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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cleptomania

A Cleptomania caracteriza-se pela recorrência de impulsos para roubar objetos que são desnecessários para o uso pessoal ou sem valor monetário. Esses impulsos são mais fortes do que a capacidade de controle da pessoa, quando a idéia de roubar não é acompanhada do ato de roubar não se pode fazer o diagnóstico. Devemos estar alerta para ladrões querendo passar-se por cleptomaníacos. Dinheiro, jóias e outros objetos de valor dificilmente são levados por cleptomaníacos, ainda menos se os impulsos são em sua maioria para objetos de valor, se alguma vez a pessoa leva um objeto valioso, sendo na maioria coisas inúteis, pode-se admitir o diagnóstico, caso contrário, não. Acompanhando o forte impulso e a realização do roubo, vem um enorme prazer em ter furtado o objeto cobiçado. Numa ação de roubo, o ladrão não experimenta nenhum prazer, mas tensão apenas e posterirmente satisfação, não faz isso por prazer.

Como é o paciente com cleptomania?

Aparentemente o cleptomaníaco é completamente normal não há um traço identificável fora do descontrole em si mesmo, ou seja, não é possível identificar o cleptomaníaco antes dele adquirir objetos. Após o roubo o paciente reconhece o erro de seu gesto, não consegue entender porque fez nem porque não conseguiu evitar, fica envergonhado e esconde isso de todos. Essas características se assemelham muito ao transtorno obsessivo compulsivo, por isso está sendo estudada como uma possível variante desse transtorno, assim como quanto à bulimia também, por se tratar de um impulso (por definição incontrolável) que leva o paciente a sentir-se culpado e envegonhado depois de ter comido demais.
 
Qual o curso dessa patologia?

A cleptomania geralmente começa no fim da adolescência e continua por vários anos, é considerada atualmente uma doença crônica e seu curso ao longo da vida é desconhecido, ou seja, não se sabe se ocorre remissão espontânea. Geralmente a cleptomania é identificada nas mulheres em torno dos 35 anos e nos homens em torno dos 50. 

Sobre quem a cleptomania costuma incidir?

Encontra-se mais casos de cleptomania em mulheres do que em homens, mas sabse-se também que as mulheres procuram mais os médicos do que os homens. Estima-se a incidência em aproximadamente 6 casos em 1000. É provável que esse número esteja subestimado porque apesar de ser um problema médico envolve também uma quebra da lei, reforçando o desejo do paciente em se esconder, fazendo-nos pensar que é um transtorno raro. Quando um objeto some de casa sabe-se que alguém o roubou mas não sabemos se foi um ladrão ou um cleptomaníaco, o roubo em si é indêntico em ambos os casos. Estudos em lojas mostrou que em menos de 5% dos roubos estavam envolvidos cleptomaníacos.

A família e o Cleptomaníaco

A família do indivíduo com Transtorno Cleptomaníaco sofre muito com toda a situação e normalmente tem dificuldades de lidar com essa situação, por falta de conhecimento.
De acordo com a profissional é fundamental que a família ajude o indivíduo a procurar ajuda e que também procure um suporte nesses casos.
Não é recomendado flagrar a pessoa furtando, Rubia conta que ao fazer isso ele reagirá de forma defensiva. “O ideal é conversar depois e oferecer ajuda. A família também não deve acobertar a pessoa. Deve-se pagar por um furto ou por um roubo flagrado numa loja. Do contrário, o paciente não se sentirá motivado a procurar ajuda”.

Profissionais e o cleptomaníaco

Para a psicóloga Rúbia Durand, não existem estudos controlados de tratamentos somáticos ou psicológicos em cleptomania. Relatos de casos individuais, entretanto, sugerem que várias formas de terapia comportamental podem ser efetivas em alguns pacientes. “Existem também relatos isolados do sucesso do uso de psicoterapia psicanalítica, mas existem também muitos relatos negativos”.
Em outros casos o uso de medicamentos antidepressivos ou com propriedades estabilizadoras do humor podem ser efetivos na cleptomania. “Entretanto é difícil falar em cura, mas existem casos de pacientes que melhoram e têm remissão completa dos sintomas”, explana Durand.

Tratamento

Não há tratamento eficaz até o momento aceito
, tentativas estão sendo feitas com terapia orientada ao insight nos EUA, terapia cognitivo comportamental e medicações, apenas com resultados parciais, algumas pessoas melhoram outras não. Também não se tem certeza se a melhora observada foi devido à atenção dada ou se foi pelo tratamento especificamente.

Fontes dos textos: Psicosite e MS Já - Portal de Notícias.

2 comentários:

Sandra Maria Campos disse...

Têm alguns artistas por aí, para não serem taxados de ladrões, divulgam que são cleptomaníacos. Se for um pobre, não é cleptomaníaco, é ladrão mesmo. Sinceramente não concordo com essa doença não, desculpe minha ignorância, mas isso se chama safadeza, ladrões mesmo. Onde já se viu. rs.

Janilton disse...

Olá Sandra!

Olha, os cleptomaníacos são diferentes de ladrões. Veja bem, o que os psicólogos tem observado é que, os cleptomaníacos roubam tanto objetos de valor ou sem valor. É preciso um acompanhamento médico e ajuda da família, esta última informar ao médico do comportamento da pessoa e quais objetos esta vem roubando com frequência, se é de valor ou sem valor ou ambos. O ladrão, o foco dele é só em coisas valiosas.
Esses tais artistas podem sim terem problemas de cleptomanias, e o que você disse também pode ser verdadeiro, agora é como mencionei, é preciso uma observação do que eles roubam com frequência.
Agora veja só, nenhum psicólogo se atreve a diagnosticar algum parlamentar lá em Brasília com um quadro desse de cleptomania, porque eles sabem que ali não tem como, pegaria mal para sua carreira médica, pode até perder o diploma. (Este último parágrafo é só uma questão de crítica mesmo, porque se sabe que tipos de roubos feitos em Brasília não tem como serem realizados por cleptomaníacos). kkk...

Abraços