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sábado, 28 de agosto de 2010

Carência (Análise Psicológica)

A carência é a convicção interna do percebimento de que ninguém é capaz de preencher nossa fenda afetiva. Há muito tempo à mesma deixou de ser sinônimo de solidão, pois é sentida em todas as esferas do relacionamento: casamento, namoro e família. A carência é o teste supremo de que nunca teremos controle sobre nossas reais necessidades pessoais, estando à mercê dos valores impostos pelo social: beleza, sedução e segurança como exemplos. A pessoa carente exacerba sua percepção social de que realmente quase nenhuma pessoa se importa com os sentimentos do outro, sendo que tal idéia se transforma em um conflito torturante, pelo fato da desconfiança de que isto esteja acontecendo no cotidiano do indivíduo.

Perdemos totalmente o poder pessoal face às pressões externas e internas que atingem nossos valores mais íntimos, nos tornando dependentes de qualquer tipo de relacionamento, seja positivo ou negativo. A dependência é sinônima absoluta da carência. Esta sempre será um reflexo interno e psíquico do estar preso na opinião alheia, e como outras pessoas devastam a auto estima da pessoa quando proferem determinadas críticas. A carência real é aquilo que sabemos que nos falta; ao contrário de tentar mostrar desesperadamente para o mundo que necessitamos de sua aprovação; não está associada à mágoa, mas, se assemelha muito mais a tristeza, que é uma emoção mais do que confiável perante um determinado esforço pessoal que não produziu o resultado almejado até o presente momento de nossas vidas. Esperança é a tristeza transformada em crença pessoal sobre o potencial de determinado indivíduo.

Será realmente que desejamos lidar com a carência ou apenas derramar toda a miserabilidade afetiva? A questão do choro se insere em tal contexto; pois há muito venho observando na experiência clínica que o mesmo muitas vezes possui um caráter autoritário, fazendo com que o parceiro esteja à disposição total da pessoa para aplacar seu sofrimento; ou ainda reflete o referencial de que a pessoa não deseja abrir mão da posse que acha que lhe foi conferida e jamais pode ser confiscada. O carente ou deprimido não se importam com a vergonha social de demonstrar seu sofrimento; sendo que tal fato não constitui algo positivo ou negativo; mas o que vale é unicamente reviver a todo custo um passado no qual não se conforma de ter sido excluído. É impressionante que após mais de cem anos da psicologia, pouco ainda se fala dos recursos dissimulados para a obtenção de poder e atenção. A auto flagelação e auto comiseração são os mais atuais na manutenção de dito estado neurótico. A carência como disse, sempre é um sentimento verdadeiro de um estado de desamparo, sendo que o problema reside na obsessão ou exacerbação do mesmo, ou quando a pessoa acha que tal condição é infindável.

O carente muitas vezes adota sua postura como se fosse uma espécie de "profissão", eliminando sua possibilidade pessoal de desvinculação das antigas imagens neuróticas. Sua dependência reside no retorno da infantilização emocional, mesmo que tais vivências tragam imensa dor psicológica. Mas como é possível a continuidade de tal sofrimento, seria um traço masoquista de personalidade? Creio que não, o que acontece nesses casos é que alguém que foi atacado em sua auto imagem ou amor próprio desenvolve um dispositivo mental de servidão perante a figura agressora, com a finalidade inconsciente de estar ao seu lado até que a reparação seja efetuada. É um clamor híbrido de vingança e justiça que transcende o tempo, se fixando no acontecimento passado em detrimento de formas atuais de compensação para sua carência. O carente guarda uma memória emocional extremamente elevada, pois sente que sua rebelião não se deu no ponto devido, guardando para si uma tarefa que parece interminável: a cura de sua ferida perante uma pessoa que deteve e ainda detêm poder sobre seus afetos. A carência abre brechas para vários processos neuróticos que a pessoa acaba por desenvolver. Assim como espera a reparação sublinhada acima, adota uma série de comportamentos fragilizados (choro, angústia e medo p.ex,) no sentido do meio ao seu redor perceber sua existência, mesmo que a pessoa seja vista negativamente ou que isto traga imensa dor ao ego. O carente teve um treino onde seu narcisismo pessoal foi totalmente invertido, se tornando uma auto crítica incessante.

A carência coloca a questão primordial se realmente alguém luta por um sonho concreto, ou apenas deseja vivenciar uma dor perante o que sente que lhe retiraram. O desafio é se gosta do presente, ou está totalmente preso numa caixa de lembranças negativas. Passado e futuro se transformam no palco de uma dor psíquica que a pessoa já não consegue conter.

Todo sentimento ou prazer cobram seu preço ou manutenção; sendo que os aspectos econômicos e sociais se transferem para a afetividade. O capitalismo também impera nas emoções, e poucos se deram conta de tal fato, preferindo acreditar ingenuamente num romantismo que nunca existiu. A liberação de determinada pulsão (energia contida que requer a descarga) de prazer irá cobrar o preço da dependência, já que o ser humano desde a idade média permeia suas relações na base da troca monetária. O interesse há muito habita nosso mais profundo íntimo, e só alguém totalmente alienado passa desapercebido perante tal fato. É lógico concluirmos que a carência irá se desenvolver numa determinada pessoa que não aceita a perda do controle e poder perante determinada situação. O que devemos refletir é como anda nosso potencial de troca, e percebermos que há uma junção entre carência e apego, sendo que este último tem a finalidade de se deter apenas no déficit atual da afetividade. Mas quase ninguém reflete sobre as conseqüências de determinada perda; o que realmente acontece? Será a noção de que jamais conseguiremos determinado prazer que experimentamos? O soterramento absoluto de nossa frágil auto imagem? O inconformismo perante nosso desejo de posse que se esvaeceu por completo perante a realidade? Desejo não admitido de mais uma "chance", mesmo se sabendo que determinada relação é absolutamente aflitiva? Qualquer perda possui o padrão mental de uma compulsão ou vício, sendo que faz parte da natureza humana lutar para a continuidade de algo conhecido, mesmo que isto custe sua própria vida ou insatisfação crônica.

O sistema econômico cria a noção da carência ou insuficiência eterna, jogando as pessoas numa espiral doentia de consumo. Tudo nos diz que nossa emoção profunda é um quadro perpétuo oco pendurado na parede de nossa consciência que está sempre em conflito. Um lado positivo da carência que quase todos infelizmente não conseguem enxergar é a capacidade ou desejo da recuperação do padrão ou equilíbrio emocional. O problema é a concentração apenas na descarga, como foi observado anteriormente. A recuperação ou aprender a obter poder e compensação por determinada inferioridade incluindo a perda é uma das essências da vida. A carência só irá se impor por completa quando o medo da morte que é seu aspecto mais profundo dominar os mais recônditos cantos do inconsciente do indivíduo. A saída é o percebimento de que todo sofrimento possui uma utilidade prática na vida do indivíduo.

A carência é a recusa interna de que talvez estejamos sós e abandonados; ou ainda a descoberta de que o amor de outra pessoa ainda não nos brindou. A questão é que a mente coloca tal coisa como algo que irá perdurar até o fim da vida da pessoa. Desde as descobertas de FREUD, o ser humano teve que perder sua racionalidade e assumir que jamais terá o controle sobre seus aspectos inconscientes. Mesmo com todas as novas descobertas na ciência, não temos ainda nenhuma chance de poder sobre o nosso destino. O máximo que conseguimos é observar como o inconsciente se agrega a determinados eventos ou acontecimentos, para dar continuidade a experiência traumática como dizia FREUD. Repetir determinados relacionamentos ou situações é tarefa básica do inconsciente. O problema é que neste ponto a psicanálise caiu num dilema; pois achava que se concentrar no passado do indivíduo seria a chave para remover o núcleo neurótico.

ALFRED ADLER, primeiro discípulo de FREUD e também o primeiro a desafiar suas teses, pensava o contrário; que o inconsciente seria a chave para o mapeamento das experiências futuras; como exemplo, acreditava que a escolha profissional se dava lá pelos cinco anos de idade, devido ao peso emocional vivido pela criança por situações que não entendeu e mais tarde desejaria atuar novamente. Seu trabalho se fixava na atualidade do indivíduo, tentando coibir as neuroses de atrapalharem o espírito coletivo e de solidariedade humana, fazendo com que o paciente abri-se mão de sua "vingança" perante sua história de vida; isto seria se concentrar no presente e futuro. Perceber que emoção historicamente se agrega no inconsciente da pessoa seria a tarefa do terapeuta. Se for a submissão, certamente a tendência será a repetição. Caso seja a raiva ou ódio, a pessoa tentará viver o oposto. Como exemplo clínico, cito pessoas que eram totalmente apegadas em seus relacionamentos, que após a separação e devido ao inconformismo fazem questão que nos seus próximos contatos afetivos seja o parceiro que esteja na postura da dependência. É da natureza humana lutar pelo poder em todas as situações, principalmente nas que refletem o medo ou raiva como expoentes máximos.

Para elucidarmos o inconsciente como a chave de nosso destino pessoal, faz-se mister o mapeamento mais do que detalhado das emoções e sentimentos diários vividos pela pessoa, pois desta forma teremos pelo menos uma pista de como será sua vida no confronto com os desafios da atualidade. O ponto fundamental é não apenas se debater na falta, mas, descobrir verdadeiramente o núcleo de nossos sonhos e anseios, e averiguar com total franqueza se os mesmos são passíveis de serem efetuados, e se também a mentira não está presente em algo que pensamos que desejamos.

Nossa meta atual que ruminamos diariamente é o fato de ganharmos dinheiro. Sem sombra de dúvida necessitamos do mesmo para atender nossas necessidades vitais. O complicador é quando as necessidades de consumo se agregam às questões afetivas, no sentido de compensar uma falta ou carência. Nenhum carro, casa ou produto pode ter tal função, já que o inconsciente não aceita permutas para suas solicitações. Deter-se no consumismo é apenas uma fuga narcisista para ser invejado ou obter poder sobre alguém, em face da infelicidade pessoal generalizada. E como é extremamente dilacerante percebermos o quanto somos e estamos infelizes. O dinheiro apenas abafa nossa total carência que não conseguimos resolver. A amplitude do desejo de retenção monetária reflete também um seguro cultivado diariamente contra algo extremamente valioso emocionalmente que a pessoa deixou escapar. O "rico" é aquele que sabe ou já passou pela horrenda experiência da privação, sendo que o acúmulo é a defesa mais racional para evitar a repetição de tão amarga vivência. Afetivamente em nossa era o processo é similar, pois a troca de amor para a maioria pode implicar em mágoa ou perda, assim sendo, todos acabam se tornando avarentos por precaução.

O consumismo é apenas um disfarce, para não se assumir que lidamos da mesma forma com as pessoas como o fazemos com o dinheiro. Ora subtraímos todo o afeto ou respeito para com o outro por puro egoísmo; ou então exageramos na doação ou ciúmes quando estamos prestes a perder determinado convívio. O fato é que somos péssimos investidores quando temos alguém ao nosso lado; e a solidão é a agonia por não poder se investir a dois, se sabendo possuidor de algo desprovido de sentido na posse individual. Carência é a revelação daquilo que a pessoa realmente é, trazendo à tona tanto o lado que reclama ternura que o parceiro ou alguém podem completar, quanto a malignidade inerente ao ser humano, quando acuado por uma situação de falta ou preso à determinada condição que o outro desconhece. A carência visa a eliminação de qualquer tipo de segredo e manutenção do orgulho, para que ocorra algo sério, que quase nunca observamos no cotidiano. Como lidamos com nossos parceiros é a chave de tal questão; (posse, inveja, superioridade, dentre outros.) Insistindo ainda no debate social, o consumo cria paralelamente o temor à dívida; assim sendo, é preferível a carência do que pagar um tributo pessoal perante determinada pessoa que possa nos reconfortar. Não seria essa uma das causas atuais da falência dos relacionamentos? Alguma pessoa pode se lembrar no decorrer de sua história pessoal, de algum tipo de aviso ou treinamento que obteve para conseguir compartilhar determinada emoção ou afetividade? Afora o discurso básico de uma mãe ou pai sobre a necessidade de dividir com um irmão determinado brinquedo ou tarefa, será que podemos nos lembrar da última vez que fomos alertados de que determinada situação ou desejo pessoal poderia nos conduzir ao isolamento?

O verdadeiro aspecto do amor ou troca é a contínua experiência do diálogo perante o prazer e insatisfação. Temos de aprender que uma imagem tênue de algo prazeroso jamais pode ser um referencial eterno perante o que buscamos. A memória traz os fatos, e cabe os classificarmos perante o grau de importância em determinada etapa de nossas vidas. A sedução é mais ou menos o colocado; imprimir o selo de uma lembrança eterna, que muitas vezes não tem nada a ver com as reais necessidades da pessoa; o mesmo caso que o sistema econômico nos coloca diariamente. A sedução como é posta pela sociedade é a oportunidade de se mostrar todo o poder pessoal perante alguém carenciado. A disputa e inveja se tornam então a base da nova procura pessoal. Sedução deveria ser a responsabilidade sensual a alguém que merece nosso mais profundo afeto.

A carência também é um atraso na conscientização do que realmente nosso íntimo está buscando; sendo que tal hiato é quase que completamente preenchido pelo medo. Quando o mesmo invade a personalidade, qualquer outro processo se torna secundário ou seu escravo. O medo utiliza vários processos emocionais para sua subsistência. A carência talvez seja sua base mais segura, na crença neurótica de que a infelicidade irá perdurar. Carência no resumo de tudo que foi colocado é o temor constante de perder novamente. De certa forma, todos já foram traumatizados no decorrer de sua história de vida. Mas por que não conseguimos obter experiência positiva perante passagens dolorosas? Por que a fragilidade ousa imperar absoluta, quando necessitamos de auto estima, parcimônia e tranqüilidade? O vírus destruidor de todo o equilíbrio emocional que deveríamos cultivar é a descoberta dolorosa de que determinada pessoa nos escolheu para doar ou viver o pior de si própria. Não consigo visualizar um registro de uma situação de "traição" mais horrenda do que a colocada.

Em outros trabalhos sempre pontuei que um relacionamento começa não apenas com elementos de prazer ou atração sexual; sendo que é investido de necessidades inconscientes ou estímulos negativos que a pessoa não conseguiu lidar até o presente momento. Uma relação é uma espécie de "contrato" sigiloso entre ambas as partes acerca de conteúdos reprimidos da personalidade que anseiam vir à tona. O parceiro se torna o alvo necessário para a consecução de uma tarefa mental que há muito habita o íntimo de seu par. Infelizmente na maioria das vezes, tais conteúdos são de natureza oposta aos anseios e expectativas da outra pessoa, começando todo o drama conjugal. Passa desapercebido que quase ninguém deseja a responsabilidade ou carga perante o depósito afetivo do outro. O pavor mais do que justificado da solidão mascara a necessidade imperiosa de afastar alguém que adquiriu como meta básica contrariar nossos desejos. Não almejo concluir com desesperança no âmbito afetivo, apenas apontar as diversas armadilhas criadas numa junção de carências pessoais versus necessidades artificiais induzidas pelo consumismo e opinião alheia. Claro é o fato de que a solidão é o fardo mais assombroso de nossa era, porém, a busca verdadeira por uma qualidade da relação também deveria ser meta básica. O problema é que quase não há mais comoção e entusiasmo perante o talento e capacidade de alguém para se dedicar plenamente a uma pessoa. A inveja há muito tempo atua contra o potencial da continuidade e bem estar das relações.

O desafio constante passa por conseguir realmente conhecer o outro; perceber não apenas seu histórico, mas, como lida nas diferentes áreas da vida; em que momentos ou situações é alguém simples, ou em quais é terrivelmente avarento e ambicioso. O carente se cega perante a verdadeira natureza de outra pessoa, devido a sua precária condição emocional; não consegue investir na sua pessoa e também em situações que poderiam lhe trazer amplo crescimento pessoal. Sua postura se assemelha a alguém em situação de privação social e econômica, nutrindo o conceito de que determinado bem é quase que inatingível para si próprio.

A carência não deixa de ser uma das únicas oportunidades de nos revelarmos sem máscaras; devemos apenas tomar o cuidado de repetidamente mostrarmos nossa essência, já que a sociedade fará uma leitura de "fraqueza", e conseqüentemente iremos nutrir um terrível complexo de inferioridade. Não se trata aqui de apregoar algum tipo de falsidade, sendo que o intuito é a mera preservação da estima do sujeito. O grande problema é que fica a impressão de jamais termos a certeza se realmente somos "bons" ou capazes em determinada área de nossas vidas. Dada esta dúvida, todos saem correndo atrás de fama, dinheiro ou poder, a fim de abafarem o desastre do fracasso pessoal, que é conseqüência na maioria das vezes do medo da opinião alheia e das expectativas que achamos que os outros têm a nosso respeito. A educação do valor próprio é pervertida diariamente por um narcisismo egoísta e individualista, dado que os pais cobram incessantemente dos seus filhos sucesso e destaque, assim como a sociedade o faz. Nesta corrida mais do que neurótica, o que se esquece é o acompanhamento genuíno das reais necessidades e possibilidades da criança. Temos de admitir que até nos mais puros instintos de cuidado e proteção, o lado econômico perverteu a nossa capacidade de sermos pais.

Qualquer ser humano já vivenciou o medo do desamparo ou a temível sensação da perda da proteção perante a morte ou ausência de seus genitores. Se vamos conseguir sobreviver a uma sociedade mais do que hostil e competitiva, ou se ainda, nos darão alguma posição para podermos sobreviver, fazem parte dos nossos mais profundos temores e pesadelos. A questão é que o carente vivencia tais medos na parte emocional, e o que é pior, quase que diariamente. Não é apenas uma questão de insegurança crônica; sendo que se abre uma espécie de portal para outros sentimentos paralelos que irão povoar indefinidamente o inconsciente da pessoa: ciúmes, inveja, medo e principalmente a ansiedade. A função da psicoterapia não deve ser a de aplacar a angústia, ou colocar o paciente em determinado conformismo. A solução só pode ser o que ADLER chamava de um "primeiro combate entre duas pessoas", para que à parte mais fragilizada aprenda a recuperar sua potência, seja no ganho ou na perda, sendo que a função do psicólogo é espelhar um lado profundamente humano, dizendo que todo esse processo é valioso, e que o mesmo também sente prazer na recuperação do outro, já que o indivíduo despotencializado jamais acreditará que poder ser alguém interessante. ADLER usava uma frase simples, mas penso que ainda de muita utilidade: "o teste supremo para ser terapeuta é a capacidade de animar a pessoa que busca ajuda".

BIBLIOGRAFIA:

ADLER,ALFRED. O CARÁTER NEURÓTICO. MADRID: PAIDÓS, 1932. FREUD,SIGMUND. O FUTURO É UMA ILUSÃO. OBRAS COMPLETAS. 

Créditos: Antônio Carlos Alves de Araújo - Psicólogo

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