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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Psicogênese das Obsessões

Nos estudos da psicologia, encontramos uma gama de fenômenos que vem merecendo estudos bastante interessantes por parte dessa ciência. São os fenômenos da obsessão.

Quando a psicologia trabalha a questão obsessiva, procura nos mostrar que o indivíduo estará vivenciando essa experiência todas as vezes que nele se manifestar alguma idéia fixa.

A característica basal da obsessão é uma idéia que não cessa, que obsessa, que obsessiona, que perturba o indivíduo e não o abandona. Esteja fazendo o que for, ele está pensando naquilo. Esteja vivenciando o que for, onde estiver, é aquela idéia matriz, chumbada na sua estrutura mental. Isso caracteriza um fenômeno obsessivo.

Imaginemos uma pessoa ciumenta, tem uma fixação naquele objeto idolatrado, amado, querido, gostado, desejado, e esse objeto se torna algo perturbador, a tal ponto que pode se tornar uma idéia obsessiva, um fenômeno obsessivo. Costumeiramente, as criaturas com quadros de neurose, apresentam certas repetições obsessivas.

Natural é pensar então, que a psicologia vem tratando dessas questões com relativo êxito, porque vai buscando onde e como esse estado de coisas teve começo na alma do indivíduo ou na mente do indivíduo, para sermos mais psicológicos.

Desse modo, começamos a pensar em tantos outros fatores que deverão desencadear, sobre a criatura humana, esse tipo de fenômeno obsessivo.

Há criaturas que são, por si mesmas, do contra. Para elas, nada vai dar certo. Para elas ninguém presta, nada presta, são pessimistas, são negativas.

Óbvio que, ao alimentar esse estilo de vida mental, ao alimentar esse modo de pensar e de ser, ela vai se caracterizando por uma fixidez mental, uma fixação de idéias em torno de pessoas, de casos.

Ela tem a mesma idéia sempre sobre determinada coisa, disparatada quase sempre. Costumam ser pessoas fanáticas, obsessivas, se agarram a pessoas, a coisas, a objetos, a idéias e passam a se nutrir dessa tormenta.

É a obsessão psicologicamente considerada. Essas criaturas, naturalmente, vivem muito mal, sua qualidade de vida é terrível, e todas aquelas outras que têm que conviver com elas ou a sua volta, também estarão sendo bombardeadas pelas conseqüências dessas atitudes, dessas posturas, dessa obsessão.

Acontece que, quando pensamos numa criatura humana com todos esses encaixes mentais negativos, pessimistas, do contra, não podemos olvidar que ela será facilmente alvo de mentes que, desprendidas do corpo físico, mentes espirituais, ou se quisermos, seres espirituais, que também compartilham dessas propostas do pessimismo, do negativismo, do contra.

E, como somos nós os chamarizes daquelas criaturas espirituais que nos acompanharão, positivas ou negativas, começará então um processo obsessivo diferenciado.

Todas aquelas características do negativismo, do pessimismo, todas aquelas neuras, engendradas na intimidade do ser, poderemos chamar de uma auto-obsessão.

É um processo obsessivo que a criatura se impõe, é um processo de fixação ao qual a criatura se ajustou. Mas, quando entram elementos espirituais no contexto, quando entram mentes desencarnadas, se aproveitando desse material mental que é exalado, aí nós teremos a hetero-obsessão. A obsessão provocada por seres fora do indivíduo perturbado.

Claro que serão também seres espirituais perturbados se valendo da perturbação da criatura humana. Da mesma maneira que as moscas se valem das feridas abertas ou dos produtos expostos, que exalam aquelas substâncias por elas buscadas, naturalmente no campo mental, no campo do psiquismo, da mente espiritual, passa-se o mesmo.

A cada um, afirmou Jesus, é dado conforme suas obras. Se nos atiramos à obra do negativismo, do pessimismo, teremos criaturas do mesmo naipe, do mesmo teor, que do outro lado da vida nos inspirarão negativamente.

* * *

Todas as vezes que abrirmos as portas da nossa mente para que outros indivíduos nelas penetrem, certamente estaremos correndo um perigo muito maior.

É como alguém que tivesse deixado aberta a porta de sua própria casa. Dentro de sua casa é o seu domínio, o seu domicílio, mas se entrarem pessoas estranhas, desejosas de controlar sua vida, tudo será negativo a partir de então, muito mais do que já o era antes.

É nesse quesito que, quando abrimos o Evangelho de Mateus, e Jesus Cristo se refere aos Espíritos que são expulsos das criaturas, Ele propõe que essas criaturas que se viram liberadas dessa pressão demoníaca, diabólica, espiritual, a palavra pouco importa, trate de se reformar, ou seja, feche a sua porta íntima, vigie as entradas de sua emoção, de seu coração, de seu sentimento.

Cristo diz, conforme o Evangelho de Mateus, que quando isso não ocorre, o perturbador volta com sete espíritos. É um número cabalístico, é um número judaico, que tem uma certa magia, tanto que Ele orientou a Simão, para que perdoasse setenta vezes sete. O candelabro, símbolo judaico, tem sete braços, então o sete é um número místico entre os judeus.

Naturalmente, quando o Cristo estabeleceu que o perturbador voltaria com mais sete espíritos, voltaria com um grupo de entidades. É como qualquer doença na sua recidiva. A recidiva é costumeiramente mais grave do que a doença em si, porque ela já apanha o organismo fragilizado.

Assim, os processos obsessivos que não foram tratados devidamente enquanto era auto-obsessão, quando se convertem em hetero-obsessão, quando agora existem outras mentes encarnadas ou desencarnadas propiciando a gravidade do processo, quando essas coisas passam a se dar com a ajuda de seres externos ao perturbado, tudo fica mais difícil.

Agora, haverá necessidade de uma ajuda de terceiros, já que houve uma intervenção de terceiros no processo da tormenta obsessiva do indivíduo.

Se ele abriu de tal forma a sua casa mental, a sua casa íntima, permitindo que terceiros adentrassem e ali estabelecessem balbúrdia, tumulto, dificuldades, agora haverá necessidade de que outras pessoas ajudem a desfazer o problema ou a minorar o problema.

É então que, os indivíduos que já apelaram para a psiquiatria, para a psicologia, para vários tratamentos terapêuticos, diversos, vão buscar a ação da fé. É nessa hora que nós nos recordamos da oração.

Como é importante colocar a mente em sintonia com o mundo mais alto, com Deus, através dos bons anjos, através dos bons Espíritos, através dos seres imortais que respondem na Terra em Seu nome, junto às nossas necessidades.

Temos que apelar para a oração e, naturalmente, essa oração tem que partir de dentro, não poderá ser apenas uma repetição de palavras ou de fórmulas mágicas.

Para que haja sentido, a prece tem que brotar do cerne, do íntimo, da alma da criatura. Esse é um aspecto. Depois, colocar esse indivíduo perturbado para fazer alguma coisa boa, aprender a lidar no bem. Levar uma comida a um pobre, ajudar a uma criança que precise de material escolar, visitar uma obra de assistência para dar banho em uma criança, num idoso, fazer um curativo, cortar cabelo, cortar as unhas.

Quantos servicinhos pequenos e úteis nós poderemos fazer, e aqueles que estão vivendo o processo para sair da tormenta obsessiva poderão realizar.

Mudar a vida interior é a grande necessidade. Se não mudarmos a nossa composição íntima, será muito difícil nos libertarmos da perturbação obsessiva, da hetero-obsessão, porque os vampirizadores, as entidades negativas se aferram a nós pelas portas que nós lhes oferecemos.

Todo processo obsessivo tem origem na nossa intimidade, tem origem na nossa auto-obsessão, nessa perturbação que nos consentimos e que, depois, costuma ser muito difícil rechaçá-la, transformando a nossa vida para melhor.

Mas, quando tivermos essa consciência, essa busca de Deus, essa vontade de sarar, a oração e todos os seus componentes nos ajudarão bastante a resolver o problema.

Segundo Dr. Sérgio Felipe de Oliveira (médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP), a obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escreveu que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito.
No entanto, querendo retificar, atualizar os leitores de seus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.
Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual.
Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID (Código Internacional de Doenças) que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.
O CID 10, item F.44.3 – define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.
Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.
Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos – nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.
Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.
O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria – DSM IV – alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.
Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.
Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.
Na prática clínica do Dr. Sérgio, (também praticada por Ian Stevenson, psiquiatra canadense), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de “psicóticos” por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).
Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

 Fontes:  http://www.feparana.com.br / http://cairbar.org/2011/08/02/medicina-reconhece-obsessao-espiritual/

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