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terça-feira, 26 de junho de 2012

São Pedro

São Pedro (do grego: Πέτρος, Pétros, "pedra", "rocha"; Betsaida, século I a.C., — Roma, cerca de 67 d.C.) foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, segundo o Novo Testamento e, mais especificamente, os quatro Evangelhos. Os católicos consideram Pedro como o primeiro Bispo de Roma, sendo por isso o primeiro Papa da Igreja Católica.

Nome e importância

Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão. Nos livros dos Atos dos Apóstolos e na Segunda Epístola de Pedro, aparece ainda uma variante do seu nome original, Simeão. Cristo mudou seu nome para כיפא, Kepha (Cefas em português, como em Gálatas 2:11), que em aramaico significa "pedra", "rocha", nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, através da palavra πέτρα, petra, que também significa "pedra" ou "rocha", e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado.
A mudança de seu nome por Jesus Cristo, bem como seu significado, ganham importância de acordo com a Igreja Católica em Mt 16, 18, quando Jesus diz: "E eu te declaro: tu és Kepha e sobre esta kepha edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão nunca contra ela." Jesus comparava Simão à rocha. Pedro foi o fundador, junto com São Paulo, da Igreja de Roma, sendo-lhe concedido o título de Príncipe dos Apóstolos. Esse título é um tanto tardio, visto que tal designação só começaria a ser usada cerca de um século mais tarde, suplementando o de Patriarca (agora destinado a outro uso). Pedro foi o primeiro Bispo de Roma. Essa circunstância é importante, pois daí provém a primazia do Papa e da diocese de Roma sobre toda a Igreja Católica; posteriormente esse evento originaria os títulos "Apostólica" e "Romana".

Dados biográficos

Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Era filho de um homem chamado João ou Jonas e tinha por irmão o também apóstolo André. Simão e André eram "empresários" da pesca e tinham sua própria frota de barcos, em sociedade com Tiago, João e o pai destes, Zebedeu.
Pedro era casado e tinha pelo menos um filho. Sua esposa era de uma família rica e moravam numa casa própria, cuja descrição é muito semelhante a uma vila romana, na cidade "romana" de Cafarnaum.
Segundo o relato em Lucas 5:1-11, no episódio conhecido como "Pesca milagrosa", Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com Tiago e João, seus sócios e filhos de Zebedeu, concedeu-lhe o lugar na barca, que foi afastada um pouco da margem.
No final da pregação, Jesus disse a Simão que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro disse-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prostrou-se perante Jesus e disse para que se afastasse dele, já que é um pecador. Jesus encorajou-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornará "pescador de homens".
Nos evangelhos sinóticos, o nome de Pedro sempre encabeça a lista dos discípulos de Jesus, o que na interpretação da Igreja Católica Romana deixa transparecer um lugar de primazia sobre o Colégio Apostólico. Não se descarta que Pedro, assim como seu irmão André, antes de seguir Jesus, tenha sido discípulo de João Batista.
Outro dado interessante era a estreita amizade entre Pedro e João Evangelista, fato atestado em todos os evangelhos, como por exemplo, na Última Ceia, quando pergunta ao Mestre, através do Discípulo amado (João), quem o haveria de trair ou quando ambos encontram o sepulcro de Cristo vazio no Domingo de Páscoa. Fato é que tal amizade perdurou até mesmo após a Ascensão de Jesus, como podemos constatar na cena da cura de um paralítico posto nas portas do Templo de Jerusalém.
Segundo a tradição defendida pela Igreja Católica Romana e pela Igreja Ortodoxa, o apóstolo Pedro, depois de ter exercido o episcopado em Antioquia, teria se tornado o primeiro Bispo de Roma. Segundo esta tradição, depois de solto da prisão em Jerusalém, o apóstolo teria viajado até Roma e ali permanecido até ser expulso com os judeus e cristãos pelo imperador Cláudio, época em que haveria voltado a Jerusalém para participar da reunião de apóstolos sobre os rituais judeus no chamado Concílio de Jerusalém. A Bíblia atesta que após esta reunião, Pedro ficou em Antioquia (como o seu companheiro de ministério, Paulo, afirma em sua carta aos gálatas). A tradição da Igreja Católica Romana afirma que depois de passar por várias cidades, Pedro haveria sido martirizado em Roma entre 64 e 67 d.C. Desde a Reforma, teólogos e historiadores protestantes afirmaram que Pedro não teria ido a Roma; esta tese foi defendida mais proeminentemente por Ferdinand Christian Baur, da Escola de Tübingen. Outros, como Heinrich Dressel, em 1872, declararam que Pedro teria sido enterrado em Alexandria, no Egito ou em Antioquia. Hoje, porém, os historiadores concordam que Pedro realmente viveu e morreu em Roma. O historiador luterano Adolf Harnack afirmou que as teses anteriores foram tendenciosas e prejudicaram o estudo sobre a vida de Pedro em Roma. Sua vida continua sendo objeto de investigação, mas o seu túmulo está localizado na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o qual foi descoberto em 1950 após anos de meticulosa investigação.
Alguns pesquisadores acreditam que, assim como Judas Iscariotes, Pedro tenha sido um zelota, grupo que teria surgido dos fariseus e constituía-se de pequenos camponeses e membros das camadas mais pobres da sociedade. Este supostamente estaria comprovado em Marcos 3:18, assim como em Atos 1:13, no entanto, o certo "Simão, o Zelote" é na realidade uma pessoa distinta dentre as nomeações descritas nas referidas citações.

O primado de Pedro segundo a Igreja Católica

Cristo entrega as chaves do céu a Pedro
 (Perugino, Capela Sistina).
Toda a primeira parte do Evangelho gira em torno da identidade de Jesus. Quando perguntado, Simão foi o primeiro dos discípulos a responder essa pergunta: Jesus é o filho de Deus. É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro e é conhecido como Confissão de Pedro. Encontramos o relato do evento em Mateus 16:13-19: Jesus pergunta aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): "E vós, quem pensais que sou eu?". Simão Pedro, respondendo, disse: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Jesus respondeu-lhe: "Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim Meu Pai que está nos céus. Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja e as portas do Hades nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus". João 21:15-17 e Lucas 22:31 também falam a respeito do primado de Pedro dever ser exercido particularmente na ordem da Fé, e que Cristo o torna chefe: Jesus disse a Simão (Pedro): "Simão, filho de João, tu Me amas mais do que estes?" Ele lhe respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Jesus lhe disse: "Apascenta Meus cordeiros". Segunda vez disse-lhe: "Simão filho de João, tu Me amas?" - "Sim, Senhor", disse ele, "tu sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Apascenta Minhas ovelhas". Pela terceira vez lhe disse: "Simão filho de João, tu Me amas?" Entristeceu-se Pedro porque pela terceira vez lhe perguntara 'Tu Me amas?' e lhe disse: "Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo". Jesus lhe disse: "Apascenta Minhas ovelhas." (João 21:15-17). «Simão, Simão, eis que Satanás pediu insistentemente para vos peneirar como trigo; Eu, porém, orei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. Quando, porém, te converteres, confirma teus irmãos.» (Lucas 22:31-32). 

O Apóstolo Pedro, o primeiro Bispo de Roma.

A comunidade de Roma foi fundada pelos apóstolos Pedro e Paulo e é considerada a única comunidade cristã do mundo fundada por mais de um apóstolo e a única do Ocidente instituída por um deles. Por esta razão desde a antiguidade a comunidade de Roma (chamada atualmente de Santa Sé pelos católicos) teve o primado sobre todas as outras comunidades locais (dioceses); nessa visão o ministério de Pedro continua sendo exercido até hoje pelo Bispo de Roma (segundo o catolicismo romano), assim como o ministério dos outros apóstolos é cumprido pelos outros Bispos unidos a ele, que é a cabeça do colégio apostólico, do colégio episcopal. A sucessão papal (de Pedro) começou com São Lino (67) e, atualmente é exercida pelo papa Bento XVI.
Segundo essa visão, o próprio apóstolo Pedro atestou que exerceu o seu ministério em Roma ao concluir a sua primeira epístola: "A [Igreja] que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, meu filho." Trata-se da Igreja de Roma. Assim também o interpretaram todos os autores desde a Antiguidade, como abaixo, como sendo a Roma Imperial (decadente). O termo não pode referir-se à Babilônia sobre o Eufrates, que jazia em ruínas ou à Nova Babilônia (Selêucia) sobre o rio Tigre, ou à Babilônia Egípcia cerca de Mênfis, tampouco a Jerusalém; deve, portanto referir-se a Roma, a única cidade que é chamada Babilônia pela antiga literatura Cristã.

Testemunhos históricos de Pedro em Roma

Os historiadores atualmente acreditam que a tradição católica esteja correta; igualmente, muitas tradições antigas corroboram a versão de que Pedro esteve em Roma e que ali teria sido martirizado.
  • Clemente, terceiro bispo de Roma e discípulo de Pedro, por volta de (96) d.C., em sua Epístola aos Coríntios, faz clara alusão ao martírio deste e de Paulo em Roma:
"Todavia, deixando os exemplos antigos, examinemos os atletas que viveram mais próximos de nós. Tomemos os nobres exemplos de nossa geração. Foi por causa do ciúme e da inveja que as colunas mais altas e justas foram perseguidas e lutaram até a morte. Consideremos os bons apóstolos. Pedro, pela inveja injusta, suportou não uma ou duas, mas muitas tribulações e, depois de ter prestado testemunho, foi para o lugar glorioso que lhe era devido. Por causa da inveja e da discórdia, Paulo mostrou o preço reservado à perseverança. Sete vezes carregando cadeias, exilado, apedrejado, tornando-se arauto no Oriente e no Ocidente, ele deu testemunho diante das autoridades, deixou o mundo e se foi para o lugar santo, tornando-se o maior modelo de perseverança". .
  • Inácio de Antioquia, bispo, mártir e também discípulo de Pedro, em cerca de (107) d.C., em sua Epístola aos Romanos, a qual fora dirigida à comunidade cristã lá situada, refere-se nos seguintes termos ao martírio de Pedro e Paulo em Roma:
"Não vos dou ordens como Pedro e Paulo; eles eram apóstolos, eu sou um condenado. Eles eram livres, e eu até agora sou um escravo".
  • Papias, bispo de Hierápolis, por volta de (140) d.C., ao tratar da origem do Evangelho de Marcos, atribui o relatado a João Marcos, companheiro de Paulo e Barnabé, a partir da convivência com os que haviam estado com Jesus, em especial Pedro quando este estava em Roma:
"Papias, bispo de Hierápolis, atesta a atribuição do segundo evangelho a Marcos, “intérprete” de Pedro em Roma. O livro teria sido composto em Roma, depois da morte de Pedro (prólogo antimarcionita de século II, Ireneu) ou ainda durante sua vida (segundo Clemente de Alexandria). Quanto a Marcos, foi identificado como João Marcos, originário de Jerusalém (At 12,12), companheiro de Paulo e Barnabé (At 12,25; 13,5.13; 15,37-39; Cl 4,10) e, a seguir, de Pedro em “Babilônia” (isto é, provavelmente, em Roma) segundo 1Pd 5,13."
  • O bispo Dionísio de Corinto, em extrato de uma de suas cartas aos romanos (170) trata da seguinte forma o martírio de Pedro e Paulo:
"Tendo vindo ambos a Corinto, os dois apóstolos Pedro e Paulo nos formaram na doutrina do Evangelho. A seguir, indo para a Itália, eles vos transmitiram os mesmos ensinamentos e, por fim, sofreram o martírio simultaneamente."
  • Gaio, presbítero romano, em 199:
"Nós aqui em Roma temos algo melhor do que o túmulo de Filipe. Possuímos os troféus dos apóstolos fundadores desta Igreja local. Ide à Via Ostiense e lá encontrareis o troféu de Paulo; ide ao Vaticano e lá vereis o troféu de Pedro."

Baldaquino da Basílica moderna de São Pedro,
de Bernini. O túmulo de São Pedro encontra-se
 diretamente abaixo desta estrutura.
Gaio dirigiu-se nos seguintes termos a um grupo de hereges: "Posso mostrar-vos os troféus (túmulos) dos Apóstolos. Caso queirais ir ao Vaticano ou à Via Ostiense, lá encontrareis os troféus daqueles que fundaram esta Igreja."
  • Orígenes (185 - 253) responsável pela Escola Catequética de Alexandria afirmou:
"Pedro, ao ser martirizado em Roma, pediu e obteve que fosse crucificado de cabeça para baixo."
"Pedro, finalmente tendo ido para Roma, lá foi crucificado de cabeça para baixo."
  • Ireneu (130 - 202), Bispo de Lião (nascido em Izmir atual Turquia) referiu:
"Para a maior e mais antiga a mais famosa Igreja, fundada pelos dois mais gloriosos Apóstolos, Pedro e Paulo." e ainda "Os bem-aventurados Apóstolos portanto, fundando e instituindo a Igreja, entregaram a Lino o cargo de administrá-la como bispo; a este sucedeu Anacleto; depois dele, em terceiro lugar a partir dos Apóstolos, Clemente recebeu o episcopado."
"Mateus, achando-se entre os hebreus, escreveu o Evangelho na língua deles, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e aí fundavam a Igreja."
  • Formado como jurista Tertuliano (155-222 d.C.) falou da morte de Pedro em Roma:
"A Igreja também dos romanos pública - isto é, demonstra por instrumentos públicos e provas - que Clemente foi ordenado por Pedro."
"Feliz Igreja, na qual os Apóstolos verteram seu sangue por sua doutrina integral!" - e falando da Igreja Romana, "onde a paixão de Pedro se fez como a paixão do Senhor."
"Nero foi o primeiro a banhar no sangue o berço da fé. Pedro então, segundo a promessa de Cristo, foi por outrem cingido quando o suspenderam na Cruz."
  • Eusébio (263-340 d.C.) Bispo de Cesareia, escreveu muitas obras de teologia, exegese, apologética, mas a sua obra mais importante foi a História Eclesiástica, onde ele narra a história da Igreja das origens até 303. Refere-se ao ministério exercido por Pedro:
"Pedro, de nacionalidade galileia, o primeiro pontífice dos cristãos, tendo inicialmente fundado a Igreja de Antioquia, se dirige a Roma, onde, pregando o Evangelho, continua vinte e cinco anos Bispo da mesma cidade."
  • Epifânio (315-403 d.C.), Bispo de Constância (também foi Bispo de Salamina e Metropolita do Chipre) fala da sucessão dos Bispos de Roma:
"A sucessão de Bispos em Roma é nesta ordem: Pedro e Paulo, Lino, Cleto, Clemente etc..."
  • Doroteu de Tiro:
"Lino foi Bispo de Roma após o seu primeiro guia, Pedro."
  • Optato de Milevo:
"Você não pode negar que sabe que na cidade de Roma a cadeira episcopal foi primeiro investida por Pedro, e que Pedro, cabeça dos Apóstolos, a ocupou."
  • Cipriano (martirizado em 258), Bispo de Cartago (norte da África), escreveu a obra "A Unidade da Igreja" (De Ecclesiae Unitate), onde diz:
"A cátedra de Roma é a cátedra de Pedro, a Igreja principal, de onde se origina a unidade sacerdotal."
  • Santo Agostinho (354 - 430):
"A Pedro sucedeu Lino."
Logo, apesar das opiniões divergentes que surgiram a partir da Reforma Protestante, era constante, unânime e ininterrupta a tradição segundo a qual Pedro pregou o evangelho em Roma e lá encontrou o martírio, o que é robustecido pelos escritos dos Pais da Igreja e pela arqueologia.

Opiniões discordantes

Há linha de pensamento contrária. O testemunho mais antigo indicado é o de 1 Pedro 5:13: “Aquela que está em Babilônia, escolhida igual a vós, manda-vos os seus cumprimentos.” Numa nota ao pé da página, na Nova Bíblia Americana (em inglês), uma moderna tradução católica romana, identifica-se esta “Babilônia” do seguinte modo: “Roma, a qual, assim como a antiga Babilônia, conquistou Jerusalém e destruiu seu templo.” No entanto, esta mesma tradução católica reconhece que, se Pedro escreveu a carta, “ela deve datar de antes de 64-67 A. D., período em que se deu sua execução sob Nero”. Mas, Jerusalém só foi destruída pelos romanos em 70 E.C. De modo que, no tempo em que Pedro escreveu a sua carta, não existia nenhuma correlação entre Babilônia e Roma.
De maneira que a idéia de que Babilônia significa Roma simplesmente é interpretação, mas sem apoio de fatos. Isto foi questionado por eruditos católicos romanos dos séculos passados, incluindo Pedro de Marca, João Batista Mantuan, Miguel de Ceza, Marsile de Pádua, João Aventin, João Leland, Charles du Moulin, Luís Ellies Dupin e o famoso Desidério (Gerhard) Erasmo. O historiador eclesiástico Dupin escreveu:
“A Primeira Epístola de Pedro é datada de Babilônia. Muitos dos antigos compreenderam este nome como significando Roma; mas não aparece nenhum motivo que pudesse induzir S. Pedro a mudar o nome de Roma para o de Babilônia. Como poderiam aqueles a quem escreveu entender que Babilônia significava Roma?” Além das referências a “Babilônia, a Grande”, no livro de Revelação ou Apocalipse, apenas uma cidade é chamada Babilônia nas Escrituras Sagradas. Esta cidade é a Babilônia situada junto ao Eufrates. Teria sido de lá que Pedro escreveu?
Evidência histórica mostra que sim. Embora Babilônia entrasse em decadência depois de sua queda diante dos medos e dos persas, ela continuou a existir. Havia uma considerável população judaica na vizinhança de Babilônia, nos primeiros séculos da Era Comum. A enciclopédia The International Standard Bible Encyclopedia diz: ‘Babilônia permaneceu um foco do judaísmo oriental durante séculos, e, das discussões nas escolas rabínicas ali foi elaborado o Talmude de Jerusalém no quinto século de nossa era, e o Talmude de Babilônia, um século depois.’
Pedro deve ter querido dizer exatamente o que escreveu. Isto se torna evidente da decisão que tomou alguns anos antes de escrever sua primeira carta inspirada. Numa reunião com Paulo e Barnabé, ele concordou em continuar a devotar seus esforços para divulgar o evangelho entre os judeus. Lemos: “Viram que a evangelização dos incircuncisos me era confiada [i. e., a Paulo], como a dos circuncisos a Pedro, (por que aquele cuja ação fez de Pedro o Apóstolo dos circuncisos, fez também de mim o dos pagãos [gentios]). Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, reconhecendo a graça que me foi dada, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo: iríamos aos pagãos, e eles aos circuncidados [judeus].” (Gál. 2:7-9, Centro Bíblico Católico) Por conseguinte, Pedro teria razoavelmente trabalhado num centro do judaísmo, tal como Babilônia, em vez de em Roma, com a sua população predominantemente gentia ou pagã.
O texto, porém, acaba sendo a única fonte de Pedro em Babilônia, deixando a questão ainda como objeto de estudo histórico.

Os textos escritos pelo apóstolo

O Novo Testamento inclui duas epístolas cuja autoria é atribuída a Pedro: A "Primeira epístola de São Pedro e a Segunda epístola de São Pedro".

Indícios arqueológicos

Crucifixão de São Pedro (Santa Maria del Popolo,
 Roma, Caravaggio, 1600).
A partir da década de 1950 intensificaram-se as escavações no subsolo da Basílica de São Pedro, lugar tradicionalmente reconhecido como provável túmulo do apóstolo e próximo de seu martírio no muro central do Circo de Nero. Após extenuantes e cuidadosos trabalhos, inclusive com remoção de toneladas de terra que datava do corte da Colina Vaticana para a terraplanagem da construção da primeira basílica na época de Constantino, a equipe chefiada pela arqueóloga italiana Margherita Guarducci encontrou o que seria uma necrópole atribuída a Pedro, inclusive uma parede repleta de grafitos com a expressão Petrós Ení, que, em grego, significa "Pedro está aqui".
Também foram encontrados, em um nicho, fragmentos de ossos de um homem robusto e idoso, entre 60-70 anos, envoltos em restos de tecido púrpura com fios de ouro que se acredita, com muita probabilidade, serem de Pedro. A data real do martírio, de acordo com um cruzamento de datas feito pela arqueóloga, seria 13 de outubro de 64 d.C. e não 29 de junho, data em que se comemorava o traslado dos restos mortais de Pedro e São Paulo para a estada dos mesmos nas Catacumbas de São Sebastião durante a perseguição do imperador romano Valeriano em 257.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 21 de junho de 2012

São João

João Baptista (Judeia, 2 a.C. — 27 d.C.) foi um pregador judeu do início do século I, citado pelo historiador Flávio Josefo e os autores dos quatro Evangelhos da Bíblia.
Segundo a narração do Evangelho de São Lucas, João Batista era filho do sacerdote Zacarias e Isabel (ou Elizabete), prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e é considerado, principalmente pelos cristãos ortodoxos, como o "precursor" do prometido Messias, Jesus Cristo. Baptizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o baptismo de gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adoptados pelo cristianismo.  

Infância e educação 

João nasceu numa pequena aldeia chamada Aim Karim, a cerca de seis quilômetros lineares de distância a oeste de Jerusalém. Segundo interpretações do Evangelho de Lucas, era um nazireu de nascimento. Outros documentos defendem que pertencia à facção nazarita da Palestina, integrando-a na puberdade, era considerado, por muitos, um homem consagrado. De acordo com a cronologia neste artigo, João teria nascido no ano 7 a.C.; os historiadores religiosos tendem a aproximar esta data do ano 1º, apontando-a para 2 a.C..
Como era prática ritual entre os judeus, o seu pai Zacarias teria procedido à cerimônia da circuncisão, ao oitavo dia de vida do menino. A sua educação foi grandemente influenciada pelas acções religiosas e pela vida no templo, uma vez que o seu pai era um sacerdote e a sua mãe pertencia a uma sociedade chamada "as filhas de Araão", as quais cumpriam com determinados procedimentos importantes na sociedade religiosa da altura.
Aos 6 anos de idade, de acordo com a educação sistemática judaica, todos os meninos deveriam iniciar a sua aprendizagem "escolar". Em Judá não existia uma escola, pelo que terá sido o seu pai e a sua mãe a ensiná-lo a ler e a escrever, e a instruí-lo nas actividades regulares.
Aos 14 anos há uma mudança no ensino. Os meninos, graduados nas escolas da sinagoga, iniciam um novo ciclo na sua educação. Como não existia uma escola em Judá, os seus pais terão decidido levar João a Engedi (atual Qumram) com o fito de este ser iniciado na educação nazarita.
João terá efectuado os votos de nazarita que incluíam abster-se de bebidas intoxicantes, o deixar o cabelo crescer, e o não tocar nos mortos. As ofertas que faziam parte do ritual foram entregues em frente ao templo de Jerusalém como caracterizava o ritual.
Engedi era a sede ao sul da irmandade nazarita, situava-se perto do Mar Morto e era liderada por um homem, reconhecido, de nome Ebner.

Morte dos pais e início da vida adulta

O pai de João, Zacarias, terá morrido no ano 12 d.C.. João teria 18-19 anos de idade, e terá sido um esforço manter o seu voto de não tocar nos mortos. Com a morte do seu pai, Isabel ficaria dependente de João para o seu sustento. Era normal ser o filho mais velho a sustentar a família com a morte do pai. João seria filho único. Para se poder manter próximo de Engedi e ajudar a sua mãe, eles terão se mudado, de Judá para Hebrom (o deserto da Judeia). Ali João terá iniciado uma vida de pastor, juntando-se às dezenas de grupos ascetas que deambulavam por aquela região, e que se juntavam amigavelmente e conviviam com os nazaritas de Engedi.
Isabel terá morrido no ano 22.d.C e foi sepultada em Hebrom. João ofereceu todos os seus bens de família à irmandade nazarita e aliviou-se de todas as responsabilidades sociais, iniciando a sua preparação para aquele que se tornou um “objectivo de vida” - pregar aos gentios e admoestar os judeus, anunciando a proximidade de um “Messias” que estabeleceria o “Reino do Céu”.
De acordo com um médico da Antioquia, que residia em Písia, de nome Lucas, João terá iniciado o seu trabalho de pregador no 15º ano do reinado de Tibério. Lucas foi um discípulo de Paulo, e morreu em 90. A sua herança escrita, narrada no "Evangelho segundo São Lucas" e "Actos dos Apóstolos" foram compiladas em acordo com os seus apontamentos dos conhecimentos de Paulo e de algumas testemunhas que ele considerou. Este 15º ano do reinado de Tibério César terá marcado, então, o início da pregação pública de João e a sua angariação de discípulos por toda a Judeia em acordo com o Novo Testamento.
Esta data choca com os acontecimentos cronológicos. O ano 15 do reinado de Tibério ocorreu no ano 29 d.C.. Nesta data, quer João Baptista, quer Jesus teriam provavelmente 36 a 37 anos de idade. Desta forma, considera-se que Lucas tenha errado na datação dos acontecimentos.

Influência religiosa

É perspectiva comum que a principal influência na vida de João terá sido o registros que lhe chegaram sobre o profeta Elias. Mesmo a sua forma de vestir com peles de animais e o seu método de exortação nos seus discursos públicos, demonstravam uma admiração pelos métodos antepassados do profeta Elias. Foi muitas vezes chamado de “encarnação de Elias” e o Novo Testamento, pelas palavras de Lucas, refere mesmo que existia uma incidência do Espírito de Elias nas acções de João.
O Discurso principal de João era a respeito da vinda do Messias. Grandemente esperado por todos os judeus, o Messias era a fonte de toda as esperanças deste povo em restaurar a sua dignidade como nação independente. Os judeus defendiam a ideia da sua nacionalidade ter iniciado com Abraão, e que esta atingiria o seu ponto culminar com achegada do Messias. João advertia os judeus e convertia gentios, e isto tornou-o amado por uns e desprezado por outros.
Importante notar que João não introduziu o baptismo no conceito judaico, este já era uma cerimónia praticada. A inovação de João terá sido a abertura da cerimónia à conversão dos gentios, causando assim muita polémica.
Numa pequena aldeia de nome “Adão” João pregou a respeito “daquele que viria”, do qual não seria digno nem de apertar as alparcas (as correias das sandálias). Nessa aldeia também, João acusou Herodes e repreendeu-o no seu discurso, por este ter uma ligação com a sua cunhada Herodíades, que era mulher de Filipe, rei da Ituréia e Traconites (irmão de Herodes Antipas I). Esta acusação pública chegou aos ouvidos do tetrarca e valeu-lhe a prisão e a pena capital por decapitação alguns meses mais tarde.

O batismo de Jesus

João batizava em Pela, quando Jesus se aproximou, na margem do rio Jordão. A síntese bíblica do acontecimento é resumida, mas denota alguns fatores fundamentais no sentimento da experiência de João. Nesta altura João encontrava-se no auge das suas pregações. Teria já entre 25 a 30 discípulos e batizava judeus e gentios arrependidos. Neste tempo os judeus acreditavam que Deus castigava não só os iníquos, mas as suas gerações descendentes. Eles acreditavam que apenas um judeu poderia ser o culpado do castigo de toda a nação. O baptismo para muitos dos judeus não era o resultado de um arrependimento pessoal. O trabalho de João progredia.
Os relatos Bíblicos contam a história da voz que se ouviu, quando João batizou Jesus, dizendo “este é o Meu filho amado no qual ponho toda a minha complascência”. Refere que uma pomba esvoaçou sobre os dois personagens dentro do rio, e relacionam essa ave com uma manifestação do Espírito Santo. Este acontecimento sem qualquer repetição histórica tem servido por base a imensas doutrinas religiosas.

Prisão e morte 

O aprisionamento de João ocorreu na Pereia, a mando do Rei Herodes Antipas I no 6º mês do ano 26 d.C.. Ele foi levado para a fortaleza de Macaeros (Maqueronte), onde foi mantido por dez meses até ao dia de sua morte. O motivo desse aprisionamento apontava para a liderança de uma revolução. Herodias, por intermédio de sua filha, tradicionalmente chamada de Salomé, conseguiu coagir o Rei na morte de João, e a sua cabeça foi-lhe entregue numa bandeja de prata.

Os discípulos de João trataram do sepultamento do seu corpo e de anunciar a sua morte ao seu primo Jesus.

Importância para a religião

Cristianismo

Flávio Josefo um historiador do século I relacionou a derrota do exercito de Herodes frente a Aretas IV (Rei da Nabateia) se deveria ao facto da prisão e morte de João Baptista – um homem consagrado que pregava a purificação pelo Baptismo.
Flávio Josefo refere também que o povo se reunia em grande número para ouvir João Baptista, e Herodes temeu que João pudesse liderar uma rebelião, mandando-o prender na prisão de Maqueronte e de seguida matou-o.

Outras religiões

Igreja Batista A teoria de sucessão apostólica ou JJJ (João - Jordão - Jerusalém) postula que os batistas atuais descendem de João Batista e que a igreja continuou através de uma sucessão de igrejas (ou grupos) que batizavam apenas adultos, como os montanistas, novacianos, donatistas, paulícianos, bogomilos, albigenses e cátaros, valdenses e anabatistas. Os batistas landmarkistas utilizam este ponto de vista para se auto-proclamar única igreja verdadeira.

São João Batista no Espiritismo

Para os Espíritas, Elias Reencarnou como João Batista.

São João Batista no Mandeísmo

João Baptista é venerado como messias pelo mandeísmo. João Baptista é também considerado pelos muçulmanos como um dos grandes profetas do Islão.

São João Batista na Umbanda

Nesta religião afro-brasileira, este santo é sincretizado como uma das manifestações do orixá Xangô na Umbanda e é responsável nesta crença, por um agrupamento de espíritos que trabalha com a saúde e o conhecimento, chamada de Linha do Oriente, por congregar além de médicos e cientistas, hindus, muçulmanos e outros povos.

São João Batista no Islamismo

São João Batista também é reverenciado pelos muçulmanos como sendo um dos seus profetas.

Filosofia religiosa

João era um judeu de educação. Toda a filosofia judaica foi-lhe incutida desde criança. No tempo de João Baptista o povo vivia subjugado à soberania dos chamados gentios havia quase cem anos. A desilusão nacional levantava inúmeras questões a respeito dos ensinamentos de Moisés, do desocupado trono de David e dos pecados da nação.
Era difícil de explicar na religião daquele povo a razão pela qual o trono de David se encontrava vazio. A tendência do povo era justificar os acontecimentos adversos com um provável “pecado nacional”, tal como tinha acontecido anteriormente no cativeiro da Babilônia, e outros mais.
Os judeus acreditavam na previsão de Daniel a respeito do Messias, e consideravam que a chegada desse prometido iniciaria uma nova época – a do Reino do céu. A pregação de João é fortemente influenciada pela antevisão do "Reino dos Céus". E os ouvintes acreditavam que o esperado Messias estaria para chegar e restaurar a soberania do povo que eles definiam como escolhido, e iniciar uma nova época na Terra: a época de justiça.
A pergunta era quando. A fé de todos defendia que seria ainda naquela geração, e João vinha confirmar o credo. A fama da sua pregação era o facto deste pregador ser tão convicto ao anunciar o Messias para breve. Milhares de pessoas, na sua ânsia pela liberdade acreditavam devotamente em João e nas sua admoestações.
Muitos judeus acreditavam que o Reino dos Céus iria ser governado na terra por Deus em via directa. Outros acreditavam que Deus teria um representante – o Messias, que serviria de intermediário entre Deus e os Homens. Os judeus acreditavam que esse reino seria um reino real, e não um reino espiritual como os cristão mais tarde doutrinaram. Foi esse o motivo da negação de Jesus como o Messias, por parte da maioria do povo Judeu.
João pregava que o "Reino de Deus" estaria "ao alcance das mãos" e essa pregação reunia em sua volta centenas de pessoas sedentos de palavras que lhes prometessem que o seu jugo estava próximo do fim.
João escolheu o Vau de Betânia para pregar. Este local de passagem era frequentada por inúmeros viajantes que levavam a mensagem de João a lugares distantes. Isto favoreceu grandemente o espalhar das suas palavras. Quando ele disse "até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão" ele referia-se à 12 pedras que Josué tinha mandado colocar na passagem do rio, simbolizando as doze tribos, na primeira entrada do povo na Terra Prometida.
João era um pregador heróico. Ele falava ao povo expondo os líderes iníquos e as suas transgressões. Quando o assemelhavam a Elias, era porque este tinha o mesmo aspecto rude e admoestador do seu antecessor. João não queria simpatia. Ele pregava a mudança, chamava "raça de víboras" e com o indicador apontado, tal como Elias o tinha feito anteriormente, e isto o categorizou como profeta.
João tinha discípulos. Isto significa que ele ensinava. Ele tinha aprendizes com quem dispensava algum tempo em ensinar. Havia interesse nas suas palavras e filosofia nos seus ensinamentos.

Cronologia

Herodes “o Grande” conquistou o lugar de governador da Galileia em 44 a.C.. Dirigiu uma batalha contra os Hasmoneus que o levaram ao Sanhédrin (Sinédrio) para ser julgado, invocando a pena capital. Hircano II concedeu-lhe a deportação para a Síria, que na altura era uma província romana. Na Síria, e por intermédio da autoridade romana foi estabelecido como governador de uma província chamada Coele-Síria – capital do povo de Israel em tempos remotos.
Herodes liderou a defesa dos ataques de Aristóbulo II. Isto promoveu uma amizade com Marco António e como resultado dessa amizade obteve o seu coroamento em 40 a.C.. Foram precisos mais três anos para que chegasse a Jerusalém e se tornasse pleno soberano na Judeia, em 37 a.C., tendo morrido 33 anos depois. Os dias do seu reinado começaram a contar a partir de 37 a.C., data da conquista de Jerusalém.
Herodes morreu em 4 a.C. e era vivo na altura do nascimento de Jesus e de João Baptista, tal como é manifesto em todos os registos.
Quando Marco Antônio morreu, Herodes mudou a sua estratégia política colocando-se ao lado de Octaviano, o auto-intitulado César Augusto. Foi este o César que decretou o recenseamento de todo o império romano no 3º mês do ano 8 a.C., por forma a melhorar o processo de colecção de impostos e tributos.
Os judeus sempre ofereceram resistência a este tipo de contagem do povo. (I crónicas 21) Por este motivo, no reino de Herodes, essa contagem sofreu um atraso de 1 ano, sendo protelada até ao 7aC, com uma enorme intervenção de Hillel (Aliyah) que era o ha-Nasi (presidente do Sanhédrin desde 30 a.C. a 10 d.C.).
Jesus nasceu no ano do recenseamento. José foi a Belém para recensear a sua família, e foi em Belém que Jesus Nasceu. Em Belém o registo da ocorrência do recenseamento do povo ocorre no mês 8º do ano 31 do reinado de Herodes “o grande”, tendo este morrido 2 anos depois em 4 a.C.. Isto coloca o nascimento de Jesus em Agosto de 7aC.
Segundo o registo do Evangelho segundo São Lucas, Isabel estaria com 6 meses de gestação quando foi visitada por Maria. E Maria já sabia estar grávida o que carecia pelo menos de 1 mês para o efeito. Considerando estes dados, poderíamos dizer que os meninos teriam 5 meses de diferença, o que remeteria o nascimento de João para o segundo mês do mesmo ano – Fevereiro de 7 a.C..

Celebração

A questão naturalmente surge sobre o motivo da celebração se realizar no dia 24 ao invés do dia seguinte, se o objetivo é cair precisamente seis meses antes do Natal. Já foi por vezes alegado que as autoridades da Igreja queriam cristianizar as celebrações pagãs do solstício e, por isto, colocaram a festa de São João como substituta. Esta explicação é questionável, pois durante a Idade Média o solstício acontecia no meio de junho por conta da inacuracidade do calendário juliano. Foi apenas em 1582, com a introdução do calendário gregoriano, que o solstício retornou ao dia 21 de junho como acontecia no século IV.
Portanto, uma explicação mais provável do motivo pelo qual a festa cai em 24 de junho está no modo de contagem romano, que procedia de trás para frente a partir das "calendas" (primeiro dia) do mês seguinte. O Natal era "o oitavo dia das calendas de janeiro" (Octavo Kalendas Januarii). Consequentemente, o nascimento de São João foi colocado no "oitavo dia antes das calendas de Julho". Porém, como junho tinha apenas 30 dias, a festa caiu finalmente no dia 24 de junho.
De qualquer forma, o significado da festa caindo por volta do solstício é considerado como significativo, relembrando as palavras do próprio João Batista sobre Jesus: «É necessário que ele cresça, e que eu diminua» (João 3:30).
Junto com a Festa de São Pedro e a Festa de Santo Antônio, a Festa de São João é celebrada por todos os países lusófonos como parte das festas juninas, onde o sincretismo do significado religioso e pré-cristão é mais evidente.

Costumes

Além da comemoração religiosa, muitos costumes regionais associados com o nascimento de João Batista são, na realidade, mais relacionados com a concomitante celebração do meio do verão (solstício), resquícios dos tempos pré-cristãos.


 Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Comodismo

Ser vencedor é sair do comodismo
A vitória é alcançada quando você vai à luta

“Tá ruim, mas tá bom”. Esta é uma frase popular e típica de um acomodado. Sabe que poderia estar melhor, mas se contenta com a situação vigente.

 

Um dos maiores inimigos do vencedor é o comodismo. Para o acomodado tanto faz como tanto fez. Falta-lhe coragem e força de vontade para sair da situação que está.

A acomodação impede de usufruirmos o que Deus tem de melhor para a nossa vida. Impede de avançarmos, de irmos além. Deus não é acomodado. Em toda a Bíblia encontraremos um Deus motivador, um Deus que sempre quer mais para os seus filhos – abundantemente mais. Prova disso é que a Palavra de Deus nos afirma que os pensamentos do nosso Deus são sempre maiores do que os nossos (Is. 55.8-9).

O acomodado até sonha em crescer, mas não sai do lugar, não decola, não faz nada para que os seus sonhos se realizem. Não corre atrás, não busca em Deus o melhor para a sua vida. “Desse jeito está bom”, dizem alguns.
Ser vencedor é sair do estado de acomodação. É ser visionário. É sempre pensar em algo novo e diferente para a sua vida. É sair da rotina. É sonhar os sonhos de Deus e permitir que o Senhor os realize em sua vida.

Para se alcançar o sucesso, é necessário, muitas vezes, sair do conforto da nossa casa, da comodidade do dia a dia e enfrentarmos a batalha. Passaremos por chuvas, tempestades, ventos fortes, sentiremos frio ou calor intenso, mas uma coisa é certa: seremos mais do que vencedores em Cristo Jesus! O esforço nunca será em vão, já a comodidade sim.

O reverendo Paul E. Holdcraft, disse uma frase pertinente para o alcance do sucesso. “Não há elevadores na casa do sucesso. Devemos subir os degraus, um a um”. Isto é verdade, porém, muitos não querem “subir os degraus”, ao contrário, querem tudo na mão, querem tudo pronto, querem queimar etapas. Querem que outros façam o que, na verdade, eles deveriam fazer.

Em seu texto, intitulado “Saindo da zona de conforto”, o pastor Anésio Rodrigues de Souza, da Comunidade Carisma, disse que “a zona de conforto em si não é maligna. É o resultado daquilo que você já conquistou. Mas, se acomodar nela, pode ser algo maligno para você no futuro”.

Então, por que parar no tempo se existe tantas coisas ainda a serem conquistadas em sua vida? Assim como Moisés estendeu a mão sobre o Mar Vermelho (Êxodo 14.15-31) e o mar se abriu, faça o mesmo: estenda a sua mão e o mar se abrirá para você. Mas para que isto aconteça é preciso sair da acomodação e estender as mãos.

O teólogo e professor, Anísio Renato de Andrade, disse certa vez que “a busca do comodismo nos livra do esforço e do sofrimento, mas nos afasta do propósito de Deus”. É isso que você quer: afastar-se dos propósitos de Deus?

Certamente não é o que Deus quer para você. Por isso, saia do comodismo, saia do estado de inércia; avance, siga em direção à vitória.

Quer ser um vencedor? Então saia do comodismo que lhe retira as melhores oportunidades de crescimento espiritual. Se você está cansado descrente de tudo, belo momento para reprogramar a sua insignificante existência. Não tenha medo, você pode, caso contrário não estaria vivendo o momento tão especial no Globo. Observe como as pessoas desprovidas de noção, preferem o aparente conforto e distância não querendo comprometer-se e assim continuarem fora do contexto, vivendo a vida de forma egoística. Irmão se soubesse o peso de tal desatino sairia agora em busca dos menos favorecidos. São tantos! Dos pequenos abandonados aos idosos desprezados, há tanto por realizar, creia as suas dores físicas e emocionais desaparecerão no instante em que você se comprometer a cuidar de irmãos que necessitam de amparo; ser bom cristão, deveria ser lição básica terrena. Distribua afeto, a fonte inesgotável é que o coloca em plena sintonia com Jesus, nosso Querido Irmãos e com Deus nosso Pai, hoje e sempre.

Pe. Ivan Paixão (Canção Nova) - Não permita que o comodismo lhe afaste do Cristo ressuscitado. (17.04.2012).

Fontes:
www.lagoinha.com
http://luzdepalavras.blogspot.com.br/2011/11/comodismo.html
http://www.youtube.com/watch?v=AAwoCMQcgfU

terça-feira, 19 de junho de 2012

Eneagrama Sistêmico da Personalidade

O eneagrama representa os nove tipos de personalidade presentes na natureza humana, e é um instrumento valioso de auto-conhecimento.



"Parece-me que, antes de começarmos a viagem em busca da realidade, em busca de Deus, antes de agirmos ou podermos ter qualquer relação uns com os outros (...), é essencial que comecemos por compreender-nos a nós mesmos."
krishnamurti 

Quem sou eu? O que realmente desejo?
Quais são meus verdadeiros sentimentos?

A psicologia nos diz que a capacidade de agir como adultos maduros e integrados é, em grande parte, determinada pelo modo como nossas necessidades especificas de desenvolvimento foram satisfeitas na primeira infância. As necessidades que não tiverem sido adequadamente atendidas podem ser vistas como lacunas que interferem em nossa capacidade de vivenciar a plenitude essencial.
Em virtude de receber um amor condicional, a criança aprende desde cedo, que não é amada e aceita quando expressa sua naturalidade. Ela precisa reprimir seus sentimentos verdadeiros e com issoperde sua espontaneidade. Esses sentimentos ficam reprimidos em seu inconsciente. Ela não pode se rebelar, porque corre o risco de perder o que mais precisa o amor e a proteção dos pais. Ela precisa, portanto, moldar-se usando máscaras e representar papéis sociais para agradar aos pais e aos outros, e é aí, então, que ela se perde de si mesma, não vivendo sua verdadeira vida. Dessa forma ela fica alienada de uma parte de si mesma, vivendo uma vida falsa, ou um “falso self”, uma personalidade moldada sempre em busca de amor e aprovação do mundo externo. E com isso, ela cresce com um grande vazio interior, uma carência afetiva e uma falta de amor próprio que está sempre tentando preencher.

Ela cria uma ilusão, um falso self, uma personalidade “neurótica” acreditando que se for boazinha, perfeita ou bem sucedida na escola terá o amor e respeito dos pais.
O Eneagrama nos ajuda a perceber nossas defesas psíquicas, ilusões, máscaras e os papéis sociais usados que nos impedem de expressar nossa verdadeira essência.
Buscamos resgatar nossa essência, nossa verdadeira naturalidade encoberta por uma personalidade neurótica, que julgamos ser nossa verdadeira personalidade. Quanto mais tomamos consciência de quem somos realmente, expressando o nosso si mesmo, aceitando todos nossos sentimentos alienados, resgatamos nossa auto-estima e amor próprio. “Ame o próximo como a si mesmo”. Se eu não tiver um profundo respeito e amor por mim mesmo, eu só posso usar e manipular as outras pessoas.
Por isso, ao trabalhar com o Eneagrama, estamos sujeitos a descobrir verdades a nosso respeito de que jamais suspeitamos e a reviver antigas mágoas, medos e raivas. É por essa razão que é importante cultivar a compaixão em relação a nós mesmos: temos de amar-nos o bastante para saber que valemos o esforço de conhecer-nos como realmente somos. Quando queremos viver a verdade de quem fomos e quem somos agora e quando queremos curar-nos, nossa verdadeira natureza emerge, para isso só precisamos revelar-nos.

 Eneagrama Sistêmico da Personalidade

Eneagrama » Os 9 tipos de Personalidade

Tipo 1- Perfeccionista: Idealista, seguidor de princípios. Éticas e conscienciosas, esses pessoas têm um senso muito claro do que é certo ou errado. São professores e cruzados que sempre lutam para melhorar as coisas, mas têm medo de errar. Organizadas, ordeiras e meticulosas, elas tentam viver conforme altos padrões, mas podem resvalar para a crítica e o perfeccionismo.
Problemas: Impaciência e a Raiva reprimida.
No trabalho: Gosta de diretriz e programações precisas. Brechas no sistema são traumáticas. Prático, transforma métodos abstratos em procedimento do tipo passo a passo. Gosta de cronograma e responsabilidades. Acompanha dos detalhes e não a produção. Preocupa em fazer o trabalho bem feito. Tem medo de arriscar e cometer erros.
Estilo de Liderança: A idéia condutora é o controle de qualidade. Qualidade e controle andam de mãos dadas. Supervisão é um ponto fundamental. A liderança é levada a cabo iniciando um plano perfeito e estipulando responsabilidade para cada setor. Tem prazer pelo trabalho bem feito. Gostam de trabalhar sozinhos, horas a fio, com listas, plantas e diagramas, esquadrinhando alternativas, designando responsabilidades e decidindo o que acionar se surgirem problemas. É altamente eficaz quando são exigidos planejamento e estrutura, mas é ineficaz para decisões rápidas ou no trato de informações novas conflitantes.
Conflitos: Sentem-se seguros com diretrizes e estrita prestação de contas, e esse estilo de gerenciamento impregnará toda a empresa. As pessoas sentem-se controladas e sufocadas na sua criatividade pelas reuniões e pelos relatórios gostam de criar regras que amarrem as pessoas ao sistema.

Tipo 2 – Prestativo : Compreensivo, voltado para o lado interpessoal. Essas pessoas são amigáveis, generosas, empáticas, sinceras e afetuosas, mas podem ser também sentimentalistas e aduladoras, esforçando-se para agradar os outros a qualquer preço. Sua maior motivação é chegar perto dos demais e, por isso, muitas vezes tentam tornar-se necessárias.
Problemas: Dificuldades em cuidar de si mesmas e reconhecer suas próprias necessidades.
No trabalho: Molda a própria identidade a partir de autoridades capazes de oferecer apoio. O homem braço direito. A secretária que sabe dos segredos. A eminência parda. Controla as interações no escritório. O canal de informações, o coordenador das festas, aquele que sabe quando os convites são enviados.
Estilo de liderança: São lideres eficientes, embora muitos deles se posicionem como “a eminência parda”, como o poder atrás do trono. Sensíveis ao clima no ambiente profissional, dão forma ao entusiasmo e ao charme pessoal que querem ver no local de trabalho, é generoso em relação à qualidade de vida no espaço de trabalho. Enfatiza a identificação com a necessidade do cliente e a satisfação dele, em vez de guerrear com concorrentes.
Conflitos: São temperamentais. Alimentam-se do reconhecimento e reagem com irritação e rejeição a qualquer insinuação de desrespeito. Problemas pessoas podem vazar no ambiente de trabalho. Uma briga em casa é trazida para o trabalho.

Tipo 3 - Realizador : Adaptável, movido pelo sucesso. Essas pessoas são seguras de si, atraentes e encantadoras. Ambiciosas, competentes e sempre prontas a agirem, elas podem deixar-se orientar muito pelo status e pela idéia de progredir na vida. Muitas vezes preocupam-se com a própria imagem e com o que os outros pensam a seu respeito.
Problemas: Paixões excessivas pelo trabalho e Competitividade.
No trabalho: Pressupõe a própria competência. Confunde o verdadeiro self e o papel no trabalho, “sou o que faço”. A prioridade é ser eficiente e economizar tempo, mesmo que isso signifique menos perfeição. Usa atalhos. Fazem várias coisas ao mesmo tempo, detalhes mais tarde. Produtividade de máquina e espera que os outros trabalhem da mesma maneira.
Estilo de liderança: A liderança é a posição preferida. Concentra-se na expansão dos objetivos. O objetivo é o que importa, farão negociatas com agressividade, irão até o limite e além dele. Não são normalmente pensadores originais, criativos ou inovadores, preferem usar soluções conhecidas de projetos bem-sucedidos do passado e aplicá-las a um novo projeto. Alimentam-se de resultados práticos. O controle de qualidade é muitas vezes sacrificado. A atenção vai para a quantidade em detrimento da qualidade.
Conflitos: Esperam que todo o mundo esteja igualmente motivado e ficam furiosos quando projetos são interrompidos. A meta é o que importa, e eles não t~em muita sensibilidade para com o processo ao longo do caminho.

Tipo 4 – Romântico: Romântico, introspectivo : Essas pessoas são atentas a si mesmas, sensíveis, calmas e reservadas. São emocionalmente honestas e não têm medo de revelar-se como são, mas estão sujeitas as flutuações de humor e inibições. Podem mostrar-se desdenhosas e agir como se não estivessem sujeitas às mesmas leis que os demais, ao mesmo tempo em que se esquivam das pessoas por sentirem-se vulneráveis e cheias de defeitos.
Problemas: Comodismo e Autocomiseração.
No trabalho: Quer um trabalho que o distinga. Um trabalho que exija criatividade e mesmo genialidade, um quê de excentricidade na apresentação pessoal, um estilo original na vida profissional. Sente-se atraído por linhas de trabalho emocionalmente intensa; terapeutas de pessoas em crise, atividade dos direitos dos animais.
Estilo de liderança: Lideram com vigor e com tom altamente competitivo na fase de crescimento, quando há alguma coisa a provar. São mais eficientes numa situação de risco do que na manutenção de uma operação. Irá sentir-se oprimido pelos detalhes. Assumem a liderança quando o coração está envolvido no projeto e perdem o interesse quando o desafio é atingido.
Conflitos: É comum que as pessoas se sintam deficientes na presença delas. No início, você parece atraente, mas, de repente, foi demitido. Os conflitos devem-se ao estilo sedução – rejeição do relacionamento.

Tipo 5 – Observador: Concentrado, cerebral : Essas pessoas são alerta, perspicazes e curiosas. Conseguem abstrair-se de tudo e concentrarem-se no cultivo de idéias e dons os mais complexos. Independentes e inovadoras, quando excessivamente dedicadas as seus pensamentos e construtos imaginários, podem mostrar-se distantes e irritadiças.
Problemas: Isolamento, Excentricidade e Niilismo.
No trabalho: Necessita saber de antemão a fim de estar preparado. Evita rigorosamente conflitos. Ergue uma parede de memorandos e secretárias como proteção contra cenas emocionais. Trabalha duro pelos benefícios da privacidade e pela liberdade de perseguir interesses pessoais e para adquirir autonomia. O inferno para eles, é um escritório extenso, com mesas, sem divisórias e com colegas que saem para almoçar e conversar sobre relacionamentos íntimos. Gosta de ficar sozinho com os próprios projetos e considera um espaço e um telefone reservados como verdadeiros incentivos ao trabalho.
Estilo de liderança: Concentram-se em idéias e numa apresentação pessoal que faça com que essas idéias sejam acolhidas e pouco se importam com a comunicação interpessoal. Uma vez estabelecido o projeto, são rápidos em delegar. Para proteger a privacidade, preferem estabelecer contatos específicos para reuniões “confidenciais” com gerentes a ter de lidar com todos eles ao mesmo tempo.
Conflitos: Falta de diálogos e um distanciamento emocional, como que não estivessem presentes. Incapazes de lidar com o conflito e com poucas defesas contra a confrontação pública, os observadores se isolam, refletem e tomam decisões a sós.

Tipo 6 – Questionador: Dedicado, que valoriza a segurança : Essas pessoas são esforçadas, responsáveis e dignas de confiança, mas podem ser defensivas, evasivas e muito ansiosas, estressando-se só de reclamar do stress. Costumam ser indecisas e cautelosas, mas podem mostrar-se reativas, desafiadoras e rebeldes.
Problemas: Insegurança e Desconfiança.
No trabalho: Tem grandes poderes de análise. A atenção é voltada para o questionamento e para o exame da posição contrária. A dúvida e uma suspeita do óbvio desenvolvem a clareza mental. Supervaloriza o poder da autoridade. Paralisia de ação, acha difícil continuar avançando com eficiência quando o sucesso começa a se materializar e acha difícil se concentrar quando não há oposição. Sente-se em perigo na posição de sucesso à vista.
Estilo de liderança: É importante que todas as expectativas negativas sejam arejadas antes da atenção voltar-se para as positivas. Concentram-se nas falhas e deficiências do sistema. Ocorrem atrasos nas tomadas de decisão. O líder quer certeza antes de ir em frente. Ajudaria se ele pudesse ter um feedback honesto diretamente após uma conclusão feliz.
Conflitos: a eterna dúvida do questionador, “sim mas... você já levou em consideração ...? E o outro lado?” já levou em consideração.

Tipo 7 – Entusiasta: Produtivo, sempre ocupado : Essas pessoas são versáteis, espontâneas e otimistas. Práticas, brincalhonas e joviais, podem mostrar-se também dispersivas e pouco disciplinadas, tendendo a assumir mais responsabilidades do que poderiam dar conta. Sua eterna busca de novas emoções pode levá-las a não terminar o que começaram, exaustas pelo excesso de atividade.
Problemas: Superficialidade e Impulsividade.
No trabalho: Prefere as idéias e a teoria à execução. Tem excelente desempenho em projetos sem limites definidos e que não degenerem em rotina. Tendem a ser menos eficientes em ambientes rotineiros e previsíveis. É muito prazeroso trabalhar com eles, são otimistas, sobretudo nos estádios iniciais e excitantes de um projeto.
Estilo de liderança: Seu ponto forte reside na capacidade de correlacionar tipos diferentes de informação, transformando-os num esquema coerente. São otimistas natos, são ótimos nas fases iniciais de um projeto, preferem planejar a implementar um projeto. Normalmente tem vários projetos em andamento ao mesmo tempo ou estão ativos em vários aspectos de um projeto único. A tomada de decisões pode ser caótica, na liderança será mais eficiente no estádio de planejamento e fará bem em delegar imediatamente após o lançamento do plano. Facilmente entediados, podem mudar de opinião ou sair pela tangente. Podem ocorrer instruções indefinidas ou conflitantes e falta de supervisão. Ocorre uma crise, e o patrão sai de férias.
Conflitos: Têm uma tendência de evitar conflitos e principalmente de repelir criticas que possam manchar a auto-imagem. As falhas e os erros de um projeto são racionalizadas como bons. E tem dificuldade em lidar com os detalhes e de não assumir a responsabilidade que lhe cabe.

Tipo 8 – Desafiador: Forte e dominador : Essas pessoas são seguras de si, firmes e assertivas. Protetoras, talentosas e decididas, podem ser também orgulhosas e dominadores. Por achar que precisam controlar o meio em que vivem, essas pessoas mostram-se contenciosas e intimidadoras.
Problema: Dificuldade de compartilhar a intimidade.
No trabalho: Controla a hierarquia do local de trabalho. Exige estar completamente informado. Mudanças de detalhes podem estimular a preocupação em ser manipulado. Assumirá a liderança. Atenção volta-se para aqueles que são fortes concorrentes ao controle do projeto, da firma, da lealdade do pessoal. Respeita uma liderança honesta. São competidores dedicados e trabalham até cair quando têm interesse. Abraçam as dificuldades em vez de evitá-las.
Estilo de liderança: são diretos e objetivos. Muito solicitados como iniciadores ou pioneiros, são altamente valorizados durante a fase de avanço das operações. Preferem centralizar poder em vez de delegar. Quando delegam, mantém olhos de águia nos resultados, controlando tudo. Talvez sejam líderes menos eficientes durante um período de consolidação. Necessitam de constantes relatos e informações. Não toleram ficar vulneráveis e temem ser prejudicados e passados para trás.
Conflitos: Eles entram em ação quando se sentem ameaçados. São muitas vezes vistos como criadores de caso quando são simplesmente porta-vozes de reivindicações alheias.

Tipo 9 – Pacifista: Descomplicado, de fácil convivência : Essas pessoas são constantes, crédulas e receptivas. Têm bom gênio, bom coração e são fáceis de contentar, mas podem ir longe demais na disposição de ceder para manter a paz. Em sua ânsia de evitar conflitos, podem exagerar na complacência, minimizando todos os entraves que surgirem.
Problemas: Passividade e Teimosia.
No trabalho: Relaxa quando não há atrito. Pode tornar-se autômato e produzir muito. Esquece dos próprios interesses enquanto segue uma rotina. É energizado por uma rotina produtiva e pelo entusiasmo de outras pessoas no projeto. Não gosta de tomar decisões. Obedece às regras; reduz ao mínimo as decisões espontâneas. Cauteloso em assumir riscos, sente-se mais seguro em rotas conhecidas. Adia as decisões coletando informações, protelando coisas essenciais.
Estilo de liderança: Podem ficar indecisos entre diferentes pontos de vista e talvez examinem as várias alternativas exaustivamente, perdendo assim a oportunidade de exercer uma liderança ativa e precisa. As metas não são claras e especificas, mas globais. São indecisos nas especificações de como um plano deve ser executado. Não agem com rapidez e, uma vez que uma solução viável esteja funcionando, tendem a querer repetir o conhecido.
Conflitos: Tipicamente, há duas fases no conflito. A primeira é marcada pela ambivalência e a segunda, pela teimosia em não comunicar. Na primeira fase, eles levam tempo demais para examinar os diversos lados da questão. Embora abominem os conflitos, os pacifistas inadvertidamente os criam ao reter informações durante a fase das tomadas de decisão. A segunda fase de conflito mostra pacifista entrincheirado, usando táticas agressivas passivas, diminuindo o ritmo, executando apenas as exigências mínimas no roteiro do trabalho.

Fonte: http://www.jcvilhena.psc.br