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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Dismorfofobia

A dismorfofobia, também denominada transtorno dismórfico corporal ou síndrome da distorção da imagem, é um transtorno psicológico caracterizado pela preocupação obsessiva com algum defeito inexistente ou mínimo na aparência física. Esta fobia de ter um aspecto anormal é observada com mais frequência nos adolescentes, de ambos os sexos, estando relacionada com as transformações ocorridas na puberdade. Pode ocorrer também em adultos (neste caso é mais comum em mulheres, embora homens também sejam acometidos).
O diagnóstico pode ser um desafio, pois na sociedade atual os sintomas são semelhantes a uma vaidade excessiva. Uso exagerado de cosméticos para disfarçar imperfeições, cuidados exagerados com os cabelos, dietas inconsequentes, bulimia, anorexia, exercícios exagerados, uso de roupas que escondem o corpo são algumas das características destes pacientes.
Sua causa é bastante discutível. Pode ser gerada por uma baixa auto-estima, pode ser decorrente de uma infância deficiente de carinho e de aprovação levando a uma autocrítica destrutiva (reflexo de crítica excessiva dos pais), de sentimentos de abandono, ou mesmo por causas orgânicas, agravados pela grande exibição de figuras humanas padronizadas pelos meios de comunicação.
Na sociedade atual, a forma mais frequente de dismorfofobia é em relação ao peso corporal. Pessoas com peso adequado para sua altura e faixa etária consideram-se acima do peso, submetendo-se a regimes de fome, uso de medicamentos, vômitos forçados e exercícios físicos em excesso.
Outras formas de dismorfofobia consistem em : valorização excessiva de cicatrizes e marcas mínimas e praticamente imperceptíveis (a pessoa se sente deformada, sente que a lesão é vista por todos e que ela atrapalha sua vida, como consequência evitando sair de casa, ou abusando de maquiagens corretivas) , procura doentia por tratamentos estéticos (cirurgias plásticas, tratamentos de rejuvenescimento), ideação irreal de envelhecimento (uma mulher de 40 anos, por exemplo, que se considera tão enrugada e envelhecida como uma de 70).
A característica principal da dismorfofobia é que a opinião do paciente a respeito de sua própria aparência não é compartilhada pela opinião geral do meio em que vive. No entanto, o paciente não enxerga que ele é absolutamente normal, e insiste em sua ideação de inadequação física, resistente a argumentações.
Entre estes pacientes, figuram os principais responsáveis pela procura de cirurgiões plásticos e de dermatologistas para tratamentos estéticos, que acabam não ficando satisfeitos com tratamento algum (uma vez que o problema está em sua própria auto-aceitação, e não no tratamento), e que acabam gerando uma série de denúncias infundadas contra estes profissionais, a quem acabam por culpar por não terem atingido a estética que idealizaram para si.
O tratamento é bastante difícil, pois grande parte dos pacientes não se aceita portador deste diagnóstico. A maioria justifica-se como sendo "vaidosa" e classifica-se positivamente quanto a cuidar da aparência. No entanto, para o paciente, a dismorfofobia é fonte de grande sofrimento e angústia com sua aparência própria.
O tratamento consiste em psicoterapia, longa e trabalhosa, e muitas vezes é necessário o uso de medicamentos para apoio dos sentimentos depressivos que acompanham o quadro.

Fonte: Wikipédia

2 comentários:

Sandra Maria Campos disse...

Meu Deus do céu, cada uma, hein! Só Jesus na causa. Isso está acontecendo muito com os jovens, eles nuncam estão satisfeitos com a imagem. E ainda mais a mídia fazendo uma lavagem cerebral nesses jovens com certos padrões de beleza. Cada um tem que se aceitar com é, com sua imagem, ser autêntico, não se deixar influenciar por nada, só assim conseguirá se livrar de distúrbios como esse. Boa matéria conscientizadora. Confesso que desconhecia tal problema. Parabéns.

Janilton disse...

Verdade Sandra.
O exagero elevado com a aparência acaba levando a pessoa a desencadear problemas como esse. A vaidade tem sido um dos fatores que levam as pessoas a sofrerem com problemas psicológicos.

Os sinais e sintomas de dismorfofobia incluem:

Comparar frequentemente a aparência com a de outros
Verificar repetidamente a aparência da parte específica em espelhos ou outras superfícies reflectoras
Recusar que lhe tirem fotografias
Usar roupa excessiva, maquilhagem e chapéus para camuflar a imperfeição
Usar as mãos ou postura para esconder o defeito
Rituais elaborados para tratar da aparência
Pesquisa excessiva sobre a parte do corpo tida como imperfeita
Procurar cirurgia ou outros tratamentos médicos apesar das opiniões ou recomendações médicas contrárias
Procurar confirmação acerca do defeito percebido ou tentar convencer os outros de que é anormal ou excessivo
Evitar circunstâncias sociais em que a imperfeição percebida pode ser notada
Sentir ansiedade com os outros (fobia social) por causa do defeito

As pessoas com dismorfofobia severa podem abandonar a escola, deixar o emprego ou evitar sair de casa. Nos casos mais severos podem tentar o suicídio.
Nesses casos é procurar ajuda de um profissional para uma solução.

Obrigado. Abraços!