é uma religião brasileira que sincretiza vários elementos, inclusive de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo, as religiões afro-brasileiras e a religiosidade indígena. A palavra umbanda deriva de m'banda, que em quimbundo significa "sacerdote" ou "curandeiro". Acredita-se também que a palavra Umbanda seja uma derivação da expressão "a banda de um", em homenagem a seus fundadores: Zélio Fernandino de Moraes e seu guia espiritual, Caboclo das Sete Encruzilhadas.
História
A Umbanda tem origens variadas — dependendo da vertente que a pratica
—, suas raízes são difusas. Segundo umbandistas, ela foi criada em 1908 pelo Médium Zélio Fernandino de Moraes, sob a influência do Caboclo das Sete Encruzilhadas,
porém, antes disso, já haviam indícios da presença de guias espirituais
na história brasileira — por exemplo: na época das senzalas, os negros
escravos costumavam incorporar o que hoje chamamos de Pretos-Velhos, que
para eles, eram antigos escravos que, ao darem-se incorporados,
compartilhavam conselhos e consolo aos atuais escravos —, assim como
religiões ou simples manifestações religiosas espontâneas cujos rituais
envolviam incorporações e o louvor aos orixás. Entretanto, foi através
de Zélio que organizou-se uma religião com rituais e contornos bem
definidos à qual deu-se o nome de umbanda.
Nesta época não havia liberdade religiosa. Todas as religiões que
apontavam semelhanças com rituais africanos eram perseguidas, os
terreiros destruídos e os praticantes presos. Entre os inúmeros
episódios desse tipo, destacou-se, por exemplo, o da chamada "Quebra de Xangô, em Maceió, no estado de Alagoas, a 2 de fevereiro de 1912. Em uma ação organizada pela Liga dos Republicanos Combatentes, os mais importantes terreiros de Xangô
foram destruídos na capital alagoana, tendo pais de santo e religiosos
sido espancados e imagens de culto destruídas. A ação teve como um de
seus líderes o ex-governador Fernandes Lima, e visou atingir o então governador Euclides Malta, conhecido por sua amizade com líderes de religiões afro-brasileiras.
Em 1939 é fundada a Federação Espírita de Umbanda, que, em 1941, promove o I Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda.
Em 1945, José Álvares Pessoa, dirigente de uma das sete casas de umbanda fundadas inicialmente pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, obteve junto ao Congresso Nacional a legalização da prática da umbanda.
A partir dai, muitas tendas cujos rituais não seguiam o recomendado
pelo fundador da religião, passaram a dizer-se espíritas, de forma a
fugir da perseguição policial. Foi aí que a religião começou a perder
seus contornos bem definidos e a misturar-se com outros tipos de
manifestações religiosas. De tal forma que hoje a umbanda genuína é
praticada em pouquíssimas casas.
Hoje, existem diversas ramificações onde podemos encontrar
influências que utilizam a palavra umbanda, como as indígenas (Umbanda
de Caboclo), as africanas (Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas
outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática).
Existe também a "Umbanda popular", onde encontraremos um pouco de cada
coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo
(associação de santos católicos aos orixás africanos) é muito comum.
Fundamentos
Os fundamentos da umbanda variam conforme a vertente que a pratique.
Existem alguns conceitos básicos que são encontrados na maioria das
casas e assim podem, com certa ressalva e cuidado, ser generalizados
para todas as formas de umbanda. São eles:
- A existência de uma fonte criadora universal, um Deus supremo, chamado Zambi. Algumas das entidades, quando incorporadas, podem nomeá-lo de outra forma, como por exemplo Tupã para caboclos, entre outros, mas são todos o mesmo Deus;
- A obediência aos ensinamentos básicos dos valores humanos, como: fraternidade, caridade e respeito ao próximo. Sendo a caridade uma máxima encontrada em todas as manifestações existentes;
- O culto aos orixás como manifestações divinas em que cada orixá controla e se confunde com um elemento da natureza do planeta ou da própria personalidade humana, em suas necessidades e construções de vida e sobrevivência;
- A manifestação dos Guias para exercer o trabalho espiritual incorporado em seus médiuns ou "aparelhos", também chamados de "cavalos";
- O mediunismo como forma de contato entre o mundo físico e o espiritual, manifestado de diferentes formas;
- Uma doutrina, uma regra, uma conduta moral e espiritual que é seguida em cada casa de forma variada e diferenciada, mas que existe para nortear os trabalhos de cada terreiro;
- A crença na imortalidade da alma;
- A crença na reencarnação e nas leis cármicas;
Um Deus único e superior
Deus, em sua benevolência e em sua força emana de si e através dos
orixás e dos guias (espíritos desencarnados) seu amor, auxiliando os
homens em sua caminhada para a elevação espiritual e intelectual.
Orixás
Orisha é uma palavra yoruba para designar um ser sobre-humano, ou um deus. Sobre os orixás, são consideradas duas vertentes distintas: monoteísta e politeísta. Na monoteísta, os orixás
são manifestações do Grande Deus Olorum, criador de tudo. Todo o
universo surge de Olorum através das radiações que são individualizadas e
personificadas em orixás. Essas radiações são personificadas de formas
diferentes nos diversos terreiros - depende da influência histórica que
cada um sofreu. A radiação vibração da água, por exemplo, pode ser
subdividida em Oxum: água doce, Nanã: pântano e Iemanjá: mares. Ocorre
semelhante com Ossain e Oxóssi no caso da irradiação do reino vegetal.
Na politeísta, cada orixá é considerado um deus que se manifesta através dos elementos da natureza.
Muitos escritores da umbanda relacionam as Sete Linhas aos Orixás,
outros preferem relacionar as Sete Linhas com as vibrações e não
diretamente a orixás, já que eles são mais de sete.
Quando começou o tráfico de escravos, muitos negros de tribos
diferentes foram vendidos juntamente, desta maneira os diversas orixás
de tribos distantes se encontraram em terras brasileiras e formaram o
grande panteão do Candomblé. Notadamente a nação que mais influenciou
foi a Iorubá.
Nesta visão ainda própria dos ritos tribais, o orixá era um ancestral
que todos tinham em comum. Geralmente era considerado como o próprio
fundador da tribo e deixava grande influência por suas características
incomuns de liderança, poderes espirituais e grande habilidade de caça. A
tribo tinha no orixá um símbolo da união, pois todos eram filhos
diretamente desse grande ancestral; com isso surge o termo Orixá
histórico - realmente um rei, rainha, feiticeiro, guerreiro que existiu.
No nascimento do Candomblé, os homens passaram a ser filhos
espirituais dos orixás, pois a relação de ancestralidade que existia na
tribo não se confirmava mais na nova realidade da América. A partir da
umbanda se configura a uma nova visão: o Orixá Cósmico. O orixá, pela
cosmogonia umbandista, nunca viveu na terra, ele é muito mais que o
espírito desencarnado de um homem; Toda criação é o resultado do
trabalho harmônico dos orixás, espíritos elevadíssimos, verdadeiros
arquitetos e mantenedores da criação.
Sincretismo
A umbanda é uma junção de elementos africanos (orixás e culto aos
antepassados), indígenas (culto aos antepassados e elementos da
natureza), Catolicismo (o europeu, que trouxe o cristianismo e seus
santos que foram sincretizados pelos Negros Africanos), Espiritismo(fundamentos espíritas, reencarnação, lei do karma, progresso espiritual etc).
A umbanda prega a existência pacífica e o respeito ao ser humano, à
natureza e a Deus. Respeitando todas as manifestações de fé,
independentes da religião. Em decorrência de suas raízes, a umbanda tem
um caráter eminentemente pluralista, compreende a diversidade e valoriza
as diferenças. Não há dogmas ou liturgia universalmente adotadas entre
os praticantes, o que permite uma ampla liberdade de manifestação da
crença e diversas formas válidas de culto.
A máxima dentro da umbanda é "Dê de graça, o que de graça recebestes: com amor, humildade, caridade e fé".
Mantém-se na umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os
seus santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma
questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma
de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo
estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido.
Há discordância sobre as cores votivas de cada orixá conforme o local
do Brasil e a tradição seguida por seus seguidores. Da mesma forma
quanto ao Santo sincretizado a cada orixá.
Alguns exemplos:
- Exu - Santo Antonio no Rio de Janeiro, chamado de Bará no Rio Grande do Sul;
- Oxumaré - São Bartolomeu no Brasil
- Ogum - São Jorge, principalmente no centro-sul do Brasil e Santo Antonio na Bahia;
- Oxossi - São Sebastião; principalmente no centro-sul do Brasil, São Jorge na Bahia;
- Xangô - São Jerônimo,São João Batista, São Miguel Arcanjo
- Iemanjá - Nossa Senhora dos Navegantes; Nossa Senhora da Conceição; Nossa Senhora da Glória
- Oxum - Nossa Senhora da Conceição; Nossa Senhora da Conceição Aparecida
- Iansã - Santa Bárbara;
- Omulu - São Roque;
- Obá - Santa Rita de Cássia, Santa Joana d'Arc
- Obaluaê - São Lázaro;
- Nanã - Sant'Anna;
- Ibeji - Cosme e Damião;
- Oxalá - Divino Jesus Cristo, o Ser Cristalino.
- Zambi - Deus.
O culto umbandista
A umbanda tem como lugar religioso o Templo, Centro, Tenda e
dificilmente chamado de terreiro, que é o local onde os Umbandistas se
encontram para realização do culto aos orixás e dos seus guias, que na
umbanda se denominam giras, sessões ou cultos.
O chefe do culto no Centro é o pai ou mãe de santo. São os médiuns
mais experientes e com maior conhecimento, normalmente fundadores do
templo. São quem coordenam as giras e que irão incorporar o guia-chefe,
que comandará a espiritualidade e a materialidade durante os trabalhos.
Como uma religião espiritualista, a ligação entre os encarnados e os desencarnados se faz por meio dos médiuns.
Na umbanda existem várias classes de médiuns, de acordo com o tipo de mediunidade.
Normalmente há os médiuns de incorporação, que irão "emprestar" seus corpos para os guias.
Há também os Ogãs, que transmitem a vibração da espiritualidade
superior por via dos atabaques, criando um campo energético favorável à
atração de determinados espíritos, sendo muitas vezes responsáveis pela
harmonia da gira.
Há os Corimbas/Cambonos, que são os que comandam os cânticos e as
Cambonas que são encarregadas de atender as entidades, provisionando
todo o material necessário para a realização dos trabalhos.
Embora caiba ao sacerdote ou à sacerdotisa responsável o comando
vibratório do rito, grande importância é dada à cooperação, ao trabalho
coletivo de toda a corrente mediúnica.
Segundo a umbanda, as entidades que são incorporadas pelos médiuns são os Guias: Pretos-Velhos, Caboclos, Crianças ; Protetores: Boiadeiros, Marinheiros, Baianos, Orientais e Mineiros. Outras entidades como Malandros e Ciganos. E as de Quimbanda: Exus e Pomba-Giras (muitos centros não utilizam essas entidades em atendimentos).
As sessões de Umbanda
O culto nos terreiros é dividido em sessões de desenvolvimento e de consulta, e essas, são subdivididas em giras.
Nas sessões de consulta, onde comumente podemos encontrar
Pretos-Velhos, Caboclos… As pessoas conversam com as entidades a fim de
obter ajuda e conselhos para suas vidas, curas, descarregos, e para
resolver problemas espirituais diversos.
As ocorrências mais comuns nessas sessões são o "passe" e o descarrego.
No passe,
a entidade reorganiza o campo energético astral da pessoa,
energizando-a e retirando toda a parte fluídica negativa que nela possa
estar.
O descarrego é feito com o auxílio de um médium, o qual irá captar a
energia negativa da pessoa e a transferir para os assentamentos ou
fundamentos do terreiro que contém elementos dissipadores dessas
energias. Também a entidade faz com que essa energia seja deslocada para
o astral. Caso seja um obsessor, o espírito obsediador é retirado e
encaminhado para tratamento ou para um lugar mais adequado no astral
inferior caso ele não aceite a luz que lhe é dada. Nesses casos pode ser
necessária a presença de um ou mais Exus (um gênero de espírito desencarnado) para auxiliar a desobsessão.
Nos dias de consulta há o atendimento da assistência e nos dias de
desenvolvimento há as giras mediúnicas, que são fechadas à assistência,
onde os sacerdotes educam e ensinam os mecanismos próprios da
mediunidade.
Médiuns
Médium é toda pessoa que, segundo a Doutrina Espírita, tem a
capacidade de se comunicar com entidades desencarnadas ou espíritos,
seja pela mecânica da incorporação, pela vidência (ver), pela audiência
(ouvir) ou pela psicografia (escrever movido pela influência de
espíritos).
A umbanda crê que o médium tem o compromisso de servir como um
instrumento de guias ou entidades espirituais superiores. Para tanto,
deve se preparar através do estudo, desenvolvendo a sua mediunidade,
sempre prezando a elevação moral e espiritual, a aprendizagem conceitual
e prática da umbanda, respeitar os guias e orixás; ter assiduidade e
compromisso com sua casa, ter caridade em seu coração, amor e fé em sua
mente e espírito, e saber que a umbanda é uma prática que deve ser
vivenciada no dia-a-dia, e não apenas no terreiro.
Uma das regras básicas da umbanda é que a mediunidade não deve ser
vista ou vivenciada vaidosamente como um dom ou poder maior concedido ao
médium, mas sim como um compromisso e uma oportunidade que lhe foi dada
para resgate kármico e expiação de faltas pregressas antes mesmo da
pessoa reencarnar. Por isso não deve ser encarada como um fardo ou como
uma forma de ganhar dinheiro, mas como uma oportunidade valiosa para
praticar o bem e a caridade.
Existem médiuns que acabam distorcendo o verdadeiro papel que lhes
foi dado e se envaidecem, agindo de forma leviana em suas vidas. O
médium deve tangir sua vida como sendo um mensageiro de Deus, dos orixás
e guias. Ter um comportamento moral e profissional dignos, ser honesto e
íntegro em suas atitudes, pois do contrário acaba atraindo forças
negativas, obsessores ou espíritos revoltados que vagam pelo mundo
espiritual atrás de encarnados desequilibrados que estejam na mesma
faixa vibracional que eles. Por isso, desenvolver a mediunidade é um
processo que deve ser encarado de forma séria e regido através de um
profundo estudo da religião, e seguido por conceitos morais e éticos.
Ser orientado e iniciado por uma casa que pratica o bem é essencial.
As pessoas que são médiuns devem levar sempre a sério sua missão, ter
muito amor e dar valor ao que fazem, tendo sempre boa-vontade nos
trabalhos de seu terreiro e na vida diária.
O médium deve tomar, sempre que necessário, os banhos de descarrego
adequados aos seus orixás e guias, estar pontualmente no terreiro com
sua roupa sempre limpa, conversar sempre com o chefe espiritual do
terreiro quando estiver com alguma dúvida, problema espiritual ou
material.
Sobre o estudo da mediunidade e do médium, pode-se utilizar como
fonte para estudos a relação que existe abaixo, no item "Literatura
Umbandista".
Uma grande parte dos centros ainda utilizam as obras Espíritas
(codificadas por Allan Kardec), mas a partir do final da década de 90,
houve uma proliferação de doutrinas e literaturas sobre várias formas de
Umbanda. Embora ainda não exista uma visão holística sobre a Umbanda
como um grande conjunto religioso, uma pequena quantidade de autores já
assume essa posição, enquanto uma outra parte ainda se reporta ao que
faz, em um nível particular, como sendo a doutrina de Umbanda como um
todo.
As Listas de Discussão na internet, as comunidades do Orkut, FaceBook
e outros, assim como Fóruns e Blogs também vêm contribuindo para uma
divulgação mais coesa da diversidade e da pluralidade existentes na
Umbanda, que não é uma propriedade dessa ou daquela vertente, mas um
todo que, aos poucos, vai sendo entendido e visualizado como tal.
Em termos de literatura Umbandista, podemos verificar sua existência a partir da década de 1930 do séc. XX.
As Linhas da Umbanda Sagrada
| Linha | Sentido | Orixá Positivo | Orixá Negativo | Sentimento |
|---|---|---|---|---|
| Cristalina | Fé | Oxalá | Oyá | Religiosidade |
| Mineral | Amor | Oxum | Oxumaré | Concepção |
| Vegetal | Raciocínio | Oxossi | Obá | Conhecimento |
| Ígnea | Razão | Xangô | Iansã | Justiça |
| Eólica | Equilíbrio | Ogum | Egunitá | Lei |
| Telúrica | Saber | Obaluaiê | Nanã | Evolução |
| Aquática | Geração | Iemanjá | Omulu | Maternidade |
Atente-se que este panteão é próprio à Umbanda direcionada por Rubens Saraceni,
havendo inconsistências em relação a outras escolas. Por exemplo, ao
passo que, tradicionalmente, Oyá, Iansã e Egunitá são um mesmo Orixá, o
autor o dissocia em três divindades separadas.
Polêmicas dentro das "umbandas"
Sacrifício ritual de animais
A Umbanda não recorre aos sacrifícios de animais para assentamentos
vibratórios dos Orixás e nem realiza ritos de iniciação para fortalecer o
tônus mediúnico com sangue. Não tem nessa prática legítima de outros
cultos, um dos seus recursos de oferta às divindades. A fé é o principal
fundamento religioso da Umbanda - assim como em outras religiões. Suas
oferendas se diferenciam das demais por serem isentas de sacrifícios de
animais pelo fato de preconizarem o amor universal e, acima de tudo, o
exercício da caridade como reverência e troca energética junto aos
Orixás e aos seus enviados, os guias espirituais. É incompatível ceifar
uma vida e fazer a caridade, que é a essência do praticar amoroso que
norteia a Umbanda do Espaço. Toda oferenda deve ser um mecanismo
estimulador do respeito e união religiosa com o Divino, daí com os
espíritos da natureza e dos animais - almas grupo-, que um dia
encarnarão no ciclo hominal, assim como já fostes animal encarnado em
outras épocas.
Uso de bebidas alcoólicas e Fumo
Também encontramos templos dos seguintes tipos:
- Os que não fazem o uso destas bebidas e fumos pelo fato dos espíritos que trabalham neste já estarem mais evoluídos intelectualmente e moralmente, não necessitando mais manipular estes elementos;
- Os que elas bebem e fumam durante os trabalhos (tanto os que fazem o uso correto deste elemento, como os que abusam);
- Os que usam bebida e fumo em situações mais veladas (existindo um certo rigor quanto as suas utilizações, buscando coibir abusos de médiuns).
Toda essa controvérsia é gerada pelo uso que as pessoas fazem das
bebidas alcoólicas na vida diária, muitas vezes caindo no vício do
alcoolismo, trazendo consequências graves para sua vida material e
espiritual.
Ocorre que médiuns predispostos ao vício podem, ao invés de atraírem
espíritos de luz, afinizarem-se com espíritos de viciados que já
morreram - esses espíritos serão obsessores dessa pessoa, uma vez que
ela satisfaz seus desejos materialistas. Note-se que o álcool e o fumo
são elementos usados na magia para trabalhos para o bem; abusos nunca
são tolerados e exibicionismo não são sinais de incorporações de luz.
Existem casas que, por ordem do mentor espiritual, nunca usaram ou
deixaram de utilizar o fumo, assim como a bebida alcoólica, sem que por
isso, tivessem qualquer problema com as entidades que, por ventura,
utilizavam esses elementos. Afinal, os espíritos podem se adaptar e
mudar a forma de trabalhar de acordo com o fundamento de cada
instituição.
É importante ressaltar, ainda, que quanto menos o espírito utilizar materiais terrenos melhor.
Eles podem trabalhar com elementos bastante etéreos e tão eficazes quanto os fluidos do próprio médium.
Quimbanda (Exus e Pomba-Giras)
“Os exus não trabalham no desenvolvimento dos rituais de Umbanda!”
Os exus comparecem aos templos de Umbanda apenas na função de guardião
da porta dos templos ao lado dos guerreiros de Ogum e demais entidades
superiores da Umbanda. Sob a supervisão de nossos Guias, podem nos
ajudar a desmanchar feitiços e nesses casos são aliados de valor. Fora
dessa condição, são seres muito mistificados por espíritos inferiores
altamente malignos (quiumbas e rabos de encruza). Os exus não possuem
autorização para atender freqüentadores em templos de Umbanda a função
deles em nossos templos é outra e quando um templo utiliza exus no
atendimento de seus freqüentadores, esse templo dificilmente é de
Umbanda, portanto, existe a necessidade de muita cautela ao frequentar
templos que procedem dessa forma. Normalmente são templos de Quimbanda
mascarados como de Umbanda, ou então, são templos que misturam o ritual
de Umbanda com o Candomblé e para esses templos usa-se o termo
"Umbandomblé", para designar um templo que não é de Umbanda e também não
é Candomblé. A responsabilidade dessa conduta pertence ao dirigente de
um templo, que permitem o atendimento dos freqüentadores de sua casa com
exus e pomba gira. Para muitos deles os exús são considerados espiritos
marginais do astral e esse raciocinio é errado. Os exús não são o que é
retratado pelas imagens vendidas no mercado, com chifres, tridentes,
crânios, etc. E também não estão a disposição dos homens para ajuda-los
em pedidos de baixa moralidade como é comum vermos na atualidade. Os
exus, embora não pertençam ao desenvolvimento dos rituais de Umbanda,
são evocados pelo plano espiritual superior para nos ajudar a desmanchar
trabalhos de baixa magia, por serem exímios conhecedores dessas
práticas. Os exus também são evocados por nossos Guias espirituais. Essa
prática, no entanto, só ocorre raramente, a portas fechadas e sem
atendimento ao público. Normalmente, o objetivo da evocação é a descarga
pesada do templo e de nossos médiuns. Fora dessa prática, trabalhar com
exus é praticamente falhar como médium de Umbanda. Se for permitido o
atendimento aos freqüentadores de um templo por aqueles que dizem exus,
entre eles estarão (sempre) os espíritos mistificadores conhecidos como
quiumbas e rabos de encruza, que uma vez atraidos tentarão sempre
desvirtuar trabalhos e enganar as pessoas. Com exus não se brinca e a
eles não se pedem favores. Não há necessidade disso. Nossos Guias e
Protetores possuem as forças necessárias para nos ajudar.
Paramentos
Umbanda quer dizer luz divina ou ainda conjunto das leis divinas,
pois essa palavra significa a própria lei atuante na manifestações do
universo. A umbanda crê num ser supremo, o Deus único criador de todas
as religiões monoteístas. A umbanda se rege pela Lei de Justiça
Universal que determina a cada um colher o fruto de suas ações e que é
conhecida como Lei do Carma. A umbanda possui uma identidade própria, e
não se confunde com outras religiões ou cultos, embora a
todos respeite fraternalmente, partilhando alguns princípios com muitos
deles.
Na umbanda, os médiuns usam normalmente como paramentos apenas
roupas brancas, podendo estar os pés descalços, representando a
simplicidade e a humildade.
Mas há umbandas que também utilizam roupas com as cores de cada
linha. Por exemplo, em giras de Ogum se utiliza camisas ou batas
vermelhas e calças e saias brancas.
Pode ocorrer, por exemplo, que uma entidade de Preta-velha solicite
uma saia ou um lenço para amarrar os cabelos; isso visa a proporcionar
que o médium se pareça mais com a entidade que está incorporando.
Também há os apetrechos dos guias. Por exemplo, os Caboclos costumam
utilizar cocares, alguns utilizam machadinhas de pedra, chocalhos, etc.
Uma outra visão sobre os paramentos e apetrechos materiais utilizados
pelos médiuns é de que são usados pelos espíritos como condensadores de
energia: um modo de concentrar a energia e depois enviá-la, se
positiva, ou dissipá-la no elemento apropriado, quando negativa.
Nas giras de esquerda (quimbanda) as roupas são pretas, sendo que as filhas de santo podem se vestir de vermelho e preto.
Fonte: Wikipédia







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