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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ajuda-Te Que O Céu Te Ajudará

É fundamental a noção de que estamos na Terra para cumprir determinado programa, programa de vida, programa da nossa existência. Não foi sem sentido que o Criador da vida nos pôs aqui, nos trouxe ao mundo, e ao mundo Terra.
Existem coisas que deveremos realizar, fazem parte do nosso aprendizado, do nosso currículo. Tanto quanto numa grande escola, numa pequena escola os alunos têm compromissos a atender, na Terra temos compromissos igualmente a atender. É muitíssimo importante que tenhamos essa consciência de que há compromissos, há deveres que nos pertencem, a nós, pessoalmente e há compromissos que pertencem a nós, coletivamente.

Ao pensarmos nisso passamos a refletir a respeito dos esforços que se tem que fazer para sobreviver. Não é fácil sobreviver no planeta Terra. Se nós tivermos vontade de comer alguma coisa, por exemplo, primeiro, teremos que conseguir recursos para comprar isso que queremos comer. Vamos trabalhar, vamos buscar de alguma maneira alcançar esses recursos. Se tivermos sonho de realizar uma viagem, precisaremos trabalhar, juntar dinheiro, fazer uma poupança para empreender essa viagem, a menos que se tenha um mecenas, um padrinho que financie, que banque a nossa viagem, que banque o que queremos comer. Afora isso, todas as coisas que desejamos devem ser secundadas pelo esforço de as conseguir.

Se sonhamos com a casa própria, que é o sonho de tanta gente, é preciso começar a fazer a poupança, a guardar, a aplicar recursos para juntar e comprar a casa própria. Para quem deseja o carro novo, ou o primeiro carro, para quem queria trocar de carro, ou trocar de casa, temos que fazer esforços.

Tudo que precisamos conquistar no mundo espera o nosso esforço. Mas encontramos esse esforço não só nesse campo comercial do compra, do troca, do consegue isso, consegue aquilo mas, em tudo o que fazemos na Terra é assim que sucede.

Se quero ser músico, não serei músico apenas falando que desejo ser. Isso me exigirá disciplina diária de ler, estudar, de tocar, interpretar. Aprenderei a solfejar, a ler partituras, se eu quiser ser um músico com essas habilidades. Se eu desejar ser um virtuose, então me dedicarei muitas horas do meu dia, eu me dedicarei muitas horas de minhas noites.

É por isso que encontramos violinistas, violonistas, pianistas de raríssima beleza, que nos emocionam com sua interpretação. Mas nós ignoramos profundamente os esforços que eles empreenderam para chegar a esse nível de virtuosismo, de beleza a que se consagraram.

Nós, na Terra, precisamos fazer a nossa parte. Quando olhamos bailarinos notáveis realizando verdadeiras proezas de domínio do corpo no ballet clássico ou no ballet moderno, não imaginamos sequer as disciplinas, as lutas, as dificuldades, as lágrimas. Porque dói, no começo dói para que eles chegem ao nível que nos faz emocionar.

É tão bonito saber que as pessoas querem se superar. Em verdade, é o Espírito eterno, vinculado ao corpo desejoso de voar às estrelas. Faz todos os esforços, empreende todos os esforços, realiza todas as lutas, no sentido de alcançar esse objetivo que tem em mente.

Todos temos que fazer a nossa parte, o nosso esforço. Quem deseja aprender uma língua, tem que fazer esforços, um instrumento. Quem deseja aprender a cantar, quem deseja aprender a bordar, a costurar, qualquer coisa, há que dedicar muitas horas de seu dia, há que renunciar muito do seu lazer a fim de que, fazendo a sua parte, possa contar também com o auxílio Divino.

                                                                            * * *
Nenhum de nós pode prescindir dessa ajuda dos Céus, dessa ajuda Divina. Mas, não podemos deixar que os Céus realizem o que é nosso papel, o que é o nosso dever. Quando alunos, precisamos estudar para a escola, para fazer as provas, os testes, os concursos. Deus não vai fazer isso por nós. Os Espíritos não vão fazer isso por nós. Nem os Santos, que são Espíritos, farão isso por nós.

É importantíssimo saibamos fazer a nossa parte. Muita gente diz: Eu fiz determinada prova mas, se não fossem os Espíritos... eles é que fizeram por mim.

Isso é ingenuidade, isso é tolice, isso não é verdade. Outros afirmarão: Eu vou fazer determinado concurso, mas os Espíritos terão que me ajudar. Deus terá que me ajudar. Santo tal, Santo qual terão que me ajudar.

De maneira alguma. Isso não corresponde à Lei da Vida, à Lei de Justiça, à Lei do Mérito. No campo das coisas do mundo, podemos pensar em injustiças, em que alguém faça a prova para o outro, em que alguém burle para dar resultados a outro mas, no campo da Divindade, não. Ninguém pode dizer que Deus fez no seu lugar, que os Espíritos fizeram em seu lugar, que os santos fizeram em seu lugar.

Somente pessoas de estrutura psicológica muito fanática é que podem imaginar que, ao invés de fazer sacrifícios, esforços, empenhos, as entidades os façam em nosso lugar. Isso não seria justo. É preciso que façamos a nossa parte.

Disse Jesus: Faze a tua parte que o Céu te ajudará. Ao lado disso, muitas pessoas existem que afirmam que não precisam de ajuda de santo, de Espírito, nem de Deus, porque elas são inteligentes, elas estudam, elas são capazes. Temos que concordar de um lado e discordar do outro.

É verdade que muita gente se prepara arduamente para provas, concursos, isso ou aquilo. Tem tudo na mente, tem tudo na cabeça mas, se advier um desarranjo intestinal na hora da prova? E esse surto que os alunos costumam chamar de branco? Deu um branco na hora - e desaparece da mente tudo quanto havia sido memorizado. Que dizer disso?

E quando ocorre de estarmos prontos, tudo sabido, não temos problemas orgânicos quaisquer e quebra-se uma peça do carro que nos leva e escangalha o ônibus que nos conduz. A Providência Divina, o auxílio Divino advém daí.

Nós pedimos a Deus, aos bons Espíritos, aos Santos, aos seres de nossa crença e de nossa fé que nos protejam. Não é para fazerem a prova por nós, não é para prestar o concurso em nosso lugar, é para nos ajudarem fisicamente, emocionalmente, psicologicamente, para que, na hora dos exames, possamos estar tranquilos e tudo aquilo que se estudou aflora organicamente bem, mentalmente bem, fisicamente em paz.

É por isso que pedimos a ajuda dos Céus. Faze a tua parte - disse Jesus - e os Céus te ajudarão. Ninguém ponha na sua cabeça que é desnecessário fazer esforços. Não. É necessário façamos esforços. Ninguém alimente a ideia tola de que, sem fazer esforços, tenhamos mérito de alguma coisa.

É preciso que cuidemos da saúde. Se eu não tomar minhas vacinas, se eu não cuidar dos meus medicamentos, orientados pelo médico, como é que eu poderei me queixar da enfermidade insidiosa que se abaterá sobre mim?

Se eu não tiver o cuidado de fazer o check-up anual, sejamos homens ou mulheres, os exames preventivos, nesses tempos de tantos cânceres, de tantas tormentas no campo da saúde... Se eu não fizer isso por mim, quem o fará?

Deus inspirará os médicos, os profissionais para que encontrem em nós o fulcro do problema e tenham condições de nos tratar. Mas fomos nós que saímos de casa, fomos nós que realizamos nosso esforço, nosso empenho, fomos nós que fizemos a nossa parte e, para isso, pudemos cuidar com o auxílio dos Céus.




                                Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 177, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.

                             


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