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sábado, 4 de agosto de 2012

Tricotilomania

Tricotilomania é uma doença que é mais conhecida por seus sintomas do que pelo seu nome. Pessoas que sofrem desse distúrbio de controle de impulsos arrancam os fios de cabelo para controlar a ansiedade e o nervosismo. Algumas enrolam os fios no dedo para depois puxá-los. Nos casos mais graves acabam ficando calvas ou com grandes falhas no couro cabeludo.
O ato de arrancar os fios de cabelo não ocorre, geralmente, na presença de outras pessoas (exceto membros da família imediata), e em situações sociais isso pode ser evitado. Existe registro de pessoas que chegam até mesmo a comer o cabelo Arrancado, é a (Tricotilofagia), esse hábito pode causar perda de apetite, vômito, dores etc. e ainda o acúmulo de cabelos no estômago e frequentemente exige cirurgia para a remoção do novelo de cabelos que se forma no estômago e até nos intestinos.
Pessoas que sofrem de TTM, costumam brincar com os cabelos que arrancam, examinando a raiz, passando os cabelos nos seus lábios, mordendo e até mesmo comendo-os (Tricotilofagia). Essas pessoas sabem perfeitamente que esse comportamento não faz sentido algum, e por isso envergonham-se e tentam esconder a TTM.
Para muitas pessoas esse comportamento começa ainda na infância ou adolescência e dura por toda a vida, levando- as a calvície total.

Teorias

Existem várias teorias envolvendo a TTM. Elas são:
a) A TTM pode ser causada por um desequilíbrio químico;
b) A TTM pode ser um problema genético;
c) A TTM pode ter origem alérgica, provocada por uma dieta inapropriada.
A verdade é que ainda não se sabe qual é a causa da Tricotilomania e pesquisas ainda estão sendo efetuadas com fins de descobrir mais sobre esse distúrbio.
Casos de tricotilomania (TTM) tem cura, e médicos afirmam que a depressão e o estresse causados por algum trauma (quando criança ou adulto) podem ser fatores desencadeantes da doença. Terapias (alternativas e tradicionais) funcionam em 60% dos casos. Em outros, medicamentos, como antidepressivos, são indicados.
Esse mal atinge principalmente as mulheres. Na maioria das vezes, elas não conseguem sair das crises sozinhas; precisam de ajuda psicológica de profissionais e parentes próximos. Conhecida por afetar gravemente a auto-estima, a tricotilomania resulta em reclusão e depressão. Por desconhecimento dos sintomas da doença, amigos se afastam e maridos pedem a separação, alegando que as vítimas da tricotilomania estão fora de si. As poucas pessoas que conseguem tratar o distúrbio conseguem ter uma vida normal e feliz novamente. Uma vez recuperada dos traumas, há chances de os fios de cabelo voltarem a crescer. Contudo, o processo demora, em média, de dois a seis anos.
Especialistas recomendam que, ao primeiro sinal do problema, um médico deva ser consultado.

Tratamento:

Ainda não existe um tratamento completamente eficiente.
O ideal é a seguinte combinação:

 Resistir ao impulso:
Quanto mais você resistir melhor, por mais ansiosa que fique. Sem essa resistência nenhum tratamento dá certo.

Uma Psicoterapia chamada Cognitivo-comportamental (TCC):

A TCC é um tipo de tratamento que tem como objetivo comportamentos específicos, sentimentos e padrões cognitivos com a intenção de modificá-los. Geralmente é administrada por um período determinado de tempo durante o qual se ensina várias técnicas para que consigam controlar seu problema. Na TCC a ênfase é colocada diretamente na modificação dos problemas e não nas explicações de porque eles começaram. Uma abordagem para a Tricotilomania típica da terapia comportamental é chamada de "reversão de hábito". Envolve o aumento da percepção do paciente de cada episódio de arrancar cabelo e da capacidade de interromper isso por meio de uma resposta competente. Técnicas para aumentar a consciência do arrancar de cabelos incluem identificar os desencadeantes e as seqüências de acontecimentos associados com o comportamento. Além disso, a pessoas normalmente monitora e registra cada ocorrência de arrancar cabelo, anotando informações como dia e hora, localização, pensamentos, sentimentos, número de fios arrancados, etc. que podem ser úteis ao tratamento. Um elemento crucial na reversão de hábito envolve a utilização de uma resposta competente para ajudar o controle da compulsão. A resposta competente é aquela que é incompatível com arrancar cabelo, como fechar as duas mãos com bastante força. A pessoa instruída a usar e manter a resposta competente por períodos breves quando estiverem entrando em situações de alto risco, quando sentirem a primeira compulsão ou mesmo depois que tiverem começado a arrancar cabelos. Outros elementos no treinamento de reversão de hábito dizem respeito à preparação de pessoas para o tratamento, à motivação contínua durante o tratamento e a treinos de relaxamento. Outras estratégias de terapia comportamental empregam procedimentos de "controle de estímulo". Arrancar cabelos normalmente ocorre em certas situações discretas, mas não em outras. Por exemplo, a maioria das pessoas arranca cabelo quando está sozinha. Por exemplo, ao assistir TV, falar ao telefone, ler e guiar. As técnicas de controle de estímulo são usadas em situações nas quais é provável que o comportamento ocorra e têm como objetivo interferir no comportamento. Típicas técnicas de controle de estímulo incluem o uso de objetos que impeçam o arrancar de cabelos como chapéus, lenços, luvas, protetores de borracha nas pontas dos dedos; também se deve manter as mãos ocupadas e longe dos cabelos. Como arrancar cabelos freqüentemente ocorre, aumenta ou reaparece juntamente com stress, técnicas de terapia comportamental também podem se concentrar no ensinamento de maneiras eficientes de controlar o stress : controle de respiração, profundo relaxamento muscular e técnicas cognitivas para ajudar o controle da angústia. Após o controle do distúrbio, a questão da "reincidência" deve ser abordada. Na prevenção da reincidência, ensina-se às pessoas como lidar com a recaída limitando os danos e retomando o controle do distúrbio.

Medicação:

É um tratamento com Antidepressivos e Neurolépticos. Não são Calmantes nem Estimulantes e não criam dependência física e nem psíquica.

Grupos de apoio:


O tratamento pode ter bons resultados mas é sempre demorado (semanas ou meses). Isso faz com que muitas pacientes desistam do tratamento.
Pode ser que as primeiras tentativas não tenham resultado bom. Nesse caso, é preciso ter paciência para tentativas com outros medicamentos.
Formas alternativas de tratamento como hipnose, biofeedback, acupuntura, homeopatia não tem resultado comprovado cientificamente.
Psicanálise clássica e Psicoterapia Analítica não têm resultado em Trico.


Fontes: Wikipédia e Mentalhelp

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