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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Vantagens Masculinas que as Mulheres Invejam


Eles riem de nós porque nos submetemos a dores para ficarmos depiladas e lisinhas. No entanto, fazemos isso não só por eles, mas por nós mesmas, que queremos ficar belas. Por tudo isso, invejamos que os homens não precisem passar por isso a cada 20 dias.
Eles mal sabem a diferença entre um rímel e um lápis, porque saem de casa depois de um banho ou de lavar o rosto. Por outro lado, as mulheres não conseguem sair de casa sem um batom, um pouco de base no rosto, um banho de hidratantes, quem sabe até um lápis e pó - fora todo o kit que levamos na bolsa, para emergências.
Temos hidratante para o rosto, creme anti-rugas, anticelulite, antiestrias, anti tudo. Com sorte, eles usam uma loção pós-barba e um pouco de hidratante depois do banho e só - não precisam se sentir pegajosos enquanto os cremes são absorvidos pela pele.
Uma diferença que nos persegue desde os tempos de acampamento é a facilidade deles de irem ao banheiro. Enquanto os homens só precisam de um arbusto, as mulheres têm todo um cuidado de ver se há alguém por perto e, dependendo da calça ou da saia, ainda tentar se equilibrar ao agachar.
Nós temos que usar decotes, roupas justas e saltos para ficarmos sexies. Às vezes até sentimos frio e incômodo por causa disso. Mas eles não: eles usam calças folgadas e camisas que permitem que eles se movam com facilidade em todo lugar e ocasião.
Desde pequenas temos consciência do que são calorias e lutamos para sempre caber nos jeans que insistem em ficar apertados. Nos sentimos discriminadas por termos alguns quilos a mais e nos sentimos pouco atraentes. Por isso invejamos que os homens não sejam escravos da balança.
Apesar de atualmente as mulheres terem uma certa independência sexual, somos desencorajadas por nossos pais a pensarmos em sexo na adolescência. Os meninos, por outro lado, têm todo um incentivo paterno para que percam a virgindade ou sejam "quot;garanhões"quot;. Socialmente, um homem que tem várias namoradas é visto como viril, enquanto uma mulher com muitos namorados é vista como uma "quot;qualquer"quot; na maioria das vezes.
De maneira geral, as mulheres precisam de um ambiente especial e de preliminares para criar intimidade e poder entrar no clima de romance na cama. Já eles só precisam de um estímulo visual ou um pensamento erótico para ficarem prontos para a ação. Muitas vezes desejamos parar de nos preocupar e nos dedicarmos somente ao prazer.
Temos o privilégio de termos filhos, mas qual mulher nunca invejou um homem por ele não ficar menstruado todo mês? Sem contar as variações de humor, mesmo que não haja nada errado, e todas as pequenas irritações que vêm junto com a TPM.
Qual mulher nunca invejou um homem por ele não ficar menstruado todo mês?

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Encontrando Deus

Passei tanto tempo te procurando
Não sabia onde estavas
Olhava para o infinito, não te via
E pensava comigo mesmo, será que tu existes?
Não me contetava na busca e prosseguia.
Tentava te encontrar nas religiões e nos templos,
Tu também não estavas.
Te busquei através dos sacerdotes e pastores,
Também não te encontrei.
Senti-me só, vazio, desesperado e descri.
E na descrença te ofendi, e na ofensa tropecei,
E no tropeço caí, e na queda senti-me fraco.
Fraco procurei socorro,
No socorro encontrei amigos,
Nos amigos encontrei carinho,
No carinho eu vi nascer o amor,
Com amor eu vi um mundo novo.
E no mundo novo resolvi doar,
Doando alguma coisa muito recebi,
E em recebendo senti-me feliz,
E ao ser feliz encontrei a paz,
E tendo paz foi que enxerguei
Que dentro de mim é que tu estavas,
E sem procurar-te
Foi que te encontrei.

Saúde

 
A verdadeira saúde é um estado íntimo de equilíbrio, de harmonia entre os desafiantes conflitos que a todos assaltam a cada instante, considerando-se a vulnerabilidade emocional e vivencial de que se encontram constituídos. Joanna de Ângelis

1 - A SAÚDE HUMANA

Justifica-se o esforço dos experimentadores da medicina tentando descobrir um caminho novo para atenuar a miséria humana; todavia, sem abstrairmos das diretrizes espirituais, que orientam os fenômenos patogênicos nas questões das provas individuais, temos necessidade de reconhecer a imprescindibilidade da saúde moral, antes de atacarmos o enigma doloroso e transcendente das enfermidades físicas do homem.

2 - A RENOVAÇÃO DOS MÉTODOS DE CURA

Em todos os séculos tem-se estudado o problema da saúde humana. Até à metade do século XVII, admitia-se plenamente a medicina da Idade Média que, por sua vez, representava quase integralmente o mesmo processo de cura dos egípcios, na antiguidade. Todas as moléstias era atribuídas à vacilação dos humores, baseando-se a maior parte dos métodos terapêuticos na sangria e nas substâncias purgativas.
No século XIX, as grandes descobertas científicas eliminaram esses antigos conhecimentos. Os aparelhos de laboratório perquirindo o mundo obscuro e vastíssimo mo da microbiologia, as novas teses anatomopatológicas, apresentadas pelos estudiosos do assunto, estabelecem, com a severidade das análises, que as moléstias residem na modificação das partes sólidas do organismo, abandonando-se a teoria da alteração dos humores. Os médicos esqueceram, então, o estudo dos líquidos viciados do corpo, concentrando atenções e pesquisas na lesão orgânica, criando novos métodos de cura.

3 - OS PROBLEMAS CLÍNICOS INQUIETANTES

Não obstante a nobreza e a sublimidade da missão de quantos se entregam ao sagrado labor de aliviar as amarguras alheias aí no mundo, reconhecemos que muitos estudiosos perdem um tempo precioso, mergulhados na discussão de mesquinhas rivalidades profissionais, quando não se acham atolados no pântano dos interesses exclusivistas e particulares, desconhecendo a grandiosidade espiritual do seu sacerdócio.

O que se torna altamente necessário nos tempos modernos é reconhecer-se, acima de todos os processos artificiais de cura da atualidade, o método indispensável da medicina natural, com suas potencialidades infinitas.

Analisando-se todos os descobrimentos notáveis dos sistemas terapêuticos dos vossos dias, orientados pelas doutrinas mais avançadas, em virtude dos novos conhecimentos humanos com respeito à bacteriologia, à biologia, à química, etc., reconhecemos que, com exceção da cirurgia, que teve com Ambroise Pare, e outros inteligentes cirurgiões de guerra, o mais amplo dos desenvolvimentos, pouco têm adiantado os homens na solução dos problemas da cura, dentro dos dispositivos da medicina artificial por eles inventada.
Apesar do concurso precioso do microscópio, existem hoje questões clínicas tão inquietantes, como há duzentos anos. Os progressos regulares que se verificam na questão angustiosíssima do câncer e da lepra, da tuberculose e de outras enfermidades contagiosas, não foram além das medidas preconizadas pela medicina natural, baseadas na profilaxia e na higiene. Os investigadores puderam vislumbrar o mundo microbiano sem saber eliminá-lo. Se foi possível devassar o mistério da Natureza, a mentalidade humana ainda não conseguiu apreender o mecanismo das suas leis. É que os estudiosos, com poucas exceções, se satisfazem com o mundo aparente das formas, demorando-se nas expressões exteriores, incapazes de uma excursão espiritual no domínio das origens profundas. Sondam os fenômenos sem lhes auscultarem as causas divinas.

4 - MEDICINA ESPIRITUAL

A saúde humana nunca será o produto de comprimidos, de anestésicos, de soros, de alimentação artificialíssima. O homem terá de voltar os olhos para a terapêutica natural, que reside em si mesmo, na sua personalidade e no seu meio ambiente.
Há necessidade, nos tempos atuais, de se extinguirem os absurdos da "fisiologia dirigida". A medicina precisa criar os processos naturais de equilíbrio psíquico, em cujo organismo, se bem que remoto para as suas atividades anatômicas, se focalizam todas as causas dos fenômenos orgânicos tangíveis.
A medicina do futuro terá de ser eminentemente espiritual, posição difícil de ser atualmente alcançada, em razão da febre maldita do ouro; mas os apóstolos dessas realidades grandiosas não tardarão a surgir nos horizontes acadêmicos do mundo, testemunhando o novo ciclo evolutivo da Humanidade. O estado precário da saúde dos homens, nos dias que passam, tem o seu ascendente na longa série de abusos individuais e coletivos das criaturas, desviadas da lei sábia e justa da Natureza. A Civilização, na sua sede de bem-estar, parece haver homologado todos os vícios da alimentação, dos costumes, do sexo e do trabalho.
Todavia, os homens caminham para as mais profundas sínteses espirituais. A máquina, que estabeleceu tanta miséria no mundo, suprimindo o operário e intensificando a facilidade da produção, há de trazer, igualmente, uma nova concepção da civilização que multiplicou os requintes do gosto humano, complicando os problemas de saúde; há de ensinar às criaturas a maneira de viverem em harmonia com a Natureza.

5 - O MUNDO MARCHA PARA A SÍNTESE

Marcha-se para a síntese e não deve causar surpresa a ninguém a minha assertiva de que não vos achais na época em que a ciência prática da vida vos ensinará o método do equilíbrio perfeito, em matéria de saúde. Os corpos humanos serão alimentados, segundo as suas necessidades especiais, sem dispêndio excessivo de energias orgânicas. As proteínas, os hidratos de carbono e as gorduras, que constituem as matérias-primas para a produção de calorias necessárias à conservação do vosso corpo e que representam o celeiro das economias físicas do vosso organismo, não serão tomados de maneira a prejudicar-se o metabolismo, estabelecendo-se, dessa forma, uma harmonia perfeita no complexo celular da vossa personalidade tangível, harmonia essa que perdurará até o fenômeno da desencarnação.

Mas, todas essas exposições objetivam a necessidade de aplicarmos largamente as nossas possibilidades na solução dos problemas humanos para a melhoria do futuro. É verdade que, por muito tempo ainda, teremos, em oposição ao nosso idealismo, a questão do interesse e do dinheiro, porém, trabalhemos confiantes na misericórdia divina.

Emprestemos o nosso concurso a todas as iniciativas que nobilitem o penoso esforço das coletividades humanas, e não olvidemos que todo bem praticado reverterá em benefício da nossa própria individualidade. Trabalhemos sempre com o pensamento voltado para Jesus, reconhecendo que a preguiça, a suscetibilidade e a impaciência nunca foram atributos das almas desassombradas e valorosas.

Espírito Emmanuel

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Terapia de Casal e o Ciúme Excessivo no Namoro ou Casamento

Só é superior aquele que consegue dividir algo de seu íntimo; É um pouco mais nobre quem conseguir fazer tal tarefa por uma boa dose de tempo; Aquele que persiste em tal missão chega próximo de ser um espelho de algo parecido com o ser supremo que o ser humano deveria encarnar. Não podemos mais admitir a era de talentos desperdiçados”. - ALFRED ADLER-PSICÓLOGO.

Este é um tema um tanto difícil na psicologia, embora a mesma deva ser uma ciência independente de fatores religiosos ou morais, a terapia de casal é predominantemente praticada àqueles que já têm uma relação matrimonial constituída judicialmente e religiosamente, ou o chamado concubinato. O fato é que a psicologia não deveria intervir apenas no que é formalizado; sua função é essencialmente preventiva, sendo assim, a terapia de casal para pessoas que ainda não se comprometeram de forma mais profunda é um instrumento poderoso de análise e dissecação do próprio futuro do relacionamento, ajudando inclusive a perceber a viabilidade ou não deste último. Obviamente nenhum psicólogo ou técnica pode atestar ou aferir se a consumação da relação vai dar certo de forma exata, apenas mapear o encontro consciente e inconsciente de ambos e suas conseqüências. O importante é perceber que não existe o desenvolvimento de nenhum tipo de sentimento que não sofra influências do modelo econômico e social. Pontuei uma centena de vezes em outros trabalhos sobre o risco da ingenuidade na crença de relacionamentos que não são afetados por forças externas. A ambição, tédio, disputa de poder, exclusão e ódio como exemplos, não são apenas emoções que convivemos diariamente no ambiente de trabalho, mas estão totalmente presentes na nossa mais íntima escolha de um parceiro, e só uma pessoa cega afetivamente poderá negar tal condição.
O trabalho terapêutico deve se iniciar pelo histórico do relacionamento. Quando e em que condição psicológica cada um se encontrava, quando se conheceram ou se atraíram; haviam passado recentemente por grave decepção amorosa ou se encontravam solitários; e o tempo que durou esses processos. Perceber também qual o caminho que deseja trilhar com a relação: casar, procriar, envelhecerem juntos, apenas projeção de neuroses íntimas ou conflitos. Penso que o grande desafio é a sobrevivência perante o tédio, e provar para si próprio que assim como hábitos individuais que gostamos e jamais nos cansaremos, é possível transportar dita experiência a dois, pois assim como a religião no passado ditou uma regra de eternidade no casamento, o modelo econômico está impondo relações descartáveis, nivelando o sentimento a bens de consumo com pouca durabilidade. Esta é a essência dos relacionamentos de nossa era. Enganou-se profundamente quem achou ou pensou que a psicologia deveria descobrir um mecanismo “incrível” do funcionamento mental do ser humano. A regra sempre será a simplicidade. A vida nada mais é do que uma espécie de livro onde necessariamente temos de virar a página, e a psicoterapia apenas pode nos mostrar o que nos marcou neste livro citado, assim como sublinhamos parágrafos que nunca nos esquecemos quando lemos algo. Tanto a questão do amor, como o desejo de uma família nasce da finitude humana. Precisamos de alguém para atestar nossa continuidade, e isto é um fato mais do que óbvio. O dilema surge quando nos deparamos com o quanto vamos investir num projeto que sempre acaba em perda, que é a própria existência.
É curioso e estranho ao mesmo tempo, como um casal não consegue se ajudar mutuamente, retendo potencial ou alguma capacidade que jamais irá perdurar. A contradição é explícita como mencionei acima; temos de conviver com a finitude e ao mesmo tempo desejamos um poder retentivo, quando a própria essência da potência é a divisão ou ter de sobra a capacidade para criar ou recomeçar. A terapia serve principalmente para habilitar ambos na arte de conversarem profundamente, pois por mais que se comente tal questão, isto é o ponto que destrói todo namoro ou casamento; omitir e esconder sentimentos que adquirem mais tarde uma virulência nefasta contra a permanência da relação. Como é fundamental também lidar com os conflitos ou brigas que surgem de repente. Poucos perceberam que a angústia extrema em relação a uma determinada “briga”, que causou o rompimento do relacionamento denota a mais pura insegurança e é sinal incontestável de que o mesmo está comprometido até a raiz. Quando existe profundidade ou confiança, devemos ter apenas paciência para esperar que o conflito se dissipe por si próprio, pois a ansiedade nestes casos desafia a fidelidade ou compromisso da permanência do casal; a felicidade está ligada a certeza subjetiva de que ambos sempre terão de ceder ou reconsiderar aspectos negativos devido à presença e compromisso mútuo de almejarem uma ligação cada vez mais sólida e profunda. É exatamente neste ponto que a maioria falha, permitindo que todo o lado negativo da emoção humana arraste a relação para o caos.
Sem dúvida alguma o ciúmes é o mais alto preço negativo que se paga num relacionamento. Sua essência passa por emoções extremamente primitivas, como a inveja, não apenas do parceiro arrumar outra pessoa e assim ocorrer à exclusão ou comparação, mas também pode ser transportado para outras esferas da relação. Está ficando raro um “torcer” realmente pelo outro, pois já observei não poucas vezes, que quando um dos dois consegue alguma promoção no âmbito profissional ou econômico, acaba resultando num grande incômodo para o companheiro. Novamente repetindo é a cópia do modelo social vigente. Quando num namoro ou relacionamento alguém diagnosticar tal sensação, é a prova mais contumaz da necessidade da psicoterapia de ambos, um por estar sofrendo do complexo de inferioridade; e o parceiro por ser o foco do carisma ou sucesso que ofusca supostamente as pessoas ao seu redor. Percebam quão delicada se torna à questão, pois estamos falando de que o sucesso de um pode ser o cárcere ou a angústia de seu parceiro. O problema é que em nossa sociedade totalmente hipócrita, não há espaço para a discussão e o percebimento de tais processos, se estabelecendo apenas análises superficiais sobre o ciúme, do tipo: apego, insegurança ou carência.
A psicologia padronizou o ciúme como um distúrbio de personalidade e extrema insegurança da pessoa. Embora o mesmo seja evidentemente uma prisão e tortura para quem o carrega, poucos falam sobre se o parceiro consciente ou inconscientemente têm prazer em despertar tal sentimento. A vítima não é quem sofre pelo ciúme de alguém, mas ambos precisam se conscientizar que produzem a dois tal fenômeno. Alguns dizem que uma certa dose de ciúme até é saudável para a manutenção da chama do relacionamento; o problema é que nunca vi alguém poder manter o controle da dosagem certa em tal acontecimento. O ciúme é a mais pura manifestação da angústia, contaminada pelo ódio, sendo uma espécie de intuição infalível baseada neste último. Remonta a processos arcaicos da infância, onde a leitura inconsciente é a certeza do abandono; ou pior ainda, conseguir o objeto de extremo desejo e não poder mantê-lo. A psicanálise achava que o ciúme era o retorno do complexo de Édipo (a disputa pela posse de um dos genitores entre a criança e o adulto do sexo oposto no caso da heterossexualidade); em outras correntes da psicologia a análise do ciúme se dava pelo extremo complexo de inferioridade da pessoa numa situação de disputa. A verdade é que a própria existência do ciúme prova uma ambição e medo da perda perante algo conquistado, e que a pessoa sempre procurou o objeto amoroso revestido do cunho da competição.
A terapia deve refazer todas as situações pretéritas do indivíduo onde a disputa ocasionou um terrível sentimento de frustração e abandono. O grande problema que muitos não conseguem visualizar é a imagem que se faz do companheiro. A pessoa como a conhecemos jamais irá perdurar; logo descobrimos que duas ou mais personalidades revestem nosso ente amado, e a mais agradável fica encoberta a cada dia. O ciúme diz sempre de uma profunda solidão acompanhada, e o parceiro pode nos causar uma catástrofe a qualquer instante. Sempre me chamou atenção um fato extremamente curioso na questão do ciúme. Um dos dois no passado cometeu um ato ou tentativa de traição, e agora temem que o outro faça exatamente a mesma coisa, embora não tenham contado sobre tal episódio. Podemos concluir que a culpa neste caso é um poderoso combustível para acender a chama não apenas do ciúme, mas, principalmente da paranóia. Talvez tal fato nos leve a raiz absoluta da questão: o quanto tememos que alguém faça aquilo que secretamente mais almejamos algum dia. O ciúme seria então a humilhação perante a revelação de nossa verdadeira natureza; não havendo culpados, ambos estariam liberados para a competição de quem obteria mais prazer em casos extra conjugais do namoro ou casamento; sendo uma luta secreta para enganar um ao outro e o conseqüente medo disso vir à tona. O ciúme diz sempre de uma espécie de tragédia anunciada perante pontos obscuros não apenas do relacionamento, mas, de etapas afetivas dolorosas que um dos dois ou ambos não conseguiram superar. A pergunta fatídica é quando realmente alguém nos completa? 

Uma das características essenciais para evitarmos a neurose em um relacionamento é não se ofender ou pelo menos saber quando o protesto faz sentido. Como pontuei em todo este estudo há uma tendência para o afloramento de todo o tipo de conflito. O fato é determinarmos quando algo é realmente importante, ou faz parte simplesmente do vício de se rebelar contra o próprio prazer obtido. Será que alguém já percebeu como necessitamos de provas contundentes não apenas de nossas escolhas erradas, mas que não conseguimos uma regularidade em nossa satisfação mais íntima?
A probabilidade de uma suposta cura seja do ciúme, infidelidade conjugal ou qualquer perda do interesse na relação, passa necessariamente pela continuidade e persistência na terapia. No decorrer dos anos notei que a própria desistência do processo terapêutico é o sinal mais evidente de que a relação está totalmente acabada; se continuarem juntos, via de regra é apenas por interesses de ordem econômica ou meramente um extremo processo de culpa por saber do sofrimento do parceiro caso o abandonasse. Todos concordarão que uma das mais terríveis sensações é a certeza de que alguém está do nosso lado apenas por uma suposta “pena”, e é exatamente o que acontece quando ambos ou individualmente abortam a possibilidade da superação dos conflitos. A própria sensação de miséria afetiva ou dependência nociva de outra pessoa, muitas vezes é totalmente solapada pelo desejo de posse, ou simplesmente não permitir que o outro possa ter algum futuro afetivo positivo separado da pessoa escravizada pelos sentimentos negativos citados. A coragem para que se possa tomar a iniciativa por uma separação jamais deveria passar por qualquer sentimento de vingança ou ódio, mas, apenas pela certeza de que a continuidade de um processo de conflito histórico, não permitirá jamais a saúde afetiva e psicológica de ambos.
*texto produzido totalmente pela experiência clínica do autor



QUALQUER ORIENTAÇÃO SÓ É POSSÍVEL PESSOALMENTE E ATRAVÉS DE CONSULTA PSICOLÓGICA. 

Antonio Carlos Alves de Araujo - Psicólogo - C.R.P: 31341/5

sábado, 26 de setembro de 2009

Caçador de Mim (Milton Nascimento)

Composição: Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão

A busca constante do EU, conhecer a si mesmo, descobrir suas vontades/desejos, raiva/ira, medos... enfim a busca interminável do ser, aos poucos libertando-se o EU sem máscara, verdadeiro, capaz de enfrentar todos tipos de emoções.


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Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Instinto e Inteligência

1 - QUAL É A CLASSIFICAÇÃO DOS SERES, SEGUNDO O SEU GRAU DE EVOLUÇÃO?
RESP.: Ao classificar os seres, segundo o grau de evolução, podemos fazer a distinção: 1ª - os seres inanimados: formados somente de matéria, sem vitalidade nem inteligência, são os corpos brutos. 2ª - os seres animados não-pensantes: formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência; 3ª - os seres animados pensantes: formados de matéria, dotados de vitalidade e tendo ainda um princípio inteligente que os leva a pensar.
2 - O INSTINTO É UMA INTELIGÊNCIA RUDIMENTAR? COMENTE
RESP.: Os seres animados não pensantes, são seres vivos, embora não considerados seres inteligentes, já manifestam um início de inteligência ainda rudimentar, que seria o instinto.
3 - COMO DEFINIR A INTELIGÊNCIA?
A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos, aos quais dá, com o pensamento, a vontade de agir, a consciência de sua existência e de sua individualidade assim como os meios de estabelecer relações com o mundo exterior e de prover suas necessidades.
4 - A INTELIGÊNCIA É UM ATRIBUTO DO PRINCÍPIO VITAL?
RESP.: Não; pois as plantas vivem e não pensam, não tendo mais do que vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, pois corpo pode viver sem inteligência, mas a inteligência só pode manifestar-se por meio dos órgãos materiais: somente a união com o espírito dá inteligência à matéria animalizada.
5 - QUAL É A FONTE DA INTELIGÊNCIA?
RESP.: Já o dissemos: a inteligência universal.
6 - PODER-SE-IA DIZER QUE CADA SER TIRA UMA PORÇÃO DE INTELIGÊNCIA DA FONTE UNIVERSAL E A ASSIMILA, COMO TIRA E ASSIMILA O PRINCÍPIO DA VIDA MATERIAL?
RESP.: Isto não é mais que uma comparação; mas não exata, porque inteligência é uma faculdade própria de cada ser e constitui a sua individualidade moral. De resto, bem o sabeis, há coisas que não é dado homem penetrar, e esta, por enquanto, é uma delas.
7 - O INSTINTO É INDEPENDENTE DA INTELIGÊNCIA?
RESP.: Precisamente não, porque é uma espécie de inteligência. O instinto é uma inteligência não racional; é por ele que todos os seres provêm as suas necessidades.
8 - PODE-SE ASSINALAR UM LIMITE ENTRE O INSTINTO E A INTELIGÊNCIA, OU SEJA, PRECISAR ONDE ACABA UM E ONDE COMEÇA OUTRA?
RESP.: Não, porque eles frequentemente se confundem; mas podemos muito bem distinguir os atos que perteceram ao instinto dos que pertencem à inteligência.
9 - É ACERTADO DIZER QUE AS FACULDADES INSTINTIVAS DIMINUEM À MEDIDA QUE CRESCEM AS INTELECTUAIS?
RESP.: Não. O instinto existe sempre, mas o homem o negligencia. O instinto pode também conduzir ao bem; ele nos guia quase sempre, e às vezes mais seguramente que a razão; ele nunca se engana.
10 - POR QUE A RAZÃO NÃO É SEMPRE UM GUIA INFALÍVEL?
RESP.: Ela seria infalível se não estivesse falseada pela má educação, pelo orgulho e egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite ao homem escolher, dando-lhe o livre-arbítrio.
O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita por serem quase sempre espontâneas a suas manifestações, enquanto as daquela são o resultado de apreciações e de uma deliberação. O instinto varia em suas manifestações segundo as espécies e suas necessidades. Nos seres dotados de consciência e de percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, o que quer dizer, à vontade e à liberdade.
11 - PODEMOS TER UMA IDÉIA DA EXTENSÃO DE NOSSA CAPACIDADE INTELECTUAL?
RESP.: A capacidade intelectual do homem terrestre é excessivamente reduzida, em face dos elevados poderes da personalidade espiritual independente dos laços da matéria. Os elos da reencarnação fazem o papel de quebra-luz sobre todas as conquistas anteriores do Espírito reencarnado. Nessa sombra, reside o acervo de lembranças vagas, de vocações inatas, de numerosas experiências, de valores naturais e espontâneos, a que chamais subconsciência. O homem comum é uma representação parcial do homem transcendente, que será reintegrado nas suas aquisições do passado, depois de haver cumprido a prova ou a missão exigidas pelas suas condições morais, no mecanismo da justiça divina. Aliás, a incapacidade intelectual do homem físico tem sua origem na sua própria situação, caracterizada pela necessidade de provas amargas.
O cérebro humano é um aparelho frágil e deficiente, onde o Espírito em queda tem de valorizar as suas realizações de trabalho. Imaginai a caixa craniana, onde se acomodam células microscópicas, inteiramente preocupadas com a sua sede de oxigênio, sem dispensarem por um milésimo de segundo a corrente do sangue que as irriga, a fragilidade dos filamentos que as reúnem, cujas conexões são de cem milésimos de milímetro, e tereis assim uma idéia exata da pobreza da máquina pensante de que dispõe o sábio da Terra para as suas orgulhosas deduções, verificando que, por sua condição de Espírito caído na luta expiatória, tudo tende a demonstrar ao homem do mundo a sua posição de humildade, de modo que, em todas as condições, possa ele cultivar os valores legítimos do sentimento.
12 - COMO É CONSIDERADA, NO PLANO ESPIRITUAL, A POSIÇÃO ATUAL INTELECTIVA DA TERRA?
RESP.: Os valores intelectuais do planeta, nos tempos moderno, sofrem a humilhação de todas as forças corruptores da decadência. A atual geração, que tantas vezes se entregou à jactância, atribuindo a si mesma as mais altas conquistas no terreno do raciocínio positivo, operou os mais vastos desequilíbrios nas correntes evolutivas do orbe, com o seu injustificável divórcio do sentimento. Nunca os círculos educativos da Terra possuíram tanta facilidade das artes gráficas; jamais o livro e o jornal foram tão largamente difundidos; entretanto, a imprensa, quase de modo geral, é órgão de escândalo para a comunidade e o centro de interesse econômico para o ambiente particular, enquanto que poucos livros triunfam sem o bafejo da fortuna privada ou oficial, na hipótese de ventilarem os problemas elevados da vida.
13 - A DECADÊNCIA INTELECTUAL PODE PREJUDICAR O DESEQUILÍBRIO DO MUNDO?
RESP.: Sem dúvida. E é por essa razão que observamos na paisagem político-social da Terra as aberrações, os absurdos teóricos, os extremismos, operando a inversão de todos os valores. Excessivamente preocupados com as suas extravagâncias, os missionários da inteligência trocaram o seu labor junto ao espírito por um lugar de domínio, como os sacerdotes religiosos que permutaram a luz da fé pelas prebendas tangíveis da situação econômica. Semelhante situação operou naturalmente o mais alto desequilíbrio no organismo social do planeta, e, como prova real desse asserto, devemos recordar que a guerra de 1914-1918 custou aos povos mais intelectualizados do mundo mais de cem bilhões de francos, salientando-se que, com menos da centésima parte dessa importância, poderiam essas nações haver expulsado o fantasma da sífilis do cenário da Terra.
14 - HÁ UMA TAREFA ESPECIALIZADA DA INTELIGÊNCIA NO ORBE TERRESTRE?
RESP.: Assim, como numerosos Espíritos recebem a provação da fortuna, do poder transitório e da autoridade, há os que recebem a incumbência sagrada, em lutas expiatórias ou em missões santificantes, de desenvolverem a boa tarefa da inteligência em proveito real da coletividade.
Todavia, assim como o dinheiro e a posição de realce são ambientes de luta, onde todo êxito espiritual se torna mais porfiado e difícil,o destaque intelectual, muitas vezes, obscurece no mundo a visão do Espírito encarnado, conduzindo-o à vaidade injustificável, onde as intenções mais puras ficam aniquiladas.
15 - O ESCRITOR DE DETERMINADA OBRA SERÁ JULGADO PELOS EFEITOS PRODUZIDOS PELO SEU LABOR INTELECTUAL NA TERRA?
RESP.: O livro é igualmente como a semeadura. O escritor correto, sincero e bem-intencionado é o lavrador previdente que alcançará a colheita abundante e a elevada retribuição das leis divinas à sua atividade. O literato fútil, amigo da insignificância e da vaidade, é bem aquele trabalhador preguiçoso e nulo que "semeia ventos para colher tempestades". E o homem de inteligência que vende a sua pena, a sua opinião e o seu pensamento, no mercado da calúnia, do interesse, da ambição e da maldade, é o agricultor criminoso que humilha as possibilidades generosas da Terra, que rouba os vizinhos, que não planta e não permite o desenvolvimento da semeadura alheia, cultivando espinhos e agravando responsabilidades pelas quais responderá um dia, quando houver despido a indumentária do mundo, para comparecer ante as verdades do Infinito.
16 - O HOMEM SEM GRANDES POSSIBILIDADES INTELECTUAIS É SEMPRE UM HOMEM MEDÍOCRE?
RESP.: O conceito da mediocridade modifica-se no plano de nossas conquistas universalistas, depois das transições da morte. Aí no mundo, costumais entronizar o escritor que enganou o público, o político que ultrajou o direito, o capitalista que se enriqueceu sem escrúpulos de consciência, colocados na galeria dos homens superiores. Exaltando-lhes os méritos individuais com extravagâncias louvaminheiras, muito falais em "mediocridade", em "rebanho", em "rotina", em "personalidade superior".
Para nós, a virtude da resignação dos pais de família, criteriosos e abnegados, no extenso rebanho de atividades rotineiras da existência terrestre, não se compara em grandeza com os dotes de espírito do intelectual que gesticula desesperado de uma tribuna, sem qualquer edificação séria, ou que se emaranha em confusões palavrosas na esfera literária, sem a preocupação sincera de aprender com os exemplos da vida.
O trabalhador que passa a vida inteira trabalhando ao Sol no amanho da terra, fabricando o pão saboroso da vida, tem mais para Deus que os artistas de inteligência viciada, que outra coisa não fazem senão perturbar a marcha divina das suas leis. Vede, portanto, que a expressão de intelectualidade vale muito, mas não pode prescindir dos valores do sentimento em sua essência sublime, compreendendo-se, afinal, que o "homem medíocre" não é o trabalhador das lides terrestres, amoroso de suas realizações do lar e do sagrado cumprimento de seus deveres, sobre cuja abnegação erigiu-se a organização maravilhosa do patrimônio mundano.
17 - DEVEMOS ACALENTAR A PREOCUPAÇÃO DE ADQUIRIR OS ELEMENTOS DO CHAMADO MAGNETISMO PESSOAL?
RESP.: Essa preocupação é muito nobre, mas ninguém suponha realizá-la tão-só com a experiência da leitura de livros pertinentes ao assunto. Não são poucos os que buscam essa literatura, desejosos de fórmulas mágicas no caminho do menor esforço. Todavia, o que é indispensável é que nenhum estudioso pode conquistar simpatia sem que haja transformado o coração em manancial de bondade espontânea e sincera.
Na vida não basta saber. É imprescindível compreender. Os livros ensinam, mas só o esforço próprio aperfeiçoa a alma para a grande e abençoada compreensão. Esquecei a conquista fácil, a operação mecânica, injustificáveis nas edificações espirituais, e volvei a atenção e o pensamento para o vosso próprio mundo interior. Muita coisa aí se tem a fazer e, nesse bom trabalho, a alma se ilumina, naturalmente, aclarando o caminho de seus irmãos.

Fonte: www.comunidadeespirita.com.br

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Uma Linda Mensagem de Fé

Antes de ontem, quando estava num site de notícias, de repente o alerta de mensagem do meu celular toca. No momento eu nem olhei pra ver o que era. Alguns minutos depois, peguei o celular e olhei. Meu Deus! Me emocionei no que li, e não sei quem mandou, só sei que o remetente foi 20101 web, com certeza alguém na internet. A mensagem vou compartilhar com meus amigos, até porque serve para os mesmos.

"Jesus te ama. Ele morreu por você, e te espera.
Ele jamais te deixou só, veja a sua salvação.
Ele é o caminho da vida eterna.
Ele te chama agora."
(AMIGO)

Seja lá quem for que me enviou esta mensagem, o meu muito obrigado. Deus com certeza age nos corações e mentes de pessoas como esta que me enviou uma mensagem linda de fé. Que Deus a abençoe!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Bullying

BULLYING(ANÁLISE PSICOLÓGICA)
Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (do inglês bully, "tiranete" ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapazes de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de assédio escolar. (fonte Wikipédia).

Confesso que jamais gostei de escrever assuntos que considero modismos como este em questão, mas dado que praticamente todos os meus pacientes têm filhos em idade escolar e me pediram que estudasse o tema resolvi ceder. O que fico impressionado é como um assunto tão velho adquire uma conotação midiática tão relevante. Quem nunca sofreu ou promoveu um escárnio contra um colega de turma ou um amigo? Será quase que impossível achar esse sujeito seja nos dias atuais ou em outras épocas. Então o primeiro ponto que deveria ser estudado não é o Bullying em si, mas tão somente o que mudou de uma época para outra no efeito psico-sociológico do mesmo, este é o fator central que vejo vários pedagogos e psicólogos ignorarem. Certamente há 30 anos qualquer tormento de um colega contra nossa pessoa não teria a mesma virulência de hoje em dia, e qual o motivo? Porque não havia internet ou Orkut para que a chacota se tornasse mundial? Quem pensa assim, me desculpe está totalmente alienado da conjuntura. Não se trata de um meio tecnológico amplificar um fenômeno de violência, mas perceber que nossa era vive o que já chamei em outros textos da “loucura ou obsessão em relação à opinião alheia”. Embora isso seja uma contradição, pois nunca vivemos num egoísmo tão grande, de outro lado nunca o ser humano se importou tanto em ser excluído ou alijado das mesmas possibilidades de seus semelhantes. Este fenômeno se assemelha a violência das torcidas organizadas que descrevi em outro texto, bem como o racismo e preconceito, ou seja, vale de tudo para alguém ser aceito, podendo para tal finalidade participar de uma agremiação psicótica como o nazismo ou os grupos de intolerância racial e sexual citados. Outro paralelo que podemos fazer e que também já descrevi em meus estudos é com a impotência sexual psicológica nos homens jovens, fenômeno que vem crescendo assustadoramente, e que é fruto do medo do desempenho e avaliação sexual do jovem pela mulher. Percebam que temos um tripé aqui, violência, sexo e medo da exclusão, onde a conclusão dos três é a profunda insatisfação e infelicidade que acometem nossa juventude, não é nem mais a tão outrora apregoada falta de perspectiva, mas uma doença mesmo, oscilando na depressão ou na fúria contra outro ser humano, poucos se atentaram para tal fato.

Lendo várias matérias de especialistas na imprensa escrita, muitos analisando sociologicamente o problema enfatizam que um dos responsáveis pelo fenômeno é a própria escola que estimula a competição e individualismo em detrimento do companheirismo e solidariedade. Alguém ousaria ir contra uma análise tão assertiva como a citada? Vou me candidatar, mantendo uma humildade já que não sou psicólogo escolar ou coisa parecida, mas tal análise é absolutamente falha e incompleta. A escola sem defender a metodologia conservadora ainda empregada nada mais é do que uma reprodução fidedigna dos padrões ideológicos e econômicos de nossa sociedade. Assim sendo, por mais absurdo que pareça, se a escola está pregando a competição ou individualismo, de certa forma estaria até ajudando na formação, já que estaria sendo “franca” ao mostrar os verdadeiros e reais valores do sistema digamos assim. O ponto não é apenas esse colocado pelos especialistas, claro que eu como ser humano e psicólogo gostaria de uma escola alternativa tipo as experiências de SUMMERHILL na Inglaterra, porém, para explicarmos tudo isso temos de juntar considerações políticas e psicológicas concomitantemente. Afora a competição dita pelos especialistas, o que eles esquecem é como o sujeito responde a mesma, e isso é a coisa mais importante de todas. A verdade é que o agressor que comete o Bullying já se sente desamparado e excluído, restando ao mesmo extravasar sua frustração em algum oponente mais fragilizado. O Bullying é uma descendência picotada de processos racistas ampliados, tipo o racismo ou intolerância sexual, como tanto os homossexuais e negros nas últimas décadas se organizaram e conseguiram impor limites a discriminação, a mesma migrou para coisas que não se consideram ainda crimes, tipo discriminar um obeso ou alguém com uma diferença significativa, como aponta meu colaborador em diversos textos, o sociólogo IRINEU BARRETO JÚNIOR. Mas o fato de tanta competição ou violência, volto a dizer é negligenciado pelos especialistas. Quando fui docente não há tanto tempo atrás pude perceber que a maioria dos adolescentes tinha a certeza de que no máximo um aluno naquela turma galgaria alguma posição de destaque profissional, sendo que me questionavam para que estudar se após a formação precisaria de um bom contato para ingressar num mundo totalmente corporativo. Esse é o centro da questão, alguém que já se sente quase que plenamente excluído, fatalmente irá reproduzir ou colocar toda a sua frustração em um colega que irá eleger como inferior a sua pessoa. É o famoso binômio de complexo de inferioridade e superioridade que o psicólogo ALFRED ADLER tanto falava. Enfim, seja magro, gordo, usando óculos ou qualquer coisa do gênero, a maioria já percebeu que será o próximo a ser excluído em seus sonhos e ambições pessoais.

Outra falha grotesca na análise do problema, é que muito se fala na compaixão de quem é discriminado, mas pouco se comenta sobre o suposto “diabinho” que inferniza a vida alheia. Se analisarmos a fundo a personalidade do agressor, descobriremos que se trata de um jovem totalmente frustrado do ponto de vista pessoal, social e familiar. O mesmo precisa reafirmar sua liderança no império do terror, mas se sabe como sendo um ser totalmente solitário e com diversos problemas psicológicos, a prova disso é em determinadas brincadeiras contra aqueles que ainda não deram um beijo, pois é, mas como também atendo adolescente, esse mesmo que desafia a falta de virilidade do outro, vem ao meu consultório justamente por esse problema ou até pior, a impotência sexual psicológica que falei anteriormente. E digo mais, muito se fala da dinâmica familiar de quem comete o Bullying, sempre dizendo que há problemas familiares graves, isso é correto sem sombra de dúvida, mas o fator gerador dessa agressividade no jovem é a percepção da infelicidade conjugal de seus pais, porque ele já percebeu que cresceu numa família onde o amor é minguado ou raro, para ele será quase que impossível encontrá-lo também, sendo que seu inconsciente já tem a percepção clara que irá reproduzir toda a tristeza e amargura de seus genitores, é fundamental que os especialistas atentem para esse fato, pois do contrário ficaremos naquele mundo plastificado das cartilhas que não servem para porcaria nenhuma. Outro drama corriqueiro desse jovem agressor é a mais do que falada falta de diálogo dos pais em relação ao mesmo, embora seja óbvio, sempre notei que a conversa familiar nunca orbita em algo afetivo, mas apenas cobranças de notas ou desempenho. O problema do agressor é que não tem um caminho para expor sua angústia pessoal, e talvez se tivesse também se sentiria ridicularizado. O fato é que quem comete o BULLYING é um tímido por excelência, como tanto descrevi em meus estudos, alguém com pânico de ser testado e avaliado, e que odeia falar de si próprio, quer apenas escutar e sentir os dramas alheios para esconder os seus, a única novidade aqui é o mecanismo psicanalítico de formação reativa, adotando uma conduta que contraria seu lado íntimo, ou seja, para esconder sua imensa fragilidade adota a extrema pró-atividade de eleger um bode expiatório. Ser o valente, supostamente corajoso e impetuoso de atacar alguém, hão de convir que é uma bela escapatória para alguém que já percebeu que sua solução pessoal não será nada fácil.

Considero que as colocações feitas até o momento são importantes, mas estaria sendo extremamente reducionista se não colocasse o fenômeno do BULLYING juntamente com outros processos psíquicos. Quando falamos de tal agressão ou zombaria pensamos nos adolescentes ou jovens, fato incompleto, pois o correlato do BULLYING juvenil é o assédio moral e sexual perpetrado em diversos locais de trabalho, e noto que muito poucos tocam nesse assunto. Outra associação macabra que se pode fazer é com relação aos problemas conjugais e afetivos, confesso que em mais de duas décadas como terapeuta de casal, nunca assisti tanta perversão sexual entre os casais como hoje em dia, não é mais aquela história de trair ou ter uma amante apenas, a coisa se tornou nefasta, sendo pura promiscuidade, casais com anos de elo sólido recorrendo à prostituição, swing e coisas do gênero, sem a menor preocupação se o outro irá descobrir ou não, pois já tem a convicção que o parceiro é mais fragilizado e não deseja se separar, isso é puro BULLYING, e esse mesmo parceiro que aceita tal agressão assim como o familiar do drogado se torna co-dependente, fazendo mais uma associação. Uma cena recente muito comum me chamou a atenção, vi um grupo de jovens praticando BULLYING contra uma menina, fazendo aquela brincadeira de agarrar sua mochila e jogando de um para outro. A menina estava literalmente desesperada. Na hora pensei naquelas famosas medidas educativas ou paternalistas, que seria dizer para eles que todos devem ter uma irmã e que não se deve fazer tal ato. Mas optei pela inovação, simplesmente, perguntei se algum deles se importava com o sentimento da menina, se algum dia viram alguém desesperado e tentaram fazer algo. A reação foi de total espanto, simplesmente não havia leitura no quesito sensibilidade, apenas narcisismo, agressividade e competição, exatamente o tripé de nosso sistema social, não acham?

Afora a questão que venho colocando sobre a relação entre BULLYING e exclusão, devemos também associá-lo ao quesito solidão pura. O agressor sabe que sua atitude sádica irá gerar temor não apenas em quem está sofrendo o abuso, mas para toda a turma envolvida nessa peça funesta, então, assim como expliquei acima de já ter certeza de não galgar no futuro uma boa posição social, o mesmo já tem a certeza que será temido e sua solidão só irá aumentar gradativamente, então antes de ser totalmente eliminado do rol das reais amizades, tenta imputar a outro essa pena dramática. Não preciso nem destacar que se analisarmos a personalidade do agressor descobriremos ser portador do mais profundo complexo de inferioridade, projetando apenas uma superioridade ilusória no tormento perante outro ser humano. Embora já tenha afirmado que o fenômeno é extremamente antigo, só em meados da década de noventa o assunto veio à tona sem o uso do termo BULLYING. Lembro-me em várias palestras das quais dei ou participei, a solução que os pais adotavam era colocar o filho no judô ou algo similar para derrotar e inverter a ordem dos fatos. Muito poucos estavam dispostos a discutir a fundo as questões psíquicas e emocionais. Lembro até que uma vez um pai me questionou se meu filho viesse corriqueiramente sendo alvo de piadas se eu não o ajudaria aprender a se defender. Claro que sempre somos tentados pelo imediatismo, fica mais fácil a impulsividade de empurrar uma criança para o círculo da agressividade do que quebrar a cabeça para se buscar outra solução. Mas o que mais me impressiona nisso tudo é a compreensão da criança acerca do problema. Recentemente uma de minhas pacientes me pediu para que interpretasse um sonho do filho dela de 10 anos que a deixara extremamente impressionada. O sonho era: “estava num monte sagrado vi dois anjos, um com olhos da cor esmeralda que dizia de sua alegria de compartilhar a paz com deus e adorar se dar bem com as pessoas, chorava o tempo todo, o outro anjo com olhos vermelhos dizia de seu contentamento em poder perceber a realidade do mundo, como as pessoas eram agressivas gratuitamente e como não faziam o mínimo esforço para ajudarem o próximo”. Realmente impressiona como uma criança de 10 anos é capaz de perceber a dualidade que o psicólogo CARL GUSTAV JUNG inferia aos processos psicológicos do ser humano, como uma criança já percebe o regozijo da amizade e companheirismo, e sente concomitantemente o terror da ameaça e desprezo, esse mundo competitivo está não apenas abreviando o período da inocência como todos dizem, mas empurrando almas inocentes para uma desilusão precoce, e isso é terrível.
Seguindo a trilha do sonho citado, porque algumas pessoas parecem que passam despercebidas ou então são inteiramente aceitas pelo grupo social, ao contrário de outras que marcam seu currículo pessoal pelo escárnio e exclusão? Será uma questão de beleza, simpatia ou sedução? A resposta é afirmativa obviamente, mas pontuo para qualquer pessoa que tenha um problema de auto-estima que mais vale lidar com seu desgosto seja corporal ou de personalidade, do que aquela atitude dissimulada de angariar simpatia ou simplesmente tentar agradar a todos visando uma popularidade. Parece um tanto simples, mas o que a maioria da população do planeta abriu mão é da autenticidade, essa é que é a verdade, e então novamente entra em jogo a loucura da opinião do outro ou ser aceito a qualquer custo. Mas nesse ponto temos outro problema estrutural. Lembro-me de um jovem obeso que uma vez me perguntou como ele poderia se gostar já que nenhuma mulher olhava para o mesmo. A indagação parece corriqueira, mas não duvidem que seja um imenso desafio para qualquer psicólogo. A resposta é o que chamo de análise global da personalidade do indivíduo. O primeiro questionamento é se o mesmo gostaria de ser magro por desejo próprio, ou apenas para não ser mais notado ou molestado. Segundo, o incômodo só surgiu depois de alguma brincadeira ou foi motivado por um alerta médico? Isto é fundamental, recentemente conversando com um gastroenterologista, o mesmo me afirmou que o fracasso da operação de redução de estômago ocorre cinqüenta por cento mais vezes naquele tipo de paciente que deseja a operação para fugir da discriminação, e que o êxito da mesma ocorre na naquele indivíduo que focou apenas a questão da saúde. A coisa é tão radical que discutimos que tal análise poderia ser estendida para quase todo tipo de cirurgia estética, alguém que se sente inferiorizado por natureza, jamais se dará por satisfeito, muito pelo contrário, após a correção cirúrgica entra o fenômeno do “estranhamento” em relação à sua imagem corporal. Então fica a questão ainda no ar, o que é se gostar? A resposta passa por todo um questionamento do histórico do sujeito, sua relação parental, com os irmãos, como lidou com situações novas ou de stress como exemplos. Mas o epicentro da coisa é que se gostar é a arte de cada qual encontrar uma qualidade única não apenas no quesito talento, mas como personalidade e seu real valor como uma entidade humana, e isso passa longe de qualquer comentário grotesco de alguém insensível ou espumando agressividade. O valor próprio não é medido apenas na realização, pois seria meramente um conceito cartesiano, mas, sobretudo na possibilidade e crença da mesma, e isso é um dos conceitos mais importantes que podemos transmitir, e não se trata de esperança, pois a mesma é fantasia, mas, como disse possibilidade, pois a mesma é real, é desafio, é o indivíduo se mobilizar, agir, ficar consternado consigo mesmo, para descobrir um modelo de vida mais prazeroso e não o inferno de seus traumas pessoais.

Podemos também fazer um paralelo entre o BULLYING e impulsividade. Sem sombra de dúvida que o agressor sofre do último transtorno referido. Mas e a vítima, que processo psíquico vivencia? Seja sua agressividade ou impulsividade está dirigida internamente, não no meio social, logicamente não estou defendendo qualquer resposta de força, mas apenas enfatizando que a diferença é exatamente a internalização desse conteúdo, o resultado é uma percepção de si próprio como um indivíduo não no sentido de covarde como muitos pensariam, mas a certeza de que carrega uma morbidez, uma chaga que não o deixará livre para o convívio social, este é um dos pontos mais dramáticos do fenômeno, pois já assisti mulheres e homens extremamente atraentes do ponto de vista físico e outros atributos padecerem de tal moléstia justamente quando a opinião alheia os inferiorizou. É como se jamais tivessem uma segunda chance de se redimirem ou recuperarem o respeito alheio, assim como o tímido que perante o primeiro impasse afetivo desiste de qualquer nova iniciativa no âmbito interpessoal. Mas porque um comentário externo evidencia tal grave reação? Assim como o agressor, a vítima do BULLYING geralmente também sofre de sérias complicações psíquicas e é isto que quase ninguém fala, o tratando apenas como vítima. Essa postura misericordiosa não ajuda em nada, e novamente enfatizo que a solução não é orientar para que reaja agressivamente, mas que entenda porque quase perdeu seu respeito próprio ou capacidade de se defender de forma construtiva, esse é o ponto principal que gostaria de enfatizar neste estudo. Novamente muitos gostariam de me colocar literalmente na parede para que desse a fórmula do quase problema aritmético insolúvel, e responderia que o próprio exercício profissional, dá a resposta, aprender a interpretar, não entrar no veneno do paciente, essa é a questão, desarmar e expor porque alguém precisa fragilizar outrem para se sentir melhor, como prova, tocando novamente no fato de ter sido docente, lembro que quase nunca tive problema de indisciplina justamente por ser psicólogo, e causar medo que os alunos pensassem que eu os estaria analisando, claro que não estou dizendo que a saída é esboçar pavor em alguém, mas lembro que o problema não era bem medo dos alunos em relação a minha pessoa, mas o pavor de um questionamento franco acerca de suas atitudes e comportamentos desvirtuados, pois é difícil alguém compreender seja o positivo ou negativo, não concordam?

Se pensarmos em alguma solução para o fenômeno que está sendo discutido teremos de nos esforçar muito mais. Enfatizei que o BULLYING não é um fenômeno que se concentra só na adolescência, embora tenha mais peso nessa idade, devido à descoberta da sexualidade no adolescente e firmar contratos e compromissos sociais. Neste ponto, novamente coloco a teoria de CARL GUSTAV JUNG acerca dos opostos, quanto maior o grau de tecnologia e informação maior tende a ser as dificuldades pessoais como descrevi: impotência sexual, timidez e agressividade. É claro que uma mente assolada por todos os lados por milhares de informações tentará se defender a qualquer custo, rebaixando o nível interpessoal essa é que é a mais pura verdade. De certa forma todo mundo já sabe disso, e acho até louváveis aquelas atitudes paternas de levarem seus filhos para um determinado acampamento com o intuito de despertar nos mesmos o convívio social e espírito de grupo, mas penso que o passo mais importante ainda é o diálogo no ambiente familiar que infelizmente ainda permanece tosco e primário. Todos os casos de agressividade infantil excetuando alguns distúrbios neurológicos se dão em lares onde a comunicação é incipiente ou quase inexistente, pais totalmente ausentes ou como disse que apenas cobram desempenho material, então se alguém quer resolver o problema, está mais do que na hora de não apenas cobrar uma boa nota escolar, mas, sobretudo, cobrar um lado humano de convivência e respeito por todo o tipo de diferença, conhecem alguma família que pratica tal exercício? Analisando outro sonho de uma universitária que sofre BULLYING em razão se sua obesidade, gostaria de discutir um pouco mais esse fenômeno do medo e pavor. No sonho a mesma era espancada por três rapazes até literalmente desfigurarem seu rosto, a ajuda só chegou tarde demais. Se pensarmos do ponto de vista psicanalítico três pessoas representam sua família, e a paciente justamente sentia uma total falta de apoio por parte dos pais não somente no tocante a obesidade, mas reclamava de ter de conviver com as constantes brigas dos mesmos, além de seu sonho ser uma reprodução fiel da frieza e desajuste de seu lar, o mesmo diz que seu pavor e baixa estima podem chegar ao grau máximo de uma desfiguração que faça com que nunca mais seja aceita em lugar algum, então não se trata de uma simples brincadeira, mas que está em jogo se vale a pena realmente para esta jovem continuar sua vida, então penso que o fenômeno passa a ser dramático.

O fenômeno BULLYING só adquiriu essa imensa conotação mundial por esconder raízes de outros processos que desenvolvi no texto como: insensibilidade, impulsividade, agressividade, complexo de inferioridade e superioridade dentre outros. Além do mais, não se trata apenas de uma brincadeira jocosa contra alguém, mas uma forma do ser humano mostrar seu lado irascível. Sofro BULLYING diariamente quando um paciente reclama de meu tom enérgico por lhe cobrar mais empenho no processo terapêutico, na esfera familiar também ocorre o fenômeno como descrevi na recusa do diálogo entre pais e filhos, na relação conjugal está explícito, então temos de refletir no todo, e não apenas numa parte isolada do problema. O que se coloca com tal questão enfim, é o tipo de ser humano que desejamos ser, um narcisista opaco apenas com certa popularidade, um tímido que deseja sair de cena a qualquer custo apenas priorizando o lado material como compensação, uma personalidade melindrosa que nunca se gostou sequer por 24 horas no decorrer de sua vida, ou alguém que realmente aceite o desafio de se descobrir e ter prazer no convívio harmonioso e profundo com outro ser humano?
Antônio Carlos Alves de Araújo - Psicólogo

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Bens Materiais

 Preste atenção minha gente no que eu tenho pra dizer
Este fato é muito triste e que jamais vou esquecer:

Existiu um cidadão ganancioso demais,
Só pensava em poder e em bens materiais.

Tinha uma esposa mal amada e um filho por nome Juninho,
A quem pouco dava atenção e jamais dava carinho!

O pai ignorava a família e só pensava no dinheiro
Não tinha morada certa nem tão pouco paradeiro.

Quantas vezes a mãe ao lado de seu filhinho
Passavam Natal, aniversários e outros dias sozinhos.

O filho às vezes chorava querendo o pai encontrar
E a mãe sempre dizia querendo lhe consolar
Seu pai está trabalhando para mais conforto nos dar!

O pai sempre viajando por este chão brasileiro
Não media as conseqüências
Para ganhar o seu dinheiro.

Certa vez um bom dinheiro ele conseguiu ganhar
Comprou o carro importado que ele vivia a sonhar
E depois de um bom tempo, com a família veio encontrar.

Chegou em casa no seu carro dirigindo
E para a sua família foi logo se exibindo

Era um carro de luxo da cor azul do céu
Que para todos ele mostrava, como se fosse um troféu.

O filho com saudade, perto do pai chegava.
mas ele não dava atenção, nem sequer pro filho olhava.

O homem só falava do carro, até parecia um louco
Depois de algum tempo, resolveu descansar um pouco.

O pai foi dormir e o garoto ficou acordado
Olhando pra aquele carro viu uma sujeira do lado.

Na inocência de criança querendo o pai ajudar,
Pegou um balde de água para o carro lavar
Pegou uma bucha de aço e começou a esfregar.

Depois com simplicidade foi correndo o pai acordar!

O homem ao ver o carro todo arranhado
Parecia um animal feroz e descontrolado

E como um demente que não sabe o que faz
Nas mãozinhas do menino começou a bater

A mãe num quarto trancada não podia seu filho ajudar
Vendo o pai com muito ódio o garoto castigar!

O pai mostrando maldade impedia e não deixava
Que a mãe buscasse socorro para seu filho que ali chorava.

Três dias se passaram de sofrimento sentido
Até que o pai foi consertar o carro ai o filho pode ser socorrido.

O médico deu a notícia tão triste de se escutar
Mãe, a mãozinha de seu filho teremos que amputar!

Em estado de choque a mãe foi internada
E naquele mesmo dia a cirurgia foi marcada.

Passaram-se alguns dias e o pai foi avisado
A notícia deixou o homem totalmente desesperado.
Saiu correndo para o hospital onde seu filho estava internado.

Quando viu o seu filho, com a mão amputada, começou a chorar.
O menino o abraçou e quis o pai consolar.

Na inocência de criança para o pai começou a falar:
"Papai eu nunca mais vou fazer você chorar,
Pois eu não tenho minha mãozinha para o seu carro arranhar!"

O homem saiu correndo sem saber o que fazer
Com tanta dor e remorso não queria mais viver.

Não tinha mais solução, não tinha mais outro jeito.
Pegou então uma arma e sem pensar
atirou contra o próprio peito.

Aquele tiro tirou a vida em poucos instantes
De um homem egoísta, covarde e ignorante!

Termino esta triste história e espero não ouvir outras iguais.
E deixo aqui uma mensagem para filhos e pais:
"Na vida há coisas mais importantes do que bens materiais!"

Autor: Ivan Diniz

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Termo de Compromisso


Diante de mim

tendo eu mesmo por testemunha e sob pena de perder o respeito por minha própria palavra, eu me comprometo buscar e defender qualidade de vida em tudo o que eu faço e em todos os lugares onde eu esteja.

E me comprometo também, a estar presente aqui e agora, a despeito do prazer ou dor que este momento me traz, fazendo a parte que me cabe do melhor modo que sei sem me queixar do mundo, nem culpar os outros pelos meus erros e fracassos, mas antes me aceitando imperfeito, limitado e humano.

Mesmo que tudo recomende o contrário, eu me comprometo amar, confiar e ter esperança, sem limites nem condições, e embora eu só possa fazer pequeno, eu me comprometo a pensar grande, me preparando com disciplina e coragem para os ideais que ainda espero e vou alcançar sabendo que tudo começa simples e singelo.
De corpo, cabeça e coração, eu me comprometo crescer, Sempre, muito, de todos os jeitos sonhados até a vida me considere apto para a morte.

Janilton Nunes

O Equívoco

Num determinado país, regido pelo regime socialista, havia um efetivo a favor da natalidade. Necessitando de mão de obra, criaram uma lei que obrigava os casais a terem um certo números de filhos. Previram também uma tolerância de cinco anos. Essa tolerância, cosistia do fato de que os casais que completassem cinco anos de casamento sem ter pelo menos um filho, o governo destacaria um agente para auxiliar o casal. Assim tivemos o seguinte ato, onde o marido e a esposa dialogavam.

MULHER - Querido, hoje completamos 5 anos de casamento.
MARIDO - É? E infelizmente não tivemos nenhum herdeiro.
MULHER - Eles vão mandar o tal agente?
MARIDO - Eu não sei.
MULHER - E se ele vier?
MARIDO - Bem, eu nada posso fazer.
MULHER - E eu menos ainda...
MARIDO - Vou sair, pois já estou atrasado para o trabalho.

(Logo após a saída do marido, bateram a porta. A mulher abre e encontra um homem a sua frente. Era um fotógrafo que tinha se enganado de endereço.)

HOMEM - Bom dia, eu sou...
MULHER - Já sei, pode entrar.
HOMEM - Seu marido está em casa?
MULHER - Não, ele foi trabalhar.
HOMEM - Presumo que esteja a par...
MULHER - Ele está a par e também concorda.
HOMEM - Ótimo, então vamos começar.
MULHER - Mais já? Assim tão rápido!
HOMEM - Preciso ser rápido, pois ainda tenho 6 casais para visitar.
MULHER - Puxa! E o senhor aguenta?
HOMEM - Sim aguento, pois gosto do meu trabalho, ele me dar muito prazer.
MULHER - Então como vamos fazer?
HOMEM - Permita-me sugerir. Uma no quarto, duas no tapete, duas no sofá, uma no corredor, duas na cozinha e a última no banheiro.
MULHER - Nossa! Não é muito?
HOMEM - Minha senhora, nem o melhor artísta de nossa profissão consegue na primeira. Numa dessas a gente acerta na mosca.
MULHER - O senhor já visitou alguma casa desse bairro?
HOMEM - Não, mais tenho comigo algumas amostras dos meus últimos trabalhos. Veja. (mostrando fotos de crianças) Não são lindas?
MULHER - Como são belos esses bebês! O senhor mesmo que fez?
HOMEM - Sim, veja aqui (mostrando outra foto), foi conseguida na porta do supermercado.
MULHER - Nossa! Não lhe parece tão público?
HOMEM - Sim, mas a mãe era artista de cinema e queria publicidade.
MULHER - Eu não teria coragem para isso.
HOMEM - Esta aqui, foi em cima de um ônibus.
MULHER - Que horror!
HOMEM - E foi um dos serviços mais duros que já fiz.
MULHER - É, eu imagino.
HOMEM - Veja esta, foi feita num parque de diversões em pleno inverno.
MULHER - Credo, como é que o senhor consegue?
HOMEM - Não foi fácil, se não bastasse a neve caindo, tinha a multidão nos cercando, se não fosse a ajuda de 6 guardas que tiravam a multidão de cima de nós, eu não teria acabado.
MULHER - Ainda bem que sou discreta, não quero que ninguém veja.
HOMEM - Ótimo, pois eu também prefiro assim. Agora se me dá licença, vou armar o meu tripé.
MULHER - Tripé para que?
HOMEM - Sim madame, é necessário, pois o meu aparelho armado mede 1 metro.
MULHER - DESMAIOU

Resgate de Almas Afins

“Ah, Morte! Tu és a causa das aflições da humanidade, porque esta acredita que tu és o fim.Minha irmã Morte, tu és implacável, não perdoas, não tens piedade, não pensas, não choras, não te enterneces,és fria como o mármore das lápides das sepulturas, não prorrogas o teu prazo, a pedido de ninguém.Será que tu cumpres ordens do teu Deus, ou fazes as coisas como a senhora absoluta do ser humano? Quem te dá as ordens? Será que é o Teu Pai, o Teu Senhor, ou ninguém te ordena absolutamente nada, porque tu não existes, tu nada és, tu és uma simples imaginação do ser material que, ao ser destruído, libera a borboleta, que voa em direção a lugares onde tu não existes?Ah, Morte! Mas tu fazes medo, muito medo. A humanidade tem medo de ti, tu és a rainha absoluta do mundo material, mas no espiritual tu és apenas uma lembrança daqueles que voltaram através de ti.Sabes Morte, eu não acredito em ti, pois fui criado por Deus, portanto sou eterno e não morro. De qualquer maneira. Muito obrigado, Morte, porque tu nos dás condições de aos poucos deixar essa prisão – o corpo de carne – e seguir em direção às paragens onde tu não existes mais. Para quê? Mas como é bom saber que o Criador, o Teu Criador, te coloca como instrumento de medo, de dor e de sacrifício para aqueles que ainda estão longe de saber que tu não existes. Tu existes? Então por que não acabastes com o Filho de Deus, Jesus? Não. Não acabastes com Ele, porque Ele está aqui olhando para ti, dizendo: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. E agora, Morte, onde está o teu poder? O poder e a glória não pertencem a ti, porque o Gênio te criou somente na mente do ser, portanto tu não existes.Mesmo assim muito abrigado, Morte, porque tu matas apenas o meu corpo, porque a mim, espírito, tu jamais conseguirá destruir.Bem aventurada és tu, Morte, que vem em nome do Senhor da vida tirar essa roupa que é enviada à terra, bendita Terra, que ajuda também em nossa libertação. Obrigado, Morte! Pois é morrendo que vivemos para a vida eterna.” (trecho retirado do livro ‘Resgate de Almas Afins’, obra de Assis Azevedo psicografado por João Maria)