Pages

Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Terapia Pelo Amor

A saúde espiritual somente será conquistada pela via do amor. O amor é o alimento principal do Espírito que, em sua essência, é amor. 

O amor é que dá vitalidade ao Espírito e, através do seu perispírito, vitaliza o corpo, ao absorver as energias provenientes do Criador pelo chakra coronário - o da transcendência - e distribui pelo chakra cardíaco - o do amor -, para todos os demais chakras, que estarão gerando a harmonia da mente e do corpo.
O amor é o que move o Universo. Deus é amor e deseja que todas as suas criaturas evoluam por amor, e em direção ao amor. Trazemos ínsito em nós o Teotropismo - movimento em direção a Deus -, assim como as plantas têm o fototropismo - movimento em direção à luz do Sol, porque somos em essência amor e, consciente ou subconscientemente, marchamos em direção ao Amor Divino.
A saúde espiritual é resultado da tomada de consciência, cada vez mais ampla, dessa realidade. A doença, com toda dor e sofrimento que causa, é apenas um momento na vida do Ser em evolução, que tem como destinação, a plenitude e a felicidade.
A ciência tem demonstrado que a prática do amor é tão extraordinária, que produz endorfinas - que são substâncias produzidas no cérebro, analgésicos naturais -, que podem suavizar e até eliminar a dor. Além de sua potente ação analgésica, ao serem liberadas, estimulam a sensação de bem-estar, conforto, melhorando o estado de humor e alegria.
Para compreender melhor a ação do amor, vamos fazer uma analogia do que representa o amor e o estado de saúde; e a dor e o sofrimento, proporcionados pela doença.
O movimento que o amor representa é semelhante a uma escola muito bonita, com paredes pintadas em tons claros e alegres, jardins maravilhosos e, sobretudo, mestres amáveis e dóceis, que nos convidam a aprender, com suavidade e sorriso nos lábios.
Como vimos no Capítulo 1, quando tratamos das provações, esse é o primeiro caminho que Deus nos proporciona para evoluirmos.
Mas, mesmo estando nesse ambiente bonito e feliz, com professores amorosos, nos rebelamos contra as lições e as provas necessárias ao nosso aprimoramento, e nos recusamos a aprender os ensinamentos. Agimos como alunos rebeldes, que se recusam a aprender, docilmente, o que a vida oferece na escola do amor.
Como o objetivo maior da Vida é nos convidar ao aprendizado e que, dentro das leis divinas, não é possível ficar sem aprender - pois isso nos impediria a evolução até a pureza espiritual, a nossa destinação última -, somos enviados a uma outra escola mais condizente com a nossa rebeldia. 

Estaremos, agora, numa escola com as paredes cinzentas, sem jardins ou outros atrativos quaisquer, com mestres severos, que nos convidam a aprender, sem a delicadeza e a suavidade dos mestres da outra escola. Chegam, até, a ser rudes conosco, exigindo que aprendamos aquilo que não quisemos aprender por amor. Essa é a escola da dor, a segunda possibilidade que Deus nos coloca à disposição para evoluir. 

Mas, apesar de a Vida continuar a nos convidar a aprender, muitas vezes continuamos rebelados, nos recusando ao aprendizado na escola da dor, até que não seja mais possível permanecer nessa escola e, aí, as nossas ações de rebeldia nos colocam num reformatório, onde não teremos mais professores, mas carcereiros agressivos, que nos obrigarão a uma disciplina forçosa.
Esse reformatório é o sofrimento, que não faz parte dos caminhos que Deus traçou para as Suas criaturas, mas que Ele permite que nós mesmos construamos, devido à má utilização de nosso livre-arbítrio, para que possamos retomar ao caminho correto e retornemos à Casa Paterna.
Muitas vezes, mesmo estando no reformatório do sofrimento, continuamos rebeldes, achando que todo aquele sofrimento é injusto, que não merecemos estar ali e recusamos, mais uma vez, o aprendizado.
A nossa condição fica cada vez mais difícil e somente sairemos desse reformatório quando, exaustos de sofrer, num ato de humildade, aceitarmos que a causa do sofrimento é a nossa rebeldia e que, somente pelo autoamor é que poderemos voltar, primeiramente para a escola da dor, para que aprendamos a praticar o amor com mais humildade e resignação, diante das leis da vida. 

Somente quando estivermos mais mansos e humildes de coração, dispostos ao aprendizado com Jesus, é que retornaremos à escola do amor.
Exemplifiquemos esses estágios de aprendizado, refletindo sobre a história de vida de nossa amiga Maria. Antes de prosseguir, sugerimos que você releia a história para melhor acompanhar a análise.
Percebamos que a primeira escola que Maria é convidada a aprender, é a escola do amor, na qual tem esposo, 4 filhos carinhosos e, devido à vontade de atender desejos de prazer imediato, num ato de rebeldia frente à vida, abandona a família para viver esse prazer.
Utiliza, equivocadamente, o livre-arbítrio, abandonando o dever assumido junto ao esposo e aos 4 filhos que, com certeza, seria uma prova trabalhosa, difícil de ser realizada, mas que, cultivando o amor, poderia ter passado com eficiência. Em vez disso, escolhe usufruir o prazer fácil naquela existência, abdicando do dever consciencial de forma irresponsável, prazer que se transforma em dor e sofrimento, logo após.
Muitos de nós agimos assim: abandonamos deveres assumidos e escolhemos as facilidades imediatas, mas que, a longo prazo, trazem dor e sofrimento, fato que estudamos, amplamente, na Parábola dos Dois Irmãos.
Como resultado dessa atitude, o esposo se transforma em seu obsessor e ela entra num sofrimento acerbo, movida pela culpa, após perceber a extensão dos males praticados.
Com o objetivo de superação do litígio criado outrora, a Vida a traz de volta à reencarnação, tendo como pai, o esposo traído de outrora, para que ambos pudessem, pelo perdão recíproco na escola da dor, reconstruir o amor que outrora haviam sido convidados a construir.
O objetivo de Deus, ao colocar Maria reencarnada junto ao ex-marido, agora como pai, é convidá-los ao perdão. Nessas condições a vida não é fácil, pois a animosidade do passado ainda permanece muito viva, mesmo subconscientemente. Por isso, uma encarnação assim é sempre dolorosa, mas que pode se suavizar com exercícios de amor, tornando a existência mais suportável e neutralizando o ódio do passado completamente.
Mas, o que aconteceu? Continuam a nutrir o desamor; primeiro o pai que, subconscientemente, permanece no processo de vingança, e depois Maria, que alimenta o ódio e o ressentimento continuamente, devido a se achar vítima, pela forma como foi tratada pelo pai, em sua infância e adolescência.
Com tal atitude condenam-se ao reformatório do sofrimento, pois, tanto o pai, algoz de hoje e vítima de ontem, quanto Maria, algoz de ontem e vítima de hoje, sofrem muito na atual existência, devido ao cultivo sistemático do desamor. Percebamos que, em uma análise profunda, não somos nem vítima, nem algozes dos outros, mas de nós mesmos. Somente com uma atitude madura de amor é que sairemos desse círculo vicioso de alternar posições de vítima e algoz, assumindo, cada um, o seu dever consciencial de evoluir pelo amor.
Vamos supor, ainda, que Maria tivesse sucumbido às idéias de suicídio. Ela aprofundaria o sofrimento levando-o ao auge, até que, exausta de sofrer, pudesse retornar à escola da dor, para depois voltar à do amor.
Percebamos que quanto mais desamor, mais sofrimennto, pois nos afastamos, deliberadamente, do princípio da Vida que move o Universo, da Energia Amorosa do Criador da Vida, que trazemos como uma necessidade de ir em busca, como condição para viver em equilíbrio, assim como precisamos de ar para existir.
Notemos que, quando Maria decide por se amar, sua vida se transforma, pois ela sai do reformatório do sofrimento que havia se colocado, voluntariamente, pelo seu desamor. É claro que não poderá, ainda, voltar para a escola do amor, pois precisa expiar as suas faltas. É indispensável ir em busca da pureza necessária, para aprender na escola do amor.
Por isso, a tendência depressiva em Maria continua, apesar de controlada. A ausência da família, esposo e filhos, que não valorizou no passado permanece, convidando-a a desejar o contrário daquilo que realizou, para que possa se reeducar pela dor, da falta da família, o desvalor que deu a ela, no passado.
Mas, hoje em dia, Maria já consegue ter alguns amigos, já não sente que, a qualquer momento, alguém vai fazer alguma coisa para fazê-la sofrer, pois entendeu que isso era uma reminiscência da atitude que ela própria fez ao marido e filhos no passado, e que o seu pai lhe devolveu, mas que, no momento, já podia ser superada pelo auto-amor e pelo exercício de amor e perdão ao pai. 
Como não fomos criados para sofrer, mas, sim, para amar, Maria conseguiu se libertar do sofrimento acerbo em que vivia. Saiu do reformatório. A depressão diminuiu bastante, praticamente desapareceu. 

Ela sente que permanece uma tendência depressiva, que consegue dominar com as técnicas aprendidas durante a sua terapia. Acha até bom que haja essa tendência, pois quando a depressão se manifesta, funciona como um alerta, demonstrando que está se descuidando e que é essencial continuar com os exercícios de autodomínio.
Maria sabe, orientada pelo psicoterapeuta, que precisará fazer os exercícios a sua vida inteira, se quiser manter-se em equilíbrio, que conquistou com muito esforço, pois eles não são uma estação de chegada, estática, mas um movimento dinâmico, que deve ser realizado continuamente.
Ela já não tem fibromialgia, as dores musculares passaram completamente, e o desânimo acabou. Hoje tem uma vitalidade que nunca teve antes, nem na infância.
Podemos dizer que Maria, devido ao auto-amor, retornou à escola da dor, pois a sua vida continua tendo muitas limitações, que não são agradáveis de lidar, que não irão desaparecer nesta existência; mas, se continuar se portando com amor a si mesma, amor ao próximo e à Vida, agradecida a Deus pelas dádivas que obteve na atual existência para se recuperar do seu passado - ao invés da revolta que cultivava -, com certeza, numa próxima existência, fará jus a retornar à escola do amor, voltando a ter esposo, filhos e uma vida equilibrada.
Caso não sucumba às tentações ficará na escola do amor, efetivando o seu aprendizado, cada vez mais. Caso contrário, voltará à escola da dor ou, quiçá, ao reformatório do sofrimento. Tudo depende de suas escolhas. 

EXERCÍCIO VIVENCIAL: - TERAPIA DO AMOR 

1. Coloque uma música suave e relaxante, feche os olhos e busque relaxar todo o seu corpo da cabeça aos pés. Para facilitar o relaxamento você pode contrair a musculatura da face e membros superiores e relaxar por três vezes. 

2. Agora reflita sobre a analogia da escola do amor, a escola da dor e o reformatório do sofrimento. Em qual deles você se encontra? 

3. Qual é o seu nível de aceitação da vida, com as suas dificuldades e dores próprias de um planeta de expiações e provas? 

4. Você tem utilizado o amor para suavizar as suas dificuldades na vida? Que ações você pode implementar para aumentar, cada vez mais, o amor em sua vida? 

5.Anote as suas reflexões. 

Alírio de Cerqueira Filho

0 comentários: