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terça-feira, 5 de abril de 2011

A Motivação e A Vontade

Muita gente reclama que, para se obter a saúde integral, física e emocionalmente, é muito difícil, dá muito trabalho e que é preciso perder muito tempo refletindo, meditando sobre os próprios pensamentos, emoções, comportamentos, ete.
Essas pessoas dizem que não compensa tanta trabalheira, que é melhor levar a vida de uma forma mais light. Como se diz popularmente: "a gente vai empurrando os problemas com a barriga, e vai levando a vida como puder".
Façamos uma reflexão sobre essa forma de pensar.
Vamos perceber que, na vida, tudo é trabalho e que não há como fugir dele, sem ter graves conseqüências.
Imagine o seu prato favorito. Agora imagine-se saboreando-o no jantar, logo mais à noite. Hum, que delícia! Deu até fome, não é verdade?
Para que você o tenha preparado às 19h, horário do seu jantar, deve, primeiro, ir às compras no supermercado ou na feira, para obter todos os ingredientes necessários, depois ir para a cozinha, de modo a prepará-lo.
Imagine todo o trabalho que você tem, até ter aquele prato delicioso na sua frente, prontinho, para que você possa saboreá-lo.
Você poderá dizer: "Sim, é verdade, mas eu posso mandar a minha secretária doméstica fazer as compras e prepará-lo para mim"; ou então: "Eu vou a um bom restaurante e peço o meu prato favorito. Não terei trabalho algum." Sim, mas, de qualquer forma, alguém terá o trabalho de prepará-lo. Você, apenas, o remunerará por isso.
No caso do preparo de suas refeições, isso é possível, mas existem atividades que se tornam impossíveis de se pagar alguém para realizar por você.
Só a título de exemplo, vejamos que existem diversas atividades trabalhosas e intransferíveis, que fazemos diariamente, para manter a higiene do corpo e que nos tomam tempo.
Faça uma soma de quanto tempo você gasta, diariamente, tomando banho, escovando os dentes, passando fio dental, penteando os cabelos, fazendo exercícios físicos, etc.
São atividades diárias, algumas prazerosas, outras nem tanto, que não há possibilidade de você remunerar alguém para realizar no seu lugar. No entanto, ninguém questiona a necessidade delas, e as realizamos porque não queremos ter as conseqüências da sua não realização. 
Pense em alguém deixando de escovar os dentes, 4 a 5 vezes por dia, porque é chato e dá trabalho. Imagine o "bafo de onça" que vai ser. Depois de alguns dias, nem a própria pessoa agüentará o próprio hálito, e vai dar graças a Deus por alguém ter inventado um objeto chamado escova de dentes.
Se formos computar, passamos muito tempo em atividades, muitas vezes enfadonhas e trabalhosas, que são imprescindíveis para que possamos viver com um mínimo de saúde.
Agora voltemos ao seu prato favorito. Mesmo que você tenha remunerado alguém para prepará-lo, você ainda terá o trabalho de mastigar cada bocado para poder ingeri-lo e efetuar, posteriormente, a sua digestão.
Mas você poderá argumentar: "Comer o meu prato favorito não é trabalho algum, cada bocado é degustado com imenso prazer e alegria". Mesmo assim, os seus músculos faciais trabalharão bastante, posteriormente as células do seu sistema digestivo trabalharão muito para digerir cada parte do alimento.
Mas, por que você diz que comer a sua comida favorita não é trabalho algum? Exatamente pelo prazer que proporciona. Realmente, aquilo que nos oferece prazer, não consideramos como trabalho, mesmo que o seja. 
Agora façamos uma reflexão em torno da saúde espiritual. Para você ter paz, harmonia, serenidade, alegria de viver, equilíbrio emocional, etc. é algo que lhe traria prazer e felicidade? A resposta, com certeza, é sim. Só que aqui há um grande problema para a maioria das pessoas. Elas querem obter tudo isso, sem nenhum trabalho da parte delas. Querem obter verdadeiras jóias raras, sem pagar o preço que elas valem. Não é possível!
Da mesma forma que, para ter um hálito bucal agradável, dentes e gengivas saudáveis, devemos ter o trabalho de escovar os dentes 4 a 5 vezes ao dia, passar fio dental, ir ao dentista regularmente, dentre outros cuidados, do mesmo modo a saúde espiritual somente é possível, com muito esforço e trabalho da nossa parte, mesmo que inicialmente achemos esse trabalho enfadonho.
É necessário utilizar o tempo em meditações, reflexões, orações, etc. Se fizermos tudo isso, certamente alcançaremos O nosso objetivo maior que é a conquista da felicidade. Essa conquista nos dará tanto prazer que, como no caso de saborear o nosso prato favorito, consideraremos o trabalho para obtê-lo, praticamente nenhum.
É claro que ninguém consegue realizar uma ação útil, de uma forma satisfatória, se não houver motivação e vontade. Isso é verdade, principalmente no que tange ao desenvolvimento da saúde espiritual. 
As pessoas automotivadas são aquelas que definem, claramente, os resultados desejados, em cada atividade, e então se motivam por esses resultados, tendo firme a vontade.
Podemos dizer, então, que motivação é aquilo que nos leva a despender energia numa direção específica, com um propósito específico. Motivar-se significa usar toda a nossa capacidade emocional, no sentido de se efetivar os nossos objetivos.
Se tivermos como objetivo obter saúde, não é apenas esse desejo que irá efetivá-lo, mas um trabalho árduo para realizá-lo gradualmente em nós.
A Parábola dos Talentos, consoante as anotações de Mateus, Capítulo 25, vv. 14 a 30, nos mostra como a motivação pode ser desenvolvida.
Vejamos a parábola:
Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.
E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e granjeou outros cinco talentos. 
Da mesma sorte, o que recebera dois granjeou também outros dois.
Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor.
E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.
Então, aproximou-se o que recebera cinco talentos e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei com eles.
E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 
E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles ganhei outros dois talentos.
Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Mas, chegando também o que recebera um talento disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe:
Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; devias, então, ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o que é meu com os juros. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos.
Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado.
Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.
Estudemos esta parábola no contexto em que estamos trabalhando: a motivação e a vontade.
Vemos, inicialmente, que o senhor entregou aos seus servos a quantidade de talentos de acordo com a capacidade de cada um. A um, deu cinco, a outro, dois e a outro, um.
Tanto o que recebe cinco, quanto o que recebe dois, conseguem negociar com eles e ganham outro montante igual. Eles colocam, para si mesmos, o objetivo de multiplicar o patrimônio do senhor e, motivados por esse objetivo, conseguem o seu intento.
Já o que recebe um talento, simplesmente o enterra, com medo de perdê-lo nas negociações, para devolvê-lo mais tarde, evitando punições por parte do senhor, caso viesse a perdê-lo.
E as conseqüências que ele temia acabam acontecendo, devido à sua negligência.
Analisemos, agora, os símbolos contidos na parábola, começando pelo servo negligente. Percebemos que ele recebeu um bem e quis se afastar das conseqüências em administrar esse bem, pois não se acreditava com capacidade para fazê-lo. 
Ele buscou se esquivar, tanto do trabalho em negociar, quanto da possibilidade de perder o talento, caso não negociasse direito, por isso ele o enterrou, para que não o perdesse, isto é, ele deixou de lado a oportunidade de crescimento com o trabalho e o esforço no bem, porque não tinha coragem suficiente para ir em busca do objetivo a ser desempenhado.
Esse movimento é típico de um tipo de motivação denominada por afastamento.
Na motivação por afastamento a pessoa quer se afastar de um problema que ela acredita ter. A pessoa tem uma necessidade, mas não pensa no resultado que ela vai obter, mas em todo o trabalho que ela vai ter para conseguir esse resultado.
O seu foco principal é no problema e na sua suposta incapacidade em resolvê-lo. Dizemos suposta, porque essa incapacidade não é real, pois se trata, apenas, de uma crença limitadora, na qual a pessoa acredita que não é capaz, mas, em realidade, ela apenas não quer fazer esforços para resolver a questão. Toda realização exige um esforço para efetivá-la.
No caso, o servo pensou no trabalho que ia dar negociar com o talento e na ira do senhor caso o perdesse, o que o levou a enterrá-lo, isto é, não fazer nada.
Só que não estamos na vida para não fazer nada.
Recebemos os talentos da Vida, como empréstimo, e precisaremos prestar contas. Não os temos de verdade. Temos apenas o usufruto. O que é nosso é o esforço para multiplicar os talentos. 
Quando não temos iniciativa de multiplicar os talentos, cedo ou tarde, teremos de sair da zona de conforto psicológico, característico da inércia. Durante um período podemos, até, nos sentir confortáveis, não fazendo nada para mudar a nossa vida. Mas esse conforto nos será tirado ("mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado") porque ele é aparente, não o temos de verdade, mas até isso que não temos, nos será tirado. Perderemos, também, os talentos que nos foram emprestados.
Após perdermos tudo (" Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes") vamos sofrer as conseqüências da inércia, da nossa inutilidade.
Todas as vezes que não realizarmos as tarefas no bem, que nos cabem diante da vida, multiplicando os talentos que recebemos, sendo úteis, entraremos em sofrimento, devido a essa negligência. A acomodação na inércia acabará gerando incômodos ("pranto e ranger de dentes") à criatura.
Como ninguém gosta de sofrer, após iniciar as conseqüências de sua negligência, a pessoa se motiva em sair da inércia, porque ela quer se afastar dessas conseqüências.
Como o seu propósito é se afastar das conseqüências da inércia, ela entra num sentimento de ansiedade, que gera um movimento de forçar a realização do objetivo, que ela deveria ter realizado até aquele momento, e que negligenciou.
Este é um movimento que, normalmente, tem o seguinte padrão de crença limitadora: "Eu tenho que fazer isto, mas é tão difícil", ou "Eu preciso realizar tal coisa, mas não sou capaz", "Eu necessito fazer isso, mas não consigo". Isso pressupõem uma obrigação, não uma conscientização e uma suposta incapacidade e impossibilidade.
Todas as vezes que nos forçamos, obrigando-nos, egoicamente, a algum objetivo que achamos que temos de realizar, o ego reage, determinando exatamente o contrário daquilo que desejamos, num movimento de auto-sabotagem.
Esta reação do ego será caracterizada pela acomodação e não realização do objetivo, na polaridade passiva. No extremo oposto, o da polaridade reativa, acontece uma reação manifestada através de ansiedade, raiva, revolta, etc., como se o indivíduo tivesse que lutar arduamente para realizar o objetivo que deseja, resultando num gasto muito pronunciado de energia. 

A maioria das pessoas, no entanto, oscila entre os dois movimentos, ora reagem, gastando muita energia até que, esgotados, se acomodam. Ficam na polaridade passiva, até que o incomodo volta a crescer e aí reagem novamente. Muitas pessoas passam a vida inteira oscilando entre essas duas polaridades egóicas.
Na realidade, este movimento egóico estará impedindo o indivíduo de efetuar seu objetivo, pois estará se afastando do princípio do amor que existe em si mesmo. Quando a pessoa afasta-se deste princípio, deixa que as coisas e as circunstâncias a invadam e tumultuem a sua intimidade, reagindo dentro dela. É um movimento de inibição do essencial.
Para exemplificar, vamos conhecer a história de vida de Antônio.
Antônio tem 47 anos, trabalha num banco, tem vida sedentária e, quase sempre, está estressado. Numa tarde, quando estava em seu trabalho, tem uma dor no peito. Vai ao médico fazer um check-up. Durante a realização dos exames, o cardiologista detecta um início de obstrução nas artérias coronárias. Recomenda-lhe, então, que faça caminhadas de uma hora de duração, num parque de sua cidade, de modo a que o exercício aeróbico possa, não só beneficiar o seu coração, como também lhe ajudar a se libertar do estresse.
O único horário disponível para Antônio realizar a sua caminhada é pela manhã, pois fica até à noite no trabalho. Mas Antônio detesta acordar cedo, mesmo assim, programa-se para iniciar a sua caminhada na próxima segunda-feira pela manhã.
Segunda-feira, 6 horas da manhã o relógio despertador toca, Antônio diz: "A cama está tão gostosa, amanhã eu vou", trava o despertador e continua a dormir. Esse processo se repete, dia após dia, com Antônio dizendo para si mesmo:
"Eu tenho que fazer caminhada, pois o médico mandou. Mas é tão difícil acordar cedo. Um dia desses eu começo". 
Cinco meses se passaram desde que Antônio se programara para fazer a caminhada, sem que a tivesse iniciado, até que um dia Antônio tem uma dor mais forte no peito, insuportável. Levam-no às pressas para o hospital. Antônio sofrera um enfarte cardíaco. Após o período de internação, ao lhe dar alta, o cardiologista reafirma a necessidade de exercícios e diminuição do estresse, porque senão as chances de ele ter um novo enfarte, serão muito grandes.
Após o período de convalescença Antônio, finalmente, começa a fazer caminhada. Ele agora está motivado, pois precisa se afastar da dor, do desconforto de um novo enfarte. A sua motivação é se afastar da doença.
Ele começa a fazer caminhada e depois de alguns meses, quando já estava se sentindo bem melhor, acha que já pode parar, pois já não sentia nenhuma dor; até o estresse estava melhor. E foi isso o que fez. Antônio pára a sua caminhada para poder dormir até mais tarde. Passado algum tempo, volta a sentir dores no peito, e tudo se inicia novamente.
Esse tipo de motivação é cíclica, pois, uma vez que haja melhoras nas condições que levaram a pessoa a se motivar, logo surge a desmotivação, pois ela pensa no trabalho que vai dar para conseguir fazer o que precisa, ao invés de pensar no resultado daquilo que necessita.
A motivação por afastamento acontece em todas as situações em que nos obrigamos a realizar alguma tarefa. Inicialmente nos obrigamos, pois tememos as conseqüências em não realizá-la, mas como essa motivação é fruto da obrigação, logo entraremos na desmotivação e aí voltamos ao padrão inercial que havia no início, até que as necessidades, devido à não realização do objetivo, voltam a se avolumar e tudo recomeça - a pessoa se obriga a se motivar -, gerando um círculo vicioso de motivação/ desmotivação.
Quando as pessoas estão motivadas, ficam tomadas de empolgação, pois as conseqüências diminuem e, por isso, ficam empolgadas com os resultados, mas esse processo é efêmero e logo se desmotivam novamente. 
A maioria de nós usa esse tipo de motivação nas questões que dizem respeito à saúde. São poucos os que buscam, realmente, desenvolver a saúde, pois a maior parte quer se livrar dos sintomas das doenças, fato que leva grande número de pessoas a abandonarem o tratamento a que estão sendo submetidas, após as primeiras melhoras dos sintomas.
Agora analisemos a postura dos outros dois servos que têm um movimento típico da motivação por aproximação.
A parábola diz que, assim que os servos receberam os talentos, negociaram com eles e granjearam um volume idêntico. Percebamos que eles não titubearam como o servo negligente. Colocaram, para si mesmos, um objetivo e sem pensar no trabalho que daria para realizá-lo, foram a campo para conseguir o intento.
Este movimento é característico da motivação por aproximação, em que as pessoas buscam se aproximar daquilo que desejam. Elas focam a solução do problema e não medem esforços para realizá-la. São pessoas cheias de entusiasmo, nas quais se manifesta o Divino.
Elas pensam sempre nos resultados que vão obter, e não no trabalho que vão ter para conseguir esses resultados. Pensa-se, por exemplo, na saúde a obter, e não nos esforços para consegui-la.
Através deste estilo de motivação, o indivíduo se aproxima das coisas que lhe são importantes, objetivos que geram recompensa e prazer. São fiéis ao que desejam e vão em busca desse objetivo, sem vacilar.
São pessoas capazes de gozar, com antecipação, a realização de um objetivo traçado, e por isso se enchem de entusiasmo e se motivam sempre, para conseguirem aquilo que desejam. ("Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor").
Cumpre-se, então, aquilo que Jesus diz: "Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância", pois, quanto mais motivadas, mais resultados positivos alcançam, o que lhes aumenta, ainda mais, a motivação e o entusiasmo, num círculo virtuoso. Quanto mais têm, mais terão em abundância. 
Quando estabelecemos relações de prazer, de satisfação com as coisas que fazemos, nos tornamos proativos em todas as circunstâncias. Cada um dos nossos atos leva a nossa impressão pessoal, estendendo-se, de nós para as demais pessoas, doando-nos para os demais, estabelecendo o código determinado por Deus e cantado por Francisco de Assis, "é dando que se recebe".
Nas ações efetuadas por prazer - portanto, filhas do amor -, vamos observar as pessoas que estabelecem uma relação de profunda efetividade e afetividade com o seu trabalho, com a família, com a comunidade. Para essas pessoas as atividades não pesam, as horas são minutos, os anos são dias.
Não é difícil encontrar espaço e tempo para mais atividades, pois quando agem de forma proativa, produzem mais, em menos tempo, sem que isso lhes pese, devido ao entusiasmo, alegria e felicidade que as atividades proporcionam.
Para elas o fardo é leve e o jugo é suave, porque estão mergulhadas na sua essência e distribuindo-se plenamente. Quando elas se afastam disso, aprofundam-se nas questões egóicas, permitindo-se problemas de todas as ordens, ficam agitadas e reagem.
Quando agem de forma proativa, os chakras funcionam em harmonia, há um grande prazer em viver, em se afirmar no mundo, em realizar o poder de transformação. Tudo se torna mais fácil, pois colocam o amor acima de todas as dificuldades.
Esse movimento proativo acontece porque essas pessoas vêem um sentido na vida, buscam a evolução através da saúde espiritual e, por isso, se motivam, pela razão essencial de perceberem, plenamente, a vida.
Quando elas não vêem um significado na vida, estão sempre reagindo nas circunstâncias em que a vida as convida para agir e elas, por ignorância do próprio ego, reagem, até o momento em que despertam para o auto-encontro e passam a agir, buscando se esforçar para realizar o propósito de suas existências. 
Quando elas se abrem, realizam; quando se fecham, não realizam. Quando elas se abrem, são proativas, dominam as circunstâncias; quando se fecham, não estão reagindo e as circunstâncias as dominam, num movimento de inibição.
O movimento essencial proativo é de expansão, começando da própria essência e indo ao encontro de todos os que nos rodeiam. Efetivamente é o movimento único da vida, pois o movimento egóico é transitório e é transformado com o tempo. É um movimento de realização efetiva do nosso propósito existencial pela abertura, em direção ao essencial, que nos proporciona.
O movimento essencial proativo é caracterizado pela conscientização, fruto da reflexão, que é um ato de amor por si mesmo. O indivíduo se conscientiza de que é bom, para si mesmo, realizar os esforços na direção do bem, e que, ao realizá-los, está se aprimorando espiritualmente. A consciência disto leva à realização do objetivo, pelo prazer em se autodesenvolver.
Quando conscientes do que desejam, buscam realizar os esforços necessários para a efetivação do seu propósito existencial.
O esforço maior será apenas vencer a inércia de permanecer no movimento egóico, pois a partir do momento que entram no movimento essencial proativo, esse esforço se torna mínimo, pois o prazer que sentem nesse movimento é tamanho, é tal o entusiasmo, a alegria e a plenitude que obtém, que faz com que nem percebam que estão fazendo esforços.
Ao invés de gastar energia nos forçando a realizar o objetivo, como no movimento egóico, nós nos abastecemos, continuamente, com as energias essenciais e com aquelas que vêm da Consciência Cósmica Criadora da Vida, para nos fortalecer em nossos propósitos.
Fundamental, portanto, que busquemos este movimento essencial proativo através da motivação por aproximação, conscientizando-nos dos objetivos que desejamos alcançar.
A motivação por afastamento é um movimento egóico que faz a pessoa se distanciar dos efeitos negativos do não desenvolvimento do objetivo. No exemplo citado, Antônio poderia utilizar a motivação por aproximação, para obter saúde.
Ele permaneceu desmotivado até que ocorreu o enfarte porque, ao invés de pensar na saúde, estava focalizando a perda da hora de sono, o esforço em ter que sair de casa cedo para caminhar, o cansaço, etc.
Se, em vez disso tudo, ele focalizasse a saúde que passaria a ter, a beleza da manhã com o seu frescor, o canto dos pássaros no parque, etc., fatos que pudessem gerar recompensas e lhe proporcionar prazer, ele, certamente, se motivaria e poderia evitar o enfarte. A motivação seria se aproximar da saúde e não se afastar da doença, como aconteceu.
A maioria das pessoas, infelizmente, utiliza a motivação por afastamento em quase tudo que poderia lhe ser útil no campo profissional, em relação à saúde, na questão dos relacionamentos afetivos, etc. 
As pessoas que agem assim tendem a utilizar a motivação por aproximação apenas nas atividades de lazer, e outras que lhe trazem prazer imediato. Isso resulta, quase sempre, numa vida de insucesso, pois, quem vive dessa maneira, acaba se desmotivando, conforme diminui a necessidade que a motivou, até que o problema apareça de novo.
A motivação por afastamento por ser cíclica, tende a diminuir, ou aumentar, com as circunstâncias. As pessoas estão atentas ao que elas não querem e não ao que elas querem. Tendem sempre a estar numa postura reativa, como vimos. Estão sempre tentando se afastar da tristeza, do desconforto, da dor, da doença, etc., com isso sofrem muito, pois estão sempre ansiosas, estressadas, pois se preocupam demasiadamente, antes de se motivarem a agir.
Ao contrário, aqueles que utilizam a motivação por aproximação, pensam no resultado que obterão. Eles sabem muito bem o que querem, e vão em busca disso. Tendem a obter sucesso, pois estão focalizando as coisas que desejam, que lhes proporcionam prazer, sensações de conquista, competência e confiança.
Por exemplo: quem está motivado por aproximação para o trabalho, acorda pela manhã para trabalhar pensando nas coisas que fará naquele dia, na alegria e no prazer em ser útil, na satisfação que isso proporciona. Isto gera prazer antes, durante e depois do processo acontecer.
Já, quem se motiva por afastamento pensa, ao acordar pela manhã para trabalhar, que poderia ficar dormindo mais um pouco, ou poderia faltar nesse dia e ficar em casa sem fazer nada. Mas fazer o quê: tem que ir trabalhar porque senão vai perder o emprego e ficar sem o meio de subsistência. O trabalho é uma tortura, um peso, um sofrimento que não dá para fugir.
Para que cultivemos a motivação por aproximação é essencial que desenvolvamos a ação da vontade, de modo a canalizar, adequadamente, as nossas energias e possamos produzir o máximo possível.
Analisemos, a seguir, como realizar a ação da vontade. Existem milhões de pessoas sobre a face da Terra querendo ter posturas diferentes, abnegadas, honestas, amorosas, caridosas, enfim, tornarem-se espiritualmente saudáveis, mas que não se dispõem a pagar o preço da mudança.
Há outros milhões que estão doentes do corpo em doenças autodegenerativas, que não estão dispostos a pagar o preço da saúde. Há tantos outros viciados, que não estão dispostos a pagar o preço de uma vida saudável.
Só o desejo da possibilidade de ser quem não somos, não dá o ensejo de ser o que desejamos ser; é preciso um preço. Não há nenhum esforço que não envolva a idealização, a vontade de realização e a realização.
Por isso Jesus sempre nos conclamou a uma vida proativa, na qual devemos buscar, pelo nosso próprio esforço, aquilo que nos compete. Ao fazer isso o Universo se abre para nos ajudar ("batei, e abrir-se-vos-á"). No entanto, são poucos os que buscam esse caminho, pois são poucos os que querem pagar o preço para se modificarem.
Vejamos o texto em Mateus, Capítulo 7, vv. 7, 8, 13 e 14:
Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Porque aquele que pede, recebe; e o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.
Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.
Para que possamos entrar pela "porta estreita" dos valores essenciais, é necessário o desenvolvimento da vontade; é preciso pagar um preço. Há um pensamento tibetano que diz: "Abram-se as portas do Universo para mim, pois me encontro decidido e pronto para viver'. O Universo abre-se em favor da criatura, a partir de uma detiva decisão interna, e não o contrário. Somos nós os detentores das nossas vidas. Precisamos de vontade para realizar toda e qualquer ação de mudança para melhor. 

Existem quatro atributos essenciais para que a ação da vontade se manifeste plenamente:
FORÇA - a chamada força de vontade é a base da própria ação da vontade. Somente através da força é que podemos vencer a inércia e o estado de acomodação, em uma determinada posição prejudicial que, mesmo incômoda, gera em nós um estado de passividade, como vimos na motivação por afastamento.
Todo processo de mudança requer um movimento na direção daquilo que se deseja. Se desejamos algo melhor para a nossa vida é necessário superar a acomodação, e ir em busca daquilo que queremos conquistar, repletos de entusiasmo, nos motivando por aproximação.
A força da vontade é o exercício do poder, que todo ser humano possui, de mudar a própria vida para melhor. Todos o possuímos, pois ele é um atributo da nossa própria Essência Divina, mas poucos de nós o utiliza, porque temos grandes dificuldades de vencer a inércia e transformamos essa dificuldade em impossibilidade.
São poucos aqueles que se dispõem a passar pela "porta estreita". As pessoas que agem assim têm os seguintes padrões de crença que as limitam: "Eu quero tanto ser mais tolerante e indulgente com as dificuldades dos outros, mas não consigo". "Eu desejo muito ser mais sereno, mas é tão difícil. Eu não consigo, quando dou por mim, já estou superansioso ". "Eu quero muito ter mais harmonia na minha família, mas não sou capaz. Quando vejo, já estou gritando com meus filhos, com a minha mulher. Eu não consigo mesmo".
Essas pessoas estão abdicando do poder que possuem em mudar a própria vida. Acreditam que não conseguem ou não são capazes, de mudar o que desejam, mas, na realidade, estão apenas presas à inércia, pois é muito mais cômodo permanecer na mesma situação a queixar se, do que exercer a força de vontade, o poder de mudar aquilo que dizem querer, mas que, em verdade, querem obter o que desejam sem esforço algum, como se isso fosse possível.
É realmente impossível realizar algo bom para nós mesmos, sem esforço, mas, se nos esforçarmos, podere mos conseguir aquilo que desejamos.
Para desenvolvermos a força de vontade e exercitarmos o poder de mudar a nossa vida, é necessário desenvolver a fé, a confiança em nós mesmos, em Deus, na vida, na qual passaremos a acreditar em nossa capacidade de mudar para melhor.
Jesus, várias vezes, se referiu à necessidade da fé, da confiança, como condição para superarmos todos os nossos problemas.
Estudemos estes textos anotados por Mateus nos Capítulos 13, vv. 31 e 32 e 17, v. 20, que se complementam:
Outra parábola lhes propôs, dizendo: O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem, pegando dele, semeou no seu campo; o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham nos seus ramos.
Porque em verdade vos digo, se tiverdes a fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para ali e ela se transportaria, e nada vos será impossível.
Jesus coloca o diminuto grão de mostarda como exemplo da quantidade de fé que devemos ter, porque, para superar a inércia da acomodação, não precisamos muito esforço, apenas acreditarmos que podemos.
Para desenvolvermos o "Reino dos céus" em nós mesmos, através do cultivo das questões essenciais da vida, é necessário ter a fé do tamanho de um grão de mostarda, a menor de todas as sementes, para podermos superar as montanhas de dificuldades criadas por nós mesmos, pelo cultivo das negatividades egóicas.
Após iniciarmos o processo de mudança, com a continuidade do esforço, a pequena semente vai, lenta e gradativamente, se transformando numa grande árvore a produzir os frutos do entusiasmo, da alegria de viver, da felicidade.
Um único cuidado é importante no uso da força, para que ela não seja utilizada de forma bruta, gerando prepotência consigo mesmo e com os outros, mas sim, inteligente e amorosamente. O poder necessita ser bem direcionado pela inteligência e amor, conforme veremos nos próximos atributos da ação da vontade.
Podemos resumir este atributo da vontade através da seguinte frase. "Se eu quiser, verdadeiramente, mudar algo em mim que me limita, eu posso, eu sou capaz de realizá-lo, mesmo que haja dificuldades, fruto das minhas próprias limitações, eu consigo transformá-las, se eu utilizar a força de vontade que faz parte da essência do meu ser". 
COMPETÊNCIA - vimos que a força é a base da vontade, mas somente ela não basta, pois é preciso que a pessoa tenha competência para mudar, isto é, que ela saiba como mudar.
Muitas pessoas são sinceras em seu processo de mudança, querem verdadeiramente mudar, mas não a realizam de forma competente. Acabam, em virtude disso, forçando-a, resultando em bloqueios das emoções, muita exigência consigo mesmas, etc., fatos que as tornam muito rígidas e, mais cedo ou mais tarde, acabam tendo problemas resultantes desta postura, pois forçam a sua natureza.
Essas pessoas usam, apenas, a força de vontade e, por isso, acabam se tornando prepotentes consigo mesmas. Utilizam o poder sem direcionamento inteligente e amoroso e acabam por emperrar o próprio processo de mudança.
Para que possamos mudar, de uma forma tranqüila e suave, é necessário agregar à força de vontade, a competência, para que o esforço seja o menor possível.
Toda mudança necessita da força, mas é preciso que essa força seja utilizada de forma inteligente, transformando-a em esforço competente. O segundo atributo da vontade, a competência ou habilidade é o exercício da inteligência, tanto a cognitiva, quanto a emocional, adquirindo-se sabedoria para bem direcionar a força.
Façamos uma analogia. Uma pessoa que tem o seu automóvel estacionado numa rua. Para sair com o seu veículo necessita colocar a primeira marcha, por ser a mais forte para tirar o carro da inércia em que se encontra. Mas se a pessoa continuar em primeira marcha, após a saída do carro, não será nem um pouco inteligente de sua parte, não é mesmo?
Ela precisa colocar uma marcha cada vez mais leve, à medida que vai ganhando velocidade, necessitando, por isso, menor quantidade de combustível (energia) para continuar em movimento. É claro que, para fazer tudo isso, ela precisa ter a habilidade para dirigir.
Na vida as coisas também são assim. Para vencer a inércia da acomodação em nossas dificuldades egóicas, muitas vezes precisamos de uma força inicial grande para vencê-la e iniciar o movimento de mudança, mas depois que iniciamos o movimento, a força exigida deverá ser cada vez menor, poupando-se energia no processo. Por isso é indispensável a competência, o exercício da inteligência para direcionar, adequadamente, a força de vontade.
O uso adequado de energia é fundamental para se exercer a vontade, com o objetivo de mantê-la sempre viva.
Ao observarmos a natureza, fruto da Inteligência Divina, percebemos que tudo na natureza realiza um esforço para exercer a sua função, mas esse esforço deve ser o menor possível, para não se gastar energia desnecessariamente. É a lei do mínimo esforço.
Por exemplo: uma raiz, ao penetrar na terra para realizar a sua função de buscar água e nutrientes para a árvore, exerce um esforço considerável, não é verdade? Mas se ela encontra uma pedra no meio do trajeto, não seria nem um pouco inteligente furar a pedra para seguir o seu caminho, pois isso seria jogar energia fora, portanto ela simplesmente contorna a pedra, continuando o seu esforço em menor intensidade e economizando energia.
Da mesma maneira, se tivermos a semente de uma flor e desejarmos aquela flor para alegrar o nosso jardim, precisaremos colocá-la numa terra fértil, regá-la diariamente, afofar a terra, retirar as ervas daninhas, deixar o tempo adequado de exposição à luz do Sol, enfim, múltiplos cuidados de jardinagem diários, até que a planta tenha condição de produzir as flores.
Se exigirmos a flor antes da hora, poderemos danificar a planta, ou até matá-la. São necessários muita paciência, perseverança e esforço continuado para cultivar a semente, até termos a flor.
O ser humano, para mudar, deve seguir o exemplo da natureza, realizando a mudança de uma forma suave - consoante o que estudamos no Capítulo 1 sobre o jugo suave e o fardo leve, referido por Jesus -, na qual a energia despendida no processo de mudança seja utilizada de forma competente, canalizando-a adequadamente, evitando-se o seu desperdício.
Para obter essa suavidade em nós mesmos é preciso desenvolver, conosco, a mesma postura do cultivo da flor, respeitando a nossa própria natureza, sem autoviolentação. Portanto, é necessário cultivar em nossa intimidade o esforço continuado, paciente e perseverante.
Para isso é fundamental o desenvolvimento das inteligências cognitiva e emocional, da sabedoria, de modo a utilizar, de forma hábil, a força de vontade. O uso adequado da inteligência estará munindo a pessoa de instrumentos para exercer a vontade, gerando o esforço necessário para a mudança.
Para desenvolver esta competência é fundamental o emprego de técnicas como a meditação, a reflexão, a vigilância, a oração, etc., com o objetivo de se conseguir suavizar a força necessária para a mudança.
Façamos uma analogia com um alpinista, cujo objetivo é subir uma montanha. Se ele, por exemplo, tentasse escalar a montanha sem utilizar nenhum instrumento, seria como alguém que usasse somente a força de vontade para mudar. Teoricamente isso seria possível, mas ao chegar ao topo da montanha, o seu estado seria deplorável, pelo esforço gigantesco que teria que fazer. Não seria nem um pouco inteligente da parte dele fazer isso, não é verdade? Mas, se ele utilizar as ferramentas necessárias para subir, terá que fazer um grande esforço para chegar ao topo, porém, com certeza, muito menor.
É claro que para subir utilizando os instrumentos, ele precisa saber usá-los, senão, a única forma seria à unha. Esse é o resultado do uso da inteligência direcionando, adequadamente, a força de vontade.
Meditação, reflexão, vigilância, oração são instrumentos fundamentais para facilitar o processo de transformação, não para realizá-la em si mesma. Portanto, como toda e qualquer ferramenta, necessita ser utilizada freqüentemente e na hora certa, senão enferruja e se torna inútil.
Neste aspecto, o tipo de inteligência que deve ser mais desenvolvido é a emocional, que é resultado do exercício do auto-amor, próximo atributo da ação da vontade. O auto-amor estará direcionando, adequadamente, a força e a inteligência, criando o poder inteligente e amoroso.
Hoje em dia encontramos muitos recursos como livros, cursos, seminários, psicoterapia, etc., para ajudar as pessoas em seu processo de mudança, mas muitas pessoas, que têm acesso a esses recursos, justificam-se em não usá-los porque dá muito trabalho, como analisamos anteriormente.
Novamente o que as impede é a inércia. Dizem que querem mudar, mas quando se lhes mostra como fazê-lo, desistem, alegando que é muito difícil e trabalhoso. Com tal atitude deixam os recursos de lado e continuam se queixando da sua triste sina.
Podemos resumir este atributo da vontade através da seguinte frase. «Se eu quiser, verdadeiramente, mudar algo em mim que me limita, eu posso, eu sou capaz de realizá-lo, mesmo que haja dificuldades, fruto das minhas próprias limitações, eu consigo transformá-las, se eu utilizar a força de vontade de forma competente, aprendendo a superar, através de vários recursos, as limitações que possuo, solucionando-as com inteligência, paciência, perseverança e esforço continuado, de forma gradativa e suave, com o menor esforço possível". 

AUTO-AMOR - o amor a si mesmo é necessário para fortalecer a ação da vontade ainda mais, pois somente ele é que lhe dá a direção adequada. O auto-amor proporciona ao indivíduo a condição de escolher o melhor para si mesmo. É o exercício da melhor escolha.
Se a pessoa se auto-ama, com certeza, não ficará numa condição ruim, devido à inércia. Aqueles que se acoomodam numa vida mais ou menos, certamente não se amam o suficiente para se esforçarem, utilizando a força de vontade e a sua inteligência, adquirindo competência para poderem superar as dificuldades pelas quais passam. Quem se auto-ama quer o melhor para si mesmo e se esforça para consegui-lo.
Portanto, o auto-amor é a condição imprescindível para se exercer os dois primeiros atributos da vontade. Sem o auto-amor a pessoa pode, até, começar um processso de mudança, mas não consegue perseverar nele. Para persistir no rumo que se deseja, tendo firme a vontade, somente com o auto-amor, que é a condição para escolher e permanecer no caminho traçado.
O auto-amor estará reforçando em nós a paciência, a perseverança e a necessidade do esforço continuado, nos auxiliando a desenvolver o poder amoroso que transforrma a nossa vida para melhor.
Podemos resumir este atributo da vontade através da seguinte frase. «Se eu quiser, verdadeiramente, mudar algo em mim que me limita, eu posso, eu sou capaz de realizá-lo, mesmo que haja dificuldades, fruto das minhas próprias limitações, eu consigo transformá-las, se eu utilizar a força de vontade de forma competente, aprendendo a superar, através de vários recursos, as limitações que possuo, solucionando-as com inteligência, paciência, perseverança e esforço continuado, de forma gradativa e suave, com o menor esforço possível, porque eu me amo e por isso quero o melhor para a minha vida". 

BUSCA DA FELICIDADE - quarto atributo da ação da vontade, a busca da felicidade é o que proporciona sentido para a vida humana. Todos a desejamos, mas são poucos os que a conseguem, porque a maioria das pessoas a deseja ganhar e não obtê-la com os próprios méritos. Querem ser felizes, permanecendo numa atitude inercial de acomodação às próprias limitações. 
É claro que isso nunca será possível dessa forma.
Felicidade é algo que se obtém pela ação da vontade. Este atributo é um desdobramento do anterior, pois quem se auto-ama busca, naturalmente, ser feliz e fazer a felicidade dos outros, num processo de alo-amor. (quem se auto-ama transmuta este amor em direção ao próximo; é necessário ter para depois doar).
Voltando à analogia do alpinista subindo a montanha. Imaginemos no topo da montanha a presença da felicidade plena. São poucos aqueles que, desejando a felicidade, se dispõem a subir até o ápice, fazendo todo o esforço necessário, paciente e perseverantemente. A maioria fica no sopé da montanha dizendo "Eu gostaria tanto de chegar lá em cima e encontrar a felicidade, mas é tão difícil subir, é tão trabalhoso", "Eu não sou capaz", etc.
Dizem querer a felicidade, mas querem ganhá-la como uma graça divina, e não como uma conquista, fruto de seus próprios esforços. É claro que essa graça jamais acontecerá. Deus não nos dá a felicidade pronta, Ele nos oferece todos os meios para conquistá-la por nós mesmos. Mas, como Deus sabe aguardar e todos nós fomos criados para a felicidade, todos, sem exceção, subiremos a montanha, mais cedo ou mais tarde.
A felicidade é o estado de plenitude que podemos almejar, portanto, quando uma pessoa busca se esforçar para melhorar um pensamento, um sentimento ou um comportamento negativo está, em realidade, trabalhando para obter a felicidade que almeja.
A busca da felicidade é o objetivo máximo da vida e que estará norteando a força e a competência da vontade, para que o indivíduo se esforce para consegui-la. Por isso, nessa busca, é fundamental usar o poder, a inteligência e o auto-amor para se exercitar o aperfeiçoamento constante e, com isso, conseguir a felicidade relativa, até que cheguemos à perfeição e conquistemos a felicidade plena.
Na metáfora da montanha, se colocarmos a felicidade plena no topo dela, a felicidade relativa consiste em fazer o esforço da subida. Não é preciso chegar ao topo para ser feliz, apenas é necessário iniciar a subir até ele para sentirmos a felicidade, pois nos libertaremos da inércia que nos traz infelicidade.
Não é possível, num planeta como o nosso, a felicidade plena, mas é possível realizar a felicidade relativa, que é fruto do trabalho do bem e da autotransformação.
Podemos resumir este atributo da ação da vontade, englobando todos os demais, através da seguinte frase. "Se eu quiser, verdadeiramente, mudar algo em mim que me limita, eu posso, eu sou capaz de realizá-lo, mesmo que haja dificuldades, fruto das minhas próprias limitações, eu consigo transformá-las, se eu utilizar a força de vontade de forma competente, aprendendo a superar, através de vários recursos, as limitações que possuo, solucionando-as com inteligência, paciência, perseverança e esforço continuado, de forma gradativa e suave, com o menor esforço possível, porque eu me amo e por isso quero o melhor para a minha vida e desejo obter a plenitude e felicidade que mereço". 

Para concluir, observemos esta figura que denominamos Pirâmide da Ação da Vontade. Nela fazemos uma comparação da vontade com uma pirâmide. Percebamos que a sua base, o alicerce é a força, exercício do poder, e a competência, exercício da inteligência cognitiva e emocional, mas que só existe e faz sentido, por causa do topo, que é o auto-amor e a busca da felicidade, que, ao mesmo tempo em que é sustentada pela base, a reforça e também sustenta, pois lhe dá um sentido.
Sem a destinação que todos temos de desenvolver a felicidade plena, não haveria sentido em nos esforçarmos para superar as nossas limitações. Por isso, o auto-amor e a busca da felicidade nos alimentam a força de vontade e nos fazem desenvolver a inteligência para conquistar a plenitude que todos almejamos.
Envolvendo tudo está o círculo do amor, não apenas o auto-amor, mas o amor à vida, ao próximo, a Deus, ao Cosmos, dando um sentido à vida e auxiliando no esforço de auto-aprimoramento do Ser, que ruma em direção à plenitude e à Luz Maior, pois, quanto mais nos amarmos e mais felizes formos, mais estaremos irradiando esse amor e felicidade em torno de nós, e dessa forma todo o Universo à nossa volta, se plenifica e felicita junto conosco, a começar com os próximos, mais próximos.
Por isso, amar-se e ser feliz, exercitando a ação da vontade para isso, motivando-se por amor, é um grande ato de amor a Deus, à Vida e ao nosso próximo. 

EXERCíCIOS VIVENCIAIS: - OS ESTILOS DE MOTIVAÇÃO

1. Coloque uma música suave e relaxante, feche os olhos e busque relaxar todo o seu corpo da cabeça aos pés. Para facílítar o relaxamento você pode contrair a musculatura da face e membros superiores e relaxar por três vezes. 

2. Agora reflita sobre a Parábola dos Talentos. Em qual perfil você se insere: ao do servo fiel, ou ao do negligente? Você costuma ter o movimento de resolver as dificuldades que tem na vida, ou tenta fugir delas? 

3. Você se motiva por afastamento ou por aproximação, ou por ambos, dependendo das circunstâncias? 

4. Que movimentos psicológicos egóicos você mantêm que lhe levam a se motivar por afastamento? Que ações você pode realizar para transformá-los? 

5. Que movimentos psicológicos essenciais você mantêm que lhe favorecem a se motivar por aproximação? Que ações você pode realizar para reforçá-los? 

6. Anote as suas reflexões. 

A AÇÃO DA VONTADE 

1. Coloque uma música suave e relaxante, feche os olhos e busque relaxar todo o seu corpo da cabeça aos pés. Para facílítar o relaxamento você pode contrair a musculatura da face e membros superiores e relaxar por três vezes.

2. Agora pense no nível da sua ação de vontade. Ela é satisfatória ou insatisfatória? Como você lida com ela?

3. Como você exerce a força de vontade para mudar a sua vida? 

4. Que ações você tem realizado para aumentar a sua competência e, com isso, melhorar a sua ação da vontade?

5. Como anda o seu nível de auto-amor? Você é do tipo de pessoa que vive reclamando da vida, e faz muito pouco para mudá-la, ou é alguém que não se contenta com uma vida mais ou menos, e realiza todos os esforços possíveis para mudá-la para melhor? 

6. Em que nível se encontra a sua felicidade? Você a tem como uma meta possível de ser alcançada? Que ações você tem realizado para conquistá-la? 

7.Anote as suas reflexões. 
Alírio de Cerqueira Filho

1 comentários:

Claudine Ribeiro G. Netto disse...

Olá amigo Janilton
Excelente texto abordado.
Todas as pessoas tem talentos, cabe a cada um desenvolvê-los.
A motivação e a vontade são essênciais na vida das pessoas, pois sem estes não se consegue nada.
Deus nos mostra o caminho, dando-nos
livre arbítrio para caminharmos, nós
escolhemos nosso destino. Para isso
precisamos ter amor, auto amor, motivação, vontade e nunca desistir.
O trabalho feito com amor, qualquer que seja, dignifica a pessoa, dando a sensação da felicidade, que tantos procuram e não enxergam, mesmo estando diante delas.
Deus te abençoe.