exagerada. 


HIPOESTESIA: estímulos captados de forma diminuída.

ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA PERCEPÇÃO SENSORIAL

1. TROCA: mudança de uma sensação comum por outra, em geral desagradável. Cacosmia (odor fétido para perfumes agradáveis); parageusia (paladar fétido para alimentos saudáveis); acantesia (dor para alimentos banais).

2. SINESTESIA: Troca da qualidade sensorial por outra. Ver sons ou ouvir cores.

3. DESREALIZAÇÃO: estranheza em relação ao mundo.

4. DESPERSONALIZAÇÃO: estranheza de si próprio.

FALSAS PERCEPÇÕES

a. PAREIDOLIAS: percepções fantásticas em um objeto real (imagens de animais quando se olha para as nuvens, mas o observador sabe que o objeto observado é uma nuvem);

b. ILUSÕES: percepções deformadas do objeto real momentaneamente aceita pelo juízo de realidade;

c. ALUCINAÇÕES: aparecimento de uma imagem na consciência sem um objeto real (imagem alucinatória), com as características de uma imagem perceptiva real e por isso aceita pelo juízo de realidade:

- Alucinações Visuais: podem ser elementares (fagulhas, clarões), diferenciadas (figuras, visões), lilipudianas (diminuídas) e guliverianas (gigantes);

- Alucinações auditivas: são as mais comuns, podem ser elementares (zumbidos, estalidos) e diferenciadas (vozes). Na esquizofrenia as vozes se dirigem ao paciente (primeira pessoa) e na alucinose alcoólica falam dele (terceira pessoa);

- Alucinações olfativas e gustativas: são raras e quase sempre associadas, consistem em cheiros desagradáveis (gás, lixo, animais mortos);

- Alucinações táteis: formigamento, picadas, queimaduras, animais repugnantes, relacionadas ao uso de cocaína e anfetaminas;

- Alucinações cenestésicas: relacionadas a sensibilidade visceral. Por exemplo, o paciente diz que seu intestino está amolecendo e apodrecendo. - Alucinações sinestésicas: fusão e troca de duas imagens de qualidades sensoriais diferentes. Por exemplo, ver a cor do som.

- Alucinações cinestésicas: relacionada aos movimentos.

- Alucinações hipnagógicas (ocorre ao adormecer) e hipnopômpicas (ao acordar). Não significam doença, pois podem ocorrer em indivíduos sem doenças psiquiátricas.

d. PSEUDO-ALUCINAÇÕES: não possui projeção no espaço e nem corporeidade. Surge como vozes internas ou imagens internas e podem ocorrer nas mesmas situações das alucinações.

e. ALUCINOSES: possuem projeção no espaço externo e ocorre certa estranheza do paciente quando ao fenômeno perceptivo ocorrido, podem surgir no rebaixamento do nível de consciência e em lesões pedunculares e occipitais, assim como no alcoolismo (por exemplo: alucinose alcoólica).

IMAGENS MENTAIS

1. IMAGEM PERCEPTIVA REAL: possui nitidez (imagem clara e bem delimitada), corporeidade (imagem viva, corpórea), estabilidade ( a imagem é fixa) ; extrojeção (o objeto da imagem está fora dos limites do eu) e ininfluenciabilidade voluntária (a imagem não se modifica pela vontade).

2. IMAGEM PÓS-SENSORIAL OU ECO SENSORIAL: - imagem resultante persiste após um estímulo intenso (como acontece quando se olha para o sol e se fecha os olhos).

3. IMAGEM REPRESENTATIVA OU MNÊMICA:- determinada imagem sensorial vivida na memória (introjeção), sem que o objeto esteja presente e por isso possuindo características inversas da imagem perceptiva real.

4. IMAGEM FANTÁSTICA OU FABULATÓRIA: criação da livre atividade imaginativa.

5. IMAGEM ONÍRICA: ocorre nos sonhos (imagem mnêmica e/ou fantástica). Características: plasticidade, mobilidade, introjeção, ilogismo, intemporalidade.

MEMÓRIA (PROCESSO MNÊMICO)

Capacidade ou propriedade psíquica de fixar, conservar e reproduzir, evocar ou representar, sob a forma de imagens representativas ou mnêmicas, impressões sensoriais recebidas, transmitidas e conscientizadas sob a forma de sensações.

TIPOS DE MEMÓRIA

1. MEMÓRIA IMEDIATA: desaparece facilmente caso o acontecimento não apresente conotação afetiva ou outro tipo de importância.

2. MEMÓRIA DE FIXAÇÃO: guarda fatos ocorridos nos últimos dias ou semanas.

3. MEMÓRIA DE EVOCAÇÃO: relacionada aos dados mais antigos da vida do paciente.
 
FASES DO PROCESSO MNÊMICO (MEMÓRIA)

 1. FIXAÇÃO: o fato para ser memorizado de ser dotado de uma carga afetiva potencial (positiva ou negativa).

2. CONSERVAÇÃO: período de latência em que se conserva a imagem mnêmica.

3. EVOCAÇÃO: consiste em um ato consciente e esforço intelectual para trazer ao momento presente uma memória.

4. RECONHECIMENTO: consiste na identificação da imagem evocada como acontecimento pretérito, ou seja, identificada como recordação no quadro da situação atual.

ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS

1. AMNÉSIA MACIÇA: esquecimento de grande parte ou de todo o passado.

2. AMNÉSIA LACUNAR: comprometimento de fatos limitados do passado (o indivíduo lembra o anterior e o posterior a determinado período de sua vida).

3. AMNÉSIA SELETIVA: refere-se apenas a um determinado tema.

4. HIPERMNÉSIA: aumento da atividade ou capacidade de notação.

5. HIPOMNÉSIA: incapacidade de reter conhecimentos recentes; falsas recordações, paciente cria histórias sem consistência ou duração para preencher lacunas de memória (confabulações). A hipomnésia de evocação pode ser organogênica (caráter progressivo e irreversível geralmente - estados demenciais) ou psicogênica (globais, lacunares ou seletivas - somente para fatos dotados de carga afetiva - todas reversíveis). A hipomnésia de fixação sem hipomnésia de evocação (o indivíduo se lembra de sua infância e não sabe o que comeu no almoço) geralmente é organogênica, podendo ocorrer no delirium e nos quadros demenciais.

ALTERAÇÕES QUALITATIVAS

1. ALOMNÉSIAS OU ILUSÕES DE MEMÓRIA - São falsas reminiscências, ou seja, imagens mnêmicas de fatos que aconteceram que são deformadas e falseadas pelo paciente.

2. PARAMNÉSIAS OU ALUCINAÇÕES DE MEMÓRIA - imagens criadas pela fantasia do paciente e que nunca ocorreram.

Para ilustrar e explicar alguns destes processos precisamos resumidamente topografar pelos terrenos da percepção; imagens mentais; Processos mnêmonicos (memória) etc e processarmos as informações antes do ato volitivo propriamente dito, pois uma ou mais distorções e/ou interrupções patologicas durante a fração destes processos, podem acarretar uma ação cognitiva completamente avessa ao que realmente desejamos empreender. ATO PERCEPTIVO A sensação (sensibilidade), matéria prima do ato perceptivo, pode ser dividida em: - sensibilidade externa: consciência do objeto; - sensibilidade interna: consciência visceral; - sensibilidade geral: superficial e profunda (refere-se ao sistema osteomuscular e labirinto); - sensibilidade especial: relacionada aos órgãos dos sentidos. ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA PERCEPÇÃO SENSORIAL AGNOSIA: o indivíduo não consegue identificar as impressões sensoriais que recebe. ANESTESIA: ausência de percepção. HIPERESTESIA: estímulos captados de forma exagerada. HIPOESTESIA: estímulos captados de forma diminuída. ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA PERCEPÇÃO SENSORIAL 1. TROCA: mudança de uma sensação comum por outra, em geral desagradável. Cacosmia (odor fétido para perfumes agradáveis); parageusia (paladar fétido para alimentos saudáveis); acantesia (dor para alimentos banais). 2. SINESTESIA: Troca da qualidade sensorial por outra. Ver sons ou ouvir cores. 3. DESREALIZAÇÃO: estranheza em relação ao mundo. 4. DESPERSONALIZAÇÃO: estranheza de si próprio. FALSAS PERCEPÇÕES a. PAREIDOLIAS: percepções fantásticas em um objeto real (imagens de animais quando se olha para as nuvens, mas o observador sabe que o objeto observado é uma nuvem); b. ILUSÕES: percepções deformadas do objeto real momentaneamente aceita pelo juízo de realidade. c. ALUCINAÇÕES: aparecimento de uma imagem na consciência sem um objeto real (imagem alucinatória), com as características de uma imagem perceptiva real e por isso aceita pelo juízo de realidade: - Alucinações Visuais: podem ser elementares (fagulhas, clarões), diferenciadas (figuras, visões), lilipudianas (diminuídas) e guliverianas (gigantes); - Alucinações auditivas: são as mais comuns, podem ser elementares (zumbidos, estalidos) e diferenciadas (vozes). Na esquizofrenia as vozes se dirigem ao paciente (primeira pessoa) e na alucinose alcoólica falam dele (terceira pessoa). - Alucinações olfativas e gustativas: são raras e quase sempre associadas, consistem em cheiros desagradáveis (gás, lixo, animais mortos). - Alucinações táteis: formigamento, picadas, queimaduras, animais repugnantes, relacionadas ao uso de cocaína e anfetaminas. - Alucinações cenestésicas: relacionadas a sensibilidade visceral. Por exemplo, o paciente diz que seu intestino está amolecendo e apodrecendo. - Alucinações sinestésicas: fusão e troca de duas imagens de qualidades sensoriais diferentes. Por exemplo, ver a cor do som. - Alucinações cinestésicas: relacionada aos movimentos. - Alucinações hipnagógicas (ocorre ao adormecer) e hipnopômpicas (ao acordar). Não significam doença, pois podem ocorrer em indivíduos sem doenças psiquiátricas. d. PSEUDO-ALUCINAÇÕES: não possui projeção no espaço e nem corporeidade. Surge como vozes internas ou imagens internas e podem ocorrer nas mesmas situações das alucinações. e. ALUCINOSES: possuem projeção no espaço externo e ocorre certa estranheza do paciente quando ao fenômeno perceptivo ocorrido, podem surgir no rebaixamento do nível de consciência e em lesões pedunculares e occipitais, assim como no alcoolismo (por exemplo: alucinose alcoólica). IMAGENS MENTAIS 1. IMAGEM PERCEPTIVA REAL: possui nitidez (imagem clara e bem delimitada), corporeidade (imagem viva, corpórea), estabilidade ( a imagem é fixa) ; extrojeção (o objeto da imagem está fora dos limites do eu) e ininfluenciabilidade voluntária (a imagem não se modifica pela vontade). 2. IMAGEM PÓS-SENSORIAL OU ECO SENSORIAL: - imagem resultante persiste após um estímulo intenso (como acontece quando se olha para o sol e se fecha os olhos). 3. IMAGEM REPRESENTATIVA OU MNÊMICA:- determinada imagem sensorial vivida na memória (introjeção), sem que o objeto esteja presente e por isso possuindo características inversas da imagem perceptiva real. 4. IMAGEM FANTÁSTICA OU FABULATÓRIA: criação da livre atividade imaginativa. 5. IMAGEM ONÍRICA: ocorre nos sonhos (imagem mnêmica e/ou fantástica). Características: plasticidade, mobilidade, introjeção, ilogismo, intemporalidade. MEMÓRIA (PROCESSO MNÊMICO) Capacidade ou propriedade psíquica de fixar, conservar e reproduzir, evocar ou representar, sob a forma de imagens representativas ou mnêmicas, impressões sensoriais recebidas, transmitidas e conscientizadas sob a forma de sensações. TIPOS DE MEMÓRIA 1. MEMÓRIA IMEDIATA: desaparece facilmente caso o acontecimento não apresente conotação afetiva ou outro tipo de importância. 2. MEMÓRIA DE FIXAÇÃO: guarda fatos ocorridos nos últimos dias ou semanas. 3. MEMÓRIA DE EVOCAÇÃO: relacionada aos dados mais antigos da vida do paciente. FASES DO PROCESSO MNÊMICO (MEMÓRIA) 1. FIXAÇÃO: o fato para ser memorizado de ser dotado de uma carga afetiva potencial (positiva ou negativa). 2. CONSERVAÇÃO: período de latência em que se conserva a imagem mnêmica. 3. EVOCAÇÃO: consiste em um ato consciente e esforço intelectual para trazer ao momento presente uma memória. 4. RECONHECIMENTO: consiste na identificação da imagem evocada como acontecimento pretérito, ou seja, identificada como recordação no quadro da situação atual. ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS 1. AMNÉSIA MACIÇA: esquecimento de grande parte ou de todo o passado. 2. AMNÉSIA LACUNAR: comprometimento de fatos limitados do passado (o indivíduo lembra o anterior e o posterior a determinado período de sua vida). 3. AMNÉSIA SELETIVA: refere-se apenas a um determinado tema. 4. HIPERMNÉSIA: aumento da atividade ou capacidade de notação. 5. HIPOMNÉSIA: incapacidade de reter conhecimentos recentes; falsas recordações, paciente cria histórias sem consistência ou duração para preencher lacunas de memória (confabulações). A hipomnésia de evocação pode ser organogênica (caráter progressivo e irreversível geralmente - estados demenciais) ou psicogênica (globais, lacunares ou seletivas - somente para fatos dotados de carga afetiva - todas reversíveis). A hipomnésia de fixação sem hipomnésia de evocação (o indivíduo se lembra de sua infância e não sabe o que comeu no almoço) geralmente é organogênica, podendo ocorrer no delirium e nos quadros demenciais. ALTERAÇÕES QUALITATIVAS 1. ALOMNÉSIAS OU ILUSÕES DE MEMÓRIA - São falsas reminiscências, ou seja, imagens mnêmicas de fatos que aconteceram que são deformadas e falseadas pelo paciente. 2. PARAMNÉSIAS OU ALUCINAÇÕES DE MEMÓRIA - imagens criadas pela fantasia do paciente e que nunca ocorreram.
Para ilustrar e explicar alguns destes processos precisamos resumidamente topografar pelos terrenos da percepção; imagens mentais; Processos mnêmonicos (memória) etc e processarmos as informações antes do ato volitivo propriamente dito, pois uma ou mais distorções e/ou interrupções patologicas durante a fração destes processos, podem acarretar uma ação cognitiva completamente avessa ao que realmente desejamos empreender. ATO PERCEPTIVO A sensação (sensibilidade), matéria prima do ato perceptivo, pode ser dividida em: - sensibilidade externa: consciência do objeto; - sensibilidade interna: consciência visceral; - sensibilidade geral: superficial e profunda (refere-se ao sistema osteomuscular e labirinto); - sensibilidade especial: relacionada aos órgãos dos sentidos. ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA PERCEPÇÃO SENSORIAL AGNOSIA: o indivíduo não consegue identificar as impressões sensoriais que recebe. ANESTESIA: ausência de percepção. HIPERESTESIA: estímulos captados de forma exagerada. HIPOESTESIA: estímulos captados de forma diminuída. ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA PERCEPÇÃO SENSORIAL 1. TROCA: mudança de uma sensação comum por outra, em geral desagradável. Cacosmia (odor fétido para perfumes agradáveis); parageusia (paladar fétido para alimentos saudáveis); acantesia (dor para alimentos banais). 2. SINESTESIA: Troca da qualidade sensorial por outra. Ver sons ou ouvir cores. 3. DESREALIZAÇÃO: estranheza em relação ao mundo. 4. DESPERSONALIZAÇÃO: estranheza de si próprio. FALSAS PERCEPÇÕES a. PAREIDOLIAS: percepções fantásticas em um objeto real (imagens de animais quando se olha para as nuvens, mas o observador sabe que o objeto observado é uma nuvem); b. ILUSÕES: percepções deformadas do objeto real momentaneamente aceita pelo juízo de realidade. c. ALUCINAÇÕES: aparecimento de uma imagem na consciência sem um objeto real (imagem alucinatória), com as características de uma imagem perceptiva real e por isso aceita pelo juízo de realidade: - Alucinações Visuais: podem ser elementares (fagulhas, clarões), diferenciadas (figuras, visões), lilipudianas (diminuídas) e guliverianas (gigantes); - Alucinações auditivas: são as mais comuns, podem ser elementares (zumbidos, estalidos) e diferenciadas (vozes). Na esquizofrenia as vozes se dirigem ao paciente (primeira pessoa) e na alucinose alcoólica falam dele (terceira pessoa). - Alucinações olfativas e gustativas: são raras e quase sempre associadas, consistem em cheiros desagradáveis (gás, lixo, animais mortos). - Alucinações táteis: formigamento, picadas, queimaduras, animais repugnantes, relacionadas ao uso de cocaína e anfetaminas. - Alucinações cenestésicas: relacionadas a sensibilidade visceral. Por exemplo, o paciente diz que seu intestino está amolecendo e apodrecendo. - Alucinações sinestésicas: fusão e troca de duas imagens de qualidades sensoriais diferentes. Por exemplo, ver a cor do som. - Alucinações cinestésicas: relacionada aos movimentos. - Alucinações hipnagógicas (ocorre ao adormecer) e hipnopômpicas (ao acordar). Não significam doença, pois podem ocorrer em indivíduos sem doenças psiquiátricas. d. PSEUDO-ALUCINAÇÕES: não possui projeção no espaço e nem corporeidade. Surge como vozes internas ou imagens internas e podem ocorrer nas mesmas situações das alucinações. e. ALUCINOSES: possuem projeção no espaço externo e ocorre certa estranheza do paciente quando ao fenômeno perceptivo ocorrido, podem surgir no rebaixamento do nível de consciência e em lesões pedunculares e occipitais, assim como no alcoolismo (por exemplo: alucinose alcoólica). IMAGENS MENTAIS 1. IMAGEM PERCEPTIVA REAL: possui nitidez (imagem clara e bem delimitada), corporeidade (imagem viva, corpórea), estabilidade ( a imagem é fixa) ; extrojeção (o objeto da imagem está fora dos limites do eu) e ininfluenciabilidade voluntária (a imagem não se modifica pela vontade). 2. IMAGEM PÓS-SENSORIAL OU ECO SENSORIAL: - imagem resultante persiste após um estímulo intenso (como acontece quando se olha para o sol e se fecha os olhos). 3. IMAGEM REPRESENTATIVA OU MNÊMICA:- determinada imagem sensorial vivida na memória (introjeção), sem que o objeto esteja presente e por isso possuindo características inversas da imagem perceptiva real. 4. IMAGEM FANTÁSTICA OU FABULATÓRIA: criação da livre atividade imaginativa. 5. IMAGEM ONÍRICA: ocorre nos sonhos (imagem mnêmica e/ou fantástica). Características: plasticidade, mobilidade, introjeção, ilogismo, intemporalidade. MEMÓRIA (PROCESSO MNÊMICO) Capacidade ou propriedade psíquica de fixar, conservar e reproduzir, evocar ou representar, sob a forma de imagens representativas ou mnêmicas, impressões sensoriais recebidas, transmitidas e conscientizadas sob a forma de sensações. TIPOS DE MEMÓRIA 1. MEMÓRIA IMEDIATA: desaparece facilmente caso o acontecimento não apresente conotação afetiva ou outro tipo de importância. 2. MEMÓRIA DE FIXAÇÃO: guarda fatos ocorridos nos últimos dias ou semanas. 3. MEMÓRIA DE EVOCAÇÃO: relacionada aos dados mais antigos da vida do paciente. FASES DO PROCESSO MNÊMICO (MEMÓRIA) 1. FIXAÇÃO: o fato para ser memorizado de ser dotado de uma carga afetiva potencial (positiva ou negativa). 2. CONSERVAÇÃO: período de latência em que se conserva a imagem mnêmica. 3. EVOCAÇÃO: consiste em um ato consciente e esforço intelectual para trazer ao momento presente uma memória. 4. RECONHECIMENTO: consiste na identificação da imagem evocada como acontecimento pretérito, ou seja, identificada como recordação no quadro da situação atual. ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS 1. AMNÉSIA MACIÇA: esquecimento de grande parte ou de todo o passado. 2. AMNÉSIA LACUNAR: comprometimento de fatos limitados do passado (o indivíduo lembra o anterior e o posterior a determinado período de sua vida). 3. AMNÉSIA SELETIVA: refere-se apenas a um determinado tema. 4. HIPERMNÉSIA: aumento da atividade ou capacidade de notação. 5. HIPOMNÉSIA: incapacidade de reter conhecimentos recentes; falsas recordações, paciente cria histórias sem consistência ou duração para preencher lacunas de memória (confabulações). A hipomnésia de evocação pode ser organogênica (caráter progressivo e irreversível geralmente - estados demenciais) ou psicogênica (globais, lacunares ou seletivas - somente para fatos dotados de carga afetiva - todas reversíveis). A hipomnésia de fixação sem hipomnésia de evocação (o indivíduo se lembra de sua infância e não sabe o que comeu no almoço) geralmente é organogênica, podendo ocorrer no delirium e nos quadros demenciais. ALTERAÇÕES QUALITATIVAS 1. ALOMNÉSIAS OU ILUSÕES DE MEMÓRIA - São falsas reminiscências, ou seja, imagens mnêmicas de fatos que aconteceram que são deformadas e falseadas pelo paciente. 2. PARAMNÉSIAS OU ALUCINAÇÕES DE MEMÓRIA - imagens criadas pela fantasia do paciente e que nunca ocorreram.
Para ilustrar e explicar alguns destes processos precisamos resumidamente topografar pelos terrenos da percepção; imagens mentais; Processos mnêmonicos (memória) etc e processarmos as informações antes do ato volitivo propriamente dito, pois uma ou mais distorções e/ou interrupções patologicas durante a fração destes processos, podem acarretar uma ação cognitiva completamente avessa ao que realmente desejamos empreender. ATO PERCEPTIVO A sensação (sensibilidade), matéria prima do ato perceptivo, pode ser dividida em: - sensibilidade externa: consciência do objeto; - sensibilidade interna: consciência visceral; - sensibilidade geral: superficial e profunda (refere-se ao sistema osteomuscular e labirinto); - sensibilidade especial: relacionada aos órgãos dos sentidos. ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA PERCEPÇÃO SENSORIAL AGNOSIA: o indivíduo não consegue identificar as impressões sensoriais que recebe. ANESTESIA: ausência de percepção. HIPERESTESIA: estímulos captados de forma exagerada. HIPOESTESIA: estímulos captados de forma diminuída. ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA PERCEPÇÃO SENSORIAL 1. TROCA: mudança de uma sensação comum por outra, em geral desagradável. Cacosmia (odor fétido para perfumes agradáveis); parageusia (paladar fétido para alimentos saudáveis); acantesia (dor para alimentos banais). 2. SINESTESIA: Troca da qualidade sensorial por outra. Ver sons ou ouvir cores. 3. DESREALIZAÇÃO: estranheza em relação ao mundo. 4. DESPERSONALIZAÇÃO: estranheza de si próprio. FALSAS PERCEPÇÕES a. PAREIDOLIAS: percepções fantásticas em um objeto real (imagens de animais quando se olha para as nuvens, mas o observador sabe que o objeto observado é uma nuvem); b. ILUSÕES: percepções deformadas do objeto real momentaneamente aceita pelo juízo de realidade. c. ALUCINAÇÕES: aparecimento de uma imagem na consciência sem um objeto real (imagem alucinatória), com as características de uma imagem perceptiva real e por isso aceita pelo juízo de realidade: - Alucinações Visuais: podem ser elementares (fagulhas, clarões), diferenciadas (figuras, visões), lilipudianas (diminuídas) e guliverianas (gigantes); - Alucinações auditivas: são as mais comuns, podem ser elementares (zumbidos, estalidos) e diferenciadas (vozes). Na esquizofrenia as vozes se dirigem ao paciente (primeira pessoa) e na alucinose alcoólica falam dele (terceira pessoa). - Alucinações olfativas e gustativas: são raras e quase sempre associadas, consistem em cheiros desagradáveis (gás, lixo, animais mortos). - Alucinações táteis: formigamento, picadas, queimaduras, animais repugnantes, relacionadas ao uso de cocaína e anfetaminas. - Alucinações cenestésicas: relacionadas a sensibilidade visceral. Por exemplo, o paciente diz que seu intestino está amolecendo e apodrecendo. - Alucinações sinestésicas: fusão e troca de duas imagens de qualidades sensoriais diferentes. Por exemplo, ver a cor do som. - Alucinações cinestésicas: relacionada aos movimentos. - Alucinações hipnagógicas (ocorre ao adormecer) e hipnopômpicas (ao acordar). Não significam doença, pois podem ocorrer em indivíduos sem doenças psiquiátricas. d. PSEUDO-ALUCINAÇÕES: não possui projeção no espaço e nem corporeidade. Surge como vozes internas ou imagens internas e podem ocorrer nas mesmas situações das alucinações. e. ALUCINOSES: possuem projeção no espaço externo e ocorre certa estranheza do paciente quando ao fenômeno perceptivo ocorrido, podem surgir no rebaixamento do nível de consciência e em lesões pedunculares e occipitais, assim como no alcoolismo (por exemplo: alucinose alcoólica). IMAGENS MENTAIS 1. IMAGEM PERCEPTIVA REAL: possui nitidez (imagem clara e bem delimitada), corporeidade (imagem viva, corpórea), estabilidade ( a imagem é fixa) ; extrojeção (o objeto da imagem está fora dos limites do eu) e ininfluenciabilidade voluntária (a imagem não se modifica pela vontade). 2. IMAGEM PÓS-SENSORIAL OU ECO SENSORIAL: - imagem resultante persiste após um estímulo intenso (como acontece quando se olha para o sol e se fecha os olhos). 3. IMAGEM REPRESENTATIVA OU MNÊMICA:- determinada imagem sensorial vivida na memória (introjeção), sem que o objeto esteja presente e por isso possuindo características inversas da imagem perceptiva real. 4. IMAGEM FANTÁSTICA OU FABULATÓRIA: criação da livre atividade imaginativa. 5. IMAGEM ONÍRICA: ocorre nos sonhos (imagem mnêmica e/ou fantástica). Características: plasticidade, mobilidade, introjeção, ilogismo, intemporalidade. MEMÓRIA (PROCESSO MNÊMICO) Capacidade ou propriedade psíquica de fixar, conservar e reproduzir, evocar ou representar, sob a forma de imagens representativas ou mnêmicas, impressões sensoriais recebidas, transmitidas e conscientizadas sob a forma de sensações. TIPOS DE MEMÓRIA 1. MEMÓRIA IMEDIATA: desaparece facilmente caso o acontecimento não apresente conotação afetiva ou outro tipo de importância. 2. MEMÓRIA DE FIXAÇÃO: guarda fatos ocorridos nos últimos dias ou semanas. 3. MEMÓRIA DE EVOCAÇÃO: relacionada aos dados mais antigos da vida do paciente. FASES DO PROCESSO MNÊMICO (MEMÓRIA) 1. FIXAÇÃO: o fato para ser memorizado de ser dotado de uma carga afetiva potencial (positiva ou negativa). 2. CONSERVAÇÃO: período de latência em que se conserva a imagem mnêmica. 3. EVOCAÇÃO: consiste em um ato consciente e esforço intelectual para trazer ao momento presente uma memória. 4. RECONHECIMENTO: consiste na identificação da imagem evocada como acontecimento pretérito, ou seja, identificada como recordação no quadro da situação atual. ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS 1. AMNÉSIA MACIÇA: esquecimento de grande parte ou de todo o passado. 2. AMNÉSIA LACUNAR: comprometimento de fatos limitados do passado (o indivíduo lembra o anterior e o posterior a determinado período de sua vida). 3. AMNÉSIA SELETIVA: refere-se apenas a um determinado tema. 4. HIPERMNÉSIA: aumento da atividade ou capacidade de notação. 5. HIPOMNÉSIA: incapacidade de reter conhecimentos recentes; falsas recordações, paciente cria histórias sem consistência ou duração para preencher lacunas de memória (confabulações). A hipomnésia de evocação pode ser organogênica (caráter progressivo e irreversível geralmente - estados demenciais) ou psicogênica (globais, lacunares ou seletivas - somente para fatos dotados de carga afetiva - todas reversíveis). A hipomnésia de fixação sem hipomnésia de evocação (o indivíduo se lembra de sua infância e não sabe o que comeu no almoço) geralmente é organogênica, podendo ocorrer no delirium e nos quadros demenciais. ALTERAÇÕES QUALITATIVAS 1. ALOMNÉSIAS OU ILUSÕES DE MEMÓRIA - São falsas reminiscências, ou seja, imagens mnêmicas de fatos que aconteceram que são deformadas e falseadas pelo paciente. 2. PARAMNÉSIAS OU ALUCINAÇÕES DE MEMÓRIA - imagens criadas pela fantasia do paciente e que nunca ocorreram.
 Fontes: Wikipédia e Psicanálise Clínica

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A Energia do Amor

  DE QUE PRECISA O ESPÍRITO PARA SER SALVO
Perguntou um doutor da lei, para tentar Jesus: Mestre, que preciso fazer para encontrar a salvação e possuir a vida eterna?

Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei?

Ele respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo.

Disse-lhe Jesus: Respondestes muito bem; fazes isso e encontrarás a tua salvação.


O AMOR É ENERGIA

Mas o que é o amor?

Amor é um sentimento e a cada vez que sentimos algo geramos uma energia dentro de nós. Da mesma forma cada vez que pensamos também criamos dentro de nós uma energia mental.

As energias criadas pelos nossos pensamentos e sentimentos denominamos de energias internas.

Essa absorção e metabolização de energias externas, faz parte normal do funcionamento do complexo humano, ocorrendo de maneira automática, é um processo inconsciente que ocorre independente da percepção ou decisão voluntária da pessoa.


DE ONDE VEM AS ENERGIAS EXTERNAS ?

Energias Cósmica, Energias dos Alimentos, Energias da Natureza, Energias Irradiadas dos Encarnados e Energias Irradiadas dos Desencarnados.

ENERGIA IRRADIADAS
DAS OUTRAS PESSOAS → ENERGIA QUE ABSORVEMOS ← ENERGIAS LIVRES
                                                                       Ι



REAÇÃO QUÍMICA

Através de uma reação química, as energias internas e externas reagem entre si e formam uma energia combinada, que sempre vai ter a carga da polaridade das energia internas.

Em seguida a esta reação química, ocorre a metabolização dessas energias pelos nossos corpos material e espiritual e após irradiará a nossa volta formando a nossa aura.




O MAIS IMPORTANTE É CUIDARMOS DAS ENERGIAS INTERNAS

Ao entender este mecanismo, podemos afirmar que para nós o mais importante é cuidarmos das energias internas, as que produzimos através dos pensamentos e sentimentos, porque são essas cargas que vão prevalecer na reação química com as energias externas. Isto quer dizer, que se tivermos pensamentos e sentimentos com carga positiva nós sempre estaremos bem, porque toda a energia com carga negativa que chegar até nós, após a reação química passará a ter carga positiva. Com esse entendimento devemos parar de culpar os outros pelas energias negativas de que as vezes somos portadores.

Nós podemos receber energias negativas emitida por outra pessoa, mas esta não continuará sendo negativa, porque iremos transformá-la em positiva assim que adentre o nosso campo energético.

Esta energia negativa vinda de outra pessoa somente continuará negativa se a nossa energia interna também estiver negativa.

E nesse caso, a culpa não é da outra pessoa e sim nossa mesma por estar invigilantes e indisciplinados nos nossos pensamentos e sentimentos.

Jesus nos disse: Orai e Vigiai. Vigiar o que pensamos e sentimos.

AFINIDADE ENERGÉTICA

Por ser um processo automático, a absorção de energias pelo nosso organismo ajusta-se, naturalmente e automaticamente, ao padrão energético e vibratório correspondente ao estado mental e espiritual do momento. Isso significa dizer que temos maior facilidade de absorver as energias que são do mesmo padrão vibratório que nos encontramos, ou seja, nosso complexo energético atrai mais facilmente os fluidos e as energias com as quais afinamos e sintonizamos. Isso não significa dizer que não absorveremos as energias que não são do mesmo padrão vibratório que nos encontramos, ou seja, apenas teremos mais facilidade de atrair as energias com as quais nos afinamos e maior dificuldade de atrair as energias com as quais não nos afinamos. Se estamos equilibrados, harmonizados, vibrando no bem, absorveremos boas energias, correspondentes ao nosso “patamar vibratório”, dificultando a absorção de padrões energéticos “ruins”.

Se estamos desequilibrados, desarmonizados, invigilantes com nossos pensamentos e sentimentos, nosso patamar vibratório se ajusta com energias “ruins”, dificultando a absorção das energias boas e promove com maior facilidade a assimilação de energias desequilibradas.

SOMOS UM DíNAMO-PSIQUISMO

Cada um de nós é um dínamo-psiquismo emissor e perceptor permanente; daí não apenas recebemos influências dos outros, mas também sobre eles mantemos as nossas influenciações.

O AMOR PRODUZ AMOR

Constantemente estamos irradiando de nós o que realmente somos, e impregnando com essa energia particular as coisas, o ambiente, os objetos e influenciando as pessoas que as aceitam e as assimilam.

Coloque uma peça de ferro perto de um imã, e esta peça também se transformará em um imã enquanto estiver ali.

Permaneça perto de Quem o ama, e você será imantado por esse Amor. Ame os que estão perto de você que você irá imantá-los, porque o amor é contagiante. Mas não esqueçamos que o ódio também o é, de tanto odiar os outros também poderemos ser odiados. Espalhe amor onde quer que você vá.

Em primeiro lugar comece em sua própria casa. Dê amor a seus filhos, seus pais, sua esposa ou marido, seus irmãos.

Dê amor a seus parentes, a seus vizinhos, as pessoas do seu serviço. Não deixe ninguém vir a você sem partir melhor ou mais feliz.






JESUS TINHA RAZÃO AO DIZER QUE O AMOR É O CAMINHO DA SALVAÇÃO


Ao entendermos o mecanismo das reações entre as energias internas com as externas, podemos afirmar que Jesus tinha razão ao dizer que: “Amando a Deus e ao próximo como a nós mesmos”, nós salvamos o nosso espírito dos sofrimentos e permaneceremos eternamente em paz. 

Busquemos, com esforço constante, melhorar nossos pensamentos e os nossos sentimentos e encontraremos o caminho para uma vida melhor.

A ARMA INFALÍVEL

Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-a para o chefe da oficina que fora despedido.

O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis e quando o chefe da oficina leu as frases ingratas que o expressava, acolheu-as, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber porque. 

Encontrou quase de imediato, o sub chefe da oficina, e ao enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo
Foi a vez do sub chefe tornar-se neuratênico, sem se dar conta, abrigou a projeção maléfico no sentimento, por várias horas. 

No instante do almoço, ao invés de alimentar-se descarregou na esposa o perigoso dardo intangível, tão só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias.

Ele então sentiu-se aliviado, mas a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração.

Transtornada pela cólera inexplicável, que ninguém soubera dissolver, encaminhou-se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou com palavras indesejáveis.

Agora, era pobre menina quem detinha o tóxico mental, não podendo despejá-los nos pratos e xícaras, em vista aos prejuízos que teria de arcar, aproximou-se de velho cão, dorminhoco e deu-lhe um ponta pé, transferindo veneno imponderável. 

O animal ganiu e disparou tocado pela energia mortífera e para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública.

Era a senhora vizinha, que ferida na coxa se enfureceu instantaneamente, possuída pela força maléfica. Em gritaria desesperada foi conduzida a certa farmácia.

O enfermeiro muito prestativo, de calmo que era transformou-se em fera. 

Revidou os golpes recebidos com observações ásperas e saiu alucinado para casa.

Onde sua mãe devotada o esperava para a refeição, chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.

Estou farto! bradou! – A senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Pronunciou nomes terríveis, gritou colérico, qual louco.

A mãe, longe de agastar-se tomou-lhe as mãos e disse-lhe com brandura, - Venha cá meu filho! Você está cansado, sei da extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se.

No entanto meu filho, tenhamos paciência, lembremos de Jesus! A Terra é lugar de buscar o nosso aperfeiçoamento entre prantos e ranger de dentes. 

Abraçou-o e transmitiu muita paz a ele.

Então o filho reconheceu que havia perdão e entendimento e houve explosão de íntimas alegrias. 

Afinal, a projeção destrutiva do ódio morrera, ali, dentro do lar humilde diante da força infalível e sublime do amor.


Fonte:  Biblioteca Virtual Espírita