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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ciclotimia

Ciclotimia é um distúrbio do humor. É sinônimo de Personalidade Ciclóide, Personalidade Ciclotímica, Transtorno afetivo de personalidade.
Ciclotimia é uma doença afetiva e uma forma de Distúrbio Bipolar do Humor. Ela é definida dentro do espectro das doenças bipolares, mas possui CID próprio (F34.0) e constiste em recorrentes variações de humor, variando entre hipomania e distimia ou depressão. Um único episódio de hipomania é suficiente para diagnosticar a ciclotimia, entretanto, a maior parte dos afetados também sofrem com períodos de distimia. O diagnóstico da ciclotimia não é feito quando há um histórico de episódios de mania ou depressão profunda. A porcentagem da população que sofre com a moléstia gira em torno de 0.4% a 1%. A freqüência é igual para homens e mulheres, mas normalmente as mulheres procuram tratamento mais rapidamente.

Caraterísticas

A ciclotimia é considerada uma versão mais branda do distúrbio bipolar, uma vez que os episódios de hipomania e depressão tendem a ser de menor duração (cerca de quatro dias ou menos) e de menor gravidade.

Critérios de diagnóstico

DSM-IV-TR

  • Durante os primeiros dois anos da doença, o paciente é incapaz de discernir ou qualificar seus sintomas entre o Transtorno Bipolar de Humor tipo I ou Depressão Profunda.
  • Os sintomas são persistentes por pelo menos dois anos, períodos em que sintomas de hipomania são leves e depressão ou distimia não são tão profundos para ser qualificados como Depressão Profunda.
  • O maior tempo em que o paciente está livre dos sintomas dura aproximadamente dois meses.
  • A doença não pode ser qualificada como Transtorno Esquizo-afetivo, Esquizofrenia, Transtorno Delusional ou Transtorno Psicótico.
  • Os sintomas não são diretamente causados pelo uso de medicamentos.
  • Os sintomas causam ao paciente significantes problemas no trabalho, vida social ou privada.
  • Uma pessoa com essa doença pode experimentar lapsos de euforia, aumento de energia, precisando dormir menos nessa fase. Isso normalmente é seguido por uma fase de depressão, em que pensamentos de negatividade e tristeza advém sem nenhuma razão. A dificuldade em lidar com os lapsos e alternações de humor dificultam a vida do paciente.

CID-10

Um persistentemente instável humor, envolvendo vários períodos de depressão e euforia. Essa instabilidade freqüentemente se desenvolve na adolescência e segue um curso crônico, embora o humor volte ao normal por curtos períodos de tempo (poucos meses). As alterações de humor são normalmente percebidas pelo afetado como sendo desvinculadas a eventos de seu cotidiano. O diagnóstico é difícil de se estabelecer sem um prolongado período de observação ou sem um conhecimento profundo do passado do afetado, o que normalmente não ocorre. Por causa das alterações de humor serem relativamente brandas em relação aos transtornos mórbidos (que envolvem tentativas factuais de suicídio, por exemplo), ciclotimia dificilmente recebe atenção médica antes do problema se agravar. Em alguns casos isto pode se dever ao fato de que as mudanças cíclicas de humor não são tão proeminentes quanto mudanças cíclicas de atividade, auto-confiança, sociabilidade ou transtornos alimentares. O transtorno pode ser identificado em adolescentes e jovens adultos, mas também é encontrado em pessoas mais velhas.
A característica essencial da doença é a persistente instabilidade do humor, envolvendo períodos de depressão e euforia, sendo que nenhum é suficientmente forte para ser caracterizado como depressão mórbida ou episódio maníaco. Também não preenche as definições de Transtorno Bipolar ou Depressão Profunda.

Diagnóstico

A doença é comum em quem possui parentes com Transtorno Bipolar tipo I e alguns indivíduos com Ciclotimia acabam desenvolvendo o transtorno. Ela pode persistir durante a vida adulta, cessar temporariamente ou permanentemente, ou evoluir para casos mais severos, encontrando os critérios para a desordem bipolar ou, mais raramente, recorrentes episódios de depressão mórbida.

Sintomas

Fase distímica
  • Dificuldade em tomar decisões;
  • Problemas de concentração;
  • Dificuldade em lembrar-se de episódios passados ou memorizar novos acontecimentos;
  • Sentimento de culpa;
  • autocrítica;
  • Baixa auto-estima;
  • Pensamentos auto-destrutivos (suicídas);
  • Sentimento contínuo de tristeza;
  • Apatia;
  • Perda de esperança;
  • Incapacidade em acreditar que pode se curar;
  • Irritabilidade;
  • Temperamento explosivo;
  • Falta de motivação;
  • Afastamento do convívio social;
  • Mudanças de apetite;
  • Falta de desejo sexual;
  • Auto-negligência;
  • Fadiga e/ou insônia
Fase eufórica
  • Comportamento não usual de bom humor e motivação;
  • Otimismo extremo;
  • Megalomania;
  • Falta de julgamento;
  • Fala rápida;
  • Pensamentos rápidos;
  • Agressividade ou comportamento hostil;
  • Falta de consideração com os demais;
  • Agitação;
  • Comportamento arriscado;
  • Aumento de atividade física;
  • Aumento do desejo sexual;
  • Lapsos de prodigalidade (gastos excessivos);
  • Diminuição da necessidade de dormir;
  • Tendência a se distrair facilmente;
  • Falta de concentração.

Causas

Biológica

- Familiar - O indivíduo é 2/3 mais propenso a ter a doença se algum familiar imediato a possui ou se um gêmeo idêntico sofre da moléstia. Um estudo em Bertelsen, Harvard, e Huage (1977) identificou que gêmeos idênticos apresentam ambos depressão em uma taxa de 59%.
- Gênero – Hereditariamente para mulheres em 36% a 44%; para homens, 18% a 24%
- Genética - Os mesmos genes podem contribuir para depressão e ansiedade.
- Serotonina – Serotonina regula outros hormônios como norepinefrina e dopamina. Quando a serotonina está baixa, ocorrem flutuações nas taxas dos demais hormônios, causando irritabilidade, impulsividade e irregularidades de humor, como distimia e depressão.
- Cortisol – Indivíduos depressivos podem ter altos níves de cortisol. Ele é um hormônio que causa estresse e transtornos de humor ocorrem durante fatos estressantes da vida da pessoa. Elevados níveis de hormônios de estresse podem afetar o hipocampo, um importente centro cerebral para a memória e processos cognitivos. A produção elevada de cortisol impacta a habilidade do cérebro em regenerear os neurônios do hipocampo.

Psicológica - Eventos estressantes, assim percebidos pelo indivíduo - demissão, romper um relacionamento afetivo, mudança de identidade, desastres naturais, sentimentos extremos, padrões de pensamento negativo, sentimentos de desamparo e desesperança aprendidos.

Social - O ambiente influência a doença entre 60% e 80% das vezes.
- Má convivência familiar.

Tratamento

Exercícios

É repetidamente demonstrado que atividade física pode ajudar a controlar e regular a instabilidade emocional.

Medicação
  • Lítio farmacológico – um estabilizante de humor
  • Anticonvulsivos
  • Antipsicóticos
  • Ansiolíticos - causam sono
  • Antidepressivos - não são recomendados por poderem desencadear episódios de mania
Terapia

- Terapia comportamental cognitiva (TCC)
- Psicoterapia interpessoal
- Psicoeducação

 Fonte: Wikipédia

2 comentários:

Sandra Maria Campos disse...

Janilton, pelo amor de Deus! Que raio de tantas doenças são essas? Menino, através de você estou conhecendo doenças que nunca ouvi falar. Nossa!!!! Deus do céu, misericórdia de nós humanos!

Janilton disse...

kkk... pois é minha querida, com o avanço da ciência e da tecnologia, as doenças estão sendo compreendidas, porque as mesmas já existiam, mas só que eram confundidas e não tinham diagnóstico preciso, a ciência evolui bastante nesses últimos anos e as doenças sendo diagnosticadas com mais precisão e ganhando nomes.

Abraços!