Pages

Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Simplicidade

O Discreto Charme da Simplicidade

O verdadeiro líder é uma das mais simples pessoas da equipe. Porque ele tem assegurada sua auto-estima, sua auto-confiança, sua paz interior e por isso não tem a menor necessidade de fazer alarde daquilo que o mundo corporativo chama de poder. 
Conta a parábola que um viajante procurou abrigar-se de uma tempestade numa casa que lhe pareceu a mais apresentável numa distante cidade do Oriente. Foi muito bem recebido pelo dono da casa, mas logo sentiu uma pontada de frustração ao perceber que a casa era inteiramente vazia: nenhum móvel, cadeira, mesa, nada. Sentado no chão, depois de descansar alguns minutos, nosso viajante não se conteve e comentou: 
- Agradeço muito sua hospitalidade, mas permita-me uma observação. Como o senhor consegue viver numa casa totalmente desguarnecida de móveis, quadros, eletrodomésticos – enfim, do conforto ao qual estamos todos habituados?
O anfitrião não pareceu aborrecer-se com a observação do viajante – apenas retrucou:
- Por acaso o senhor está trazendo consigo esses bens confortáveis que citou?
- Eu? Eu, não! Mas eu estou aqui de passagem!
Calmamente o anfitrião respondeu:
- Eu também, meu amigo, eu também. 
O que acho legal nessa parábola é a maneira simples e direta pela qual ela nos mostra a futilidade do apego aos símbolos materiais, tão comum na nossa sociedade atual, em que a aparência, a ostentação e os bens financeiros têm sido critérios de avaliação mais importantes que caráter, bondade, moral e educação – para citar apenas alguns exemplos.
A futilidade desse apego fica mais evidente na parábola quando somos levados a refletir que estamos todos aqui na Terra de passagem e nenhuma daquelas riquezas é aproveitável para além desta vida. 
A interpretação dessa analogia é óbvia: todo poder, por maior que seja e independente da sua natureza e forma, é efêmero e passageiro. Deslumbrar-se ou deixar-se embriagar pelas aparências ou pelos valores materiais das coisas é no mínimo mostrar indiferença aos valores realmente essenciais para a dignidade, a paz e a felicidade da raça humana nesta viagem transitória. 

Floriano Serra

1 comentários:

Claudine Netto disse...

Olá amigo Janilton.
Excelente postagem.
Estamos aqui de passagem e devemos dar para o próximo o que Deus nos ensina, que é o amor, a compaixão e a dignidade do bem estar.
Ser simples não é ter riquezas e sim
amor com todos os seres vivos.
Floriano Serra é um sábio.
Deus te abençõe.
Um grande abraço.