Pages

Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

domingo, 31 de julho de 2011

O Álcool

O álcool apresenta aspectos peculiares, em relação às demais drogas: enquanto as drogas anfetamínicas (agentes que excitam o sistema nervoso) têm o seu consumo regulado por lei (venda sob receita médica); outras tantas drogas, de mesmo efeito, são combatidas pela lei e são tidas como marginais (maconha, cocaína etc.)... O álcool, paradoxalmente, está ao alcance de qualquer cidadão, de modo absolutamente legal!
É inacreditável!

O governo, arrecadando enormes quantias em impostos, permite que empresas, nacionais e principalmente multinacionais, da mesma forma acumulem fortunas fabricando, distribuindo e vendendo bebidas alcoólicas.
Apenas um dado, para comprovar tal assertiva: As vendas de cerveja, no Brasil, chegaram em 1989 a 4,4 bilhões de litros. (Deve-se ressaltar que as bebidas são taxadas em 25% de impostos).
Fonte: Revista "EXAME" - Melhores e Maiores/1989.

A - OBTENÇÃO
Obtém-se o álcool através da fermentação de sumos de origem vegetal (uva, cana-de-açúcar), que contêm glicose.
Essa fermentação é provocada por fungos ou bactérias laprófitas (organismos vegetais que se alimentam de substância em decomposição oriunda de outro ser vivo).
Para se determinar o grau de concentração alcoólica de uma bebida, usa-se a Escala de Gay-Lussac "GL" (Físico e químico francês que descobriu a lei da dilatação dos gases -1778/1850).

B - DO CAMPO A MESA
Há todo um universo agrícola, industrial e comercial voltado para a produção de bebidas alcoólicas.
Para o consumidor final ingerir uma bebida, o produto passa por um processo que vai desde as lavouras de cana-de-açúcar, vinhedos etc., até a sua industrialização e distribuição. É penoso verificar que terras extremamente férteis, ao invés de alimentos, são utilizadas para obtenção de matéria prima para alegres venenos...

7.1 BEBIDAS ALCOÓLICAS FERMENTADAS
São as menos prejudiciais à saúde por apresentarem menor índice de concentração, devido à qualidade de álcool com que são fabricadas .
NOME
ORIGEM
OUTROS COMPONENTES
TEOR ALCÓLICO
OBSERVAÇÕES
VINHO SUCO DE UVA OU MOSTO ÁLCOOL ETÍLICO; ÁCIDOS; SUCINICO, TARTÁRICO; TÂNICO; GLICERINA,MATÉRIA CORANTE; ALDEÍDOS ETC 7 a 12 GL
VINHOS COMPOSTOS Plantas aromáticas Vinho comum 15 a 18 GL Quinado vermute
CHAMPANHA Suco de uva ou mosto Açúcar, gás carbônico livre 12 GL
CERVEJA Cevada germinada ou malte lúpulo Álcool etílico; dextrina, maltose, lipídeos, óleos essenciais; Nitrosamina (ativo agente cancerígeno) 3 e 4,5 GL até 9GL
CHOPE Cevada germinada ou malte lúpulo Álcool etílico, dextrina, maltose, lipídeos, óleos essenciais, nitrosamina (ativo agente cancerírgeno) mais gás.
Na Alemanha consumo médio/ano per capta 570 litros.
7.2. BEBIDAS ALCOÓLICAS DESTILADAS
NOME
ORIGEM
OUTROS COMPONENTES
TEOR ALCÓLICO
OBSERVAÇÕES
CACHAÇA Caldo de cana fermentado
40a 54 GL
CONHAQUE Mosto fermentado de uva
15 a 18 GL Envelhecimento durante anos em tonéis de carvalho
GIM OU GENEBRA Extratos fermentados do amido de cereais cevada, aveia, trigo Aromatizado com bagos de zimbro (fruta) laranja doce ou casaca de cássia (planta medicinal) 70 GL
RUM Melaço de cana fermentado
70 GL
UÍSQUE Amido de milho, centeio, aveia, cevada
40 a 50 GL
VODCA Aveia, cevada e malte
45 GL
LICOR Álcool retificado Água destilada; açúcar; aditivos para corar e aromatizar. Álcool etílico, aldeido acéitico e furfúrico. 25 a 45 GL O açúcar dá ao licor um rápido efeito de embriaguez
APERITIVOS AMARGOS Álcool retificado Essências amargas de vegetais. Álcool etílico, aldeidos acéticos e furfúrico, éteres acéticos e butírico.
Efeito mais nefasto, pois, via de regra, são consumidos com estômago vazio.
São preparadas pela destilação do líquido alcoólico já fermentado. Isso determina uma elevação do teor alcoólico, tornando-se mais prejudiciais à saúde, devido também à presença do furfural (óleo que se obtém pela ação do ácido sulfúrico sobre a farinha de aveia), elemento altamente tóxico.
A - COMO O ORGANISMO ABSORVE O ÁLCOOL
Uma pequena parcela da absorção começa no estômago e a maior parte no intestino delgado. O álcool atravessa o fígado e penetra na corrente sanguínea, alcançando o efeito máximo uma hora após a ingestão. Esse efeito perdura por várias horas. Os rins e os pulmões eliminam cerca de 10% do álcool ingerido e os restantes 90% são lentamente oxidados pelo organismo.

7.3 - OS EFEITOS DO ÁLCOOL SOBRE O ORGANISMO HUMANO

O excesso de álcool produz uma grande carência de vitamanas (avitaminose), gerando doenças como:
- raquitismo - carência de vitamanina D
- pelagra - carência de vitamina B
- beribéri - carência de vitamina B1
Quando a taxa de álcool no sangue atinge:

05%: o indivíduo provoca acidentes no tráfego, no trabalho e no lar;
15%: temos o bêbado alegre, galhofeiro, sem inibição, sem tímidez - vira palhaço;
20%: surge a valentia ridícula e ele quer brigar, embora mal se sustente em pé;
30%: cai;
40%: torna-se inconsciente e insensível; apaga-se;
50%: morre.

O tóxico que se esconde sob tão lindas garrafas, tão sofisticados rótulos, que comparece às reuniões sociais, envenena lentamente a criatura humana. Então vejamos:



A - SISTEMA NERVOSO
Depressão, perda de memória, perda do senso da realidade, neurites, epilepsia, morte por paralisia.

B - APARELHO RESPIRATÓRIO
Pneumonia
Angina de peito "Angina Pectoris"

C - APARELHO DIGESTIVO
Boca: destrói a capacidade de captação do sabor pelas papilas gustativas.
Estômago: irrita a mucosa gástrica - úlceras (destiladas)

Dilatação: (fermentação), hemorróidas
Fígado: Hepatite, cirrose, ascite (barriga d'água)
Pâncreas: irritação da mucosa pancreal, pancreatite (fatal)

D - APARELHO REPRODUTOR
Impotência - homossexualismo
Degenerescência da raça (infantilismo, meningites, idiotia)

E - APARELHO URINÁRIO
Rins: nefrite ou "Mal de Bright", gota, diurese, uricemia.

F -APARELHO CIRCULATÓRIO
Anemia, Hipertensão, Colesterol, Arteriosclerose, Dilatação dos vasos.

7.4 ALCOOLISMO: CONSEQUÊNCIAS
Em 1950 a OMS (Organização Mundial da Saúde), órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) admitiu que o alcoólatra é um doente. Como tal, requer tratamento particular e especializado.
O alcoolismo engendra uma série de problemas:
• familiares
• sociais
• psicológicos
• orgânicos.

A - Problemas Familiares
Desagregação da família, pelo desrespeito decorrente de situações grotescas, violentas e vexatórias. Ausência no da pessoa alcoólatra (pai, mãe ou filho).

B - Problemas Sociais
Fracasso social pela perda de convívio sadio e quase f sempre com reflexos negativos profissionais.

C - Problemas Psicológicos
Sentimento de culpa a cada nova embriaguez. O caráter se rompe. Um sentimento de autopunição se instala. Beber mais passa a ser a solução: é a dependência!

D - Problemas Orgânicos
Já vimos antes. Não é preciso dizer mais para mostrar o quanto é desumano consumir bebidas alcoólicas; o quanto é contrário à criação suprema de Deus: a VIDA!

7.5 ALCOOLISMO - PREVENÇÃO - CURA
1. —POR QUE BEBER?
As opiniões dos estudiosos são contraditórias quanto à existência de uma personalidade-padrão, com propensão ao alcoolismo. Estudos clínicos até agora realizados não apresentaram resultados decisivos. Atualmente debita-se o alcoolismo às seguintes possibilidades:

A - Fraqueza de caráter
Por essa teoria o alcoólatra é um fraco e até um amor não correspondido pode arrastá-lo à embriaguez. É insatisfatória essa teoria, pois, se o alcoolismo é o resultado de uma fraqueza básica do indivíduo, ele é incurável e nem mesmo precisa de um motivo condutor.

B - Inadaptação à sociedade
FIELD e MORTON, pesquisadores dos EUA, sugerem a inadaptação do indivíduo à sociedade como condutora ao alcoolismo. Observaram que sociedades bem constituídas e bem equilibradas descambam para o alcoolismo, quando passam por situações de crise e de angústias sociais.
Por exemplo:
- Os negros:
foram repentinamente alforriados e "jogados" num mercado de trabalho de uma incipiente sociedade industrial, no caso brasileiro. Vindos da longa noite da escravidão, sem capacitação para melhores funções, foram lançados à mão-de- obra não especializada, sendo discriminados - étnica, social e economicamente. Resultado: entregaram-se ao alcoolismo.
- Os índios:
foram recentemente aculturados e viram, de repente, destruídos todos os valores ancestrais, face à sociedade de consumo. Sentiram-se marginalizados, sem chances de adaptação e de emprego.
Resultado: entregaram-se ao alcoolismo e em, algumas tribos brasileiras, até mesmo ao suicídio.

C- Fator Psicológico
"Os efeitos do álcool seriam tão agradáveis que induzem ao consumo excessivo";
"O perfil psicológico do indivíduo torna-o predisposto ao alcoolismo". Ora:
• o efeito pós-alcoólico não é nada agradável...
• quais seriam esses fatores psicossociais que determinam o perfil psicológico do indivíduo?...

D - Hereditariedade
Não se pode transferir a raiz do problema à geração anterior, pois imediatamente se colocaria a pergunta: Nesse caso, que causa teria determinado que meu pai, ou eu avô ou meu tetravô, se transformassem em alcoólatras? "

E - Fator Social + Fator Económico
• O alcoolista (em todas as idades), começa a beber socialmente", isto é, para acompanhar os demais participantes de uma festa qualquer. O organismo, com o tempo, cria mais resistência ao álcool e o indivíduo bebe cada vez mais, para obter o efeito desejado;
• Outros bebem premidos pela miséria, pela angústia, pela ignorância;
Esses, realmente, fatores que induzem ao alcoolismo!
Mas não apenas esses...
Aos espíritas não escapa a reflexão de que o indivíduo pode reencarnar com a propensão ao vício, a bordo de (auto) herança de vidas passadas.
• O Governo e os grandes complexos industriais fabricantes de bebidas alcoólicas NÃO TÊM INTERESSE no combate ao alcoolismo. Interessa-lhes arrecadação de impostos e lucros, respectivamente.

2 —COMO PREVENIR O ALCOOLISMO?
• Pelo exemplo, na família, evitando o começo.
• Pela educação, na sociedade: esclarecendo os males causados, individual e coletivamente.
• Pela religião, realçando o respeito devido ao corpo e à Vida, incomparáveis doações de Deus aos seus filhos!

3. — O ALCOOLISMO TEM CURA?
Sim!
A internação para desintoxicação e abstinência forçada só produzirá efeito se acompanhada de um efetivo apoio moral que leve o viciado a tomar a decisão de não mais beber.
Somente o esclarecimento ao alcoólatra o levará a conheceras verdadeiras origens da sua compulsão à bebida, através do autoconhecimento, a busca do "eu interior".
Ante o dilema de viver uma vida sóbria e o chamamento impulsivo ao álcool, quase sempre o viciado procura adiar a decisão - e volta a beber: "bebe para se esquecer de lembrar dos problemas".
No alcoolismo não há meio termo: ou o abandono é total e definitivo ou a dependência se agravará dia a dia.


4. — COMO CURAR UM ALCOÓLATRA?
Com permanente apoio moral e a compreensão de que se trata de um doente, necessitado de ajuda externa. Providências não excludentes:
a) Fazendo-o compreender e admitir o caráter patológico do problema, do qual ele é dependente, e não apenas um indivíduo que "bebe porque gosta" ou que "pode parar de beber quando quiser";
b) Fazendo-o aceitar, voluntariamente, tratamento médico para desintoxicação;
c) Fazendo-o conscientizar-se de que:
• O álcool é um inimigo destruidor e escravizador e, para combatê-lo, a família e o trabalho são apoios indispensáveis;
• Na mente humana existe a força de vontade, que tudo pode, quando quer;
• Amigos de bar e paixões não correspondidas são forças negativas das quais se deve afastar.
d) Convidando-o a participar de associações de ex-viciados,
[tais como AAA - Associação dos Alcoólicos Anônimos, fundada em 1935 nos EUA, hoje espalhada por 92 países. AAA é uma irmandade de mulheres e homens que se auxiliam mutuamente, discutindo publicamente suas nefastas experiências com o álcool e a devastação provocada em suas vidas.
Não cobram taxas quaisquer. Não têm caráter religioso. Apenas exigem o desejo sincero das pessoas que querem deixar o vício.

7.6 — VISÃO ESPÍRITA DO ALCOOLISMO E DO ALCOÓLATRA
O alcoolismo é uma criação humana: falível, portanto. O alcoólatra é um ser com livre-arbítrio, que não reúne, ainda, reservas morais para não se deixar escravizar pelo vício.
Considerando que todas as criaturas humanas são espíritos em busca da evolução, há diversas tentações colocadas à sua frente por uma sociedade ainda atrasada, pela qual somos todos responsáveis.
O homem nunca está só, física ou espiritualmente; fixado no vício, terá permanente companhia de encarnados e desencarnados sintonizados com ele. Nesse caso, mesmo quando não esteja propenso a beber, o alcoólatra será a isso levado, por "amigos de bar" ou, o que é pior, por espíritos infelizes, que fazem dele seu instrumento de satisfação ao vício.

Abrimos espaço aqui para ouvir o Espírito ANDRÉ LUIZ, em "Nos Domínios da Mediunidade", Cap 15, descrevendo o que observou em um restaurante: "Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes.
Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento, outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes".

Também em "Memórias de Um Suicida", psicografia da saudosa médium Yvonne do Amaral Pereira (1900-1984), Cap. "Manicômio", encontramos narração de triste quadro, observado no plano espiritual (Espíritos desencarnados por suicídio): "Individualidades (Espíritos) desfiguradas pelo mal que em si conservavam, consequências calamitosas da intemperança ... deixavam à mostra, em sua configuração astral, os estigmas do vício a que se haviam entregado, alguns oferecendo mesmo a idéia de se acharem leprosos, ao passo que outros exalavam odores fétidos, repugnantes, como se a mistura do fumo, do álcool, dos entorpecentes, de que tanto abusaram, fermentassem exalações pútridas cujas repercussões contaminassem as próprias vibrações que, pesadas, viciadas, traduzissem o vírus que havia envenenado o corpo material !".

— Diante de tão importantes quanto assombrosas informações, como não se acautelar ante todas as viciações?!
Assim, pois, além do tratamento médico e psicológico citado, muito maior ênfase deverá ser dada à EVANGELHO-TERAPIA!

A - Evangelhoterapia
É o tratamento pelo Evangelho: a cura do espírito. Sim, cuidando do corpo, cuida-se de uma fração episódica da existência do indivíduo; porém, cuidando-se do espírito, cuida-se da erradicação do mal, construindo-se uma obra para a ETERNIDADE!
Cada tendência negativa superada - entre as quais o 'alcoolismo' - representará mais um degrau alcançado na escada do progresso espiritual.

Nesse particular, o ESPIRITISMO representa poderoso estímulo à cura, pela REFORMA ÍNTIMA do indivíduo, pois o levará à reflexão e ao conhecimento das consequências infelizes do alcoolismo em futuras reencarnações. A ótica reencarnacionista, calcada na lógica, no bom senso e principalmente na Justiça Divina, levará o homem a não assumir dívidas hoje para resgate nas próximas vidas e nem a jogar espinhos na frente do seu caminho..
.


Fonte: Comunidade Espírita

1 comentários:

Claudine Netto disse...

Olá amigo Janilton.
Excelente texto. A pessoa ingerindo
socialmente, de vez em quando e não exagerando nas doses não vicia, mas
ingerir todos os dias o organismo fica dependente e esta dependência
é que leva a loucura, não só o dependente, mas toda a família.
Tenho uma amiga que está passando por isso com um filho. Graças a Deus ele
quiz fazer o tratamento e esá fazendo
de tudo para sair da dependência.

Um Grande abraço.