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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

À Frente da Morte

Não olvides que, além da morte, continua vivendo e lutando o Espírito amado que partiu ...
Tuas lágrimas são gotas de fel em sua taça de esperança.
Tuas aflições são espinhos a se lhe implantarem no coração.
Tua mágoa destrutiva é como neve de angústia a congelar-lhe os sonhos.
Tua tristeza inerte é sombra a escurecer-lhe a nova senda.
Por mais que a separação te lacere a alma sensível, levanta-te e segue para a frente, honrando-lhe a confiança, com a fiel execução das tarefas que o mundo te reservou.
Não vale a deserção do sofrimento, porque a fuga é sempre a dilatação do labirinto em que nos arroja a invigilância, compelindo-nos a despender longo tempo na recuperação do rumo certo.
Recorda que a lei de renovação atinge a todos e ajuda quem te antecedeu na grande viagem, com o valor de tua renúncia e com a fortaleza de tua fé; sem esmorecer· no trabalho - nosso invariável caminho para o triunfo.
Converte a dor em lição e a saudade em consolo, porque, de outros domínios vibratórios, as afeições inesquecíveis te acompanham os passos, regozijando-se com as tuas vitórias solitárias, portas a dentro de teu mundo interior.
Todas as provas objetivam o aperfeiçoamento do aprendiz e, por enquanto, não passamos de meros aprendizes na Terra, amealhando conhecimento e virtude, em gradativa e laboriosa ascensão para a vida eterna.
Deus, a Suprema Sabedoria e a Suprema Bondade, não criaria a inteligência e o amor, a beleza e a vida, para arremessá-los às trevas.
Repara em torno dos próprios passos.
A cada noite no mundo segue-se o esplendor do alvorecer.
O Inverno áspero é sucedido pela Primavera estuante de renascimento e floração.
A lagarta, que hoje se arrasta no solo, amanhã librará em pleno espaço com asas multicolores de borboleta.
Nada perece.
Tudo se transforma na direção do Infinito Bom. Compreendendo, assim, a Verdade, entesourando-lhe as bênçãos, aprendamos a encontrar na morte o grande portal da vida e estaremos incorporando, em nosso próprio espírito, a luz inextinguível da gloriosa IMORTALIDADE.

Emmanuel - Escrínio de Luz

domingo, 29 de novembro de 2009

O Irmão

"A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa, não trata com leviandade, não se ensoberbece." - Paulo, (I Coríntios, 13:4)

Quem dá para mostrar-se é vaidoso.
Quem dá para torcer o pensamento dos outros, dobrando-o aos pontos de vista que lhe são peculiares, é tirano.
Quem dá para livrar-se do sofredor é displicente.
Quem dá para exibir títulos efêmeros é tolo.
Quem dá para receber com vantagens é ambicioso.
Quem dá para humilhar é companheiro das obras malignas.
Quem dá para sondar a extensão do mal é desconfiado.
Que dá para afrontar a posição dos outros é soberbo.
Quem dá para situar o nome na galeria dos benfeitores e dos santos é invejoso.
Quem dá para prender o próximo e explorá-lo é delinquente potencial.
Em todas essas situações, na maioria dos casos, quem dá se revela um tanto melhor que todo aquele que não dá, de mente cristalizada na indiferença ou na secura.
Todavia, para aquele que dá, irradiando o amor silencioso, sem propósitos de recompensa e sem mescla de personalismo inferior, reserva o Plano Maior o título de irmão.

Emmanuel

sábado, 28 de novembro de 2009

Armadura de Deus

Efésios Capítulo 6, versículos 10-24
10 No demais, irmäos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
11  Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
12  Porque näo temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
13  Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.
14  Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça;
15  E calçados os pés na preparaçäo do evangelho da paz;
16  Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
17  Tomai também o capacete da salvaçäo, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;
18  Orando em todo o tempo com toda a oraçäo e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,
19  E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho,
20  Pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar.
21  Ora, para que vós também possais saber dos meus negócios, e o que eu faço, Tíquico, irmäo amado, e fiel ministro do Senhor, vos informará de tudo.
22  O qual vos enviei para o mesmo fim, para que saibais do nosso estado, e ele console os vossos coraçöes.
23  Paz seja com os irmäos, e amor com fé da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo.
24  A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade.

Amém.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Imortalidade

A noite sombria da morte sucede a madrugada clarificadora da vida espiritual.
Em toda a parte estua a vibração miraculosa e pulsante da vida que não cessa.
Morre a semente para surgir a planta vitoriosa. Decompõe-se a matéria a fim de nutrir outras formas de vidas.
Gasta-se uma estrutura desta ou daquela natureza para ressurgir, mais além, em manifestações novas e expressivas .
A serenidade do cadáver humano é enganosa e utópica. Além das células em transformações incessantes, onde se locupletam vibriões, o espírito desperta.
Nada nem ninguém. Morrer é somente mudar de estado.
A paz das necrópoles é pobreza dos sentidos dos que supõem contemplá-la.
A perda da indumentária física não confere prosperidade espiritual nem conduz à ruína desesperadora, senão àqueles que as elaboraram antes.
Cada ser desperta consoante viveu vinculado ou liberto das paixões.
A morte pode ser considerada como o despir da aparência e o despertar para a realidade. Ela não apaga o amor que prossegue em cânticos afetuosos, imanando sentimentos que se alongam além das fronteiras do corpo, nem interrompe o intercâmbio do ódio que expele emanações mefíticas, alongando processos obsessivos de longo e tormentoso curso.
Quantos se acostumaram à beleza das emoções superiores escalam os óbices da limitação e atingem excelsas regiões.
Aqueles, no entanto, que se fixaram nas paisagens grotescas da animalidade primitiva, acordam envoltos nas paixões que conduziram ao decesso carnal, mais vorazes, mais infelizes, mais atormentados.
Não há milagre ante a morte ...
Não procures os que partiram para a Imortalidade, em dias a eles consagrados, nas tumbas onde se diluíram as impressões da forma, pois que lá não estão.
Evita visitá-los nos campos dos despojos carnais, considerando que lá não os encontrarás.
Se foram amorosos e bons, libram acima das conjunturas imediatistas, visitam-te, intercambiam o amor e trabalham, vitoriosos, esperando por ti.
Se viveram descuidados, entorpecidos pelo ópio do prazer, dormem o longo sono da consciência aparvalhada, experimentando pesadelos e agonias de difícil tradução para o teu entendimento. 
Se jornadearam adstritos à impiedade e atados ao erro deste ou daquele teor, sofrem e fazem sofrer, procurando, no próprio lar ou em outras mentes de fora do ninho doméstico, com as quais se afinam, intercâmbio inquietante e enfermiço.
Seja qual for o roteiro por onde tansitaram aqueles teus afetos, agora além da carne, ora por eles, pensa neles com bondade e amor.
Transforma as moedas que iriam adquirir flores e luzes frágeis demais para os atingirem - logo mais fanadas e mortas, bruxuleantes e sem lume - em leite e pães para débeis criancinhas esquálidas, em caldo quente e reconfortante para velhinhos esquecidos nas sombras espessas da miséria, em medicamento refazente para enfermos em agonias e dores tormentosas, em agasalhos para corpos em absoluta nudez, em oportunidade de trabalho para pais de família ao desemprego e desassossegados, em meios honrosos para todos aqueles que seguem pelo teu caminho, como homenagem a eles, os teus mortos queridos, que vivem e te bendirão o amor.
O que fizeres em memória deles se transformará em lenitivo às suas aflições, atestado inequívoco de afeição que não passará despercebido por eles.
Desobstrui gavetas e armários e passa adiante o que conservas como lembrança deles, fazendo-os apegados a esses valores realmente mortos ...
Teus mortos vivem!
Respeita-os, homenageando-os através da bênção da caridade dirigida a outros.
Enquanto a saudade macerava os corações atemorizados dos discípulos, após os sucessos da tarde trágica de Jerusalém, e a inquietação os sobressaltava, pela madrugada do domingo, mulheres piedosas, entre as quais uma ex-cortesã, acorreram ao sepulcro aberto na rocha, para visitar o inumado querido, encontrando, porém, a sepultura violada e vazia.
Procurando informar-se do que sucedera, a jovem de Magdala defrontou-O nimbado de safirina e radiosa luz, enquanto Ele, sorrindo, saúda-a jubiloso: -- «Maria» !
Diante dos entes queridos, mortos, recorda Maria de Magdala aflita e Jesus triunfante depois da morte, retomando em incomparável manifestação de IMORTALIDADE gloriosa, vencedor das sombras e das dores ... 

Fonte: Comunidade Espírita


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Lembranças

Kátia

Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos
 
Já faz tanto tempo
Que eu deixei
De ser importante
Pra você
Já faz tanto tempo
Que eu não sou
O que na verdade
Eu nem cheguei a ser
E quando parti
Deixei ficar
Meus sonhos
Jogados
Pelo chão
Palavras perdidas
Pelo ar
Lembranças contidas
Nesta solidão
Eu já nem me lembro
Quanto tempo faz
Mas eu não me esqueço
Que te amei demais
Pois nem mesmo o tempo
Conseguiu fazer esquecer
Você
Não
Fomos tudo aquilo
Que se pode ser
Meu amor foi mais
Do que se pode crer
E nem mesmo o tempo
Conseguiu fazer esquecer
Você
Tentei ser feliz
Ao lado seu
Fiz tudo que pude
Mas não deu
E aqueles momentos
Que guardei
Me fazem lembrar
O muito que eu te amei
E hoje o silêncio
Que ficou
Eu sinto a tristeza
Que restou
Há sempre um vazio
Em minha vida
Quando relembro nossa
Despedida
Eu já nem me lembro
Quanto tempo faz
Mas eu não me esqueço
Que te amei demais
Pois nem mesmo o tempo
Conseguiu fazer esquecer
Você
Não
Fomos tudo aquilo
Que se pode ser
Meu amor foi mais
Do que se pode crer
E nem mesmo o tempo
Conseguiu fazer esquecer
Você

Trava Línguas

O que são? 
 
Podemos definir os trava línguas como frases folclóricas criadas pelo povo com objetivo lúdico (brincadeira). 
 
Apresentam-se como um desafio de pronúncia, ou seja, uma pessoa passa uma frase difícil para um outro indivíduo falar. Estas frases tornam-se difíceis, pois possuem muitas sílabas parecidas (exigem movimentos repetidos da língua) e devem ser faladas rapidamente. 
 
Estes trava línguas já fazem parte do folclore brasileiro, porém estão presentes mais nas regiões do interior brasileiro.

Exemplos de Trava Línguas (devem ser falados rapidamente sem pausas).
 
  • Pedro tem o peito preto, O peito de Pedro é preto; Quem disser que o peito de Pedro é preto, Tem o peito mais preto que o peito de Pedro.
  • A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.
  • Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.
  • Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três. 
  • Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.
  • Chupa cana chupador de cana na cama chupa cana chuta cama cai no chão.
  • Pinga a pipa Dentro do prato Pia o pinto e mia o gato.
  • O rato roeu a roupa do rei de Roma.
  • Pinga a pia apara o prato, pia o pinto e mia o gato.
  • O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.
  • Quico quer quaqui. Que quaqui que o Quico quer? O Quico quer qualquer quaqui.
  • Três pratos de trigo para três tigres tristes.
  • Luzia lustrava o lustre listrado, o lustre listrado luzia.
  • Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
  • Fala, arara loura. A arara loura falará.
  • Se o Arcebispo-Bispo de Constantinopla a quisesse desconstantinoplizar, não haveria desconstantinoplizador que a desconstantinopllizasse desconstantinoplizadoramente.
  • Atrás da pia tem um prato, um pinto e um gato. Pinga a pia, para o prato, pia o pinto e mia o gato.
  • A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...
  • O Tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem, o Tempo respondeu pro tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Atiraste Uma Pedra

Maria Bethânia

Atiraste uma pedra
No peito de quem
Só te fez tanto bem
E quebraste um telhado
Perdeste um abrigo
Feriste um amigo
Conseguiste magoar
Quem das mágoas te livrou
Atiraste uma pedra
Com as mãos que essa boca
Tantas vezes beijou
Quebraste um telhado
Que nas noites de frio
Te servia de abrigo
Feriste um amigo
Que os teus erros não viu
E o teu pranto enxugou
Mas acima de tudo
Atiraste uma pedra
Turvando essa água
Essa água que um dia
Por estranha ironia
Tua sede matou



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Relacionamento Pais e Filhos

"Uma família infeliz é aquela que permite que outros elementos preencham espaços no lugar do prazer da troca entre seus membros". - ANTONIO CARLOS- PSICÓLOGO

O objetivo do presente trabalho é apontar elementos para a reflexão e análise do cotidiano psíquico entre pais e filhos e sua repercussão familiar e social. Infelizmente a maioria dos pais se preocupa com extrema demasia apenas no futuro material e profissional de seus filhos, sendo que durante décadas há um grande esforço econômico para se atingir tal finalidade. Embora isso seja necessário, pouquíssimos pais se preocupam com outros tipos de herança, como por exemplo, o aspecto pessoal e afetivo de seus filhos. Embora isso seja um fato óbvio, o impacto social desse tipo de criação é desastroso para a coletividade.
Qual o tipo de treinamento afetivo e social que se passa para um filho? Qual o grau de inibição, timidez ou fuga social do mesmo? Qual a extensão de seus medos interiores e disponibilidade para trocar afeto com outras pessoas? Lamentavelmente boa parte dos pais é absolutamente omissa para lidar com tais questões, o que agrava o problema, ou então usa de dissimulação e disfarce para encobrir tais fatos.
Um dos maiores erros que observamos na relação pais e filhos se dá no tocante ao aspecto material. Aquele pai ou mãe que não possui muito tempo para seu filho, acaba compensando através de presentes ou recompensas materiais. Assistimos isso diariamente. Porém, o fato é muito mais profundo, pois nunca se trata de uma questão quantitativa, mas sim qualitativa. Uma criança não dimensionará sua relação com os pais apenas em termos de tempo, mas também o modo como se desenrola essa relação e os sentimentos de ternura e segurança oriundos da mesma. Assim sendo, a compensação material por parte dos pais, nada mais é do que um embuste, para que os mesmos escondam sua própria dificuldade de passar afeto, sua falta suprema de treino amoroso. Quem lida com psicoterapia infantil, sabe que uma neurose se estabelece numa criança quando a mesma tem receio ou vergonha de compartilhar o plano afetivo com os pais, não importando necessariamente o tempo que passa com os mesmos. Em algum momento de sua vida, essa criança já sonhou com as coisas acontecendo de modo diferente, contudo anos de insensibilidade para esse fato acima citado, acabam por criar uma nova geração muitas vezes mais rebelde e insensível ao aspecto da pessoalidade humana. Que se manifestem aqueles pais que assistem diariamente seus filhos entregarem suas almas ao computador ou ao videogame.
Temos que fazer uma ressalva ao aspecto exploratório de uma criança, que percebendo a culpa ou dificuldade dos pais em determinado setor das relações acaba por se utilizar da manipulação e chantagem emotiva para obter mais mimos ou regalias. Pais saudáveis são aqueles que buscam ou possuem um local de reflexão e aprendizagem, nunca encarando a educação de seus filhos como algo estanque, mas, sobretudo com um dinamismo que requer trabalho, coragem e amor para se lidar com tão complicada tarefa.
Muitos pais falam do desejo de que seus filhos não passem pelas mesmas privações que sofreram outrora. O que muitas vezes os mesmos não percebem é que tal pensamento é reducionista, pois a superação de qualquer etapa dolorosa, requer que o próprio pai tenha trabalhado e parcialmente superado seus conflitos emocionais, se evitando a projeção dos mesmos em algo meramente econômico, com a intenção de fuga acima descrita. É fundamental que todos estejam pelo menos parcialmente aptos para enxergarem determinadas verdades por mais dolorosas que sejam, como por exemplo, o desejo de muitos pais de terem não filhos em si, mas clones melhorados de si próprios, cobrando muitas vezes coisas que jamais conseguiram ou deveriam cobrar.
Há a necessidade da reflexão e equilíbrio constante de forças antagônicas para o desenvolvimento pleno de uma criança, como por exemplo: independência e importância do contato humano; individualidade e espírito coletivo; auto estima e admiração que leva ao amor por outras pessoas.
Qualquer processo educativo que valorize principalmente o poder, status e sucesso, criará filhos que carregarão imensa soma de ansiedade e insegurança, sendo que priorizarão apenas o aspecto material, tratando os pais como instituições financeiras que lhes comprarão objetos da admiração e inveja de seus colegas, tentando compensar sua frustração secreta de não poderem ser autênticos no círculo familiar. Os pais deveriam ter em mente o preço que todos arcarão quando o aspecto afetivo não for à prioridade
O treino, vivência e realidade afetiva que não obtermos no círculo familiar, custará enorme soma de energia e tempo para podermos reconstruí-los em outras esferas, isso se a pessoa estiver motivada e disposta.
Se levantarmos uma hipótese social acerca das relações pais e filhos nos dias atuais, encontraremos uma característica peculiar que vem desafiando psicoterapeutas das mais diversas linhas de pensamento. A criança revive e extrapola ao máximo determinado conflito ou neurose que está diretamente associado a algum distúrbio pretérito dos pais que não foi resolvido, como assinalei anteriormente, numa tentativa inconsciente de alertar e equilibrar uma psique familiar descompensada. O problema se torna gravíssimo quando a criança além de atuar como o sinalizador acima descrito, exacerba o conflito de tal forma, que sua vida pessoal se torna absolutamente bloqueada, afetando a área emocional e cognitiva.
Problemas escolares, retraimento, agressividade e até mesmo o desejo de não crescer expresso no urinar na cama passam a ser a tônica, sendo que não faltam desculpas e artimanhas por parte da criança a fim de justificar seu comportamento anti-social. Usando um pouco termos técnicos, a própria questão do complexo de Édipo (forte carga de atração da criança em relação ao genitor do sexo oposto) fica fragmentada, pois se a teoria anteriormente citada dizia que a criança tem o desejo de afastar o pai para estar mais próxima da mãe, não é o que verificamos no trabalho dinâmico familiar. Pelo contrário, são diversos os casos de distúrbios infantis originados após a separação, e quando isso ocorre, entra a questão citada anteriormente da criança como sinalizadora de problemas paternos, aliado ao fato dela não aceitar a separação, por achar que quando um dos dois se for, perderá mais regalias ou vantagens, reproduzindo psiquicamente a partilha que se dá no contexto financeiro quando um casal se separa. Concluímos que a maioria do processo psíquica infelizmente é influenciada desde a tenra infância por fatores de status, posse e poder, e todos os pais que almejam um futuro de estabilidade emocional para seus filhos, deveram refletir profundamente sobre tão sérios problemas. 

ANTONIO CARLOS ALVES DE ARAÚJO- PSICÓLOGO 


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Você Faria Isso?


Não? Então você precisa conhecer o amor. se é amor... que seja verdadeiro!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A Baratinha Dura De Matar

Mate a barata, que tanto encomoda! Ela é muito engraçada...divirta-se!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Cérebro Masculino e o Feminino


Quem São Meus Amigos?



Meus amigos têm olhos que brilham quando vêem os
dois pequenos sóis em que se transformam os meus olhos,
quando eu os encontro.

Meus amigos têm mãos que apertam, afagam e tocam;
braços que se estendem amplamente para receber o meu abraço.

Meus amigos não são ingênuos, tolos ou imprudentes.
São apenas desarmados, não ocultam sentimentos nem se calam
quando falar é a necessária e adequada ação.

Meus amigos, quando se expressam, esquecem a retórica impecável
e até mesmo o correto português porque às vezes,
o coração precisa de manifestações acima do vernáculo,
mas repletas de significativas e barulhentas interjeições.

Meus amigos sacam à distância o que para mim é sagrado,
às vezes brigam comigo e eu com eles, mas quando merecidamente me botam "na lona" por uma besteira que eu tenha feito, não desferem nem mais um golpe, de tal sorte que eu possa refazer-me e novamente juntar as mãos para aplaudi-los.

Meus amigos não são apenas impulsos elétricos.
Eles conhecem meu endereço e, muitas vezes,
devido à distância, perdemos um "face a face",
mas nos abraçamos através de um monitor
ou de um amoroso telefonema.

Afinal, quem são meus amigos?

São pessoas plenas de amor, como eu.
Alguns sem raça definida,
outros têm brasões, outros são quatrocentões,
outros parecem com lordes ingleses,
outros carregam complicados sobrenomes alemães,
mas há uma marca em comum:
todos sabem dar-me transparente e sincera afeição.

Haja o que houver, meus amigos jamais me deixam na mão!

                                                                                    
                         Autora: Fátima Irene Pinto

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Um Olhar Diferente…

Precisamos urgente aprender a ter um olhar diferente diante das coisas da vida e dos seres humanos. Aqueles que estão mais próximos de nós são os que menos nós vemos. Olhamos sem ver, sem observar é tudo automático. Bom dia, tudo bem, como vai, mal olhamos para os olhos, para perceber alguma coisa…pois ali esta a janela do coração.
É por onde enxergamos com a visão do amor o que esta acontecendo dentro de nós.
Mas a rotina do dia-a-dia, não nos deixa nem ver, nem perceber nem sentir. E o que é pior deixamos de viver os momentos mais lindos e mágicos que a vida nos presenteia. Você arruma seu filho para ir para a escola e faz um questionário imenso. Já fez a lição, escovou os dentes, não va se sujar, me espere no carro.
Não é isso? Entrega ele na escola como se entregasse uma pizza. No trajeto nem sequer pergunta: Tá feliz meu filho, quero que você tenha um dia bem alegre com teus amigos ai na escola. Como vai aquele seu amigo? Gostei muito dele, diz mandei um beijo pra ele.
Tchau!! vou ficar com muitas saudades até depois. Quando você estiver indo para seu trabalho ou voltando pra casa leve junto a lembrança mais linda do seu filho o sorriso, o brilho dos seus olhos, e principalmente com a felicidade a paz que ficou no coração de vocês.
Com nossos amigos é a mesma coisa…por um mal entendido esquecemos de olhar com os olhos do coração o quanto esse amigo te fez feliz.
Quanto tempo de sua vida ele dedicou a sua atenção sem te pedir nada em troca. Queria apenas sua presença, sua amizade e seu carinho. Nosso olhos acostumados a não ver com o coração, não percebe que o mais importante é quando muitas vezes no silencio vemos tantas coisas com o olhar da alma.
Um abraço nos deixa mais fortes, mais feliz, porque ?
Estamos olhando com os olhos que Deus olha para nós.
Olhar do amor, do compreender as necessidades do outro.
É tão fácil ser feliz!! É só aprender a olhar com os olhos do coração. Um olhar diferente…
Quero te ver você olhando assim.
Vou ficar muito feliz!! Você sabe disso.
 
Autor: Rivalcir Liberato

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Qual Tipo de Pessoa Tornar-se-á Solitária?

QUAL TIPO DE PESSOA TORNAR-SE-Á SOLITÁRIA?(UMA ANÁLISE DOS CONFLITOS NOS CASAMENTOS E RELACIONAMENTOS NA ATUALIDADE).

"Qualquer talento ou distinção pessoal deve servir ao incremento de uma sensibilidade a favor de determinada pessoa,do contrário, apenas restará uma vaidade nefasta que excluirá o sujeito da condição humana, rebaixando-o novamente para o reino animal da competição".- CHARLES DARWIN.

"Todos constroem um desejo veemente de ter provedores que satisfaçam todas as carências impostas pela vida. Como a criança lida com a imagem e o real perante a figura provedora, é a medida mais exata de sua futura saúde ou doença mental. Muito mais do que desejar afetivamente um dos genitores, o objetivo central da criança desamparada é possuir um provedor eterno, pois logo cedo a mesma percebe a extrema dificuldade pela sobrevivência em nosso mundo".- ALFRED ADLER-PSICÓLOGO.

"Se na era vitoriana estudada por FREUD, a mulher desenvolveu a histeria por não poder gozar a sua sexualidade devido ao moralismo opressivo da época, que tipo de nova enfermidade desenvolverá uma mulher independente, que pode se relacionar sexualmente com total liberdade, mas totalmente temerosa em compartilhar sua intimidade e com pânico profundo ao amor e entrega absoluta?".-ANTONIO CARLOS PSICÓLOGO.(ANTONIO CARLOS-PSICÓLOGO)".

A sensação de derrota íntima é o primeiro indício de uma profunda solidão que talvez seja companheira pelo resto da vida de uma pessoa. Neste ponto quero ressaltar o primeiro conceito essencial deste texto, que tem o objetivo de advertência pessoal e social: Qualquer experiência pretérita de fracasso Afetivo ou separação deveria servir para uma ampliação de consciência ou crescimento pessoal, nos tornando mais sensíveis para aquilo de que realmente necessitamos, sendo que jamais poderíamos nos permitir que ditas experiências nos causassem amargura ou rancor, que irão se travestir de exigências impossíveis de serem concretizadas num futuro relacionamento.

Talvez a questão levantada seja a maior doença afetiva de nossos tempos. Se em algum momento de nossa vida nos entregamos a alguém que efetivamente não nos correspondeu, este é um problema puramente de sensibilidade, sendo que a mesma com toda certeza estava diminuída por não termos percebido uma escolha errada, ou que no fundo a pessoa em questão era uma projeção de todas as nossas negatividades não assumidas. O fato central que temos de perceber é o quanto realmente de investimento profundo depositamos na relação, ou prevaleceu nossa cobiça diária para ganhar mais dinheiro?Qual das partes sempre teve a soberania?

A prática da psicoterapia durante um pouco mais de um século, provou que o essencial para a cura de determinada neurose é principalmente a relação que se estabelece entre terapeuta e paciente. A mesma jamais pode ser algo puramente técnico, mas, sobretudo um dinamismo onde a troca deve sempre estar presente. O pagamento de determinada consulta é uma espécie de depuração para um sujeito que esteve em déficit no plano emocional em algum momento de sua vida.

Independentemente da questão econômica, o ponto central deve ser a troca, pois do contrário sobrará uma concepção mística e donativa de uma relação, onde a conseqüência é o mais puro sofrimento. Jamais uma verdadeira relação amorosa pode ser unilateral, pois do contrário há uma escravização do sentimento. Sabemos da extrema dificuldade da entrega ou doação numa relação, pois quase todos têm o receio de se sentirem submissos ou inferiores perante o outro. Obviamente é mais cômodo ter alguém aos nossos pés, provando nosso poder pessoal na esfera amorosa,sendo este desejo de possuir a alma do outro, uma das piores manipulações emocionais que o ser humano tem desenvolvido em nossa era.

O ser masculino ainda insiste em renegar toda e qualquer sensibilidade, embora se fale o contrário. Que se manifestem os psicólogos, onde 90% de sua clientela é composta por mulheres. Esta constatação é apenas uma das provas de que o fracasso afetivo sempre é empurrado para o âmbito da responsabilidade feminina, causando uma depreciação global em sua autoestima.

O homem procura por força cultural e maior treino sexual desde a adolescência, a obtenção do prazer imediato, se recusando na maioria das vezes a participar da intimidade conjugal ou familiar. O que devemos perguntar é o que realmente seria o prazer? Seria a satisfação de determinada fantasia sexual, de poder econômico, ou ambição em todos os níveis? Este último tópico se aplica na questão afetiva, pois é só pensarmos na infidelidade conjugal ou a necessidade histórica da freqüência de prostíbulos por parte do homem.

Se refletirmos profundamente, logo descobriremos que o prazer máximo reside naquele tipo de pessoa que jamais sabotaria o mesmo,pelo contrário, cultiva um aprofundamento não apenas daquilo que possui imenso valor, desenvolvendo permanentemente uma energia que se transforma em potência, sendo percebida pelo outro como carisma. Aliás, talvez esta seja uma das mais escassas qualidades em nossos tempos, pois é só observarmos como a mídia faz questão de compensar sua falta, através da exploração da vida íntima de artistas pré-fabricados, com o intuito de projetarmos nos mesmos um sucesso que jamais obteremos.

O fato é que o ser masculino há muito se encontra desnorteado no âmbito do prazer, embora o busque ardentemente. FREUD sempre deu destaque a importância fálica ou do pênis na sociedade contemporânea, em sua teoria sobre os conflitos inconscientes, pois o órgão sexual masculino representava poder ou obtenção do prazer, dada a questão da soberania patriarcal. Todo objeto valorizado também criava o pânico da perda. Assim sendo, segundo a teoria FREUDIANA, a angústia da castração era uma ameaça constante na constelação mental do menino, principalmente quando observava a vagina na menina; o que para o primeiro seria uma castração punitiva por a mesma ter desejado um dos genitores; o famoso complexo de Édipo. Principalmente através dos sonhos de seus pacientes FREUD elaborou tal dinamismo psíquico.

Porém, outro psicólogo - ALFRED ADLER, logo notou que tal construção mental de natureza sexual era apenas uma metáfora para esconder a verdade oculta por trás do medo, que era a recusa de se doar profundamente. A angústia da castração no menino, nada mais era do que um treino precoce para que no futuro seu pênis ou lado emocional servissem à apenas ele próprio, jamais compartilhando com outro ser.

Não é difícil aferir tal informação, pois é só observarmos a maioria dos relacionamentos, para descobrirmos que embora as pessoas tenham recursos disponíveis em várias áreas da personalidade, vivem como completos "mendigos" na esfera emocional.

Fica um tanto simplório a elaboração de uma teoria inconsciente sexualizada, se esquecendo da dinâmica social. As brincadeiras infantis acerca da sexualidade, tão bem observadas por FREUD, encerram não apenas a questão de ter um pênis, mas principalmente como disse acima, é um suposto treino precoce no sentido de quem irá comandar o lado afetivo. Não podemos nos deixar levar por ilusões, pois a mente humana sempre foi treinada para a dissimulação.

A questão teórica acima levantada é importante para a aferição do que realmente molda a personalidade. A psicanálise nos últimos cem anos acentuou as precoces relações emocionais entre pais e filhos como determinantes de neuroses futuras. O problema é que tais inferências representam apenas uma parte da questão central, pois não podemos afirmar que há uma soberania do lado sexual, quando a questão social é diariamente suscitada nos relacionamentos. Como alguém se situa na esfera emocional familiar, é sem dúvida vital para a futura autoestima da pessoa. Porém, não podemos fugir dos mecanismos sociais e econômicos presentes nos relacionamentos.

Todo ser humano chega ao mundo totalmente desprotegido e desamparado sob todas as formas, desde biológicas até emocionais. Assim sendo, todos constroem um desejo veemente de ter provedores que satisfaçam todas as carências impostas pela vida. Como a criança lida com a imagem e o real perante a figura provedora, é a medida mais exata de sua futura saúde ou doença mental. Muito mais do que desejar afetivamente um dos genitores, o objetivo central da criança desamparada é possuir um provedor eterno, pois logo cedo a mesma percebe a extrema dificuldade pela sobrevivência em nosso mundo.

Um dos objetivos básicos da psicoterapia é justamente levantar como a pessoa lidou de todas as formas com a presença ou ausência da figura provedora, pois o resultado de todo este processo determinará o desenrolar de sua personalidade. Saberemos então se a pessoa é autoconfiante; tímida; recatada; extrovertida ou temerosa perante os desafios; crente ou não em seu potencial ou valor próprio. O que não podemos admitir é a soberania sexual psíquica, num mundo extremamente material. As forças condicionantes do psiquismo seguem a mesma trilha do combate diário pela ambição e sobrevivência, embora o que mais alveja a alma de qualquer ser humano seja a percepção de ser realmente amado ou não dentro de seu ambiente de convivência.

Enfim, devemos tomar cuidado para não incorrer em erro ao confundirmos apego emocional exacerbado como a essência da neurose, quando a verdade última é o desejo de eterna exploração econômica dirigido às figuras provedoras. Acerca do universo feminino, fica explícita a masculinização do mesmo em nossos tempos. Não apenas por a mulher ter galgado no último século sua independência econômica, mas, sobretudo acabou incorporando todo o modelo de ambição material do homem, inclusive no tocante a descartar relações afetivas.

O perfil da mulher que encontrará indiscutivelmente um futuro destino de solidão extrema, é aquela pessoa que almeja tudo pronto de um relacionamento, seja na parte econômica;estética ou afetiva. Quem não aceitar ir construindo ao longo do tempo, uma trilha de plena intimidade na ajuda mútua e responsabilidade com o desenvolvimento de ambas as partes,herdará a fantasia absurda de um eterno modelo provedor que despotencializa a mulher;a infantilizando e reforçando a disputa de poder nos relacionamentos.

Curiosamente venho presenciando um número crescente de mulheres que se ressentem de sua independência econômica, alegando ser um imenso fardo a carregar. Tais mulheres não é que desejem um retorno ao passado, algumas talvez sim, mas observo que esta mulher estressada digamos assim, pela sua dupla jornada econômica e familiar, desenvolveu uma mágoa e rancor por todo o esforço acima citado. A conseqüência é o trancamento completo de sua capacidade afetiva e de entrega. Como disse acima, esta mulher incorporou os padrões doentios masculinos, e agora procura agir na mais completa exigência de ambição e poder em todas as esferas da vida.

Este tipo de mulher geralmente tem um histórico familiar de um pai quase que totalmente ausente. Vendo o sofrimento e constante submissão da mãe, partem para uma espécie de reação de conduta oposta, assimilando uma total rebelião e desprezo pela figura masculina. Sua única meta passa pelo reforço constante de seu narcisismo seja estético ou não, colecionando todo tipo de galanteio masculino como um troféu a ser exibido.

A infelicidade emocional da mulher citada é extremamente visível, se recusando em boa parte das vezes a constituírem uma família, canalizando toda a energia para a esfera do trabalho. Se antigamente a mulher era castrada em suas metas profissionais, apenas lhe sobrando o aspecto familiar, tenho reparado que em alguns casos está se dando o processo inverso em nossos tempos, o solapamento e repressão da esfera emocional.

Se na era vitoriana estudada por FREUD, a mulher desenvolveu a histeria por não poder gozar a sua sexualidade devido ao moralismo opressivo da época, que tipo de nova enfermidade desenvolverá uma mulher independente, que pode se relacionar sexualmente com total liberdade, mas totalmente temerosa em compartilhar sua intimidade e com pânico profundo ao amor e entrega absoluta? A resposta não é muito animadora, pois o surto de mulheres com alto prestígio social e estético acometidas de graves perturbações psicológicas têm aumentado de forma assustadora.

Todos sabem da verdadeira "guerra" silenciosa ou não, travada entre homens e mulheres nas últimas décadas. A contradição maior é que o sofrimento de um só pode ser reparado pela outra parte. O que libertaria o homem de seu medo e timidez afetiva, é a ajuda singela e penetrante do carisma afetivo que a mulher carrega em sua natureza. Poucos seres masculinos carregam este poder citado de gostar profundamente, e sabemos o quanto é vital ter alguém que realmente sente isto por nós. Nada causa mais proteção do que tal fato, sendo o resto pura compensação.

A libertação da mágoa feminina viria através do poder da praticidade do lado masculino, pois muitas vezes aquilo que a mulher cultiva como intuição, martelando sempre no mesmo ponto, nada mais é do que uma paranóia ou necessidade internalizada de sabotar um processo afetivo, devido às experiências passadas de frustração. Tenho observado que embora não seja regra, a mulher retém com muito mais intensidade a mágoa, não esquecendo em hipótese alguma do passado. Neste ponto, o pragmatismo masculino poderia ser de grande auxílio na construção de novas tentativas de troca afetiva profunda. Claro que tudo acima citado não segue um padrão linear para cada sexo, sendo que o objetivo é a reflexão profunda sobre a solidão decorrente dos conflitos emocionais de nossa época. 


Antonio Carlos Alves de Araujo - Psicólogo

sábado, 14 de novembro de 2009

Uma Homenagem A Nossa Poeta Rosana


  Rosana Madjarof

Caros colegas, aproveitando as homenagens de Roberto Falbo e Denize Oliveira à Maria Souza e Lison Costa. Quero homenagear também uma pessoa muito querida dentro do site de notícias diHITT, que é nossa poeta Rosana Madjarof. Com certeza ela não poderia ficar de fora das homenagens, porque está incluída na lista dos grandes nomes do site.

Uma poetisa que tem nos presenteado com tantas poesias lindas e emocionantes. Uma grande mulher que  passou por tantas tribulações, mais continua sorrindo e encantando a todos nós com suas poesias. Uma mulher forte, guerreira, espiritualizada. Para mim, é uma honra tê-la como amiga.

Sobre Rosana:(segundo ela escreveu no dihitt) 

"Sou metade do meu eu, pois minha outra metade partiu breve, e sem adeus.
Virou estrela celeste no grande céu de meu Deus.

Sou formada em Filosofia com especialização na História da Filosofia, estudiosa na área da Filosofia do Direito e Psicologia. Articulista em vários sites e jornais, com ênfase em Filosofia, Direito Geral e Ciências Políticas.

Idealizadora, Fundadora e Webmaster do Mundo dos Filósofos e do Grupo de Estudos Filosóficos - GEF desde 1997.

Atualmente, prefiro me dedicar às poesias, pois nada melhor do que expor seus pensamentos e sentimentos através de uma poesia.

Acabei de criar mais um novo Blog para a minha coleção... rs
Espero que vocês sigam o meu Blog Pedacinho do Céu: http://saudadeeadeus.blogspot.com

Espero a visita de todos vocês no meu Blog.

Sou Espírita Kardecista, seguidora da Doutrina de Kardec, mas respeito todas as crenças, pois o mesmo Deus que habita o meu coração, também habita o seu.

Depois que minha Tatinha regressou ao Plano Espiritual, passei a dedicar meu tempo auxiliando mães que também devolveram, prematuramente, seus amados filhos a nova morada.
Realizo esse trabalho através do Orkut e de Blogs, divulgando mensagens da minha filhota e publicando vídeos com as mensagens que recebo da minha Tatinha.

Com isso, passo a maior parte do meu tempo em frente ao computador... rsss Mas a outra parte do tempo dedico a minha filha Luciana, e às minhas 3 filhinhas: a Nick, a Angel e a Aninha, minhas malteses, e mais duas fêmeas pretas SRD, a Dara e a Laika... Fora os 18 gatos...
É uma bicharada só... Mas eu amo todos de paixão...

Quando sobra um tempinho, aí eu vou cuidar da casa... kkkkkkkkkkkkkkkkk
Prefiro pular essa parte e ir direto para o fogão, que eu amo...

Acredito que consegui dizer um pouco do que sou, penso e faço... "
 

Poesia:

A poesia abaixo vou dedicá-la, não é de minha autoria, é do autor Lenir Moura que fez pra uma outra poeta. A única coisa que alterei na poesia foi o nome da poetisa.

Um Poema para uma Poeta

Poeta de sensível alma,
Que escreve desenhando as rimas.
Faz versos que nos acalmam
E nos impulsiona a sonhar.
Rimar sempre foi sua sina
E sua missão, é de nos encantar.

Suas palavras saem fáceis,
Suaves e encantadas.
Quando sua alma começa a ditar
A sua estrofe primeira,
Os anjos seguram sua mão
E no papel a paixão
Aparece sorrateira.

E logo chega a inspiração
Quando se põe a escrever.
As frases se tornam refrão.
E brotam do coração
Histórias de amor e paixão
No poema que começa a nascer.
E no desejo de versejar,
Encanta com belos escritos,
Poemas que parecem caídos do céu.
E inunda o infinito
Com seus versos mais bonitos,
Numa poesia, num soneto
Ou num rondel..

Nos contos, a vida, descreve.
E sensualmente se atreve
Nos seus poemas ousar.
De tão belos, os seus versos,
Merecem por todo o universo,
Um dia, se esparramar.

O seu nome será duradouro
Pois já está gravado em ouro,
No céu, nas estrelas, nos mares.
Mas eu a chamo como quiser:
Escritora, poetisa ou mulher
Ou simplesmente
Rosana Madjarof. 

Concluindo:  

Parabéns minha amiga, você merece a felicidade por tudo que já passastes, Deus com certeza está contigo e quer vê-la feliz. Sabemos que passamos por tribulações e que nada perdemos, só ganhamos com as experiências e com o amadurecimento das alegrias e tristezas que a vida nos proporciona. Tudo pertece a Deus e você como uma mulher espiritualizada sabe muito bem disso, sabe também do conforto que ele nos dá e o fardo que podemos suportar. Tudo nesta vida é efêmero, as alegrias, os sofrimentos, tudo, nada é para sempre, só Deus é eterno; mas ele nos ama tanto que nos deu a boa nova, a salvação através do seu filho Jesus Cristo, nossa esperança de vida eterna. Em meio as trevas surgiu a luz, a vida para exterminar a morte. Vamos seguindo com fé, esta última é a porta para a verdadeira vida de paz, amor e felicidades. Reencontrar aqueles que amamos em um mundo sem sofrimentos, dores e morte porque por estas coisas já estamos passando, é como uma ponte cheia de obstáculos, vamos passando por eles caindo e levantando até chegar ao lugar que Deus nos Reserva e este lugar com certeza é a vitória por tantas coisas que passamos. É preciso entender a vida para que não caiamos no desespero, é preciso nos agarrar na força suprema chamada Jesus Cristo, ele está conosco, sempre, podes crer. Felicidades minha amiga, siga teu caminho com fé e cumpra o que tiver de ser cumprido que está no coração, porque é através do coração que Deus nos dá nossos propósitos, não se feche como muitos, ponha para fora o que está no coração, só assim serás feliz.

Espero que tenhas gostado da surpresa, foi uma maneira simples, mais verdadeira em te agradecer pela sua amizade. Que Deus derrame todos os dias o seu amor e sua graça em tua vida e que te dê sempre inpirações para escrever poesias lindas e emocionantes. Um forte abraço e um beijo no coração.

Para quem deseja conhecer melhor essa grande amiga e poeta é só clicar no banner abaixo:

Saudade e Adeus - Pedacinho do Céu


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Por que Não Somos Amados?

POR QUE NÃO CONSEGUIMOS GOSTAR PROFUNDAMENTE?

"Uma religião abriga dois tipos de pessoas: as que se sentem culpadas por possuírem demais, e as aterrorizadas por nada possuírem”. . - ANTONIO CARLOS- PSICÓLOGO

"Nunca em qualquer outra época, o ser humano necessitou tanto da proximidade de seu semelhante, porém nunca foi tão negado esse fato, pelo receio das pessoas serem taxadas de dependentes, assim sendo deveríamos rever nosso orgulho, pois descobriremos ser este último o maior inimigo de nossos mais íntimos desejos". ANTONIO CARLOS-PSICÓLOGO

Esta reflexão destina-se às pessoas que almejam encontrar uma solução para seu problema afetivo em nossos tempos, em que a encruzilhada nos põe no dilema sofrimento x arriscar.
Quando falamos em vício pensamos num comportamento sistematizado, compulsivo e que acarreta algum dano à pessoa humana; porém o que necessitamos compreender é a dimensão total do prazer, até que ponto o mesmo eleva nossa vontade de viver ou nos lança no abismo da dependência.É muito fácil tecermos a comparação entre a dependência de qualquer droga, com o sentimento de estarmos apaixonados.
Em ambos os casos vivemos em função do ícone ou ilusão que criamos, pois sabemos dos riscos implícitos em tal atitude. Talvez nunca pensemos que a busca do prazer possa nos levar a tanta dor e sofrimento, porém é o que na maioria das vezes ocorre. Será então que o que podemos chamar de responsabilidade afetiva se tornou o maior de nossos problemas? Nossa necessidade de companhia e troca se tornou em alguma coisa parecida com alguma dependência química? 


A resposta é totalmente afirmativa. A carência em que vivemos em nossa sociedade prepara nossas almas para tal destino.É a mesma coisa em todos os campos, tudo que buscamos com anseio se torna um vício, pois parece que nunca nos alimentamos direito, e apesar de algumas vezes esbanjarmos opulência, sempre nos deparamos com a miséria, principalmente afetiva.
O vício é o legítimo filho da incerteza, pois necessitamos de mais doses para confirmar se sentimos realmente prazer em algo. Percebe-se que é alguma coisa que nunca vem de nosso íntimo, mas tão somente a extrema dependência de algo externo. Claro é o fato da impossibilidade de nos satisfazermos sozinhos, pois somos ou pelo menos deveríamos ser, seres sociais, mas nesse ponto reside o problema, temos quase que uma espécie de ódio ao nos sentirmos vulneráveis.
Que imensa batalha travamos quando percebemos que jamais estaremos sós na obtenção da satisfação. Obviamente gostaríamos que as coisas ocorressem de acordo com nossas expectativas, porém quase sempre se passa o contrário, pois nunca somos ou seremos o mestre capaz de realizar nossos desejos. Temos que aceitar tal impotência, pois caso contrário, nunca estaremos em paz com nossas mais íntimas aspirações.
O problema central passa a ser a questão da permanência, pois se uma vez senti determinado prazer, quero que o mesmo se repita quase que indefinidamente. Nesse ponto forma-se uma imagem cristalizada ou projetada da outra pessoa como sendo a única responsável por nossa felicidade. Essa raiz da paixão acaba criando uma espécie de “amarra” em ambas as pessoas, impedindo qualquer nova experiência criativa na relação.É extremamente natural que a mente humana deseje a permanência dado que todos nós temos que nos deparar com o terrível medo da morte, assim passamos a desejar a única coisa impossível para nossa espécie: a continuidade infinita. 


O desejo exacerbado de segurança acaba nos lançando num total abismo de angústia, medo e temeridade, sendo que lança-se mão de mecanismos neuróticos para aliviar tal pressão, e um dos principais em nossos tempos é não se envolver demasiado, pois talvez a dor da perda passe a ser menor.
O desafio supremo de nossa era dentro do ponto de vista psicológico é a eliminação de todo o nosso “mimo”, como dizia o psicólogo ALFRED ADLER, pois nada causa mais prejuízos pessoais e sociais do que a fantasia de acharmos que sempre nossos desejos se converterão em realidade. Esta última sempre é composta por um processo árduo de crescimento e desenvolvimento, sendo obrigação de ambas as partes lutar por isso. A palavra central seria “coragem”, pois ela nos falta em nossas mentes.
Gastamos muito de nosso tempo desenvolvendo ou tonificando nossos corpos e crescimento financeiro, nossa coragem e ousadia está estacionada apenas nessas esferas, e acabamos nos tornando totalmente infantilizados e involuídos na questão pessoal. O raciocínio não contém nenhuma novidade, porém a prática continua muito distante.A maturidade afetiva jamais virá da posse, ciúmes ou dependência, mas tão somente da auto imagem positiva que temos de nosso potencial emocional, sendo a certeza de sermos “interessantes”. 


O investimento que na maioria das vezes fazemos está concentrado em coisas extremamente passageiras, e quando nos damos conta não temos mais nada. A situação atual de miserabilidade afetiva decorre desse procedimento, pois fomos apenas treinados para a ambição, vaidade e poder. Estamos no escuro quando o assunto é verdadeiramente ajudar alguém, não temos nenhum treino na questão da solidariedade social, pois a única coisa que aprendemos nos vários anos de escola foi a competição e a exclusão do outro.
A energia que depositamos diariamente em nosso narcisismo daria para erradicarmos por completo deste planeta a solidão e sentimento de isolamento, no entanto nunca abrimos mão de uma posição de destaque social seja através do status, ou de uma neurose qualquer para atrairmos a atenção. Vou concluir apontando uma série de sentimentos humanos e seus correlatos , no intuito de se perceber a dimensão e gravidade do problema.(obviamente o esquema apresentado é simplista, tendo como objetivo apenas a visualização dos fatos citados):
Posse, ambição e disputa de poder---------------------- tédio e sentimento de vazio interior, insatisfação profissional, desconfiança(vivem como se estivessem num país hostil e inimigo como dizia ALFRED ADLER). Medo da perda, medo da entrega, medo do amor--------------------insegurança, total insatisfação, sensação diária de rotina, sensação de fracasso na escolha do parceiro(a), incremento no instinto da auto destrutividade, apego excessivo a um filho, por temor de reconstruir sua vida afetiva, criando inclusive uma situação de inveja em relação ao filho citado, pois o mesmo ainda tem chances de fazer o que a pessoa não pode. Vaidade exacerbada, egoísmo--------------------solidão e abandono futuro. Mágoa, ressentimento e ódio-----------------------total bloqueio da capacidade de vivenciar novas experiências afetivas, repetição compulsória de experiências anteriores traumatizantes, alcoolismo e dependência química, por achar que a ferida jamais se cicatrizará. Pessoa “mimada”-------------------------sentimento de total dependência, sensação constante de ser contrariada, tristeza, depressão, tendência ao misticismo(achar que sempre outro poderá solucionar suas dificuldades)  


ANTONIO CARLOS ALVES DE ARAÚJO- PSICÓLOGO

Medo

A Interpretação do Medo 

"Se realmente quisermos seguir nossa meta de vida absolutamente isolada, podemos ter certeza que quando olharmos para o lado ainda nos restou um companheiro – o medo". - ANTONIO CARLOS- PSICÓLOGO
"Nunca em qualquer outra época, o ser humano necessitou tanto da proximidade de seu semelhante, porém nunca foi tão negado esse fato, pelo receio das pessoas serem taxadas de dependentes, assim sendo deveríamos rever nosso orgulho, pois descobriremos ser este último o maior inimigo de nossos mais íntimos desejos". ANTONIO CARLOS-PSICÓLOGO

A questão do medo juntamente com a solidão, ocupa o topo dos sentimentos experenciados pela maioria das pessoas em nossos tempos. Desde cedo somos criados ou vivemos temerosos da perda da segurança em todos os aspectos da personalidade. Esse fato revela a incrível contradição de toda uma era de revolucionárias conquistas tecnológicas, pois parece que nada tem aliviado os mais arraigados temores humanos. E o ponto não é apenas o raciocínio um tanto simplista, quando dizemos que boa parte dos avanços são acessíveis apenas a alguns privilegiados, e embora isso seja correto, deixa de lado toda a dimensão da tarefa humana da convivência e busca de satisfação entre os seus semelhantes.

Infelizmente este último tópico passa por uma enorme crise, já que a busca de relações saudáveis e de cooperação não tem sido a tônica em nossa sociedade, mas tão somente a segurança e destaque econômico. Obviamente o lado pessoal está totalmente renegado ao segundo plano, pois todos estão extremamente ocupados em tentar ganhar dinheiro.
Esse estudo seria absolutamente desnecessário para se confirmar tão óbvia conclusão, mas o que pretendo é mostrar o impacto disso na psique humana, como acabamos reagindo a isso, e o que nos tornamos. O medo ou pânico, é a prova fatídica de que apenas restou lidar com o lado mais cruel e diabólico de nossa alma, é o atestado final de que renunciamos a todo o tipo de genuíno e verdadeiro contato humano, seja em forma de amizades, ou na questão afetiva.

Todos sabemos das dificuldades de se viver em nossa atual sociedade, e a fim de nos prevenirmos contra o sofrimento diário de nosso emprego ou relações, acabamos por adotar a insensibilidade ou negligência como forma de conduta. Acontece que nosso organismo irá compensar tal atitude, pois este último sempre terá a função reguladora, assim sendo, quanto maior a atitude de insensibilidade do homem moderno perante suas relações, maior será o grau de sensibilidade corporal, e sua conseqüente exposição a todo o tipo de manifestações psicossomáticas, como Por exemplo, a síndrome do pânico. É curioso notar que um dos sintomas que mais prevalecem em tal doença, é o medo da pessoa sair sozinha com receio de que seja acometida de uma crise repentina de pânico.
Está demonstrado um claríssimo sinal de desamparo e necessidade de cuidados especiais, uma espécie de pedido de socorro, ou ainda forçar que o ambiente ao seu redor sempre acompanhe a pessoa. No histórico desses pacientes sempre encontramos grande soma de isolamento pessoal e social, sendo que a doença parece ser o último refúgio para que essa situação se resolva de uma vez por todas. O medo é taxativo, é a prova mais absoluta de que nossa vida anda muito mal, que estamos vazios, desprovidos de sentido, de que não possuímos ninguém para compartilhar nosso eu, o medo nos obriga a enxergarmos nosso drama interior, nossa ira com relação ao modelo de vida que levamos metodicamente, sem nenhum sentido mais amplo. Nossa tarefa se torna maior a cada dia, pois não basta nos rebelarmos contra os sintomas, mas também em relação a um modelo social deteriorado, e se não agirmos rapidamente teremos um terceiro, nossa angústia frente à impotência de alterarmos determinada situação. 

O modo como determinada pessoa expõe sua vida, compartilha seus problemas, divide seus sentimentos, é a maior pista não apenas de sua maturidade, mas também de sua coragem e valor que dá aos que lhe estão mais próximos. O egoísta pode ser considerado o mais miserável de todos os sujeitos, pois o mesmo tem a concepção de possuir apenas uma ou algumas coisas de valor, recusando-se a troca, por achar que jamais reconquistará determinado objeto doado, adotando uma postura de isolamento e temor perante as pessoas.
Na verdade dedicamos ao medo toda a energia que não pudemos trocar em outras áreas, como, por exemplo, nas relações sociais e companheirismo, assim sendo, o medo é o irmão gêmeo da solidão, seu mais fiel escudeiro e a prova de que não prestamos muita atenção no quanto sempre fez falta o contato humano. O medo é a antítese do crescimento, regulando nossa vida pelo mínimo, é o fator máximo da adaptabilidade do ser humano, infelizmente explorado por todos os sistemas e governos.
O medo é a jaula que nos impede de irmos aonde deveríamos, a distração da tranqüilidade e felicidade, é estar constantemente no passado, uma espécie de condicionamento que fala que jamais poderemos ousar outro destino. Achamos que nossos temores são um alerta, e através deles escolhemos sempre o mais cômodo, o menos arriscado, damos um total aval para a insatisfação, apenas por pensarmos que estaremos protegidos. 

A conseqüência em nossa psique não poderia ser pior, pois tudo isso resulta numa verdadeira tortura mental, e acabamos sempre pensando o pior, já que nosso organismo sempre está precavido. Ficamos com a segurança e também com toda a negatividade que a mesma nos oferece, pois o medo de arriscar passa a ser o medo de viver, e temerários escondemos inclusive nossos sentimentos, aliás, penso que não há tortura maior nos dias de hoje, do que sentir o medo e isolamento, e ao mesmo tempo não poder compartilha-lo com nossos semelhantes seja por timidez ou receio do julgamento que farão a nosso respeito. A clausura e retraimento trazem a força do medo no seu mais alto grau, pois o mesmo apenas prevalece nas almas que sentem que seu lado humano é improdutivo perante seu meio, que sua energia vital não está maximizada no contato social, desperdiçando dessa forma sua afetividade e alegria de viver.

Caso não tomemos consciência dos aspectos citados, o medo cada vez mais se apossará de todos o segmento de nossa existência, seja no temor da perda do emprego, o de se sentir só, doenças psicossomáticas, insônia e depressão. Claro é o fato de que tudo isso já está ocorrendo, porém parece que a maioria das pessoas ainda não se deu conta da amplitude e alastramento do problema, pois essa verdadeira epidemia já ocupa nosso lar, esperando apenas o momento para reinar absoluta em nossa existência.  

Autor: Antônio Carlos Alves de Araújo - Psicólogo