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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Os Chakras e as suas Relações

OS CHAKRAS E AS SUAS RELAÇÕES COM O PROCESSO DE SAÚDE/DOENÇA

Os chakras são centros de energia que existem no interior do corpo fluídico do espírito: o perispírito. Esses centros de força são denominados de chakras que, em sânscrito, significa círculos. São vórtices de energias sutis que têm movimentos circulares de expansão e contração, nos sentidos vertical e horizontal.
Os chakras têm a função de captar energias provenientes de Deus, disponíveis para todas as Suas criaturas, de modo a vitalizar o corpo fluídico e posteriormente serem transmitidas às células do corpo físico, gerando-lhes energia vital.
As pesquisas recentes sobre o funcionamento da acupuntura, têm comprovado a existência dos chakras, dos meridianos e pontos de acupuntura, que são microchakras, ligados aos chakras principais, por canais de energia.
Fisiologicamente os chakras atuam como transformadores de energia, tornando-a mais condensada para poder ser utilizada no corpo físico. As energias captadas pelos chakras vão estimular o sistema nervoso e glandular, a produzir secreções hormonais, que estarão gerando o funcionamento fisiológico dos órgãos do corpo físico.
Existem sete grandes chakras principais, associados ao corpo físico, e muitos outros secundários. Anatomicamente, cada grande chakra está associado a um plexo nervoso e a uma glândula endócrina, e é responsável por um sistema do corpo físico, conforme se vê no esquema a seguir: 

CHAKRA
PLEXO NERVOSO
GLÂNDULAS
SISTEMA ORGÂNICO
RAIZ SACRO-COCCIGEO SUPRA-RENAIS GENITURINÁRIO
SACRAL OU ESPLÊNICO SACRO GÔNADAS REPRODUTIVO
PLEXO SOLAR SOLAR PÂNCREAS DIGESTIVO
CORAÇÃO PLEXO CARDÍACO TIMO CIRCULATÓRIO E IMUNOLÓGICO
GARGANTA GÂNGLIOS CERVICAIS/MEDULA TEREÓIDE RESPIRATÓRIO
FRONTAL HIPOTÁLAMO HIPÓFISE SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
CORONÁRIO CÓRTEX CEREBRAL GLÂNDULA PINEAL SISTEMA NERVOSO CENTRAL

Os grandes chakras estão situados numa linha vertical que sobe, da base da coluna, até a cabeça. O mais baixo, chamado de chakra raiz, fica perto do cóccix. O segundo chakra, chamado de chakra sacral, ou esplênico, situa-se logo abaixo do umbigo, ou próximo ao baço. O terceiro chakra, o do plexo solar, situa-se na metade superior do abdômen, abaixo da ponta do esterno. O quarto, também conhecido como chakra do coração, pode ser encontrado na parte média do esterno, próximo ao coração e glândula timo. O quinto chakra, o da garganta, localizado no pescoço, próximo ao pomo de Adão na região da tireóide e da laringe. O sexto chakra, o da testa, situa-se na parte média da fronte, ligeiramente acima do cavalete do nariz. O sétimo chakra, coronário, está localizado no topo da cabeça.
A descoberta da ligação hormonal entre os chakras e as glândulas endócrinas demonstra como um desequilíbrio no sistema energético sutil do perispírito, pode produzir alterações anormais nas células de todo o corpo.
Uma diminuição no fluxo de energia nos chakras pode produzir uma diminuição da atividade na glândula endócrina correspondente aquele chakra. Por exemplo: a diminuição no fluxo de energia no chakra da garganta (o quinto chakra), pode gerar um hipotireoidismo, com todas as suas conseqüências fisiológicas.
Os chakras realizam o controle do fluxo de energia vital para os diferentes órgãos do corpo. Quando estão funcionando de forma adequada, fortalecem e equilibram um determinado sistema fisiológico.
O funcionamento anormal dos chakras produz alterações no sistema correspondente do corpo. É claro que essa alteração não vai acontecer, apenas, em um sistema, pois os chakras estão integrados entre si, portanto, alterações em um, produzem alterações em outros. Por isso é que, quando uma pessoa adoece, a manifestação mais intensa da doença acontecerá em um determinado órgão, mas todos os demais são afetados, porque, energeticamente, não há uma separação e todo o conjunto adoece.
Do mesmo modo, quando um chakra se equilibra - devido à interligação dos sistemas homeostáticos dos corpos físico e fluídico -, há uma contribuição para o equilíbrio dos demais e para a manutenção da saúde da pessoa. Cada sistema opera em harmonia com os outros, numa perfeita sincronia.

O fluxo das energias divinas flui para dentro do corpo através do chakra coronário, no topo da cabeça e são catalizadas pelo chakra cardíaco. Como os chakras estão intimamente ligados à medula espinhal e aos gânglios nervosos existentes ao longo do eixo central do corpo, a energia flui para baixo, passando do chakra coronário para os demais, que distribuem as energias sutis para as partes do corpo e órgãos apropriados, transformando-se em energia condensada, a partir da secreção dos hormônios. Dessa forma, todo o corpo é estimulado pela liberação dos hormônios na corrente sangüínea, que, mesmo em diminutas quantidades, têm uma ação extremamente poderosa em todo o organismo físico.
Além de ter toda essa função fisiológica, os chakras têm uma função espiritual específica, estando associados às questões psíquicas e emocionais, importantes para o desenvolvimento da consciência humana. 
Nesta obra estaremos nos atendo a essas funções espiritual e emocional dos chakras e, futuramente, em outros livros da COLEÇÃO SAúDE ESPIRITUAL abordaremos, detalhadamente, as funções psíquicas ligadas à mente, e as fisiológicas, referentes ao corpo físico no processo saúde/doença.
Os sete chakras principais têm uma função espiritual à psíquica e emocional - específica, como vemos na Figura 5_ O primeiro chakra é responsável pela segurança, o segundo pelo prazer, o terceiro pelo poder, o quarto pelo amor, o quinto pelo conhecimento, o sexto pela inspiração e o sétimo peb transcendência, atributos fundamentais para o processo de desenvolvimento da criatura humana.  

Para compreender como os chakras estão envolvidos no processo saúde/doença, é preciso entender que as suas energias são passíveis de desequilíbrio de dois tipos: inibição e congestão. Esse desequilíbrio estará afetando o funcionamento normal dos atributos de cada chakra.
A inibição é resultado de um processo de bloqueio das energias do corpo fluídico que não são absorvidas corretamente. Isto resulta numa hipoatividade dos chakras, e repercutindo nos órgãos e glândulas, gerando um estado de inércia, hipotonia, astenia e redução energética que vão produzir no organismo físico hipoglicemia, hipotensão, hipotireoidismo, cansaço, sonolência, desânimo, depresssão, etc., enfim, doenças ocasionadas pela inibição energética das funções psíquicas, orgânicas e glandulares.
A congestão ocorre quando há um acúmulo de energias nos chakras, fazendo com que elas não sejam utilizadas de forma adequada. Há uma hiperatividade dos chakras, que irá produzir um congestionamento do corpo fluídico, num processo semelhante às inflamações que ocorrrem no corpo físico.
Estas regiões do corpo fluídico que se encontram "inflamadas" vão produzir uma hiperatividade dos órgãos ou glândulas do corpo físico, resultando em doenças como a hipertensão arterial, hipersecreção de ácidos no sistema digestivo que, por sua vez, gera gastrites e úlceras pépticas, hipertireoidismo, hiperglicemia, artrites, cefaléias, enfim, doenças geradas pela excessiva estimulação dos órgãos.
Com relação ao funcionamento psíquico e emocional dos chakras podem acontecer a inibição e a congestão, quando há um desequilíbrio das energias, gerando, respectivamente, a hipoatividade, pelo bloqueio e inibição das energias, e a hiperatividade, pelo excesso de energia.
Tanto a hipoatividade, quanto a hiperatividade dos chakras acontecem devido ao processo de identificação, ou mascaramento, dos sentimentos egóicos - estudados no capítulo anterior - e a atividade normal, quando buscamos o essencial em nós mesmos e nos vinculamos às questões transcendentes da vida.
Vejamos como ocorrem esses movimentos nos diferentes chakras. Inicialmente gostaríamos de esclarecer que esta divisão é didática, e que os movimentos antagônicos não são formas acabadas e definitivas, que há uma gradação entre eles e que raramente uma pessoa tem só um deles. Em sua maioria temos os dois movimentos desequilibrados, predominando um deles e podemos, em outros momentos, estar centrados no equilíbrio do chakra.
O primeiro chakra, quando equilibrado, tem como função manter a segurança do indivíduo, promovendo a manutenção de sua vida biológica e psicológica. É o chakra de preservação da vida e afirmação da pessoa no mundo de relação.
Está ligado aos instintos primários de sobrevivência, sendo o principal agente da resposta de fuga ou luta, quando há algum perigo. Ele está relacionado com o medo de acontecer danos ao corpo físico, que coloquem em risco, a vida da pessoa.
Psiquicamente é responsável pela vontade de viver e de afirmar a sua capacidade diante das atribulaçôes naturais da vida.
Quando a energia está equilibrada, a pessoa manifesta uma vontade de viver, afirmando os seus valores. Quando surgem empecilhos em sua vida, busca se libertar deles, se precavendo de possíveis dificuldades, com prudência e tranqüilidade.
É uma pessoa segura, autoconfiante que, diante dos problemas, busca a solução com naturalidade, colocando a sua capacidade à prova e aprendendo com os erros e acertos.
Tem um medo natural do desconhecido, pois é fruto do instinto de autopreservação, que é superado com os cuidados e pela prudência com que realiza as suas ações.
Quando congestionado na hiperatividade, este chakra írá gerar a temeridade, na qual o indivíduo não sente medo de nada, agindo de forma inconseqüente e imprudente, colocando em risco a própria vida e, muitas vezes, a dos outros.
A pessoa age de forma imprudente e irresponsável, sem pensar nas conseqüências dos seus atos, para si e para os outros. Parece, para aqueles que observam a vida de um ângulo superficial, que elas são extremamente autoconfiantes, por não apresentarem medo de nada. Na realidade, essa autoconfiança é falsa, pois, ser temerário não significa ser corajoso.
São pessoas que, em verdade, sentem um desprezo pela vida e por isso se tornam temerárias.
Hoje em dia há todo um culto à temeridade - nos chamados esportes radicais e outros jogos -, que coloca em risco a vida das pessoas, para que elas possam viver, segundo dizem, de "adrenalina". 

O primeiro chakra está ligado às glândulas supranais que produzem, dentre outros hormônios, a adrenalina, para que haja a resposta luta ou fuga, necessária à preservação da vida em caso de perigo. Quando esse perigo é real, saber lidar com ele é uma questão de sobrevivência.
O problema é que hoje, cada vez mais, as pessoas, especialmente jovens, têm criando perigos artificiais - para que haja uma hiperatividade do primeiro chakra, e da secreção de adrenalina -, como nos brinquedos de parque de diversão, que despencam de alturas inimagináveis, como se elas estivessem caindo num abismo; os esportes radicais que, a cada dia, se tornam mais perigosos; os "rachas" que acontecem nas avenidas das grandes cidades, etc. Com tal atitude estão criando o chamado vício da adrenalina, um hormônio natural, cuja secreção se dá em condições específicas, que é hipersecretado com graves conseqüências para a saúde física e mental das pessoas.
Quando inibido pela hipoatividade, esse chakra irá gerar a insegurança, na qual o indivíduo sente-se incapaz de se conduzir e afirmar-se na vida.
A inibição do chakra torna a pessoa insegura, com medo de tudo e de todos, pois se acha incapaz, o que a faz ficar acuada diante dos desafios naturais da vida.
Em grau extremo pode paralisar a pessoa, que fica com medo de vivenciar a própria vida, numa suposta incapacidade. Essa paralisia acontece devido ao fato de ter muito medo de errar e sofrer por isso.
Essa característica gera uma dependência psicológica em relação à aprovação dos outros, que são utilizados para validar a atuação da pessoa insegura.
O segundo chakra, quando equilibrado, tem como função o prazer, desde os prazeres de ordem mais fisiológica e sensual, gerado pelo instinto de sobrevivência, como o sexo e o prazer da alimentação, mas também o prazer de viver, o prazer de se afirmar no mundo.
Há uma ligação direta com o primeiro chakra, na manutenção da vida, promovida pelo prazer que o sexo e a alimentação proporcionam. Se Deus não tivesse colocado o prazer nessas duas funçôes vitais, não haveria a perpetuação da vida na reprodução e poderíamos morrer de inanição. Por isso o prazer é sagrado em sua origem.
Do mesmo modo existe o prazer psicológico de se afirmar no mundo, de ser capaz, de ser útil, de realizar a parte que nos cabe na criação de um mundo melhor para todos, a começar de nosso mundo íntimo.
As pessoas que têm uma relação sagrada com o prazer vão tornando-o cada vez menos sensual, a partir do desenvolvimento dos prazeres essenciais, ligados à estesia, como o da convivência amiga, de uma leitura edificante, de um passeio junto à natureza, de criar coisas boas, de ser co-criador no Universo, etc, prazeres que não as impedem de gozar, dentro do equilíbrio, o prazer de uma relação sexual e os prazeres de uma boa mesa.
Quando congestionado na hiperatividade, temos o apego ao prazer, o sensualismo, no qual o indivíduo abusa do prazer sensual, buscando o prazer a qualquer custo, por exemplo, através da sexolatria, da glutoneria, trazendo muitos prejuízos para si e para outras pessoas.
As pessoas que se apegam ao prazer têm uma postura sensualista. Ainda estão extremamente voltadas para o ego, aos sentidos sensoriais, para a vida material. Vivem para usufruir o prazer, seja do sexo ou da comida ou, como é mais comum, para ambos. Invertem, com isso, os valores, pois o sexo e a comida são para manter a vida e não a vida apenas para usufruí-los.
Na sexolatria há também um movimento de usar outras pessoas apenas como objeto de prazer, sem se importar com os seus sentimentos, trazendo graves conseqüências para os que usam e os que são usados.
Como elas estão voltadas para os prazeres sensuais não há espaço para os prazeres estésicos. Há um predomínio muito grande da matéria sobre os valores espirituais, e por isso estão muito distantes, ainda, dos prazeres essenciais ligados ao ato de viver, como descrevemos anteriormente.
Quando inibido na hipoatividade, temos a aversão ao prazer, o puritanismo, no qual o indivíduo inibe as energias desse chakra, desprezando o prazer que sente, normalmente devido às crenças religiosas arraigadas de que sentir prazer é algo impuro, pecaminoso.
Essa inibição é típica de posturas puritanas que buscam negar toda forma de prazer, que atingiram o seu auge na Idade Média e, em menor escala, existem até hoje, devido às crenças religiosas antinaturais, pois como vimos anteriormente o prazer tem origem na sabedoria do Criador da Vida, que o criou para que houvesse a preservação da vida.
Normalmente essa postura surge após estagiarmos durante muito tempo na busca do prazer pelo prazer, na atual existência, ou em outras experiências de vida. A pessoa sai de um extremo e vai para o outro.
Pessoas que têm essas crenças sentem-se culpadas quando têm prazer, pela necessidade que sentem de serem punidas pelos "pecados" que cometem. Desde o pecado original bíblico, até a crucificação de Jesus e outros pecados particulares inconfessáveis, ligados, na maioria das vezes, ao sexo, que são cometidos às escondidas ou pelo pensamento, e que são prontamente reprimidos. 

Por isso sentem a necessidade de abolirem o prazer de suas vidas, para não errarem mais, como se essa fosse uma decisão acertada. Somente poderemos nos libertar de um problema relacionado ao apego, através do desapego, que é o uso equilibrado daquilo que antes idolatrávamos.
Quando cultivada sistematicamente, essa aversão pode gerar uma diminuição, ou abolição completa, do próprio prazer de viver. É o que acontece na depressão que, muitas vezes, conduz a pessoa ao suicídio, contrariando o próprio instinto de sobrevivência.
O terceiro chakra, quando equilibrado, tem como função o poder. É fundamental para a manutenção da vida, o poder de viver, o poder de transformação, de evoluir até a plenitude do ser.
É responsável pelo poder de escolher entre um caminho ou outro, de ser capaz de conduzir a própria vida e de ser feliz.
É a partir deste chakra que a pessoa exerce o poder, transformando a sua própria vida para melhor. Em virtude disso, serve como exemplo de mudança para outras pessoas.
Quando em equilíbrio, usa o seu poder na relação com outras pessoas para orientar, assessorar, colaborar com os outros, caso estes queiram a sua colaboração.
Quando congestionado, devido ao abuso do poder na hiperatividade, temos dois movimentos interligados e muito próximos: a onipotência e a prepotência.
A onipotência é o movimento no qual uma pessoa pensa que tem um superpoder e, por isso, tem uma tendência de querer fazer as escolhas e viver a vida pelos outros, evitando que a outra pessoa passe pelas experiências, muitas vezes, necessárias ao seu próprio crescimento.
Há uma interferência na vida do outro. A pessoa onipotente, consciente ou inconscientemente, se idealiza mais inteligente, mais capaz do que o outro e, por isso, deseja direcioná-lo.
A prepotência é o uso da força sobre o outro que é subjugado. A pessoa prepotente acredita ser superior aos outros e, por isso, força a submissão da outra que ela pensa ser inferior. Ela faz com que a outra pessoa mude a sua maneira de ser, para atender às suas vontades.
Os dois movimentos são interdependentes, nos quais a pessoa se sente supercapaz, com um poder muito maior do que realmente tem e que pode, não somente conduzir a própria vida, como também a vida dos outros e todas as circunstâncias externas; enfim, a pessoa se acha com superpoderes para interferir em tudo à sua volta. Gera o autoritarismo e a ingerência na vida dos outros e, em grau elevado, a tirania.
Pessoas assim querem controlar a tudo e a todos, devido ao seu complexo de superioridade, que surge do orgulho, constituindo-se uma reação ao complexo de inferioridade que toda pessoa prepotente/onipotente possui.
Psicologicamente esse movimento é, em um nível profundo, a tentativa da criatura se igualar ao Criador, único verdadeiramente Onipotente, daí a sua origem no complexo de inferioridade. A pessoa se sente inferior e tenta, de todas as maneiras, acabar com esse sentimento, desenvolvendo a pseudo-superioridade.
Por isso, tanto a prepotência, quanto a onipotência, é um falso poder sobre o outro, porque ninguém tem o poder de viver a vida pelo outro, de fazer com que o outro mude, de fazer as suas escolhas, de subjugar verdadeiramente o Eu do outro.
Quando as energias no terceiro chakra estão inibidas, temos a hipoatividade geradora da impotência, na qual o indivíduo sente-se incapaz de escolher os rumos da própria vida e de ser feliz.
Tende a gerar um sentimento de subserviência e incapacidade, produzindo a auto-anulação em graus extremos. É um movimento intimamente relacionado com a onipotência e a prepotência.
Normalmente, quando a pessoa não consegue, por algum motivo, exercer a prepotência ou a onipotência que exercia, ou que gostaria de exercer, entra na polaridade passiva do ego, caracterizada pela impotência. 

O indivíduo que quer controlar tudo e todos e pensa que é capaz de tudo, ao obter como resultado o contrário, reage de forma oposta ao movimento que vinha ocorrendo até então. Passa a pensar que não pode nada, que não é capaz de controlar nada, que não consegue nada na vida, etc., gerando a impotência.
É um movimento caracterizado pela suposta incapacidade de se exercer o poder. A pessoa impotente idealiza-se incapaz de exercer qualquer atividade que venha atuar na vida do outro.
A impotência acontece, quase sempre, após uma tentativa frustrada de ação prepotente ou onipotente.
Uma outra forma de se exercer a impotência é acreditar que os outros têm o poder sobre nós.
Por exemplo, uma pessoa que diz assim: "fulano me deixa irritada", "você me faz sentir um idiota", "você me deixa triste", está atribuindo ao outro, um poder que ele não tem, o de nos fazer sentir de uma forma ou de outra.
Na realidade o outro pode estimular, com sua atitude, crenças, sentimentos e comportamentos negativos, mas que são nossos e, por isso, somos responsáveis por eles. Atribuir poder ao outro sobre o que pensamos e sentimos, é assumir o não controle diante do processo.
Podemos resumir essa atitude através do seguinte pensamento oculto, mas que expressa a impotência: "Se é ele que me deixa irritado eu não posso fazer nada com relação a isso".
Ao contrário, se admitirmos que a irritação é nossa, e que somos nós que a produzimos, assumimos o poder real de nos libertar dela.
Nas colocações acima, para assumir a realidade e não a fantasia, a pessoa deveria dizer assim: "eu me sinto irritada com a atitude de fulano ", "eu me sinto como idiota quando você faz isso", "eu me sinto triste quando você tem essa atitude". Tendo estes pensamentos e não aqueles colocados acima, ela assume o poder de mudar tudo isso e não atribui ao outro, o poder que o outro não tem, que é o de decidir o que ela irá sentir.
Portanto, a impotência também é uma forma falsa de se exercer o poder, pois ninguém é tão incapaz para não ter poder nenhum. Já uma relação direta entre o sentimento de impotência e a insegurança do primeiro chakra.
O quarto chakra, quando equilibrado, tem como função o amor. Esse equilíbrio é formado pelos sentimentos de auto-amor que irão catalisar as energias provenientes do Criador da Vida, captadas pelo chakra coronário, para todo o organismo.
O exercício do auto-amor vai gerar o amor ao próximo. Esse processo irá gerar o amor incondicional, no qual o indivíduo direciona a sua vida adequadamente, canalizando as energias que recebe de forma altruísta, para SI mesmo e para os outros.
As lições de amor estão entre as mais importantes das que somos convidados a exercitar e aprender, em nossas existências no mundo físico. Para isso é fundamental o desenvolvimento dos sentimentos de compaixão e empatia, para que haja a abertura do chakra cardíaco. Ao realizar essas ações, estamos nos aprimorando essencialmente e nos proporcionando o desenvolvimento de uma forma mais elevada de consciência.
Quando inibido na hipoatividade, temos a indiferença, na qual o indivíduo tem uma atitude egoística de somente ligar para si mesmo, buscando o seu bem-estar, em detrimento dos outros. Na verdade esse bem-estar é falso, pois não é possível estar bem, gerando o mal dos outros, ou sendo indiferente a eles.
A indiferença gera a carência afetiva, pois, para receber amor é preciso, primeiramente, doar amor. Em graus extremos pode produzir a indiferença completa pela própria vida, por inibição da capacidade de dar e receber amor, estando ligado, quando isso ocorre, ao impulso suicida, já estudado.
Quando congestionado pela hiperatividade, temos o apego, no qual o indivíduo ama com um amor possessivo, que sufoca e aprisiona o ser amado, tornando-se dependente deste.
Esse tipo de amor, com apego, é próprio das pessoas inseguras, possessivas, e existe em qualquer tipo de relacionamento amoroso. Na realidade, este é um amor que adoeceu, que gera um mal-estar no ser amado. O verdadeiro amor liberta e é incondicional.
O quinto chakra, quando equilibrado, tem como função o conhecimento. É responsável pela aquisição de conhecimento, fundamental na conquista da sabedoria.
Tem também como função a comunicação e o exercício da vontade, que estão intimamente ligadas ao processo do conhecimento. É pela comunicação que se adquire e se compartilha o conhecimento.
O exercício da vontade é uma conseqüência direta do autoconhecimento. Quando mais a pessoa aprofunda o conhecimento de si mesma, percebendo as suas dificuldades interiores, mais aumenta a sua vontade de autodomínio e autotransformação, para que possa se libertar dessas dificuldades e ser feliz.
Quando congestionado na hiperatividade, temos o abuso do conhecimento.
O abuso de conhecimento tem como objetivo obter poder de coerção, e está ligado aos processos de onipotência e prepotência, gerados pela hiperatividade do terceiro chakra.
Quando a pessoa abusa do conhecimento, há um movimento de submeter outras pessoas à sua vontade. Esse é um movimento no qual o indivíduo utiliza o conhecimento para manipular, ou prejudicar, as pessoas que não o possuem, ou que o possuem de forma limitada.
Em graus extremos o indivíduo pode utilizá-lo para escravizar, ou fanatizar, outras pessoas em torno de suas idéias, com o intuito de prevalecer a sua prepotência sobre elas.
Quando inibido na hipoatividade, temos a sonegação ou o desprezo ao conhecimento.
A sonegação acontece quando o indivíduo detém o conhecimento somente para si, não o comunicando às outras pessoas. Isso acontece com pessoas que detêm um determinado conhecimento, em uma área de trabalho, e não compartilham com outras pessoas, por insegurança, ou com objetivo de manipulação. Ela pode, ainda, comunicar o conhecimento de forma distorcida. A sonegação inibe a atividade do chakra.
O desprezo acontece quando a pessoa tem a oportunidade de adquirir conhecimento e o despreza.
Isso é muito comum no que tange às questões espirituais. Hoje em dia existem muitas informações em todos os níveis, desde o científico até o religioso, e muitas pessoas fogem de obter o conhecimento, com medo de ter que se comprometer com um outro modo de vida.
Acreditam que, não tendo conhecimento de uma vida mais espiritualizada, podem viver de forma materialista, sem maiores conseqüências.
Em um grau menor temos aqueles que buscam o conhecimento espiritual, mas continuam tendo, na prática, uma vida materialista. São os espiritualista-materialistas. Não há um esforço ou, quando existe, é muito débil para se exercitar o conhecimento das verdades espirituais, para poder senti-las e vivenciá-las plenamente.
Esse desprezo ao conhecimento espiritual faz o indivíduo distanciar-se do autoconhecimento, por medo daquilo que irá encontrar no seu interior.
Há um medo enorme de se encontrar os sentimentos egóicos negativos que são mascarados, consciente ou inconscientemente, como se fosse possível para a criatura, fugir de si mesma.
Esse desprezo ao conhecimento espiritual e ao autoconhecimento traz conseqüências graves para o indivíduo que realiza esse movimento psicológico, pois enfraquece a sua vontade, tornando-o superficial, bloqueando oportunidades valiosas de evolução.
O sexto chakra, quando equilibrado, tem como função a inspiração e a intuição.
No processo de evolução do ser humano há um movimento natural do Essencial se fazer perceptível em nível consciente, pois ele é a manifestação de Deus, em nós mesmos.
A Providência Divina nos dotou dessa capacidade que está intimamente relacionada aos três últimos chakras, especialmente o sexto e o sétimo.
Através do sexto chakra nos tornamos conscientes dos influxos energéticos provenientes do Ser Essencial, nos convidando a buscar desenvolver a nossa espiritualidade, e recebemos orientações sutis de nossos mentores espirituais, anjos de guarda e espíritos protetores, através da inspiração e da intuição.
Essas intuições são recursos valiosos para superação de nossas dificuldades e é fundamental que abramos os canais de percepção do sexto chakra.
Quando congestionado na hiperatividade, temos o misticismo, no qual o indivíduo acredita que está o tempo todo sendo orientado por seres espirituais superiores, que direcionam a sua vida, como se fossem babás de crianças irresponsaveis.
Temos aqueles que acreditam-se investidos de grandes missões espirituais e que as "forças cósmicas" o estão inspirando para efetivá-las.
Enfim, temos muitas pessoas que, por excessiva incredulidade, abdicam de suas próprias escolhas espirituais, para viverem de forma mística, o que favorece a obsessão especialmente a fascinação.
Quando inibido na hipoatividade temos o desprezo às intuições e inspirações no qual o indivíduo, por uma visão materialista da vida, nem se aceita como um ser espiritual, quanto mais a existência de outros seres espirituais em outra esfera de vida.
Essa crença gera um bloqueio do sexto chakra, pois a pessoa não admite a possibilidade de obter recursos interiores no Ser Essencial, pois o nega sistematicamente e é claro que também estará bloqueando toda ajuda espiritual superior, através da inspiração, para resolver os seus problemas.
Isso, porém, não impede intuições e inspirações inferiores de espíritos materializados, que aproveitam da sua fixação nos três chakras inferiores, para melhor se utilizar dele.
O sétimo chakra, quando equilibrado, tem como função a transcendência. É responsável pela busca espiritual e pela nossa ligação direta com a dimensão espiritual da vida e com Deus.
É ativado quando a pessoa conscientemente busca desenvolver a sua religiosidade e espiritualidade, em harmonia com os valores essenciais da vida.
Essa busca permite que a pessoa faça exercícios em que há uma percepção de estados elevados de consciência, fator que amplia a sua capacidade de espiritualização e evolução.
Este chakra tem, como glândula de ligação ao corpo físico, a epífise, que permite a mediunidade equilibrada com Jesus, na qual o intermediário coloca-se num estado elevado de consciência, ampliando as suas funções psíquicas para melhor servir.
Quando congestionado na hiperatividade, temos o abuso das funções psíquicas de ligação com a vida espiritual, no qual o indivíduo utiliza os seus potenciais mediúnicos para fazer o mal a outras pessoas e adquirir proveito próprio.
São aquelas pessoas que, detendo poderes psíquicos, ao invés de entrarem num estado elevado de consciência para servir ao bem, oferecem os seus recursos mediúnicos para que espíritos, ainda empedernidos no mal, possam agir, gerando o mal a terceiros.
Na verdade as pessoas que agem assim, tanto os encarnados, quanto os desencarnados, estão produzindo o mal a si mesmas, pois não é possível utilizar dessa forma o sétimo chakra sem danos graves ao corpo fluídico, que irão gerar, nesta ou em futuras reencarnações, transtornos psicóticos de difícil recuperação.
Quando inibido na hipoatividade, temos a não utilização das funções psíquicas de ligação com a vida espiritual também por uma visão materialista da vida, na qual não se admite a existência do espírito. 

A inibição também acontece quando a pessoa percebe que traz os potenciais mediúnicos, mas, por medo de buscar o transcendente, pelo desconhecimento do que irá encontrar, bloqueia as funções psíquicas do sétimo chakra.
Outra forma de inibição, muito comum, é o desprezo às manifestações, devido ao esforço que se deve empreender para manter o equilíbrio das funções psíquicas, através da prática constante do amor. Isso acontece com as pessoas que cultivam a espiritualidade-materialista já estudada.
Como dissemos anteriormente, esta divisão é apenas didática, pois os chakras estão intimamente ligados uns com os outros. A alteração em um repercute, mais ou menos intensamente, nos outros. O que acontece é que, dependendo da função psíquica que está alterada, as manifestações dos sintomas dar-se-ão, primariamente, mais em um chakra e menos em outro.
Como exemplo temos pessoas que se queixam de um nó, ou um bolo na garganta, denotando uma alteração no chakra do conhecimento; outras se queixam de um vazio, um oco ou um buraco no peito, um peso no coração, de monstrando uma alteração no chakra do amor; outras sentem os mesmos sintomas no epigástrio, alteração no chakra do poder; outros um peso no baixo ventre, chakra do prazer ou segurança; outros sentem opressão na cabeça, alteração do sexto e do sétimo chakras.

CHAKRAS
HIPOATIVIDADE
ATIVIDADE NORMAL
HIPERATIVIDADE
1°. CHAKRA INSEGURANÇA SEGURANÇA TEMERIDADE
2°. CHAKRA DESPREZO AO PRAZER
(PURITANISMO)
PRAZER APEGO AO PRAZER
(SENSUALISMO)
3°. CHAKRA IMPOTÊNCIA PODER ONIPOTÊNCIA/PREPOTÊNCIA
4°. CHAKRA INDIFERENÇA AMOR APEGO
5°. CHAKRA SONEGAÇÃO E DESPREZO AO CONHECIMENTO CONHECIMENTO ABUSO DO CONHECIMENTO
6°. CHAKRA DESPREZO À INTUIÇÃO E INSPIRAÇÃO INSPIRAÇÃO E INTUIÇÃO MISTICISMO
7°. CHAKRA DESPREZO ÀS FUNÇÕES PSÍQUICAS TRANSCENDÊNCIA ABUSO DAS FUNÇÕES PSÍQUICAS

Os Chakras e o Psiquismo 

São vários sintomas, cada um com uma particularidade. Todos estes sintomas demonstram alterações nos chakras correspondentes, que se tornam protuberantes, inibidos, desvitalizados ou desalinhados, dependendo da posição anatômica em que o sintoma se manifesta.
O desequilíbrio acontece de forma predominante em uma polaridade, hiperatividade ou hipoatividade, mas pode ocorrer uma alternância entre os processos, funcionando como um pêndulo de um relógio, ora se está numa polaridade, ora em outra, especialmente nas atividades dos 3 chakras inferiores.
Os três primeiros centros de força (segurança, prazer e poder), localizados abaixo do diafragma, formam uma tríade fisiológica em que predominam as funções orgânicas responsáveis pela manutenção da vida no corpo físico, e pela afirmação do espírito encarnado no mundo. 

Os três centros mais elevados (conhecimento, intuição e transcendência), formam a tríade espiritual superior, em que predominam as funções espirituais responsáveis pela elevação do espírito encarnado, conectando-o com a vida maior.
O quarto chakra, o do amor, é a ponte entre as tríades fisiológica e espiritual superior. Ele catalisa as energias dos outros chakras que, para estarem em equilíbrio, necessitam do amor do quarto chakra.
Percebamos que todos os desequilíbrios dos demais chakras acontecem pela ausência do amor. A energia da segurança, sem amor, produz a insegurança e a temeridade; o prazer, sem amor, gera o sensualismo ou o puritanismo; o poder, sem amor, gera a onipotência, a prepotência e a impotência; o conhecimento, sem amor, produz o abuso, a sonegação e o não uso; a intuição, sem amor, gera o misticismo ou sonegação espiritual; a transcendência, sem amor, possibilita as aberrações medianímicas e o bloqueio de faculdades sublimes.
O amor, portanto, é o elemento gerador e catalisador de energias, que vai permitir o funcionamento equilibrado dos chakras e, conseqüentemente, de todo o organismo físico.
A expressão e o objetivo principal do chakra cardíaco é o "amor incondicional", a compaixão e a ativa demonstração da consciência cristã.
Quando aprendemos a desenvolver e a manifestar os aspectos espirituais superiores do chakra cardíaco, torna-se mais exeqüível, para nós, promovermos a transmutação das doenças a partir das energias doces e equilibradoras que recebemos de Deus pelo sétimo chakra, e que são distribuídas, amplamente pelo chakra do amor. 

EXERCíCIO VIVENCIAL: - OS CHAKRAS E O PSIQUISMO  

1. Coloque uma música suave e relaxante, feche os olhos e busque relaxar todo o seu corpo da cabeça aos pés. Para facilitar o relaxamento você pode contrair a musculatura da face e membros superiores e relaxar por três vezes.

2. Agora reflita sobre o funcionamento dos seus chakras e sobre o que eles representam para você?

3. Pense no primeiro chakra, responsável pela sua segurança. Reflita como tem sido a sua segurança interior. Como você tem se afirmado no mundo em que vive, na sua relação com as pessoas? Qual o seu grau de insegurança? Ela existe em você ou está bem controlada pela atividade equilibrada deste chakra? Qual o seu grau de temeridade, de imprudência e inconseqüência, colocando em risco a própria vida? Analise qual o seu grau de equilíbrio com relação a este chakra. Que atitudes precisam ser mudadas para alcançar este equilíbrio?

4. Agora pense no segundo chakra, responsável pelo prazer. Reflita como tem sido a sua relação com o prazer? Como você tem obtido prazer em sua vida? Que tipo de ações você tem efetuado na busca de prazer? Você tem desprezado o prazer, ou cultivado o sensualismo, abusando dele? Você tem sentido o prazer de viver, de se afirmar no mundo? Analise qual o seu grau de equilíbrio com relação a este chakra. Que atitudes precisam ser mudadas para alcançar este equilíbrio?

5. Agora pense no terceiro chakra, responsável pelo poder.
Reflita como tem sido a sua relação com o poder?
Você tem feito um movimento de controlar a tudo e a todos, vivenciando a onipotência e a prepotência, ou tem um sentimento de impotência no qual se sente incapaz de escolher os rumos da própria vida e de ser feliz? Você tem se sentido capaz de conduzir a própria vida? Analise qual o seu grau de equilíbrio com relação a este chakra. Que atitudes precisam ser mudadas para alcançar este equilíbrio?

6. Agora pense no quarto chakra, responsável pelo amor.
Reflita como tem sido a sua relação com o amor. Você tem um sentimento de indiferença em relação a sua vida e a vida dos outros, ou sente apego às pessoas do seu relacionamento? Como tem sido o seu movimento de dar e receber amor? Analise qual o seu grau de equilíbrio com relação a este chakra. Que atitudes precisam ser mudadas para alcançar este equilíbrio?

7. Agora pense no quinto chakra, responsável pelo conhecimento. Reflita como tem sido a sua relação com o conhecimento. Você tem feito um movimento de sonegar o conhecimento que possui, tem se negado a buscar conhecimento, ou tem utilizado o conhecimento para submeter e prejudicar as pessoas? Você tem manifestado o seu conhecimento através da comunicação, compartilhando-o com as pessoas de sua relação? Como você tem buscado o autoconhecimento? Como você tem exercido a sua vontade? Analise qual o seu grau de equilíbrio com relação a este chakra. Que atitudes precisam ser mudadas para alcançar este equilíbrio?

8. Agora pense no sexto chakra, responsável pela inspiração e intuição. Reflita como tem sido a sua relação com a inspiração e a intuição. Você tem feito um movimento de desprezar as inspirações que lhe acontecem, ou tem assumido uma postura mística de hipervalorizar essa capacidade? Você tem buscado a inspiração em você mesmo, em essência, e nos seres espirituais que o assistem? Analise qual o seu grau de equilíbrio com relação a este chakra. Que atitudes precisam ser mudadas para alcançar este equilíbrio?

9. Agora pense no sétimo chakra, responsável pela transcendência. Reflita como tem sido a sua relação com a transcendência. Você tem feito um movimento de medo em relação às questões transcendentes da vida? Tem desprezado as manifestações psíquicas? Ou tem abusado delas? Você tem buscado o aprimoramento e o desenvolvimento de suas funções psíquicas? Analise qual o seu grau de equilíbrio com relação a este chakra. Que atitudes precisam ser mudadas para alcançar este equilíbrio?

10. Anote as suas respostas.

Alírio de Cerqueira Filho

domingo, 24 de abril de 2011

O Processo Saúde-Doença

As doenças são resultado de um distanciamento de nossa Essência Divina e, conseqüentemente, de Deus, constituindo-se, portanto, num benefício cujo objetivo é nos convidar a retornar à comunhão essencial e com Deus.

A nossa destinação não é a doença, mas a saúde condição natural da vida -, bastando, para isso, desenvolver uma postura proativa frente à vida, na qual buscamos corrigir os nossos erros, fruto da prática do desamor e do pseudo-amor, a partir de um movimento amoroso diante da vida.
A visão atual da doença é ainda bastante materialista, por isso os meios empregados pela medicina e demais ciências da saúde têm, como base, esse paradigma.
As ciências da saúde atuais buscam combater a doença com métodos materialistas, por entender que a sua causa está localizada no corpo físico, inclusive no caso das doenças mentais.

Ora, como a causa primária das doenças não é física, mas espiritual, os métodos desenvolvidos se mostram apenas paliativos, diminuindo os sintomas da doença, mas sem resultar em sua cura real.
Sem sombra de dúvidas esses métodos são bastante benéficos, devido ao estágio em que se encontra a criatura humana, e fazem parte da programação divina de evolução do nosso planeta.
No entanto, ao mesmo tempo em que produzem um bem, pelos avanços tecnológicos disponíveis - tanto para diagnóstico, quanto para tratamento das doenças que hoje são utilizados pela medicina e demais ciências da saúde -, os pressupostos materialistas têm aumentado, paradoxalmente, o poder da doença por desviar a atenção, tanto dos profissionais de saúde, quanto dos pacientes, da verdadeira causa das enfermidades.
Por isso as doenças, ao invés de recrudescerem, estão se ampliando - especialmente as de ordem mental -, por não terem as suas verdadeiras causas abordadas, gerando por parte de muitos pacientes, bem como dos profissionais que os atendem, uma desesperança quanto as reais possibilidades de tratamento, resultando num enorme complexo de doenças e medo, num círculo vicioso que somente as amplia, distanciando as pessoas da saúde, mesmo quando os seus males são aliviados.

É inegável que sempre existe uma causa material para as doenças. Atualmente as ciências da saúde estão se voltando para os genes, buscando nos cromossomos as possíveis causas genéticas para elas. As pesquisas realizadas por essas ciências têm demonstrado que muitas doenças são resultado de alterações nos genes. E isso é verdadeiro, inclusive acreditamos que as doenças que ainda não tiveram suas causas genéticas comprovadas, o serão um dia.
O problema que se cria, nessa questão, não é o de buscar uma causa genética para as doenças. Isso faz parte da evolução da ciência que, com certeza, encontrará maneiras de minimizar os problemas genéticos atuando nos próprios cromossomos, de modo a corrigir possíveis alterações.
A questão que se torna um problema é que, para a ciência materialista, a causa da doença está na alteração dos genes. Na verdade, em uma visão profunda, espiritual, a alteração genética é efeito e não causa, residente no psiquismo do espírito, que imprime nos genes a tendência a doença, que ele traz ínsita em si mesmo ao reencarnar.
Uma outra linha de pesquisa de caráter materialista, que acontece nas neurociências, é tentar provar que as doenças psíquicas são causadas por alteraçôes cerebrais, seja pela diminuição ou aumento de neurotransmissores, seja em alterações das células cerebrais, como por exemplo, na depressão, que seria causada por alterações no metabolismo de neurotransmissores, a noradrenalina e a serotonina.
Na verdade, novamente toma-se o efeito pela causa.

É inegável que nas doenças psíquicas, especialmente nos transtornos psicóticos, devem existir alterações das células cerebrais. Ocorre, também, uma flutuação nos níveis de neurotransmissores secretados, resultando em seu aumento ou diminuição - dependendo do tipo da doença - e que há uma relação direta das doenças mentais com essas alterações, como as neurociências têm demonstrado. As que ainda não foram demonstradas ainda o serão, com certeza, mas elas são efeito e não causa das doenças, que se encontram no psiquismo do espírito doente, que irão gerar tanto as alterações genéticas, quanto as cerebrais, ante a concepção e a embriogênese.
Portanto, por ser de causa eminentemente espiritual, a doença jamais será erradicada por meios materiais, mas nos esforços espirituais, que deverão ser desenvolvidos para curar e, principalmente, prevenir as doenças a partir do desenvolvimento da saúde espiritual.
As causas verdadeiras são espirituais. São tendências que surgem no espírito, fruto das escolhas equivocadas, trilhando pelo caminho do desamor e do pseudo-amor, que fez em seu passado, tanto na atual encarnação quanto em outras existências.
Essas escolhas vão gerar uma tendência às doenças psíquicas, ou psicossomáticas - que serão impressas nos genes que se manifestarão no respectivo órgão que a pessoa lesou devido a isso, especialmente em outras reencarnações.

A intensidade da doença a se manifestar vai depender do livre-arbítrio da pessoa que a traz gravada no espírito e que poderá desenvolver de forma suave, moderada ou severa, ou até transmutar totalmente pelos atos de amor, fazendo com que essa doença não se manifeste no corpo, permanecendo apenas sua matriz nos genes, como já tem demonstrado a ciência.
Todo esforço que tenha como destinação somente o corpo, pode apenas reparar superficialmente um problema e, dessa forma, não acontece propriamente uma cura, pois a sua causa profunda ainda continua em atividade e pode, a qualquer momento, manifestar novamente sua presença, da mesma forma que a anterior, ou assumindo outra condição de doença.
O fato é que, muitas vezes nesses casos, a aparente recuperação se torna até prejudicial, pois oculta do paciente a verdadeira causa do seu problema e, pela satisfação que ele experimenta com essa falsa recuperação da saúde, na maioria das vezes o fator real, por continuar ignorado, termina por fortalecer-se, ampliando o seu nível de doença, que irá se manifestar mais tarde.
Para entender o processo de saúde e doença devemos compreender que o Ser Humano traz corpos com diferentes níveis de energias que estarão mais, ou menos, condensadas.
Em uma visão energética o Ser Humano é composto por 3 realidades: Essencial, Intermediária e Física.
A realidade essencial ou causal exprime a Essência Divina que todos nós somos. É o nosso lado luz. Tem propriedades específicas que compõem sua natureza, entre elas energia elétrica e magnética em estado essencial.
O Ser Essencial ou Causal é pura energia eletromagnética que constitui o que poderíamos chamar de corpo Causal. Tem uma forma humana, mas que é pura energia, sem delimitações.
É o Espírito em sua essência, cujas energias, ao serem bloqueadas pelos atos de desamor, geram as doenças, como já vimos.

A realidade intermediária compõe o corpo fluídico do espírito, ou Perispírito.
Tem características semimateriais, etéreas, sendo, ao mesmo tempo, constituído de energia eletromagnética e matéria em estado etéreo, pois é o intermediário entre o Espírito - em sua essência - e o Corpo, por isso tem características semelhantes aos dois, energética e material.
É composto de várias camadas. Quanto mais próximo do Espírito mais etéreo é o Perispírito, quanto mais próximo do Corpo, mais se torna materializado. Nas camadas próximas ao Corpo e no próprio Corpo reside, energeticamente, aquilo que psicologicamente chamamos Ego na abordagem psicológica transpessoal, cuja estrutura apresentamos no capítulo anterior.
Ele é o instrumento, o meio que recebe as energias originadas no Corpo Causal, que, quando estão bloqueadas, com maior ou menor intensidade, pelos atos de desamor praticados pelo indivíduo, irão gerar alterações energéticas perispirituais que culminarão com as doenças no Corpo Físico. 

Traz em si os sete chakras principais, centros de força que são os responsáveis pela distribuição e transformação dos influxos energéticos essenciais, conforme detalharemos mais adiante.
A realidade física constitui o nosso Corpo Físico. É a forma mais "condensada", onde a matéria se encontra colapsada.
O intercâmbio entre a realidade física e a realidade essencial ou causal, que lhe dá origem, é realizado pelos cinco sentidos sensoriais que estarão imprimindo as suas sensações no corpo intermediário, para repercutir na realidade essencial. Por sua vez, tudo o que acontece na realidade essencial, repercute no Corpo através do Corpo Perispiritual.
Em síntese, o corpo físico é apenas uma expressão do Ser Essencial, tendo um corpo fluídico como intermediário.

É importante lembrar que esta separação é apenas didática, pois é impossível delimitar onde termina o Espírito e começa o Perispírito, e onde este termina e começa o Corpo, Na verdade, no encarnado não há uma delimitação definida. Há uma interpenetração e a delimitação que fazemos é para compreender a existência desses três níveis de energia.
As doenças são resultado do uso inadequado das energias geradas pelos equívocos causados por ignorância ou rebeldia do ser, em relação à vida e a sua finalidade.
Todas as vezes que agimos contrariamente às Leis Divinas do Amor por ignorância ou rebeldia temos, como conseqüência, um bloqueio energético do Ser Essencial. Como é este que nos fornece a energia que nos mantém a vida, ao ser bloqueado, o resultado será um desequilíbrio energético do Corpo Fluídico que, por sua vez, produz no corpo Físico a interferência de que é alvo, através da doença mental e física.
Então, tomando-se como base o exposto, as doenças tem, desse modo, um caráter positivo, pois demonstram ao indivíduo os equívocos a que ele está se lançando, ou que já se tenha lançado.
As doenças são mecanismos de alerta para que a pessoa possa perceber quais os fatores espirituais, psíquicos e emocionais, estão originando esse desequilíbrio energético, convidando o indivíduo a transmutar essas deficiências pelo exercício do amor, fato que resulta num retorno ao equilíbrio e, conseqüentemente, à saúde.
A doença, portanto, realiza um papel de estimuladora no processo evolutivo do ser humano, pois tem função disciplinadora e reguladora, trazendo o indivíduo ao equilíbrio, quando este dele se afasta. Ao ficar doente a pessoa sente vontade de recuperar a saúde e com isso é convidada pelos mecanismos criados por Deus, a buscar equilibrio a sua conduta para se libertar da doença.
A grande dificuldade que se apresenta é querer se libertar da doença por processos exclusivamente materiais, tais como remédios, cirurgias, etc. Isso é impossível, pois somente obteremos um alívio da doença, mas a criatura que assim procede continuará doente. Esses métodos devem ser utilizados como coadjuvantes no tratamento, gerado pelo declínio das cognições e emoções negativas, com a sua conseqüente transformação, como veremos adiante.

As doenças são, portanto, resultado do uso inadequado das energias que compõem o Ser. Então, o que temos na situação de doenças, em última análise, seria um desequilíbrio energético.
Esse desequilíbrio é resultado do choque de energias entre o psiquismo e o corpo físico, em virtude do estado em que vive, momentaneamente, o Ser.
Em uma visão espiritual profunda, a doença e o seu conseqüente tratamento, acontecem em três níveis: 

Somático - doenças que se manifestam no corpo físico a nível físico é o último estágio da doença, pois, como a sua causa é espiritual e energética, o corpo, por ser a forma mais condensada de energia, é o último a receber os impactos que são originados no Espírito.
Qualquer tratamento que buscar tratar apenas o corrpo físico resultar-se-á superficial, pois estará buscando curar os efeitos e não a causa do problema. Essa é área de atuação da medicina tradicional ocidental com os tratamentos com medicamentos alopáticos, cirurgias e outras práticas que vão atuar exclusivamente no corpo físico. Como são tratados os efeitos superficiais, o resultado é apenas um paliativo que estará aliviando a doença, pois a sua causa profunda não está sendo tratada.
Fluídico - doenças energéticas que se manifestam no corpo fluídico do espírito, o perispírito. Esse é o nível inntermediário da doença.
O perispírito é semimaterial, constituindo-se no corpo fluídico modelador do próprio corpo físico.
O corpo fluídico possui todos os órgãos que terão seus correspondentes no corpo físico, além dos chakras centros de força que só existem no corpo fluídico, cujos correspondentes são os plexos nervosos -, interligados por redes nervosas com o seu correspondente fluídico, por todo o corpo.
O corpo fluídico é uma rede de energias semicondensadas bastante delicadas, que se manifestam no corpo físico. Por exemplo, os pontos localizados na pele que são utilizados pelos acupunturistas para tratar as doenças, são considerados microchakras, interligados com os chakras principais por canais energéticos que a medicina tradicional chinesa chama de meridianos.
Como é no corpo fluídico que os órgãos são modelados, qualquer deficiência nele manifestar-se-á no corpo físico. Por exemplo, uma pessoa que, em sua última existência, se submeteu ao vício do alcoolismo e terminou desencarnando de uma cirrose hepática. Devido a esse ato de desamor por si mesma, somado à intoxicação causada pelo álcool, acontecerão danos, não apenas no fígado existente no corpo físico, mas, também, no seu correspondente no perispírito, que pela natureza semimaterial é ainda mais sensível do que o corpo físico.
Após a morte daquele corpo físico, a doença continuará no corpo fluídico, pois a morte não transforma a Vida de ninguém. Levamos no nosso corpo fluídico perispiritual todas as lesões que geramos nele.

Numa próxima existência, como o corpo fluídico está danificado, não será possível a formação de um fígado normal no novo corpo físico, que trará todo um estado de fragilidade que poderá, ou não, resultar em doenças hepáticas graves, dependendo do livre-arbítrio do indivíduo.
Por exemplo, quando essa pessoa tomar alguma bebida alcoólica, mesmo em pequenas quantidades, terá uma disfunção hepática, convidando-a à abstinência. Mas se ela se torna rebelde às advertências que a disfunção hepática lhe proporciona, e mesmo assim continua bebendo, devido ao vício que carrega psiquicamente, estará desenvolvendo, mais uma vez, doenças hepáticas ainda mais graves - como um câncer -, sendo convidada pela dor, mais uma vez, a valorizar o amor.
São os mecanismos expiacionais se manifestando, sendo agravados pelo livre-arbítrio da própria pessoa.
Os tratamentos que acontecem neste nível já estarão tratando a doença de uma forma mais profunda, pois buscam alcançar as suas causas energéticas, mas, ainda assim, estão trabalhando os seus efeitos energéticos no corpo fluídico, e não a sua causa profunda, que se encontra no espírito.
Esta é a área de atuação da medicina homeopática, da medicina tradicional chinesa e da acupuntura, dos florais de Bach, dos passes magnéticos, das psicoterapias em geral que trabalham as emoções e o comportamento humano e outras práticas terapêuticas que vão atuar, não apenas no corpo físico, mas, também, nas energias do corpo fluídico e nas emoções que geram as suas alterações.
Como aqui já são tratados os efeitos intermediários, o resultado curativo é mais profundo, proporcionando um alívio mais duradouro da doença, mas ainda não podemos falar de cura real, pois, ainda, a sua causa profunda não está sendo tratada.
Espiritual - nível mais profundo da doença que é causada pelo distanciamento do espírito da própria espiritualidade e religiosidade, como vimos nos capítulos anteriores.
Esse distanciamento é gerado por ignorância ou rebeldia, que é a intensificação da ignorância. Isso faz com que o indivíduo entre num conflito existencial muito profundo que bloqueia as energias em si mesmo, pois interrompe, ou obstaculiza, o fluxo da Energia de Vida que provém de Deus para todas as Suas criaturas.
Sem essas energias, ou com a sua diminuição bloqueamos, mais ou menos intensamente, as energias do corpo Causal, que interromperá ou diminuirá a vitalização do corpo fluídico, que por sua vez repercute no corpo físico, proporcionando doenças mentais e físicas as mais variadas, dependendo das matrizes que a criatura traz em si mesma.
Os tratamentos que acontecem neste nível estarão, verdadeiramente, tratando a doença, pois buscam alcançar as suas Causas mais profundas. Somente neste nível podemos falar de cura real, espiritual e profunda.

Esta é a área de atuação da psicoterapia profunda de caráter transpessoal, da preceterapia, da evangelhoterapia, meditação, da terapia da fé, do perdão e outras práticas espirituais, conforme veremos adiante, que auxiliam na transformação do espírito para melhor.
Mas, mesmo esses tratamentos poderão apenas estimular o indivíduo a se curar, pois a cura no nível espiritual acontece apenas de dentro para fora, sendo resultado de uma transformação interior para melhor, na qual a criatura busca intensificar o seu encontro consigo mesma em essência, e sua comunhão com o Criador da Vida.
Neste nível o tratamento dar-se-á através de um movimento de autocura, no qual a pessoa estará fazendo exercício para sentir que ela faz parte da Criação Divina, sentir-se uma criatura divina. É necessário sentir a Natureza em si mesma. Ao realizar exercícios nesse sentido, imediatamente irá sentir o Fluxo do Amor Divino em si, que a vitaliza plenamente. Essa Energia Vitalizadora estava o tempo todo disponível, mas ao se desconectar com a própria essência, ela se desliga da Fonte de Amor, Deus, nosso Pai.
É claro que esse fluxo não acabará com a doença que já produzimos em nós, mas estará desenvolvendo a saúde, que irá, gradativamente, transmutando a doença e isso vai acontecer ao longo do tempo. A doença, dependendo da sua intensidade pode até permanecer, mas a pessoa, apesar dela, estará mais saudável, pois a estará utilizando como instrumento para alcançar a saúde do espírito.
Portanto, para se obter a saúde espiritual é preciso alcançar o equilíbrio e a harmonia. Para isso é necessário assumir as responsabilidades pelas próprias ações. É fundamental que a pessoa se estimule a uma vida mais amorosa, dando uma canalização adequada ao fluxo de energia que compõem o Ser.
Esse equilíbrio gerador da saúde espiritual é resultado do desenvolvimento de três movimentos interiores:
Autoconhecimento - buscar identificar, em si mesmo, as causas profundas das doenças e os mecanismos interiores de saúde espiritual;
Autodomínio - dominar, em si mesmo, as causas profundas das doenças e os mecanismos interiores de saúde espiritual;
Autotransformação - buscar transformar as causas profundas das doenças, desenvolvendo os instrumentos de saúde e cura espiritual.
O primeiro passo é o auto conhecimento que proporciona ao indivíduo a percepção das causas das doenças que necessitam ser transmutadas em si mesmo, resultando num processo de conscientização que irá gerar o autodomínio, resultante de uma consciência lúcida que sabe o que quer e para onde ruma. Tudo isto culminará na autotransformação geradora da verdadeira saúde que é a espiritual, isto é, do Ser Essencial harmonizado, pleno e feliz.

EXERCíCIO VIVENCIAL: REFLETINDO SOBRE O MEU ESTADO DE SAÚDE

1. Coloque uma música suave e relaxante, feche os olhos e busque relaxar todo o seu corpo da cabeça aos pés. Para facilitar o relaxamento você pode contrair a musculatura da face e membros superiores e relaxar por três vezes.

2. Agora reflita sobre a forma como você encara a doença em sua vida. Como você se comporta diante dos sintomas da doença? Você os recebe como um estorvo em sua vida, ou como uma advertência de que algo não vai bem com você?

3. Como você busca superar as doenças que se manifestam em sua mente e no seu corpo? Exclusivamente com paliativos, ou busca refletir sobre as suas causas profundas e emprega meios de desenvolver os valores para transmutá-las, além dos recursos usuais que as ciências de saúde dispõem?

4. Que ações você pode implementar para desenvolver uma postura de maior saúde?

5. Anote as suas respostas.

Alírio de Cerqueira Filho

sábado, 16 de abril de 2011

O Processo de Identificação

O PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO COM O EGO NA GÊNESE DA DOENÇA E A IDENTIFICAÇÃO COM O SER ESSENCIAL NO DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE.

QUEM SOU EU?

Esta indagação, provavelmente uma vez ou outra, já passou pela sua mente e é uma das questões que os Seres Humanos vêm se perguntando desde o alvorecer da civilização e permanece, até hoje, como uma das lacunas a serem preenchidas.
Examinemos o processo que ocorre quando uma pessoa se questiona; "Quem sou eu?", "Qual é o meu verdadeiro eu?"
Percebe-se que a maioria das pessoas, ao tentar responder a pergunta "Quem sou eu?", fica atônita devido à enorme dificuldade em respondê-la. Poderíamos questionar: por que tanta dificuldade em tomar contato com quem nós, realmente, somos?
Essa dificuldade reside no fato de que raramente buscarmos a essência do que somos. Geralmente, quando respondemos a esta questão, nos defrontamos com a nossa autoimagem, com a concepção que temos de nós mesmos.
De certo modo costumamos descrever nosso ser com os nossos referenciais internos e externos, como nós pensamos e acreditamos que somos, incluindo, em nossa descrição, todos os pontos que achamos serem fundamentais para a nossa identidade. Uma pessoa pode, por exemplo, pensar: "Sou uma pessoa valorosa, sou amiga, mas às vezes sou crítica; sou uma boa mãe, mas às vezes sou autoriitária, sou psicôloga, gosto de ler e de assistir filmes" etc. " Enfim, poderíamos nos estender numa lista interminável de sentimentos e pensamentos que essa pessoa tem sobre SI mesma.
Mas será que somos isso mesmo? Será que essa descrição retrata fielmente aquilo que somos? Essa dificuldaade em tomar contato com a nossa identidade resulta do fato de sermos educados de modo a não tomar conhecimento de nosso verdadeiro eu.
Vivemos em uma sociedade que privilegia aquilo que é impermanente, em detrimento daquilo que é permanente. Assim, ao buscar responder a pergunta" Quem sou eu" - que deveria nos remeter àquilo que somos essencialmente, isto é, ao que é permanente -, a maioria responde sobre o seu estado atual, o que faz, o que gosta, o que tem, tudo o que é impermanente, menos aquilo que a pessoa é em sua essência.
Com isso a pessoa confunde o ser, com o estar, fazer ter, gostar, etc ... Em outras palavras, confunde o Ser com a auto-imagem, com o próprio ego. Ela toma contato com os seus aspectos transitórios, o que está fora dela ou com os sentimentos próprios do ego e não com o permanente, essencial, que se encontra em si mesma, em essência.
A impermanência significa aquilo que é mutável, transitório. Então, quando alguém ao responder a pergunta: "Quem sou eu", diz que é uma pessoa que gosta muito disso ou daquilo, que é uma pessoa que tem essa ou aquela profissão, que é mãe ou pai, que é solteiro ou casado, faz isto ou aquilo, que tem este ou aquele defeito, etc., não está, realmente, respondendo ao questionamento sobre quem ela é.
Todas as respostas dadas anteriormente são impermanentes, isto é, elas remontam às questôes transitórias, passageiras e mutáveis da pessoa. Tudo que nós temos, fazemos, gostamos, estamos, muda com o tempo. O que eu tenho hoje, amanhã posso não ter; o que eu gosto hoje eu não gostava há algum tempo.
A questão quem sou eu, nos remete àquilo que é permanente em nós, o nosso SER. Podemos resumir o que vimos até agora, através do seguinte esquema:
PERMANENTE IMPERMANENTE
| |
SER TER, ESTAR, FAZER
GOSTAR, FICAR, ETC...

A maior dificuldade que encontramos na busca do autoconhecimento é a confusão que se estabelece entre o Ser que somos e o ego que temos. Comumente confundimos quem realmente somos com a nossa auto-imagem, num movimento ilusório de acharmos que somos o ego.
Em uma abordagem psicológica transpessoal, o ego é uma estrutura transitória de nossa psique, que deve ser transcendido, para se buscar aquilo que é permanente, o Essencial em nós mesmos. Como dizem os psicólogos orientais: o ego é aquele que não é, pois é transitório.
Podemos atestar, dentro de uma visão transpessoal, que o ego não existe como uma entidade em nossa psique. Este conceito de ego, como uma entidade separada a ser fortalecida, é fruto do materialismo que predomina nas diferentes abordagens psicológicas ocidentais.
O ego, na abordagem transpessoal, representa uma parte do todo que forma a nossa psique, no qual os valores essenciais estão ausentes, dando origem aos sentimentos egóicos como orgulho, vaidade, egoísmo, etc.
Por exemplo, analisemos esta tríade: orgulho, egoísmo e ansiedade. Estes sentimentos são apenas nomenclaturas para que identifiquemos a ausência de valores essenciais.
Eles não são reais. Não podemos dizer que eles não existem, mas não são reais, no sentido de que o real é o permanente, é o essencial. Eles são ausência.
Dentro do conceito da impermanência, por mais que haja orgulho, egoísmo e ansiedade em nós, de um ponto de vista transcendente, ao seu tempo todos vamos nos libertar de tudo isso, apesar de que, na visão não energética, ela se torna real naquele momento, gerando a densificação do ego.
Mas, ao longo do tempo, ele tende a desaparecer, porque o ego é aquele que não é. Todos estes sentimentos egóicos não são; estão, porque são ausência do exercício dos valores essenciais que somos.
O que queremos colocar é essa questão da ausência, do não ser, mas estar. O estado é impermanente, transitório. O orgulho é a ausência do valor de ser humilde. O egoísmo é a ausência de altruísmo. A ansiedade é ausência de serenidade. Quando estamos fixados, tímidos, no exercício do ser, estamos vivendo o irreal do não-ser.
O ego é apenas o não-movimento do Ser Essencial.
Quando o Ser Essencial não age, o ego que não é: se situa.
Utilizemos, agora, uma linguagem metafórica para facilitar ainda mais o entendimento:
Suponhamos que o nosso Ser fosse uma mão com 5 dedos. Cada um com uma função. Mas apenas 4 dedos a exercitam. O polegar não. Ele é menos dedo do que os outros? Ele é coisa diferente da mão? Não. Ele continua sendo parte, apenas não exerce a sua função. Ele apenas não faz o que é preciso.
Então o que acontece: quando a energia fluir para os dedos, no polegar ela não fluirá. Então, cria-se um hábito da energia ali não fluir. Só que, quando os 4 dedos passam a perceber que alguma coisa está não, há um movimento, porque tudo na natureza é solidário. Eles são impulsionados ao sim porque tem um dedo que está não.
Quando todos tomam contato de que o polegar está não, começam os exercícios para que ele fique sim, que ele cumpra a sua função e a energia flua. Até que ele fique sim. Enquanto ele está, não, é ego, depois que ficar sim, passa a ser essência. Porque era o tempo todo essência, mas era essência não.
Vamos nominar cada dedo com um valor essencial: indulgência, benevolência, caridade, fraternidade e humildade. Cada dedo existe para exercitar a sua função. Quando o polegar está não, quando não há o exercício da humildade, o não que se cria aqui chamamos de orgulho, porque o orgulho é um não-valor.
Ele não é real, porque o real nunca acaba. A partir do momento em que começamos a exercitar a humildade, o orgulho começa a desaparecer, pois se torna sim, o valor real. É claro que essa transmutação vai acontecer aos poucos, gradativamente, no processo de evolução do ser.
Podemos, então, sintetizar dizendo que: o autoconhecimento é o movimento de discernir, buscando perceber, em nós, os sentimentos egóicos, tratando-os como emoções transitórias, possíveis de ser controladas e transmutadas através do desenvolvimento dos sentimentos permanentes, originados no Ser Essencial que somos.
Quando utilizamos o discernimento, refletindo sobre as nossas emoções, o autodomínio torna-se uma tarefa possível de ser realizada. Lamentavelmente, a maioria das pessoas, ao invés de controlar as emoções egóicas evidentes, se identifica com elas, dando-lhes vasão, ou tenta reprimi-las e bloqueá-las, criando as máscaras do ego, processo de fuga da realidade que apenas retarda o encontro com o ser essencial que somos, como vimos na Parábola dos Dois Irmãos.
O descontrole emocional origina-se dos sentimentos egóicos evidentes, provenientes da energia de desamor que ainda nos caracteriza. Essa energia dá origem a sentimentos, tais como: ódio, raiva, ressentimento, mágoa, orgulho, vaidade, egoísmo, egocentrismo, tristeza, violência, crueldade, angústia, ansiedade, medo, revolta, astúcia, etc.
Quando entramos em contato com estes sentimentos, é comum nos identificarmos com eles, isto é, vivenciarmos intensamente esses sentimentos, resultando em um bloqueio dos fulcros energéticos do Ser Essencial, causando uma densificação do ego, isto é, um estado de congestionamento do ego, como se ele ficasse inflamado.
Como ainda trazemos, em nós, tendências emocionais negativas, devido à nossa ignorância, é mais comum darmos vasão aos sentimentos egóicos evidentes - como os colocados acima -, produzindo, no ego, uma intensificação de energias desequilibradas.
A densificação do ego produzirá no perispírito e no corpo físico um congestionamento, ou inibição das energias que os mantêm, fato que produzirá na pessoa que está se identificando com os sentimentos negativos mal-estar, desconforto, desarmonia, desequilíbrio, doenças físicas, mentais.
Isso acontece porque o ego está localizado, energetlcamente, no corpo físico e nas primeiras camadas do corpo fluídico ou perispírito, intermediário entre o corpo físico e o Ser Essencial.
Exemplificando: um indivíduo que nutre, durante a vida inteira, um sentimento de ressentimento e ódio por uma pessoa que o magoou (identificação com os sentimentos egóicos), produz uma densificação do ego, e, conseqüentemente, um bloqueio das energias do Ser Essencial, tornando o corpo perispiritual mais "pesado", "inchado", peso que irá repercutir no corpo físico e na mente.
Esse conflito interno pode gerar um bombardeio energético das células do corpo, resultando em doenças físicas como o câncer, a artrite reumatóide, o lúpus sistêmico, etc., ou um desequilíbrio psíquico, gerando doenças emocionais como a ansiedade, a sÍndrome do pânico, a depressão, de ou ainda, como é mais comum, tanto problemas físicos, quanto psíquicos.
Outra forma que usamos para lidar com os sentimentos egóicos é negando, reprimindo, bloqueando, fugindo deles, fato que gera os sentimentos egóicos mascarados, frutos do pseudo-amor, que são disfarces (máscaras) dos sentimentos egóicos negativos, originados do desamor.
Para tentar se libertar dos conflitos, a pessoa desenvolve, consciente ou subconscientemente, sentimentos aparentemente positivos que, em longo prazo, vão gerar conflitos ainda maiores. Por exemplo: autopiedade, euforia, perfeccionismo, puritanismo, martirização, ete. Isto resulta em uma pseudo-harmonia, pseudo-saúde, pseudofelicidade, pseudoconforto, etc.
Exemplificando: uma pessoa educada segundo padrões morais muito rígidos (puritanismo e perfeccionismo), torna-se muito exigente consigo mesma, e com os outros, no sentido de não permitir o erro em hipótese alguma (repressão dos sentimentos egóicos).
A pessoa, em conseqüência, julga-se muito pura (criação das máscaras), vitalizando, de forma muito intensa, a máscara do puritanismo e do perfeccionismo, apesar de, muitas vezes, tomar contato com sentimentos negativos que são prontamente reprimidos.
Como esse sentimento de pureza é falso ocorre, apenas, uma falsa sensação de harmonia e saúde, havendo o mesmo bloqueio do Ser Essencial e a densificação do ego vistos anteriormente, acrescentando, a isso, a vitalização das máscaras, que se tornam mais rígidas.
Tomando como base esse exemplo - em relação ao indivíduo que se magoou, devido a uma atitude de outra pessoa -, essa pessoa irá reprimir a mágoa, o ressentimennto e o ódio que sente, dizendo, por exemplo, que é superior a isso; que o que o outro fez não a atinge; que ela é uma pessoa que precisa superar esses tipos de sentimento, etc. Volta e meia o ressentimento e o ódio dão sinais de que estão muito vivos, mas são prontamente reprimidos.
Quem observa as coisas na superficialidade pode, até, achar que isso é positivo, pois dizem que o indivíduo está tentando ser bom e que essa atitude é meritória. Mas, se analisarmos a questão mais profundamente, vamos perceber que, o fato de reprimir um sentimento, não nos liberta dele. Ao contrário, o sentimento fica ali, oculto, gerando a mesma densificação do ego que analisamos anteriormente, acrescida do disfarce da máscara.
Essa atitude é semelhante à pessoa que varre diariamente a sujeira da sala e a coloca em baixo do tapete. A sujeira está oculta, mas continua toda lá. Com o passar do tempo é tanta sujeira escondida, que se torna impossível utilizar o tapete, a não ser com uma limpeza geral. É o que acontece com o processo de mascaramento.
A única forma de nos libertarmos dos sentimentos egóicos é através da aceitação, desidentificação e transmutação deles e a identificação com os sentimentos do Ser Essencial, processo que denominamos de autodescobrimento e que é gerador do auto-encontro.
A aceitação é o movimento de amar o próprio ego, por mais paradoxal que pareça esta afirmação. Normalmente as pessoas têm uma postura de combater os sentimentos egóicos evidentes, voltando-se contra eles como se fossem inimigos a serem aniquilados.
Costuma-se dizer que precisamos combater a raiva, a violência, a ansiedade, etc. Este movimento de combate nos sentimentos egóicos é uma postura, também, de desamor. Ora, não se acaba com um sentimento negativo com outro sentimento negativo. É necessária uma outra energia - o amor - para poder transmutar esses sentimentos para nos libertarmos dos sentimentos negativos é preciso nos conciliar com eles.
No Evangelho de Jesus há uma recomendação, muito clara, para que busquemos a conciliação com os adversários que trazemos em nós. Vejamos o texto em Mateus, capítulo 5, vv. 25 e 26:
Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.
Jesus deixa claro que é necessário transformar, depressa, o adversário em amigo, para que ele não nos coloque na prisão. Quando não aceitamos os sentimentos negativos que trazemos - os nossos adversários internos -, ficamos aprisionados em nós mesmos, identificados com os sentimentos egóicos, vivenciando-os amplamente, ou reprimindo-os, vitalizando as máscaras do ego, sem liberdade para superar, verdadeiramente, a nossa insipiência. Somente os transformando em aliados, verdadeiros amigos, é que podemos evoluir. O ego é, apenas, ignorância a ser transformada, e não algo execrável a ser exterminado, ou mascarado.
Necessário ponderar que Jesus usa o termo depressa, pois, a decisão para se aceitar com defeitos e qualidades, é instantânea: ou ela acontece, ou é postergada indefinidamente pela própria escolha da criatura.
Quando a conciliação é adiada, nós mesmos nos julgamos e nos condenamos à prisão (culpa), entramos em conflito interno, e só poderemos sair dela, após o pagamento do último ceitil, isto é, após termos feito o esforço expiatório, voltando a perceber a pureza potencial que existe em nós, pois o ego, sendo ignorância, traz a pureza em forma latente O ego é a sombra que ainda não se fez em luz necessitando, apenas, ser iluminado e não rejeitado.
Todo esse conflito de não nos aceitarmos com os sentimentos egóicos negativos, tornando-os adversários, gera tormentos desnecessários, pois temos a possibilidade de transformá-los em amigos. Isso nos atrasa o processo evolutivo, porque ficamos na "prisão", estagnados, impedindo, a nós mesmos, de evoluir.
Essa postura de desamor pelo ego é semelhante ao movimento de se jogar álcool no fogo, para apagá-lo; ele ( líquido e incolor como a água, mas é comburente e somente vai alimentar mais o fogo). Para apagar o fogo precisamos de um líquido que amenize o fogo: a água.
Da mesma forma, precisamos amar o ego, isto, aceitá-lo como ele é, para poder aplacar a sua energia e conduzi-la adequadamente, como fazemos com o fogo que queremos apagar.
É importante analisar que os sentimentos do ego não são opositores de nós mesmos, em essência. São, apenas, sentimentos que surgem onde o amor se faz ausente, por isso, ao levar o amor essencial ao ego, estaremos dando o primeiro passo para nos libertarmos dos sentimentos egóicos, preparando-nos para a desidentificação e transmutação.
A desidentificação é uma conseqüência natural da aceitação. Faz-se necessário perceber e aceitar que temos sentimentos negativos a serem transformados, mas que não somos negativos em essência (desidentificação do ego).
A aceitação de que temos esses sentimentos negativos (desidentificação do ego) , mas que somos essencialmente bons, belos, amorosos (identificação com o Ser Essencial), nos libertará da culpa pelos equívocos que cometemos e, por meio da transmutação, possibilitará a nossa transformação interior para melhor, através do amor, liberando-nos de muitas amarras que impedem o nosso autodesenvolvimento, fazendo com que nos responsabilizemos pela construção de nossa felicidade e plenitude.
A transmutação dos sentimentos egóicos é realizada pela identificação com os sentimentos do Ser Essencial e, conseqüentemente, pela prática dos atos de amor por si mesmo, por outras pessoas, pelos animais, plantas, pela natureza, enfim, pelo cosmos. A identificação com a energia de amor irá potencializar o Ser Essencial, tendo como resultado a sutilização do Ego, propiciando a plenitude e felicidade, geradoras da Saúde Espiritual.
Analisemos o exemplo da pessoa magoada, colocada anteriormente, dentro da proposta de aceitar, desidentificar e transmutar os sentimentos negativos, ao invés de dar vasão, ou mascará-los.
Vejamos que é necessário ela aceitar que tem os sentimentos de ressentimento e ódio pela pessoa que foi instrumento para que ela se magoasse (aceitação dos sentimentos egóicos), mas que ela é muito mais do que esses sentimentos, que ela não é esse ódio e esse ressentimento (desidentificação dos sentimentos Egóicos), que ela é esssencialmente amorosa, capaz de perdoar (Identificação com o Ser Essencial).
A seguir vem a transmutação que ocorrerá pelo amor e perdão (potencialização do Ser Essencial e sutilização do ego). Isto poderá lhe trazer, além da paz interior, a cura de doenças como o câncer e outras, como têm demonstrado as pesquisas realizadas por inúmeros cientistas no mundo todo, especialmente as desenvolvidas pelos oncologistas americanos Drs. Carl Simonton e Bernie Siegel.
Se a pessoa optou por mascarar os sentimentos de mágoa, ódio e ressentimento, deverá, necessariamente, reconhecer as suas máscaras e, a partir daí, realizar a aceitação de que ela não é tão pura e perfeita quanto parece ou deseja, que existem sentimentos negativos escondidos atrás, daquelas máscaras, feridas a serem cicatrizadas e não escondidas (retirada das máscaras). E, a partir daí, seguir o mesmo caminho colocado anteriormente. 

A conclusão que chegamos é que, para se conquistar a saúde espiritual, é necessário o amor, o amor a nós mesmos, ao nosso próximo, à vida e a Deus. Todas as dificuldades por que passamos são termômetros da nossa capacidade de amar. Quando surgem as dificuldades na vida, em forma de doenças ou de obstáculos vários, se conseguirmos transmutá-los através da generosidade do amor, então, estaremos bem, podendo curar ou aliviar quaisquer doenças de ordem física ou mental, transporemos barreiras, alargando, assim, as nossas possibilidades.
Entretanto, se, ao contato com as dificuldades, esmorecemos e nos conectamos com as nossas negatividades egóicas - dando vasão a elas ou mascarando-as -, a situação da doença se agrava e adiamos a oportunidade de crescer, de ampliar nossas conquistas, tornando-nos espíritos saudáveis e felizes.

EXERCíCIOS VIVENCIAIS: QUEM SOU EU? 


1. Coloque uma música suave e relaxante, feche os olhos e busque relaxar todo o seu corpo da cabeça aos pés. Para facilitar o relaxamento você pode contrair a musculatura da face e membros superiores e relaxar por três vezes.

2. Agora faça, para si mesmo, a pergunta "QUEM SOU EU?", várias vezes, buscando perceber que respostas lhe vêm à mente.

3. Divida uma folha de papel em duas partes, colocando um traço no meio dela, no sentido longitudinal. Na parte esquerda da folha faça uma lista de todas as respostas que lhe vieram à mente, durante os minutos de meditação.

4. Classifique as suas anotações, colocando na coluna do lado direito, ao lado de cada resposta, se elas correspondem, realmente, à pergunta "Quem é você", aquilo que é permanente em você, ou se você respondeu aquilo que é impermanente ter, fazer, estar, gostar, ficar, etc.

RECONHECENDO OS SENTIMENTOS EGÓICOS EVIDENTES E MASCARADOS PARA CONCILIAR COM ELES E DESENVOLVER A SAÚDE ESPIRITUAL  

1. Coloque uma música suave e relaxante, feche os olhos e busque relaxar todo o seu corpo da cabeça aos pés. Para facilitar o relaxamento você pode contrair a musculatura da face e membros superiores e relaxar por três vezes.

2. Agora reflita sobre os seus sentimentos egóicos. Quais são os sentimentos egóicos evidentes que fazem parte da sua personalidade?

3. Agora reflita sobre as suas máscaras. Quais os mecanismos que, usualmente, se utiliza para mascarar os sentimentos egóicos? Que máscaras costuma usar? Que sentimentos egóicos estão escondidos atrás dessas máscaras? Como pode se conciliar com esses sentimentos e transformá-las em amigos para a sua evolução?

4. Agora reflita sobre os seus sentimentos essenciais.
Como você pode desenvolvê-los e utilizá-los para transmutar os sentimentos egóicos, de modo a obter a saúde espiritual?

5. Anote as suas respostas. 

Alírio de Cerqueira Filho