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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Desvio de Conduta

Transtorno de conduta é um problema
de saúde pública sério, pois eles não apenas
infligem danos físicos e psicológicos graves em
outros, como também estão em risco muito maior
 para o encarceramento, lesão, depressão, abuso
de drogas e de cometerem homicídio e/ou suicídio.
Desvio de conduta, segundo CID 10 Rev a categoria F91, ou distúrbio de conduta corresponde a transtornos caracterizados por padrões persistentes de conduta dissocial, agressiva ou desafiante. Tal comportamento deve comportar grandes violações das expectativas sociais próprias à idade da criança; deve haver mais do que as travessuras infantis ou a rebeldia do adolescente e se trata de um padrão duradouro de comportamento (seis meses ou mais). Quando as características de um transtorno de conduta são sintomáticos de uma outra afecção psiquiátrica, é este último diagnóstico o que deve ser codificado.

O diagnóstico se baseia na presença de condutas do seguinte tipo: manifestações excessivas de agressividade e de tirania; crueldade com relação a outras pessoas ou a animais; destruição dos bens de outrem; condutas incendiárias; roubos; mentiras repetidas; cabular aulas e fugir de casa; crises de birra e de desobediência anormalmente freqüentes e graves. A presença de manifestações nítidas de um dos grupos de conduta precedentes é suficiente para o diagnóstico mas atos dissociais isolados não o são. Devendo-se diferenciar da Esquizofrenia e Transtornos globais do desenvolvimento (o autismo e suas variantes) dos Transtornos humor (afetivos) e ainda diferenciado desses processos quando associados a condições ou traumas emocionais e hiperatividade e Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. OMS (o.c.).

Causas e consequências


Do ponto de vista sócio-antropolológico deve-se observar que assim como existe a cultura do brincar, a tradição das brincadeiras infantis (Brincadeiras folclóricas) existe também a determinação cultural do desvio de conduta ou comportamento divergente de acordo com Becker o outsider é aquele que desvia das regras de grupo. Segundo esse autor, o que os leigos querem saber sobre desviantes (outsiders) é: por que fazem isso? Como podemos explicar sua transgressão das regras? que há neles que os leva a ferro coisas proibidas? A pesquisa científica tentou encontrar respostas para essas perguntas. Ao fazê-lo aceitou a premissa de senso comum segundo a qual há algo inerentemente desviante (qualitativamente distinto) em atos que infringem (ou parecem infringir) regras sociais. Aceitou também o presuposto de senso comum de que o ato desviante ocorre porque alguma característica da pessoa que o comete torna necessário ou inevitável que ela o cometa. Em geral os cientistas não questionam o rótulo "desviante" quando é aplicado a atos ou pessoas particulares, dando por certo. Quando o fazem, aceitam os valores do grupo que está formulando o julgamento.

A constatação de que diferentes grupos consideram diferentes coisas como desviantes pode nos alertar para a possibilidade de que a pessoa que faz o julgamento de desvio, o processo pelo qual chega a tal julgamento e a situação em que o julgamento é feito possam estar intimamente envolvidos no fenômeno. O referido autor não coloca o desvio como uma possibilidade e sim como uma realidade determinada por algo além do universo de rearranjo dos papéis familiares, como propõe a terapia familiar.

Ao se buscar uma origem genética ou de natureza essencialmente psicológica (leia-se psicanalítica) deve-se estar atento para o processo de estigmatização ou rotulação da criança a partir de um diagnóstico estabelecido por profissionais de saúde para não incorrermos no erro de medicalizar ou legitimar padrões culturais ou tradições (castigos fisícos cruéis, humilhações públicas, etc.) que melhor seria se estivessem extintas, dado o sofrimento individual que promoveram quando hegemônicas e que ainda promovem. Por outro lado não há dúvidas do valor do diagnóstico e intervenção precoce e mesmo do corpo de conhecimentos profissionais teóricos e práticos que podem ser utilizados para planejar e executar planos destinados a reduzir a incidência de distúrbios mentais de todos os tipos numa comunidade, entendendo os processos de determinação social e necessidade de transformação da sociedade, e não apenas imaginar/criar drogas normalizadoras de comportamento - como a periciazina, comercializada no Brasil com o nome de Neuleptil, indicada para tratamento de distúrbios do caráter e do comportamento - ou prescrições comportamentais psicológicas derivadas de teorias que se digladiam pelo rótulo de prática da ciência (tipo condicionamento, terapia comportamental, psicanálise da criança etc.). Ou seja, em nome da construção de um modelo bio-psico-social de intervenção há que se conciliar tantos os processos políticos de reforma social/ revolução como compreender os modelos genéticos de determinação bioquímica de funcionamento cerebral à luz da moderna neurociência.

Fonte: Texto do Wikipédia

2 comentários:

Sandra Maria Campos disse...

O que mais presenciamos nos dias atuais e a falta de amor para com o próximo. O ódio está reinando com força, mas uma coisa é certa, não pode mais do que Deus.

Janilton disse...

A própria bíblia revela que o mal por si mesmo se destrói, e isso é verdade. Quantas pessoas más que presenciamos suas derrotas e aquelas que esperamos de uma hora para outra Vê-las cair. Sem amor não tem como continuar.