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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Psicografia

Psicografia (do grego, escrita da mente ou da alma), segundo o vocabulário espírita, é a capacidade atribuída a certos médiuns de escrever mensagens ditadas por Espíritos.

Conceito

Segundo a doutrina espírita, a psicografia seria uma das múltiplas possibilidades de expressão mediúnica existentes. Allan Kardec classificou-a como um tipo de manifestação inteligente, por consistir na comunicação discursiva escrita de uma suposta entidade sobrenatural ou espírito, por intermédio de um homem.
O mecanismo de funcionamento da psicografia, ainda segundo Kardec, pode ser consciente, semi-mecânico ou mecânico, a depender do grau de consciência do médium durante o processo de escrita.
No primeiro caso, o menos passível de validação experimental, o médium tem plena consciência daquilo que escreve, apesar de não reconhecer em si a autoria das ideias contidas no texto. Tem a capacidade de influir nos escritos, evitando informações que lhe pareçam inconvenientes ou formas de se expressar inadequadas.
No segundo, o médium poderia até estar consciente da ocorrência do fenômeno, perceber o influxo de ideias, mas seria incapaz de influenciar o texto, que basicamente lhe escorreria das mãos. O impulso de escrita é mais forte do que sua vontade de parar ou conduzir voluntariamente o processo.
No terceiro caso, o mais adequado para uma averiguação experimental controlada, o médium poderia escrever sem sequer se dar conta do que está fazendo, incluindo-se aí a possibilidade de conversar com interlocutores sobre determinado tema enquanto psicografa um texto completamente alheio ao assunto em pauta. Isso porque, segundo Kardec, esses médiuns permitiriam ao espírito agir diretamente sobre sua mão ou seu braço, sem recorrer à mente.
Além da doutrina espírita, há várias correntes místicas e religiosas que admitem a possibilidade da ocorrência desse fenômeno, como a Umbanda e a Teosofia.
Entre os textos ditos psicografados encontram-se obras atribuídas a autores conhecidos — uns adeptos, em vida, de doutrinas compatíveis com esta prática, como Allan Kardec ou Arthur Conan Doyle, outros nem tanto, como Camilo Castelo Branco ou Albert Einstein.

Citação de bibliografia psicografada

A Classificação das obras psicografadas, segundo o CIP-Brasil (do Sindicato Nacional dos Editores de Livros) é feita no tema Espiritismo, devendo ser citado como autor aquele que assina a obra, seguida da indicação de que foi um ser espiritual. Por exemplo: Ângelis, Joanna de (Espírito).
Já para citações, segue-se o modelo: título, autor espiritual, médium, local, editora, ano e edição (da segunda em diante), como se vê no modelo:
Plenitude/ Joanna de Ângelis; psicografado por Divaldo Pereira Franco - Niterói, Arte & Cultura, 1991.
Em bibliotecas de instituições espíritas a autoria de obras psicografadas é atribuída ao espírito que as teria ditado; em bibliotecas normais a autoria é atribuída ao médium, com a referência à alegada autoria do espírito sendo indicada sob "Observações".

Aceitação da autoria

Existem pesquisadores e estudiosos que afirmam ser a psicografia um caso de ilusão ou fraude, visto que ninguém até o momento conseguiu comprovar que as obras psicografadas por médiuns não sejam fraudes.
O pesquisador da Universidade Estadual de Londrina Carlos Augusto Perandréa estudou as assinaturas dos textos psicografados por Chico Xavier utilizando as mesmas técnicas com que avalia assinatura para bancos, polícias e o Poder Judiciário, a grafoscopia. O resultado do seu estudo indicou que as assinaturas nos textos psicografados eram semelhantes às assinaturas destes quando vivos.
Houve casos em que médiuns foram levados a psicografar o relato de uma pessoa que estaria morta quando essa na verdade não estava. No entanto, seguindo a Doutrina Espírita, é possível explicar de maneira racional a razão pela qual um médium supostamente poderia psicografar mensagens de pessoas vivas. Partindo do ensinamento coletivo dos espíritos que cada um tem ao seu lado um espírito designado por Deus para nos auxiliar na experiência corpórea, então chamado guia espiritual, é possível que o espírito-guia do encarnado tenha dirigido a psicografia, ou até mesmo comunicado de maneira espiritual, os pensamentos da mulher. Além disso, é possível que um espírito qualquer entre em contato com o médium, realizando a psicografia de seus pensamentos, fazendo-se passar por outro. Uma coisa é certa, o médium é apenas um ferramenta da psicografia, aos espíritos é que cabe a tarefa de transmitir suas mensagens.
É famoso o caso em que o Sr. João Ghignone, então presidente da Federação Espírita do Paraná, visitando o médium Chico Xavier, teria recebido deste a mensagem de que o espírito de sua mãe estava presente e desejava abraçá-lo. Ghignone, sabendo que sua mãe estava viva e morando ainda no Paraná, estranhou a frase de Chico. Entretanto, segundo relata o próprio João Ghignone, ao voltar ao hotel teria recebido a mensagem de que sua mãe falecera inesperadamente.

A psicografia nos tribunais

No Brasil, em alguns casos, a psicografia foi utilizada como prova em tribunal. Em pelo menos quatro casos envolvendo homicídio:
  • num homicídio em Goiás, cometido a 10 de fevereiro de 1976, cuja vítima foi Henrique Emmanuel Gregoris;
  • em outro, também em Goiás, a 8 de maio de 1976;
  • em um ocorrido no Mato Grosso do Sul, a 1 de março de 1980; e
  • em um no Paraná, cometido a 21 de outubro de 1982.
Um dos casos mais recentes registrou-se em maio de 2006, em Porto Alegre (RS), tendo a ré, Iara Marques Barcelos sido inocentada do assassinato do ex-amante, Ercy da Silva Cardoso, graças a uma carta que teria sido ditada pelo falecido. Mais recentemente, em 17 de maio de 2007, o julgamento do réu, Milton dos Santos, pelo assassinato de Paulo Roberto Pires (o "Paulinho do Estacionamento") em abril de 1997, foi suspenso devido a uma carta recebida pelo médium Rogério Leite em uma sessão espírita realizada em 2004, na qual Paulinho inocenta o acusado. Fotografias da sessão espírita foram anexadas aos autos do processo.
No entanto, o advogado Roberto Selva da Silva Maia indicou em um artigo que os documentos psicografados podem ser aceitos no tribunal como documento particular, mas não como prova judicial. Isso se dá porque a lei estabelece que a morte extingue a personalidade humana, logo um morto não poderia gerar documento legal. Segundo, a psicografia depende da aceitação de premissas religiosas, e o judiciário não é religioso visto que nosso estado é laico e, por fim, não haveria forma de se usufruir do princípio do contraditório e da ampla defesa .

 Psicopictografia

A psicopictografia, consistiria na manifestação mediúnica em que, em lugar da escrita, haveria a produção de imagens, desenhos ou pinturas de quadros. Popularmente referida como pintura mediúnica, é, segundo os que crêem na doutrina espírita, uma manifestação mediúnica pela qual um espírito, através de um médium, se expressa por meio de pinturas ou desenhos.
Allan Kardec (1861, item 190) define médiuns pintores ou desenhistas, como sendo aqueles que pintam ou desenham sob a influência dos Espíritos.
No Brasil, entre os diversos supostos médiuns que se destacam nessa área em particular, citam-se os nomes de Luiz Antonio Gasparetto, José Medrado, Marilusa Moreira Vasconcelos e Florencio Anton, entre outros.

Psicofonia

Psicofonia (do grego psyké, alma e phoné, som, voz), de acordo com a Doutrina Espírita, é o fenômeno mediúnico no qual um espírito se comunica através da voz de um médium.
A Doutrina Espírita identifica duas classe principais de psicofonia:
  • a consciente - quando o médium afirma ter percebido mentalmente ou escutado uma fala proveniente de um espírito que desejava se comunicar, tendo-a reproduzido com o seu aparelho fonador; e
  • a inconsciente ou sonambúlica - quando o médium afirma não saber o que disse, fazendo entender, neste caso, que o espírito comunicante ter-se-ia utilizado diretamente de seu aparelho fonador, por estar ele, médium, inconsciente.
Como se verifica em toda classificação espírita, esta deve ser entendida como didática, sabendo-se haver uma diversidade de nuances entre uma e outra classe.
Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns chama os médiuns psicofônicos inconscientes de médiuns falantes.

Psicofonia televisionada no Brasil

No dia 28 de outubro de 2004, quinta-feira, durante uma sessão comemorativa pelos 200 anos de nascimento de Allan Kardec, o deputado federal Luiz Carlos Bassuma (PV-BA), experimentou um aparente fenômeno de psicofonia, acessível no portal da Câmara de Deputados e no Youtube - ainda que visto por alguns com um certo ceticismo. Em um dado momento da sessão, quando estaria iniciando a prece, abaixou a cabeça, alterou seu tom de voz, com sua mão direita aparentemente trêmula durante mais de 3 minutos. Há várias menções a este caso quanto positivas - alegando veracidade na comunicação dos espíritos, quanto negativas - alegando que não houve critério na comunicação mediúnica. Bassuma afirmou ser espírita há 20 anos, na época do ocorrido e diz que quando ora, "sinto[sente] o envolvimento, deixo fluir, não faço nenhum tipo de bloqueio." O acontecimento foi amplamente noticiado nos vários telejornais brasileiros.

Psicometria (parapsicologia)

Psicometria (do grego psyké, alma e metron, medida, medição) é um termo que foi cunhado pelo médico americano Joseph Rhodes Buchanan, na virada do século XIX para o século XX (1849), para designar a faculdade extra-sensorial de alguns indivíduos em extrair o conteúdo de algum objeto ou evento impressos fora de nossa realidade física, ou seja, metafisicamente falando, seria captar seu passado pregresso através de uma volição psíquica em que tudo que está sob o véu para a maioria dos seres se descortina perante o indivíduo com essa capacidade verossímil de subtrair do ambiente ou coisa a sua realidade ou conteúdo antes incognoscível.
Para a Doutrina Espírita a psicometria é uma faculdade mediúnica rara.
Em "Enigmas da Psicometria", Ernesto Bozzano nos dá uma informação adicional importante não abordada na definição mais acima.
Diz o eminente pesquisador psíquico italiano, que, dentre as diversas pessoas que, ao longo do tempo, possam ter possuído ou manipulado um objeto sobre o qual o médium colhe as impressões, este sentirá com mais força os fatos relacionados ao possuidor que tiver impregnado o dito objeto com fluidos mais ativos em relação ao sensitivo. A este aspecto do fenômeno Bozzano intitula de afinidade eletiva.
O médium com habilidade de psicometria mais rigorosamente submetido a investigação científica foi o engenheiro polonês Stefan Ossowiecki (1877-1944), sendo que o registro de tais investigações, que constam dos anais de sociedades de pesquisas psíquicas, está disponível ao público em reprodução comentada em uma obra recentemente publicada em idioma inglês.

Estágio Atual no Mundo

Jeffrey Goodman, ele mesmo um médium psicômetra, relata em seu livro "Psychic Arcahelogy - Time Machine to the Past" não só a experiência dele e de outros psicômetras em grandes achados arqueológicos como o estágio atual do uso da psicometria em arqueologia em vários cantos do mundo. Mostra ele, por exemplo, que, no Canadá, a por ele chamada "arqueologia psíquica" conta com o respeito e o incentivo de arqueólogos de destaque devido ao sucesso com que ela tem sido utlizada.

Investigadores Psíquicos

A série "Investigadores Psíquicos", no Discovery Channel, aborda casos em que médiuns dotados da faculdade da psicometria auxiliam com sucesso na investigação policial de casos criminais complexos em que as pistas materiais são escassas.

Psicometria (psicologia)

Psicometria (do grego psyké, alma e metron, medida, medição) é uma área da Psicologia que faz a ponte entre as ciências exatas, principalmente a matemática aplicada - a Estatística e a Psicologia. Sua definição consiste no conjunto de técnicas utilizadas para mensurar, de forma adequada e comprovada experimentalmente, um conjunto ou uma gama de comportamentos que se deseja conhecer melhor.

O Psicólogo psicometrista possui, em seu espectro atuacional, características para levar a cabo a definição desta área, bem como para manusear os testes psicológicos de acordo com alguns critérios básicos. Estes são: Validade, Fidedignidade e Padronização. Qualquer teste que se preste à validação e, posteriormente ao uso, deve ser fruto de pesquisas nessa área.

 O início da medida em Psicologia

A evolução da pesquisa científica baseada no cálculo em Psicologia é pouco incerto em sentido estrito, porém sabe-se que (sir) Francis Galton (1822-1911) - Primo de Charles Darwin - foi o fundador do primeiro laboratório voltado às medições antropométricas, em Londres, no ano de 1884. "Ele entendia que a discriminação sensorial era a base do desempenho intelectual, e que medidas adequadas, neste sentido, seriam capazes de indicar diferenças entre os mais e os menos capazes". Entre as pesquisas que Galton fez, constam na lista: altura, peso, envergadura do palmo, capacidade respiratória, força, rapidez de reação, agudeza sensorial da vista e do ouvido, além de chegar a mensurar a quantidade de bocejos emitidos durante uma orquestra para relacionar ao tédio do público.
Hermann Ebbinghaus (1850-1909), no ano de 1885, começa os primeiros estudos experimentais sobre a memória. Ao final de seu experimento, Ebbinghaus tinha formulado coeficientes sobre como se dá a aquisição de memória a partir de um conjunto de letras ordenadas de forma não-lógica.
No Reino Unido, Galton conheceu James McKeen Cattell (1860-1944) e, juntos, formularam, pela primeira vez, provas que consistiam em medidas de discriminação sensorial, de tempo e de reacção. Estas provas, para Cattell, proporcionaria conhecer a inteligência de quem a fizesse.
Em sentido diferente e por diversas críticas que estes possuiam dos testes anteriores de inteligência, o francês "Alfred Binet (1857-1911) e seu parceiro Théodore Simon desenvolveram , a pedido da comissão francesa para a investigação dos interesses da educação, o primeiro teste de inteligência para diferenciar crianças retardadas e crianças normais em seus mais variados graus". Esta escala de classificação tem sua data de origem em 1905 e, desde então, sofreu diversas modificações na sua origem e no seu nome. Atualmente, apesar das variações (L-M, por exemplo), ele é conhecido como Teste Stanford-Binet de Inteligência.
Para alguns psicólogos além do método psicométrico da correlação estatística utilizados inicialmente por Galton o desenvolvimento da a da análise genética ocasionarão a consolidação de uma abordagem matemática da psicologia.

 Fonte: texto Wikipédia


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