Pages

Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Lei do Trabalho

Pergunta 674: A necessidade do trabalho é lei da Natureza? - "O trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos".
Pergunta 675: Por trabalho só se devem entender os ocupações materiais? - "Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho."

1 - A BÊNÇÃO DO TRABALHO
Sob pretexto algum te permitas a hora vazia. Justificando cansaço ou desengano, irritabilidade ou enfado, desespero íntimo ou falta de estímulo, evita cair no desânimo que abre claros na ação do bem, favorecendo a intimidade e inspirando as idéias perniciosas.
Se supões que todos se voltam contra os teus propósitos superiores, insiste na atividade, que falará com mais eficiência do que tuas palavras.
Coagido pela estafa, muda de atitude mental e renova a tarefa, surpreendendo-te com motivação nova para o prosseguimento do ideal.
Vitimado por injunções íntimas, perturbadoras, que enraízam no teu passado espiritual, redobra esforços e atua confiante.
O trabalho é, ao lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porquanto conquista valores incalculáveis com que o Espírito corrige as imperfeições e disciplina a vontade.
O momento perigoso para o cristão decidido é o do ócio, não o do sofrimento nem o da luta áspera.
Na ociosidade surge e cresce o mal. Na dor e na tarefa fulguram a luz da oração e a chama da fé.
Maledicências e intrigas, vaidade e presunção, calúnias e boatos, despeito e descrédito, inquietação e medo, pensamentos deprimentes e tentações nascem e se alimentam durante a hora vazia.
Os germes criminógenos de muitos males que pesam negativamente sobre a economia da sociedade desenvolvem-se durante os minutos de desocupação e ociosidade.
Os desocupados jamais dispõem de tempo para o próximo, atarantados pela indolência e pela inutilidade que fomentam o egoísmo e desenvolvem a indiferença.
O trabalho se alicerça nas leis de Amor que regem o Universo.
Trabalha o verme no solo, o homem na Terra e o Pai nas Galáxias.
A vida é um hino à dinâmica do trabalho. Não há na Natureza o ócio.
O aparente repouso das coisas traduz a pobreza dos sentidos humanos.
A vida se agita em toda parte.
O movimento é lei universal em tudo presente.
Não te detenhas a falar sobre o mal. Atua no bem. Não te escuses à glória de trabalhar pelo progresso de todos, do que resultará a tua própria evolução.
Cada momento sabiamente aproveitado adiciona produtividade na tua sementeira de esperança.
O trabalho de boa procedência, em qualquer direção, produz felicidade e paz.
Dele jamais te arrependerás.
Não esperes recompensa pela sua execução. Produze pela alegria de ser útil e ativo, içando o coração a Jesus, que sem desfalecimento trabalha por todos nós, como o Pai Celeste que até hoje também trabalha. 

2 - TRABALHO DE ÚLTIMA HORA

A pretexto de cansaço ou necessidade urgente de repouso, não postergues a ensancha abençoada do trabalho que agora te chega, na Vinha do Senhor.
Dínamo gerador do desenvolvimento e estímulo da ordem, o trabalho é manifestação de sabedoria, desde que o esforço encetado se dirija à execução superior.
Sejam quais forem as circunstâncias, reverencia o trabalho como meio e meta para a harmonia íntima e o equilíbrio externo.
Enquanto trabalhas, olvidas problemas e superas limitações, consubstancializas ideais e incrementas a felicidade. Em retribuição, a atividade ordeira te proporciona esperanças, modificando as paisagens por mais complexas e pressagas se te apresentem.
Convidado à Seara do Senhor, não examines dificuldades nem recalcitres ante as necessidades urgentes com que depares.
Mediante a operação socorrista na lavoura dos corações, lograrás vantajosas conquistas contra os contumazes verdugos do Espírito: egoísmo, paixão, ódio que dormem ou que se agitam nos dédalos da vida mental. ..
Quase sempre ajudas com a esperança de imediata retribuição e reages porque não recebes em seguida ...
Considere as circunstâncias em que os outros atuam e conferes resultados, arbitrando com a visão distorcida do que supões merecer.
A honra do trabalhador, no entanto, se exterioriza pela satisfação do labor executado.
O serviço de Deus é comum para todos, facultando operações incessantes com que se pode desenvolver a felicidade na Terra.
Pouco importa a hora que se haja compreendido a significação do divino chamado.
Assim, não te deixes perturbar ante os que estão à frente, nem lamentes os que seguem à retaguarda.
Importa-te em proceder com dedicação desde hoje, aqui e agora.
Descobre uma entre as mil maneiras de atuar edificando e serve, atendendo o chamado do Senhor, que prossegue aguardando os que desejam trabalhar na Sua vinha.
Nenhum olhar para trás, nenhuma medida de distância à frente.
Os últimos chamados, qual o que ocorre contigo, receberão a recompensa prometida, não obstante o pouco tempo de que disponham para trabalhar com Jesus e por Jesus. 

3 - BENS MATERIAIS

A riqueza, sob qualquer aspecto considerada, é bênção que Deus concede ao homem para a felicidade deste e que lhe compete bem utilizar, multiplicando-a em dons de misericórdia e progresso a benefício do próximo.
Torná-la oásis reduzido para o próprio prazer, em pleno deserto de recursos onde medram a dor e a miséria de todo porte, é fraqueza moral que se converte em algema de demorada escravidão.
Todas as concessões da vida rendem juros conforme a direção e a aplicação que se lhes dêem ...
Os bens materiais ensejam o progresso e devem fomentá-lo, porquanto a própria evolução humana impõe necessidades que os homens primitivos desconheciam.
As exigências da higiene e do conforto, da preservação da saúde e das experiências de evolução facultam a aplicação de valores que, simultaneamente, organizam o sistema de crescimento e desenvolvimento do indivíduo como do grupo em que vive.
Não cabe, porém, a ninguém o direito de usufruir, seja o que for, em detrimento das possibilidades do próximo.
Criminosa a exploração que exaure as forças naturais e entenebrece o caráter humano.
Desse modo, a direção que o homem dá aos recursos materiais, mediante a aplicação egoísta ou a utiliização benéfica, faz que tal se transforme em grilhão ou liberdade, desgraça ou dita.
Administradores, que todos somos, transitoriamente, dos haveres, enquanto na vilegiatura carnal, seremos convocados a contas para relatórios, apresentando o que fizemos das concessões divinas que passaram pelas nossas mãos.
O dinheiro, a propriedade, a posição social relevante, a saúde, a inteligência, a mobilidade, a lucidez são bens que o Espírito recebe como empréstimo divino para edificar-se e construir a ventura.
Qualquer emprego malsão engendra escassez e limitação que transformam em aflição e desespero.
O mordomo infiel retorna à Terra na sujeição escravizadora, que lhe cobra o desperdício ou a usura de que se fez vítima inerme.
Multiplica pelo trabalho e pela ação benéfica todos os bens de que disponhas: do corpo, da mente, do Espírito.
Aquinhoado com os valores perecíveis que dormem ou se movimentam nas tuas mãos, recorda os filhos da agonia ao teu lado, nas tábuas da miséria e do abanndono ...
Um dia, sem que o queiras, deixarás todas as coisas e valores, ante o impositivo da desencarnação, seguindo contigo, apenas, os valores morais legítimos, decorrentes dos bens materiais que converteste em esperança, alegria, progresso e paz, qual semeador de estrelas que, após transitar por caminho de sombras, conseguiu transformá-lo numa Via-láctea de brilhantes celestes. 

4 - FRACASSO E RESPONSABILIDADE

Muito cômodo atribuir-se o insucesso das realizaações a outrem, transferindo responsabilidades.
Incapaz de encarar o fracasso do verdadeiro ângulo pelo qual deve ser examinado, o homem que faliu acusa os outros e exculpa-se, anestesiando os centros do discernimento, mediante o que, espera evadir-se do desastre.
Há fatores de vária ordem que contribuem poderosamente em todo e qualquer cometimento humano.
O homem de ação, porém, graças aos seus valores intrínsecos reais, responderá sempre pela forma como conduz o programa que tem em mãos para executar assim, portanto, pelos resultados do empreendimento.
Pessoas asseveram, em face dos desequilíbrios que se permitem: "Não tinha outra alternativa. Fui induzido pelos maus amigos."
Outras criaturas afirmam após a queda: "Os Espíritos infelizes ganharam a batalha, após a insistência e a perseguição que eu não mais agüentava."
Diversos justificam a negligência sob o amparo do desculpismo piegas e da desfaçatez indébita.
Luta sem desfalecimento e perseverança no posto, em qualquer circunstância, são as honras que se reservam ao candidato interessado na redenção.
O vinho capitoso flui da uva esmagada. O pão nutriente surge do trigo triturado.
A água purificada aparece após vencer o filtro sensível.
Os dons da vida se multiplicam mediante as contribuições poderosas da transformação, da renovação, do trabalho.
Não te escuses dos dissabores e desditas, acusando o teu irmão. Mesmo que ele haja contribuído para a tua ruína, és o responsável. Porque agiste de boa-fé com leviandade, ou tutelado pela invigilância, não te deves acreditar inocente.
Cada um sintoniza com o que lhe apraz e afina.
O Evangelho, na sua beleza e candidez de linguagem, registra e nos recorda a incisa e concisa lição do Mestre: "Sede mansos como as pombas e prudentes como as serpentes."
Sem que estejas em posição belicosa, colocado em situação contrária, abre a alma ao amor para com todos, porém vigia "o coração porque dele procedem as nascentes da vida".
Diante de qualquer fracasso, refaze as forças, assume responsabilidade e tenta outra vez. Quiçá seja esse o feliz instante de acertares, logrando êxito. 

5 - CONSIDERANDO O ARREPENDIMENTO

Por mais anestesiados se encontrem os centros do discernimento intelectual, dia chega em que ele se instala ...
Passe o tempo sob a aflição do tóxico que perturba a faculdade da razão, momento surge em que se reajustam os núcleos da atividade do pensamento e ele brota ...
Apesar da intensidade clamorosa dos fatores perturbantes que destroem os sentimentos superiores da vida, ao impacto dos projéteis da ira alucinada, do ódio avassalador, do ciúme desequilibrante ou do amor próprio enlouquecido, levando a criatura a atitudes infelizes, chega a oportunidade em que aparecem os pródromos da sua presença ...
O arrependimento sempre se manifesta na consciência em débito para com a vida.
A princípio, ei-lo como lembrança da falta cometida de que já se não supunha existir qualquer sinal; posteriormente, a recordação do momento infeliz que se estabelece; mais tarde, a idéia rediviva dominante e, por fim, a obsessão do remorso, avassaladora.
Insidioso e maleável, o arrependimento é câncer que se apropria do homem que se deixou colher em falta, pela vindita ou pelo desforço.
Há pessoas que dizem: "Arrependo-me de me não ter vingado."
Algumas exclamam: "Arrependo-me de não ter expulsado o inimigo à minha porta."
Outros proferem: "Arrependo-me do bem que fiz." Algumas contraditam: "Amarguro-me, sim, porque fui eu quem o ajudou e arrependo-me da hora inditosa em que nutri a víbora que hoje me picou ... "
Em verdade, devemos arrepender-nos das más ações que cometemos, louvando sem cessar os momentos briosos do auxílio que dispensamos e agradecendo a Deus a oportunidade em que poderíamos ter ferido, mas não o fizemos, o ensejo de vingança, sem havermos descido a rampa da desgraça, a ocasião de negarmos o bem, tendo distendido a escudela da generosidade.
O arrependimento que enseja reabilitação do gravame é convite da consciência ao refazimento da obra malsucedida. Se, todavia, a vítima transitou e a perdeste de vista, o acúleo do arrependimento se converte em cravo que se fixa no cerne do Espírito, qual presença da dor que infligiste, até que se te depurem os fatores negativos que causaste.
Não te permitas, portanto, trair, enganar, acusar, ferir, mesmo que tenhas razão. Se a tens, obviamente, não se faz necessário descartar-te de quem te prejudica, porquanto estás melhor do que ele. Se não a tens, não te compete a tarefa do desforço, desde que o teu padecimento é o corretivo para as tuas imperfeições.
Em qualquer circunstância, poupa-te desde hoje ao impositivo escravizante que te surpreenderá amanhã.
Arrependimento sadio das faltas cometidas é compromisso assumido com as tarefas a executar.
Arrependimento perturbador que ultraja a consciência torna-se problema que se afigura de difícil solução.
Caso não te disponhas a tudo recomeçar sob o beneplácito da Misericórdia Divina que nos colocou no mundo para amar e amar, servir e servir, porque é da Lei que "somente pela caridade os homens serão salvos", padecerás do arrependimento perturbador que nada edifica. 

6 - TRANQUILIDADE

Conceituas tranqüilidade qual se fora inércia ou indolência, dever ausente, lazer demorado.
Em face disso pensas em férias, recreação, letargo, com que supões lenir aflições íntimas, solucionar problemas e complexidades do cotidiano.
Talvez consigas, em misteres de tal natureza, renovar forças, catalisar energias, predispor-te. Sem o esforço interno, intransferível com que te defrontarás, assumindo posição decisiva para os embates de reeducação, dificilmente lograrás êxito.
A tranqüilidade independe de paisagens, circunstâncias e ocasiões. Estabelece-se no Espírito como resultado de uma consciência pacificada, que decorre, a seu turno, de uma vivência moral e social concorde com os postulados de enobrecimento espiritual.
Fatores externos criam, às vezes, possibilidades, circunstâncias para as aquisições do Espírito. É, porém, nas refregas da evolução, lapidando imperfeições e arestas, que o homem se autodescobre, conhece-se e premia-se com a ação libertadora.

O cansaço, o desaire, a perseguição, a dor, não obstante aflijam, jamais logram romper a armadura da tranqüilidade real.
Quando existe harmonia interior os ruídos de fora não ecoam perturbadoramente.
Se condicionas a tua tranqüilidade a lugares, pessoas e fatores externos, submetes-te, apenas, ao anestésico condicionante para o lazer dos sentidos.
Se necessitas de silêncio, melodias, ginásticas para a tranqüilidade, apenas estás no rumo. Sem que te possas manter sereno no retiro da natureza ou na atividade das ruas, entre sons harmoniosos e a poluição sonora, ritmos ginastas e a esfalfa das correrias nas leiras da caridade junto ao próximo, a tua aquisição ainda é miragem diletante, que facilmente se diluirá.
Se te enerva a espera ou te desagradam o cansaço e o medo, fruis somente comodidades, encontrando-te longe da tranqüilidade real.
Um Espírito tranqüilo não se atemoriza nem se enfada, não se desarranja nem se rebela, porquanto, pacificado pela consciência reta, vibram nele as energias da renovação constante e do otimismo perene.
Jesus, no Sermão da Montanha ou no Gólgota, manteve-se o mesmo.
Estatuindo a carta magna para a Humanidade, louvou Deus e, padecendo a injustiça humana, agradeceu ao Pai, enquanto perdoou aos homens.
Íntegro, confiante, demonstrou até o momento último que a tranqüilidade é preciosa aquisição com que a vitória da vida coroa as lutas nas incessantes batalhas do existir. 


Joanna de Ângelis

1 comentários:

Sandra F. disse...

Interessante o post, Janilton. Tirei uns minutos do dia pra ler alguns blogs, puxa, como o tempo é escasso, não é mesmo?
Parabéns pelo blog.