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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

2013

(MMXIII, na numeração romana) será um ano do calendário gregoriano que terá início numa terça-feira. Não será bissexto, tendo 365 dias. O ano será o primeiro, a compreender quatro dígitos diferentes desde 1987.

Eventos esperados e previstos


Janeiro


  • 1º de Janeiro
    • Entra em vigor o uso das regras do Acordo Ortográfico de 1990 no Brasil, após o período de transição presente desde 2009.

Março


  • Abertura do Aeroporto Internacional Berlin-Brandenburg, o maior projeto de infraestrutura na Alemanha.

Maio


  • 10 de maio
    • Ocorrerá um eclipse solar anular no sul do Pacífico, sendo visível na Austrália.
  • 19 de maio
    • Ocorrerá no Estádio de Wembley em Londres a Final da Liga dos Campeões da UEFA de 2012-13.

Junho


  • A televisão digital deve estender-se a todo território brasileiro.

Julho


  • Realização da XVIII Jornada Mundial da Juventude, na cidade do Rio de Janeiro, do dia 23 ao dia 28, com presença do Papa Bento XVI e de jovens de todas as partes do mundo.
  • A Croácia entra para a União Europeia e torna-se o 28º Estado-membro.

Agosto


  • A sonda espacial BepiColombo deve ser lançada em direção a Mercúrio.

Setembro


  • Será realizada a 5° edição do Rock In Rio no Rio de Janeiro.

Novembro


  • 3 de Novembro
    • Deve ocorrer um eclipse solar híbrido.

Eventos sem data


  • Fim dos mandatos de muitos autarcas em Portugal, devido à lei que limita os mandatos autárquicos a 3 (12 anos).
  • Realização da XXVIII Jornada Mundial da Juventude, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
  • Deve entrar em operação o sistema de posicionamento global Galileo, competindo com o atual GPS.
  • O Comitê Olímpico Internacional deve decidir a localização dos Jogos Olímpicos de Verão de 2020.
  • Deve ser concluída a construção do 1 World Trade Center, um arranha-céu que deverá ter a altura de 541 metros.
  • Deve ser concluída a construção do Company Business Towers, um complexo de duas torres (Torre Alpha e Torre Sigma) na Marginal Pinheiros, São Paulo, Brasil.
  • Lançamento do GTA V.

2013 no esporte


  • Devem se realizar os Jogos do Mediterrâneo de 2013 na cidade de Mersin na Turquia.
  • Deve ocorrer a IX Copa das Confederações no Brasil, como preparação para a Copa do Mundo FIFA de 2014.
  • Devem ocorrer os Jogos da Francofonia de 2013, em Nice, na França.
  • Devem ocorrer os Jogos Mundiais de 2013 na cidade de Cali, na Colômbia.
  • Deve ocorrer o Campeonato Africano das Nações de 2013, na África do Sul.
 Fonte: Wikipédia

Calendário

Clique na imagem para ampliar o calendário

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Jesus e o Seu Natal


Na Antiguidade encontramos uma festa muito curiosa, realizada na Europa Ocidental. Era uma festa em honra do deus Apolo, que demarcava oficialmente a entrada do solstício de inverno.
Essa festa era marcada no dia vinte e dois de dezembro, quando entrava oficialmente a vigorar o inverno europeu.
Essa era uma festa que reunia muita gente, principalmente em Roma, porque o templo de Apolo  atraía muita gente, de todas as regiões dominadas por Roma, arredores, para a festa que tinha lugar na Capital.
Era uma festa que hoje chamamos, os historiadores chamam, de uma festa eminentemente pagã porque, durante três dias, o povo se unia em torno da figura do deus Apolo, que representava o sol.
Na hora em que o céu da Europa se toldava, que a neve começava a cair e que o sol desaparecia, o povo fazia procissões, evocando a presença do sol, que sempre passava no carro de Apolo.
Era Apolo que conduzia, no seu carro, o sol. E, na Europa Ocidental, era comum que as pessoas, principalmente as donas de casa, pusessem as frutas das diversas estações para secar, para desidratar, a fim de que pudessem comê-las no inverno.
Preparavam pães, alguma peça de tecido para que, nesse dia, pudessem trocar entre si, as vizinhas, os familiares. Só entre as senhoras isso acontecia e, ao lado de tudo isso, se homenageava o solstício.
Foi graças a essa festividade, em honra de Apolo, que surgiu o Natal. O Natal de Jesus. Porque, todos sabemos, que ninguém jamais descobriu ao certo qual foi a data em que Jesus nasceu, uma vez que houve, depois de Seu nascimento, mudança de calendário. Passamos a viver sob o calendário de Dionísio, o pequeno ou Abade Dionísio, o exíguo. Foi aquele calendário que colocou dois meses novos no calendário até então existente: os meses de julho e agosto, os dois com trinta e um dias, em homenagem ao Imperador Júlio César, ao Imperador Augusto.
Como os dois eram meses em homenagem aos dois grandes Imperadores, não podia um ter mais dias que o outro. Foram tirados dois dias do mês de fevereiro, que passou a ter vinte e oito dias.
Ora, nesse trabalho de calendário, ninguém jamais ficou sabendo qual foi realmente a data em que Jesus nasceu.
Alguns povos do Oriente admitem que Ele tenha nascido em outubro, outros em janeiro, outros em dezembro. Mas, isso é de somenos importância. A data que homenageamos o Natal hoje, é uma data fictícia, é uma data tradicional, é uma data postiça, alinhavada pela Igreja.
E, como foi que a Igreja resolveu escolher essa data?
A Igreja Católica entendeu que, sendo Jesus Cristo um Grande Senhor, e que merecia uma grande homenagem, deveria ser feita tal homenagem num dia em que se reunisse o maior número de pessoas em Roma. Deveria ser uma festa já existente, para trazer, para atrair a Roma, um número enorme de visitantes.
E se pensou exatamente nessa festa do solstício, que trazia muita gente a Roma. Durante três dias o povo comia, bebia à vontade, em torno do templo de Apolo, nas famosas barraquinhas, que não são coisas atuais, não são coisas modernas, são coisas muito antigas.
E porque Roma tinha vários vomitórios pela cidade, o povo comia, descarregava, para tornar a comer. Durante três dias. Era uma festa verdadeiramente pagã, de comidas e de bebidas sem limites.
Ora, no terceiro dia da festa do solstício, dia vinte e cinco de dezembro, se dava a grande procissão, com a imagem do deus Apolo, que rodeava o templo e, voltava ao seu altar, sob a ovação do povo excitado, ébrio, feliz, a seu modo, naquela festa notável do solstício.
A partir daí, a festa de Jesus Cristo foi realizada no solstício de inverno, em dezembro, na Europa Ocidental. Desde aí, o mundo cristão passou a admitir que Jesus Cristo nasceu no dia vinte e cinco de dezembro.
É para nós uma data simbólica, não é verdadeiramente nessa data que Cristo veio à Terra, que Jesus veio ao mundo, mas nos acostumamos a essa data, ela já tomou lugar no nosso íntimo, na nossa consciência cultural.
Por causa disso, não há nenhum problema em escolhermos qualquer data para homenagear a vinda do nosso Mestre ao planeta.
*  *  *
A partir do momento que sabemos que a data do Natal é uma data simbólica, que nós já introjetamos em nosso psiquismo cristão, vale a pena pensar que Jesus Cristo nasce em nós, nasce em cada criatura, em períodos diferentes de sua vida.
Um notável escritor paulistano escreveu, num dos seus contos, num dos seus trabalhos, uma página intitulada: Jesus nasceu, onde e quando?
Essa página veio assinada por Vinícius, que era o pseudônimo de Pedro de Camargo. Nessa mensagem, ele procura situar, por exemplo, na vida de Maria de Magdala, quando foi que Jesus nasceu para ela.
Não nasceu em nenhum vinte e cinco de dezembro, nasceu naquele dia em que a retirou da prostituição, para lhe dar uma vida notável, de respeito, de autorrespeito.
Se perguntássemos a Simão Pedro, para ele quando foi que Jesus nasceu, certamente ele poderia responder que Jesus nasceu, depois que ele havia negado três vezes e se deu conta do equívoco e, quando o Mestre apareceu para ele, abrindo-lhe os braços, como se nada houvesse acontecido, em nome do amor e do perdão.
Jesus nasce para cada uma das criaturas humanas, para cada um de nós, num momento diferente, no momento da dor, da morte, da dificuldade financeira, da enfermidade de um parente, de um filho, numa hora de desespero ou num momento de grande ternura e de imensa paz.
Logo, é importante que o Natal seja mais do que uma festa em honra do comércio, e das vendas de final de ano. Importante que, para nós, o Natal seja uma festa de intimidade, de coração, de família, de amor.
É natural que podemos aproveitar essa data do Natal, que o mundo comemora, que a Igreja instituiu, para reunir a nossa família. Todas as datas que pudermos usar para o bem será uma boa data para o bem.
Reunir a família, jantar, almoçar, trocar mimos, nenhum problema. O que deveremos ter cuidado é de não transformarmos o Natal na troca de presentes. Não convertermos o Natal na mesa farta de comidas e de bebidas. Não, não é isso o Natal.
Nós nos valemos da data do Natal para fazer essa confraternização, conscientes de que o mais importante do que todos os presentes que troquemos, todas as comidas que tenhamos, bebidas que bebamos, o mais importante é abrir a nossa intimidade, a nossa gruta do coração, para que aí, então, Jesus possa nascer.
Seria válido cada qual de nós se perguntar: Será que na vida que eu levo, do jeito que eu levo, Jesus já nasceu para mim? Será que Cristo corresponde para mim uma realidade vivencial ou ainda é um mito reverenciado nos altares, dependurado no pendentif. O que é Jesus para mim?
Então, nesses tempos de tantas adaptações, quando o mundo atual converteu Jesus Cristo num produto vendável, num produto comprável, cada cristão autêntico, cada cristão consciente do quanto representa para si a mensagem do Nazareno, se possa perguntar: Será que eu já permiti que Ele nasça em meu coração? Será possível Jesus Cristo já existir em mim?
E, quando estivermos conscientizados de que Cristo já nasceu em nossa intimidade, apesar de todos os ademanes em torno dessa data, das vendas, das compras, dos móveis novos, da casa nova, dos presentes, das comidas, das bebidas, se, apesar de tudo isso, e além de tudo isso, nós já tivermos conseguido que Jesus Cristo Se aninhe em nosso coração, já tivermos logrado entronizá-Lo em nós, a nossa vida terá ganho qualidade; porque é necessário, como estabeleceu, João, o Batista, conforme as notas de João, o Evangelista, 3:30: Convém que ele cresça e que eu diminua.
Na medida em que vamos permitindo que Cristo cresça em nós, através de nós, a partir de nós, é natural admitir que vamos crescendo com Ele. Quando desejamos crescer, sem a presença de Cristo em nossa vida, crescemos como cauda de animal, crescemos para baixo e, naturalmente, nos tornamos pessoas infelizes.
O Natal de Jesus não pode ser uma mera comemoração de mesas e de comércio, de trocas e de folguedos, mas deverá ser o momento de profunda reflexão, de penetração, de introjeção para verificarmos se já somos capazes de nos converter, intimamente, na cuna, no berço em que nasceu o Celeste Amigo.

   Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 118, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Perturbações Religiosas

Toda religião pretende levar os seus adeptos ao entendimento da vida interior da criatura, à busca do Ser Criador, do Inefável, da melhora de si mesmo.
Se a religião não tiver por esse escopo o caminho que todos devemos alcançar, se não for esse o objetivo de toda crença, fatalmente conduzirá seus adeptos, seus seguidores à desarmonia, ao fanatismo.
Quando afirmamos crer em alguma coisa que não entendemos, já estamos derrapando para o vale do fanatismo.
E, quando chegamos nessas profundezas do fanatismo, imaginamos que somos os senhores absolutos da verdade e aqueles que não compartilharem do nosso modo de pensar, da nossa igreja, do nosso templo, da nossa casa de fé, aqueles que não usarem as mesmas palavras que nós, os mesmos trejeitos que nós, estarão condenados ao fogo do inferno, o que não deixa de ser uma tolice, uma ingenuidade.
A religião deve levar a criatura a autossuperação, e não a autoperturbação.
Cada vez que não entendermos qual é o sentido de sermos religiosos, vamos encontrando, ao longo da História e na atualidade dos nossos dias, os fenômenos mais hediondos, absurdos ligados à área da crença religiosa.
Ouvimos e vimos pela História, as chamadas guerras santas. Imaginemos se isso tem sentido: guerra santa.
Uma coisa que é santa não pode destruir, não pode aniquilar, não pode ser covarde, não pode ser prepotente.
Em nome da crença religiosa ouvimos falar em Inquisição. Aqueles que não creem conforme queremos, serão destroçados e mortos.
Ouvimos falar, em nome da crença religiosa, em morte aos infiéis, os infiéis na nossa concepção, aqueles que supostamente eram ou são inimigos de Deus.
Como é que nós sabemos? Quem foi que nos disse que os nossos irmãos são inimigos de Deus? Concepção do nosso fanatismo.
Podemos imaginar a quantidade de desequilíbrios que a Humanidade vem vivendo ao longo dos tempos, desde que a crença religiosa surgiu no pensamento humano fazendo o sofrimento de tanta gente, levando incontável número de criaturas à morte, desde as épocas mais remotas, das ofertas humanas aos deuses sanguinolentos, aos deuses sanguinários, a Moloc, estamos acompanhando esses desajustamentos em nome da crença religiosa.
É natural admitirmos que isto não pode ser a verdade da fé.
Por causa disso, encontramos o fanatismo, que gera toda sorte de tormentos na esfera da crença, quando a gente não sabe porque crê. Nós não entendemos porque cremos, nem entendemos o que cremos.
Então não cremos. Nós admitimos, aceitamos, engolimos porque a crença é formada num mix de entendimento, de razão e de sentimento.
A fé é produto do nosso saber intelectual, do nosso sentimento e do nosso aspecto moral. Sem isto não podemos chamar de fé, ou podemos chamar de fé cega.
Toda fé cega é aquela que leva os indivíduos a agir sem razão, a agir sem saber, a agir por impulso, como quem iça um animal e ele ataca, quem iça uma fera e ela avança.
Gradativamente, precisamos ir modificando a nossa concepção de crença religiosa, para sairmos dessas perturbações que nos fazem inimigos dos nossos próprios irmãos, imaginando, na nossa enfermidade moral, que esses indivíduos que não aceitamos devido aos preconceitos que assumimos, são também inimigos do Criador.
Não passará isso de uma doença moral muito grave que, lamentavelmente, tem se espalhado na Humanidade, mas que tem seus dias contados.

*   *   *

Torna-se necessária a compreensão quanto à Paternidade de Deus. Sim, Deus, nosso Pai, não importa como O chamemos.
Costumamos chamá-Lo Deus na nossa realidade ocidental, na nossa língua portuguesa, mas Ele pode ser chamado por vários nomes.
Ouvimos chamar a Deus de Alá, outros O chamam Jeová, outros dizem-No, Natureza da Natureza, ou Natura Naturans, para falar em latim. De qualquer maneira, desde que tenhamos essa convicção do Criador não criado do Universo é a Deus que estamos nos referindo.
Então, essa reflexão em torno do nosso Pai Criador é fundamental para o equilíbrio da nossa crença religiosa.
Quando admitimos que aqueles que não creem como nós são inimigos de Deus é porque não entendemos exatamente que Deus é a Inteligência Suprema do Universo.
Ela não está do nosso lado e nem contra nós. Essa Inteligência flui de todos os pontos do Universo, nos abraça e nos envolve, desde o filho mais santo ao filho mais réprobo, mais atormentado.
Se Deus ama os filhos que cresceram e que se iluminaram, como é que Ele destituiria do Seu amor os filhos que estão aprendendo a caminhar, aqueles que estão engatinhando ou os que tropeçam na marcha?
Vale a pena pensar que, quando adoecemos no campo da fé, quando admitimos e alimentamos uma fé enceguecida, passamos a nos tornar pessoas exclusivistas.
Temos aquele grupo de eleição, temos o povo escolhido, passamos a nos tornar pessoas fechadas, não nos abrimos para o próximo, para a vivência da fraternidade, carregamos manias que admitimos pertencerem à crença, quando são manias da personalidade, são vícios nossos que transferimos à crença.
É por isso que, ao longo da Humanidade, foi havendo necessidades de oferecer a Deus o próprio sangue humano.
Depois de se oferecer à Divindade sangue dos animais, depois de se oferecer frutos, flores, pedras preciosas, essências, húmus, imaginamos que Deus precisava do sangue do nosso semelhante ou do nosso próprio sangue.
Quantas foram as pessoas que se imolaram fisicamente em nome da fé e, hoje em dia, quantas ainda o fazem.
Cravam-se, se cortam, se atormentam, se ferem fisicamente, mas são incapazes de fazer movimentos da alma, de perdoar o próximo, de respeitar o semelhante, de dizer palavras amáveis ao seu companheiro de estrada.
Então, são pessoas emocionalmente afetadas, emocionalmente enfermas, que se admitem religiosas.
Mas o tempo, na medida em que vai passando, nos vai mostrando a necessidade de mudarmos esse quadro e adotarmos uma crença que não seja desmentida pelos fatos, que não seja desmentida pela Ciência, que não seja destronada pelos estudos humanos.
Isso levou o eminente Allan Kardec a dizer que o mundo tem necessidade de ter uma religião que seja científica. Ser científico é ter a índole de pensar e de questionar. Isso é ser científico.
Ao mesmo tempo, ele disse que precisávamos de uma Ciência que fosse religiosa, uma Ciência que não admitisse que todos os fenômenos da vida devessem ser atribuídos à matéria, somente à matéria.
Graças a isso, estamos entendendo que, nada obstante com passos muito lentos, vagarosos, a criatura humana está se aproximando da verdade total que não está em nenhuma religião, está no somatório do amor de todas as criaturas.
Essa verdade que não está em nenhum indivíduo isoladamente, mas está na conjunção de todos os indivíduos.
É por causa disso que marchamos gradativamente para sairmos da patologia da fé, dos desequilíbrios da crença, quando passarmos a adotar, de fato, a verdadeira religiosidade, aquele sentimento que brota de dentro de nós e que nos torna pessoas melhores, porque vamos em busca do próximo, porque ninguém será capaz de amar a Deus ao qual não vê, se não conseguir amar o próximo que está ao seu lado e a quem ele vê.

Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 168, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Quociente de Inteligência

Quociente de inteligência (abreviado para QI, de uso geral) é uma medida obtida por meio de testes desenvolvidos para avaliar as capacidades cognitivas (inteligência) de um sujeito, em comparação ao seu grupo etário. A medida do QI é normalizada para que o seu valor médio seja de 100 e que tenha um determinado desvio-padrão, como 15.

História


Os testes de inteligência surgiram na China, no século V[carece de fontes], e começaram a ser usados cientificamente na França, no século XX.

Em 1905, Alfred Binet e o seu colega Theodore Simon criaram a Escala de Binet-Simon, usada para identificar estudantes que pudessem precisar de ajuda extra na sua aprendizagem escolar. Os autores da escala assumiram que os baixos resultados nos testes indicavam uma necessidade para uma maior intervenção dos professores no ensino destes alunos e não necessariamente que estes tivessem inabilidade de aprendizagem (ver comentários sobre isso em "Observações"). Esta opinião ainda é defendida por alguns autores modernos que não são de áreas psicométricas. No seu artigo New Methods for the Diagnosis of the Intellectual Level of Subnormals Binet relata:

Esta escala, propriamente falando, não permite a medida da inteligência, porque as qualidades intelectuais não são sobreponíveis e, portanto, não pode ser medido como superfícies lineares são medidos, mas são, pelo contrário, uma classificação, uma hierarquia entre as diversas inteligências, e para as necessidades da prática dessa classificação é equivalente a uma medida. Com prática,treino e, acima de tudo, método - escreveu Alfred Binet em 1909, podemos aprimorar nossa atenção, nossa memória, nosso julgamento, e literalmente nos tornamos mais inteligentes do que jamais fomos .

Em 1912, Wilhelm Stern propôs o termo “QI” (quociente de inteligência) para representar o nível mental, e introduziu os termos "idade mental" e "idade cronológica". Stern propôs que o QI fosse determinado pela divisão da idade mental pela idade cronológica. Assim uma criança com idade cronológica de 10 anos e nível mental de 8 anos teria QI 0,8, porque 8 / 10 = 0,8.

Em 1916, Lewis Madison Terman propôs multiplicar o QI por 100, a fim de eliminar a parte decimal: QI = 100 x IM / IC, em que IM = idade mental e IC = idade cronológica. Com esta fórmula, a criança do exemplo acima teria QI 80.

A classificação proposta por Lewis Terman era a seguinte:

  • QI acima de 140: Genialidade
  • 121 - 140: Inteligência muito acima da média
  • 110 - 120: Inteligência acima da média
  • 90 - 109: Inteligência normal (ou média)
  • 80 - 89: Embotamento
  • 70 - 79: Limítrofe
  • 50 - 69: Raciocínio Lento

Sendo assim, a fórmula exata do QI era:

QI = \frac{Idade Mental}{Idade Cronologica} \times 100
Para determinar o Quociente de inteligência de uma pessoa Terman desenvolveu um teste que contém perguntas que iam desde problemas matemáticos até itens vocabulares, o qual pretendia apreender a "inteligência geral" (ver: inteligências múltiplas), uma habilidade mental inata que ele considerava tão mensurável quanto a altura ou o peso. Essa constante fundamental, que Terman chamava de um "dote original", não seriam alterada pela educação, pelo ambiente familiar ou pelo trabalho árduo.

Lewis Madison Terman surpreendeu os Estados Unidos com seu teste. Ele lançou The Measurement of Intelligence, um livro que é metade manual de instruções e teste de QI, metade em prol dos testes universais. Seu pequeno teste, que uma criança poderia terminar em apenas cinquenta minutos, estava prestes a revolucionar o que os alunos aprendiam e a idéia que eles faziam de si mesmos. Poucas crianças norte-americanas passaram pelo sistema educacional nos últimos oitenta anos sem fazer o teste Stanfort-Binet ou alguns de seu concorrentes. O teste de Terman deu aos educadores dos Estados Unidos a primeira maneira simples, rápida, barata e aparentemente objetiva de "acompanhar" estudantes ou destina-los a cursos diferentes, de acordo com suas habilidades.

Em 1917, quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, Terman ajudou a desenvolver testes para avaliar recrutas do Exército. Mais de 1,7 milhão de convocados se submeteu a esses exames, ampliando a disseminação dos testes de QI.

O teste de QI fez de Terman um líder no fervilhante movimento para levarem testes do gênero para além das escolas e das bases militares. Os defensores da causa consideravam a inteligência a mais valiosa das qualidades humanas, e queriam testar cada crianças e cada adulto para determinar seus lugares na sociedade. Os "testadores de inteligência" - um grupo que incluiu muitos eugenistas - viam isso como uma ferramenta para engendrar uma nação mais segura, adequada e eficiente, uma meritocracia controlada por aqueles mais qualificados para lidera-la.

Na visão que tinham de uma América nova e vibrante, resultados de QI ditariam não só que tipo de educação uma pessoa receberia, mas também que emprego ela poderia conseguir. As vagas mais importantes e recompensas em empresas, nas profissões liberais, nas universidades e no governo ficariam para cidadãos mais brilhantes. Pessoas com pontuação muito baixas - abaixo de 75, aproximadamente - seriam internadas e desencorajadas ou proibidas de terem filhos.

Testes de QI geraram críticas desde o início. Para o jornalista Walter Lippmann, os testadores de inteligência eram " o Esquadrão da Morte Psicológico", buscando um poder sem paralelo sobre o futuro de uma criança. Lippmann e Terman duelaram nas páginas da revista The Republic entre 1922 e 1923.

Eu odeio a insolência por trás da afirmação de que ciquenta minutos podem julgar e determinar a aptidão predestinada de um ser humano para a vida, escreveu Lippmann. Odeio a sensação de superioridade que ela cria, e a sensação de inferioridade que ela impõe.

Em uma réplica sarcástica Terman comparou Lippmann ao criacionista William Jennings Bryan e outros oponentes do progresso científico, atacando em seguida o estilo de escrita de Lippmann, ao classifica-lo como "verborrágico demais para ser citado ao pé da letra". Embora nunca tenha conseguido igualar a eloquencia de Lippmann, no fim das contas Terman venceu a guerra: testes de inteligência continuaram a se espalhar.

Em 1939, David Wechsler criou o primeiro teste de QI desenvolvido explicitamente para adultos, tendo abandonado o sistema da divisão da "idade mental" pela cronológica (metódo que não faria grande sentido para adultos). Em vez disso, os testes passaram a ser calibrados de forma a que o resultado médio fosse 100, com um desvio-padrão de 15.

Em 2005, o teste de QI mais usado no mundo foi o Raven Standard Progressive Matrices. O teste individual mais usado é o WAIS-III. O teste de Q.I. individual mais administrado em pessoas de 6 a 16 anos é o WISC-III (Escala de Inteligência Wechler para Crianças), originalmente desenvolvido em 1949, revisado em 1974 (WISC-R), 1991 (WISC-III) e 2003 (WISC-IV). Tanto o WAIS quanto o WISC foram criados por David Wechsler. A última versão do WAIS consiste em 14 subtestes destinados a avaliar diferentes faculdades cognitivas. O WISC é constituído por 13 subtestes. Os subtestes são subjetivamente estratificados em dois grupos: escala verbal e escala de execução (também chamada escala performática), contudo os estudos objetivos, baseados em Análise Fatorial, não oferecem respaldo à classificação subjetiva em vigor.

A classificação, originalmente proposta por Davis Wechsler era a seguinte:

  • QI acima de 130: Superdotação
  • 120 - 129: Inteligência superior
  • 110 - 119: Inteligência acima da média
  • 90 - 109: Inteligência média
  • 80 - 89: Embotamento ligeiro
  • 66 - 79: Limítrofe
  • 51 - 65: Debilidade ligeira
  • 36 - 50: Debilidade moderada
  • 20 - 35: Debilidade severa
  • QI abaixo de 20: Debilidade profunda

Outro teste de Q.I. comumente utilizado em crianças é a Escala de Bailey de desenvolvimento infantil.

As pontuações


As pontuações no teste de QI distribuem-se aproximadamente como uma distribuição normal, também conhecida como Gaussiana e popularmente conhecida como curva do sino. A Gaussiana é a mais simples e mais conhecida, embora não seja a mais apropriada para representação destas distribuições. Na maioria das vezes, é mais adequado usar uma Weibull ou uma Gumbel, que se mostram mais aderentes aos dados empíricos. Em pontuações comparando as espécies, entre o homem e o animal, o animal com o maior Q.I. é o macaco, podendo ser testado com brincadeiras lógicas. Comparando os sexos, o homem possui um histórico favoravel ao da mulher nos dados de Q.I. O que podería contribuir neste quesito seria o fato do homem ser mais concebível que a mulher, podendo pensar com mais tranquilidade e raciocinando as situações com mais lógica.

Saúde e Q.I.


Acredita-se que pessoas com um Q.I. elevado têm menores índices de morbilidade e mortalidade, quando adultas. Também apresentam menos risco de sofrerem de desordens relacionadas ao estresse pós-traumático, depressão acentuada e esquizofrenia. Por outro lado, aumenta o risco de padecimento de transtorno obsessivo-compulsivo. Existe uma grande possibilidade dessa correlação existir pelo fato de que pessoas com um Q.I. mais alto tem em média indicadores socioeconômicos maiores, possibilitando um acesso melhor à saúde e informação. Apesar de ser questionável esta tese do indicador socioeconômico visto que há estudos que dizem que a grande maioria dos gênios são pobres. Também há informações que indicam que os maiores gênios da humanidade morreram sob dificuldades financeiras ou pobres.

Eficiência


No começo dos anos 1920, Lewis Madison Terman deu início a um estudo maciço sobre crianças extraordinárias, que se estendeu por décadas a fio, batizado de Estudos Genéticos da Genialidade. Ele alegava que a maioria das crianças bem-sucedidas possuía genes de elite que as conduziam rumo ao sucesso por toda a vida. Para provar essa tese, começou a acompanhar quase 1.500 crianças californianas em idade escolar, identificadas através de testes de QI como " excepcionalmente superiores". Infelizmente, à medida que as crianças excepcionais de Terman amadureciam, se tornavam cada vez menos excepcionais. De fato, tornavam-se adultos mais saudáveis e bem-sucedidos do que a média norte-americana, mas muito poucos se revelavam geniais ou insuperáveis. Nenhuma delas ganhou o prêmio Nobel - como foi o caso de duas das crianças descartadas inicialmente nos testes. Nenhuma se tornou um músico de renome mundial - como duas das rejeitadas por Terman: Isaac Stern e Yehudi Menuhin. No fim das contas, o estudo épico de Terman sobre genialidade acabou se mostrando uma pesquisa sobre decepção.

A frustração foi especialmente aguda em relação à nata do grupo de Terman - os 5,0% que fizeram 180 ou mais pontos de QI. A impressão que fica é a de que os indivíduos estudados que fizeram acima de 180 pontos não são tão extraordinários quanto o esperado, concluiu David Henry Feldman, da Universidade de Tufts, em uma avaliação do estudo feita em 1984:

Tem-se a sensação decepcionante de que eles poderiam ter ido mais longe na vida.

Alguns anos depois, Feldman concluiu seu próprio estudo sobre seis crianças prodígio na música, na arte, no xadrez e na matemática. Nenhum dos seus objetos de pesquisa teve um desempenho extraordinário na vida adulta. Em sua pesquisa, Ellen Winner havia descoberto a mesma coisa . Em grande parte, as crianças talentosas, e até mesmo crianças prodígio, não se tornam grandes criadores na vida adulta , ela relatou

Fonte: Wikipédia 

Teste de Q.I. 
 
1. O link logo abaixo, levará você a um teste que inclui 33 questões e sua pontuação é feita automaticamente após 28 minutos. 

2. Você deve ter mais de 16 anos para obter o resultado mais preciso. 

3. O nível de dificuldade das questões aumenta gradualmente.

Caso você encontre duas respostas que sirvam de modo lógico a uma questão, procure escolher a resposta mais simples. 

4. Respostas incorretas não têm qualquer influência sobre o seu resultado. Portanto procure responder mesmo não tendo certeza, sem omitir resposta a uma questão!

5. Por favor, não compartilhe respostas em momento algum com outras pessoas. 

6. A confiabilidade do teste é de 99,14%, o cálculo de QI é baseado em respostas de mais de 620.000 pessoas. 

7. Boa sorte!

Iniciar o Teste

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Valor Da Oração Para A Vida

Existe uma saída importante para o rio da vida nos levar ao mar, ao estuário da paz.

Todas as vezes que queremos sair do nosso burgo e tomar a grande estrada, percorremos caminhos. Quando queremos sair do riacho, chegar ao rio e encontrar o oceano, existem meios.

No nosso caso de vida interior, de vida espiritual, sempre que queiramos sair um pouco de nós mesmos e ir ao encontro da Divindade, desse estuário de paz, de amor, de ventura, nós o faremos através da oração.

É tão importante, é tão significativo, é tão indispensável orar, como é importante e significativa a alimentação de cada dia, o comer diário. Afinal de contas, o que significa oração? O que quer dizer orar?

Orar é um verbo diretamente saído do latim. Orare. E orare, significa falar. Todas as vezes que falamos, oramos.

Não é à toa que os pregadores, os conferencistas são chamados de oradores. E porque eles oram, não estão fazendo preces obrigatoriamente, estão falando.

E, por que é que nós chamamos a prece de oração?

Porque nesse caso, nós estaremos falando com o nosso Criador. Orar significará para nós, falar com Deus.

E é tão importante falar com Deus. Mas, Deus não está em toda parte? Não está em nossa intimidade e na intimidade das coisas? Por que há necessidade de nos posicionarmos, para falar com Deus?

Em verdade, Deus está em toda parte; Ele é onipresente. Deus sabe de todas as coisas. Ele é onisciente. Nada obstante, somos nós que temos necessidade de começar a buscar o contato com Deus.

Nós é que temos necessidade de nos aprimorar para esse grande encontro no estuário da vida. Somos nós que, quando oramos, aprendemos, pouquinho a pouquinho, a nos acercar do nosso Criador, a nos apresentar a Ele, a identificar a nossa necessidade, identificar a nossa carência, a nossa mazela.

Por causa disto, nós aprendemos a orar. É tão importante orar. Jesus Cristo quando esteve entre nós no mundo, nos deu lições importantíssimas a respeito da oração. Disse-nos Ele em dado momento:

Quando orardes, não façais como os hipócritas, que oram nos cantos das praças, no meio das ruas, para que sejam vistos pela multidão. Esses, já obtiveram com isso seu galardão.

Então, Jesus Cristo nos está chamando a atenção para que não tenhamos no ato de orar, o exibicionismo dos hipócritas. Eles querem gritar nas praças, nos cantos das ruas, mas não é porque desejam falar com Deus, eles querem receber os elogios, pelo modo como oraram, como falaram, como discursaram.

Quando Jesus Cristo propõe que não façamos como os hipócritas, é porque a oração tem sentido quando as coisas se passam em nossa intimidade.

A oração que verte pelos nossos lábios, precisa vir das nossas entranhas. Por mais simples que seja, por mais sensível que seja, vem do nosso íntimo.

Então Jesus nos disse assim:

Quando orardes, entrai para o vosso aposento e orai em secreto, uma vez que o Pai que vê tudo que se passa em secreto, vos atenderá.

Minha gente, como é importante saber isso com Jesus. Como é importante ter essa consciência cristã de que as coisas verdadeiras são aquelas que se passam em nossa intimidade.

Quando Cristo nos pede para procurar o nosso aposento íntimo, não é o aposento físico, não é a nossa sala, o nosso quarto de dormir obrigatoriamente, é o nosso mundo íntimo.

Quando lemos o Evangelho de Lucas, no capítulo VI, Jesus nos diz que as coisas boas que o homem fala provém do bom tesouro do seu coração, como as coisas ruins advêm do mau tesouro do seu coração. Esse coração intimidade.

Então, quando nos propõe orar em secreto, orar no íntimo, entrar para o nosso aposento, Ele está nos dizendo da importância das ações íntimas, das ações da nossa interioridade.

                                                                      * * *

A oração nos traz uma outra reflexão. Como é que nós deveremos orar? Se é um gesto da nossa intimidade, será que as posições exteriores nos ajudam a orar? Possivelmente não.

Não vale a pena pensar que, para que oremos, tenhamos que estar de pé, assentados, de joelhos, deitados. As posições exteriores não interferem na grandeza da nossa conversa com Deus.

Se tivéssemos por obrigação que orar de joelhos, como poderia orar de joelhos alguém que estivesse acamado, operado, com uma enfermidade deformante e que não pudesse se ajoelhar?

Tudo que não pode ser aplicado em todas as circunstâncias, não pode ser uma verdade Divina. A verdade Divina se aplica em qualquer circunstância.

Por causa disso, vale a pena nós pensarmos que, para a oração, não precisamos de gestos exteriores. Poderemos até fazê-los, mas isso não vai pesar no conteúdo da nossa oração.

Para falarmos com Deus, não haverá nenhuma necessidade de roupas especiais. Eu tenho que estar de rosa, de verde, de branco, de azul, de preto. Nada disso importa. Os panos que usamos por fora, não resolvem a questão da sintonia de dentro.

Para que nós oremos, nós precisamos apagar a luz, acender a luz, colocar fundo musical, tirar o fundo musical? Nada disso interfere.

Embora, nada disso atrapalhe. Se o indivíduo se sente melhor orando com o fundo musical, que ele o ponha. Se se sente melhor orando com luz acesa ou com luz apagada, nenhum problema.

O que tem que ser importante, para quem ora, é a sua postura interior, é a sua atitude interior.

Diz-se que arar é orar. Arar é o símbolo do trabalho no campo. Então, a questão é que trabalhar é orar.

Imaginemos como ora um médico cuidando do seu paciente, à cabeceira do seu enfermo, lidando com ele na tentativa de salvar-lhe a vida, de devolver-lhe a saúde. A integração com os poderes Superiores da vida é uma oração.

Imaginemos a oração daquele homem lavrador, que põe a semente na terra para que germine. Germinada, possa atender à mesa e dar o pão às pessoas. Com que unção aquele homem coloca as suas sementes na terra. É a oração.

Oração também é aquele esforço da professora. Da professora primária, aquela que toma a criança nos seus primeiros anos, para abrir-lhe a mente e retirá-la da escuridão, dar-lhe claridade ao raciocínio, apresentando-lhe o mundo, a vida, as coisas.

Para que alguém se submeta a esse esforço de tirar água da pedra, tem que ser alguém que ore. O trabalho de uma professora é um ato de oração, é um gesto oracional.

Nós encontraremos no trabalho das mães, ao educar seus filhos, dos pais, a orientar sua prole, o gesto oracional.

Como nós sabemos que toda ocupação útil é trabalho, todas essas coisas maravilhosas, que se realizam em nome do bem, em benefício das criaturas, da Humanidade, será um trabalho.

Alguém que leia um bom livro, alguém que faça um alimento, que prepare um prato, alguém que passe um café, que varra uma casa, que cure um doente, que defenda um necessitado, que advogue a causa dos simples, alguém que planta, que colhe, que vende. Todos esses trabalhos, feitos honestamente, representam oração.

Nosso relacionamento com Deus, a nossa possibilidade de sair desse recanto de nossa existência, e ganharmos o mar aberto do amor Divino, pode ser conseguido através de coisas simples: uma pausa, um silêncio íntimo, e a nossa emissão para Deus.

Como os nossos pensamentos são de origem eletromagnética, naturalmente que o nosso pensamento será elevado ao mais alto que tenhamos conseguido impulsioná-lo.

E é por causa disso que verificamos a importância e a beleza de orar. Abrir com essa chave os arquivos Divinos, abrir com essa chave os arcanos de Deus e com ela, comungar com Deus, saídos do nosso subúrbio de necessidades, para a grande metrópole do amor de Deus.

Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 135, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Mal de Parkinson

O mal de Parkinson ou doença de Parkinson, descrita pela primeira vez por James Parkinson em 1817, é caracterizada por uma desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano. Não somente os neurônios dopaminérgicos estão envolvidos, mas outras estruturas produtoras de serotonina, noradrenalina e acetilcolina estão envolvidos na gênese da doença. O nome "Parkinson" apenas foi sugerido para nomear a doença pelo grande neurologista francês Jean-Martin Charcot, como homenagem a James Parkinson.
A doença de Parkinson é idiopática, ou seja é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurónios produtores de dopamina. É portanto uma doença degenerativa do sistema nervoso central, com início geralmente após os 50 anos de idade. É uma das doenças neurológicas mais freqüentes visto que sua prevalência situa-se entre 80 e 160 casos por cem mil habitantes, acometendo, aproximadamente, 1% dos indivíduos acima de 65 anos de idade.

É possível que a doença de Parkinson esteja ligada a defeitos sutis nas enzimas envolvidas na degradação das proteínas alfanucleína e/ou parkina (no Parkinsonismo genético o defeito é no próprio gene da alfanucleína ou parkina e é mais grave). Esses defeitos levariam à acumulação de inclusões dessas proteínas ao longo da vida (sob a forma dos corpos de Lewy visiveis ao microscópico), e traduziriam-se na morte dos neurónios que expressam essas proteínas (apenas os dopaminérgicos) ou na sua disfunção durante a velhice. O parkinsonismo caracteriza-se, portanto, pela disfunção ou morte dos neurónios produtores da dopamina no sistema nervoso central. O local primordial de degeneração celular no parkinsonismo é a substância negra, presente na base do mesencéfalo.
Embora seja mais comum em idosos, a doença também pode aparecer em jovens. Um britânico de 23 anos já foi diagnosticado com Parkinson e seus sintomas iniciaram com um pequeno tremor na mão aos 19 anos de idade.

Epidemiologia

Nos Estados Unidos, a prevalência da Doença de Parkinson é de 160 por 100.000 pessoas, embora esteja aumentando. Há mais de um milhão de sofredores só nesse país. Noutros países desenvolvidos a incidência é semelhante. A idade pico de incidência é por volta dos 60 anos, mas pode surgir em qualquer altura dos 35 aos 85 anos.
O Mal de Parkinson é uma doença que ocorre quando certos neurônios morrem ou perdem a capacidade. O indivíduo portador de Parkinson pode apresentar tremores, rigidez dos músculos, dificuldade de caminhar, dificuldade de se equilibrar e de engolir. Como esses neurônios morrem lentamente, esses sintomas são progressivos no decorrer de anos.
No Brasil apenas 10% dos pacientes com parkinson desenvolvem demência enquanto em outros países os números variam entre 20 e 40%.

Manifestações clínicas

A Doença de Parkinson é caracterizada clinicamente pela combinação de três sinais clássicos: tremor de repouso, bradicinesia e rigidez. Além disso, o paciente pode apresentar também: acinesia, micrografia, expressões como máscara, instabilidade postural, alterações na marcha e postura encurvada para a frente. O sintoma mais importante a ser observado é a bradicinesia.
Os sintomas normalmente começam nas extremidades superiores e são normalmente unilaterais devido à assimetria da degeneração inicial no cérebro.
A clínica é dominada pelos tremores musculares. Estes iniciam-se geralmente em uma mão, depois na perna do mesmo lado e depois nos outros membros. Tende a ser mais forte em membros em descanso, como ao segurar objetos, e durante períodos estressantes e é menos notável em movimentos mais amplos. Há na maioria dos casos mas nem sempre outros sintomas como rigidez dos músculos, lentidão de movimentos, e instabilidade postural (dificuldade em manter-se em pé). Há dificuldade em iniciar e parar a marcha e as mudanças de direção são custosas com numerosos pequenos passos.

O doente apresenta uma expressão fechada tipo máscara sem demonstar emoção, e uma voz monotônica, devido ao deficiente controle sobre os músculos da face e laringe. A sua escrita tende a ter em pequeno tamanho (micrografia). Outros sintomas incluem deterioração da fluência da fala (gagueira), depressão e ansiedade, dificuldades de aprendizagem, insônias, perda do sentido do olfato.
O diagnóstico é feito pela clínica e testes musculares e de reflexos. Normalmente não há alterações nas Tomografia computadorizada cerebral, eletroencefalograma ou na composição do líquido cefalorraquidiano. Técnicas da medicina nuclear como SPECTs e PETs podem ser úteis para avaliar o metabolismo dos neurónios dos núcleos basais.
Por outro lado, os sintomas cognitivos, embora comumente presentes na DP, continuam a ser negligenciados no seu diagnóstico e tratamento. Existem evidências de distúrbios nos domínios emocional, cognitivo e psicossocial, destacando-se: depressão, ansiedade; prejuízos cognitivos e olfativos; e, em particular, a demência na DP.
A incidência de demência na DP é seis vezes maior do que na população geral, e a prevalência varia entre 10% a 50%. Caracteriza-se por redução ou falta de iniciativa para atividades espontâneas; incapacidade de desenvolver estratégias eficientes para a resolução de problemas; lentificação dos processos mnemônicos e de processamento global da informação; prejuízo da percepção visuoespacial; dificuldades de conceitualização e dificuldade na geração de listas de palavras. O reconhecimento precoce desses sintomas e seu tratamento são fatores cruciais para uma melhor abordagem clínica da DP.

Tratamento Psicológico

90% das pessoas com parkinson sofrem também com algum outro transtorno psiquiátrico em algum momento. Dependendo do caso esses transtornos podem tanto ter colaborado para o desenvolvimento quanto serem consequência da doença ou mesmo não terem relação direta, essas três possibilidades tem embasamento científico. Mas independente de serem causa, conscequência ou coincidentes, os distúrbios cognitivos, transtornos de humor e transtornos de ansiedade frequentes causam grandes prejuízos na qualidade de vida dos pacientes e seus familiares. O transtorno mais comum foi a depressão nervosa, identificada em 32% dos casos, e responsável por agravar os problemas motores, de sono, alimentares e de dores.
Diversos medicamentos psiquiátricos, inclusive o anti-depressivo mais usado (fluoxetina), podem agravar os sintomas do Parkinson, ressaltam a importância do acompanhamento feito por psicológos para melhorar a qualidade de vida do paciente e especialmente de seus cuidadores. Várias grandes cidades possuem serviços de saúde voltados para o idoso e que incluem serviços de apoio psicológico ao portador de parkinson e seus cuidadores como a Associação Brasil Parkinson: a ABRAZ: e a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson.
Como antidepressivos pioram a funcionalidade do paciente uma opção é a estimulação magnética transcraniana (EMT) porém ela é cara e de difícil acesso. Uma opção semelhante e mais acessível é a eletroconvulsoterapia.

Tratamento Fisioterapêutico


James Parkinson, médico que
deu nome à doença.
O tratamento fisioterapêutico atua em todas as fases do Parkinson, para melhorar as forças musculares, coordenação motora e equilíbrio. O paciente com Parkinson, geralmente está sujeito a infecções respiratórias, que ocorrem mais com os pacientes acamados. Nestes casos a fisioterapia atua na manutenção da higiene brônquica, estímulo a tosse, exercícios respiratórios reexpansivos. Em casos mais graves,em que há comprometimento da musculatura respiratória, é indicado o tratamento com aparelhos de ventilação mecânica e respiradores mecânicos não invasivos, visando a otimização da ventilação pulmonar, com conseqüente melhora do desconforto respiratório.
Evidências clínicas dos efeitos do exercício físico ou reabilitação para indivíduos com DP são geralmente associadas às intervenções com probabilidade de exercer impacto sobre escalas clínicas – estadiamento de Hoehn e Yahr, UPDRS (Unified Parkinson's Disease Rating Scale) – ou limitações funcionais – marcha, subir/descer escadas, levantar da cama/cadeira, prevenção de quedas (CRIZZLE e NEWHOUSE, 2006). O treinamento de resistência muscular localizada e equilíbrio aumentaram a força muscular, a postura e a orientação espacial de pacientes com DP (HIRSCH et al., 2003). O treinamento em esteira ergométrica (MIYAI et al, 2002), a fisioterapia (NIEWBOER et al., 2001) e esportes adaptados (KURODA et al., 1992) diminuíram a gravidade da doença pela escala UPDRS. Pacientes com DP que praticam exercícios apresentaram menores índices de mortalidade do que os sedentários (REUTER et al., 1997).
Em vários estudos clínicos foi observada ligeira predominância do sexo masculino, porém existem algumas questões sobre a forma de seleção dos pacientes. Em trabalhos que calcularam a prevalência e incidência da doença de Parkinson , não foi demonstrada diferença significativa em relação ao sexo quanto ao risco de contrair a doença. O aumento da esperança de vida não modificou de forma importante o número de parkinsonianos, permanecendo a prevalência da doença bastante estável desde o início do século.

A Alimentação na Doença de Parkinson

Conforme referido anteriormente, a doença de Parkinson é caracterizada por degeneração de neurônios pigmentados da substância negra, localizados nos gânglios da base cerebral, e os sintomas resultantes refletem a depleção do neurotransmissor dopamina. Se o processo é desencadeado por algo no meio ambiente, por uma falha genética ou pela combinação de ambos não está claro, embora um defeito no cromossomo 4 tenha sido recentemente apontado como uma causa em alguns casos.
De evolução lenta e quase sempre progressiva, a doença de Parkinson apresenta, nos indivíduos, sintomas clínicos que incluem tremor, rigidez, acinesia, lentidão de movimentos (bradicinesia) e alteração da postura. Sintomas não motores podem aparecer também. Estes incluem sudorese excessiva ou outros distúrbios do sistema nervoso involuntário e problemas psíquicos como depressão e, em estágios mais avançados, demência. Segundo COHEN (1994), 15 a 25% dos idosos, em geral, que apresentam depressão, desenvolvem sintomas psiquiátricos que podem comprometer o estado nutricional.
A acinesia e os distúrbios correlatos, já mencionados, interferem decisivamente nos atos motores básicos como a marcha, a fala e nas atividades que requerem a conjugação de atos motores como o vestir-se, a higiene corporal e a alimentação. À medida que a doença evolui, o paciente vai se tornando mais lento e mais enrijecido. A rigidez das extremidades e o controle da posição da cabeça e do tronco podem interferir com a capacidade do paciente de cuidar de si mesmo, inclusive quanto à alimentação. O ato de se alimentar torna-se mais lento e os movimentos simultâneos, tais como, aqueles necessários para manusear os talheres, mostram-se difíceis. Esses sintomas levam muitas vezes o parkinsoniano a um grau considerável de dependência em relação a seus familiares. Além desses, o paciente apresenta também dificuldade de deglutição, da motricidade gástrica e esofagiana, constipação intestinal, problemas vasomotores, da regulação arterial, edemas, dificuldade de regulação da temperatura corporal, perturbações do sono e perda de peso.

A doença de Parkinson e o uso de agrotóxicos

São crescentes as indicações de correlação entre o uso de agrotóxicos e o aumento no risco de desenvolvimento da doença da Parkinson. Nos Estados Unidos a doença de Parkinson é mais comum entre homens do meio rural do que em outros grupos demográficos, o que pode ser explicado pela maior possibilidade de exposição aos agrotóxicos. Estudo realizado por pesquisadores do University of Texas Southwestern Medical Center e publicado pela revista Archives of Neurology, sugere que pessoas com doença de Parkinson possuem níveis mais elevados do inseticida ß-hexaclorociclohexano (ß-HCH) no sangue do que as pessoas saudáveis. O inseticida foi encontrado em 76% das pessoas com Parkinson (contra m 40% das pessoas saudáveis do grupo de controle e 30% das pessoas com doença de Alzheimer).
Os pesquisadores testaram o sangue dos participantes para 15 conhecidos agrotóxicos organoclorados. Estes agrotóxicos, dentre os quais o conhecido DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano), foram amplamente utilizados nos EUA desde a década de 1950 até os anos 1970 e persistem no ambiente durante anos. No organismo, essas substâncias se dissolvem em gorduras, podendo causar danos no sistema nervoso. Embora o estudo aponte para uma relação direta entre o inseticida HCH (hexaclorociclohexano) e a doença de Parkinson, os pesquisadores acreditam que outros pesticidas e contaminantes ambientais podem estar entre as causas do desenvolvimento da doença.
Outra pesquisa recente (Nitratos podem ser acionadores ambientais de Alzheimer, diabetes e doença de Parkinson) sugere uma associação entre os nitratos presentes em nosso meio ambiente e o aumento das mortes por doenças insulino-resistentes, incluindo doença de Alzheimer, a diabetes mellitus, a doença de Parkinson e a esteatose hepática não-alcoólica.

Prognóstico

O curso é progressivo ao longo de 10 a 25 anos após o surgimento dos sintomas. O agravamento contínuo dos sintomas, para além da importância da dopamina para o humor, levam a alterações radicais na vida do doente, e à depressão profunda freqüentemente.
A síndrome de Parkinson não é fatal mas fragiliza e predispõe o doente a outras patologias, como pneumonia de aspiração (o fraco controle muscular leva a deglutição da comida para os pulmões) e outras infecções devido à imobilidade.

Cirurgia

A falta de vários neurotransmissores, principalmente a dopamina, produz alterações no funcionamento dos circuitos cerebrais tornando algumas regiões hiperativas enquanto outras são excessivamente inibidas.

As primeiras tentativas de tratamento desta doença foram fundamentadas em procedimentos de microlesões nas regiões hiperativas, produzindo melhora dos sintomas da doença. A técnica operatória avançou muito depois da introdução dos aparelhos estereotácticos desenhados para guiar as intervenções aumentando a precisão e diminuindo os efeitos adversos e complicações relacionadas à cirurgia.

Reservada para casos específicos, a estimulação cerebral profunda é realizada para diminuir complicações motoras, decorrentes tanto da evolução da doença quanto do uso crônico de medicamentos. Por meio do implante de um marca-passo e eletrodos em regiões profundas do cérebro, que podem controlar as regiões que ocasionam os sintomas, a técnica traz um alívio dos sintomas a partir de estimulação elétrica de alta frequência. 


Fontes: (textos) sites Wikipédia e blogsaudebrasil