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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Imortalidade

A noite sombria da morte sucede a madrugada clarificadora da vida espiritual.
Em toda a parte estua a vibração miraculosa e pulsante da vida que não cessa.
Morre a semente para surgir a planta vitoriosa. Decompõe-se a matéria a fim de nutrir outras formas de vidas.
Gasta-se uma estrutura desta ou daquela natureza para ressurgir, mais além, em manifestações novas e expressivas .
A serenidade do cadáver humano é enganosa e utópica. Além das células em transformações incessantes, onde se locupletam vibriões, o espírito desperta.
Nada nem ninguém. Morrer é somente mudar de estado.
A paz das necrópoles é pobreza dos sentidos dos que supõem contemplá-la.
A perda da indumentária física não confere prosperidade espiritual nem conduz à ruína desesperadora, senão àqueles que as elaboraram antes.
Cada ser desperta consoante viveu vinculado ou liberto das paixões.
A morte pode ser considerada como o despir da aparência e o despertar para a realidade. Ela não apaga o amor que prossegue em cânticos afetuosos, imanando sentimentos que se alongam além das fronteiras do corpo, nem interrompe o intercâmbio do ódio que expele emanações mefíticas, alongando processos obsessivos de longo e tormentoso curso.
Quantos se acostumaram à beleza das emoções superiores escalam os óbices da limitação e atingem excelsas regiões.
Aqueles, no entanto, que se fixaram nas paisagens grotescas da animalidade primitiva, acordam envoltos nas paixões que conduziram ao decesso carnal, mais vorazes, mais infelizes, mais atormentados.
Não há milagre ante a morte ...
Não procures os que partiram para a Imortalidade, em dias a eles consagrados, nas tumbas onde se diluíram as impressões da forma, pois que lá não estão.
Evita visitá-los nos campos dos despojos carnais, considerando que lá não os encontrarás.
Se foram amorosos e bons, libram acima das conjunturas imediatistas, visitam-te, intercambiam o amor e trabalham, vitoriosos, esperando por ti.
Se viveram descuidados, entorpecidos pelo ópio do prazer, dormem o longo sono da consciência aparvalhada, experimentando pesadelos e agonias de difícil tradução para o teu entendimento. 
Se jornadearam adstritos à impiedade e atados ao erro deste ou daquele teor, sofrem e fazem sofrer, procurando, no próprio lar ou em outras mentes de fora do ninho doméstico, com as quais se afinam, intercâmbio inquietante e enfermiço.
Seja qual for o roteiro por onde tansitaram aqueles teus afetos, agora além da carne, ora por eles, pensa neles com bondade e amor.
Transforma as moedas que iriam adquirir flores e luzes frágeis demais para os atingirem - logo mais fanadas e mortas, bruxuleantes e sem lume - em leite e pães para débeis criancinhas esquálidas, em caldo quente e reconfortante para velhinhos esquecidos nas sombras espessas da miséria, em medicamento refazente para enfermos em agonias e dores tormentosas, em agasalhos para corpos em absoluta nudez, em oportunidade de trabalho para pais de família ao desemprego e desassossegados, em meios honrosos para todos aqueles que seguem pelo teu caminho, como homenagem a eles, os teus mortos queridos, que vivem e te bendirão o amor.
O que fizeres em memória deles se transformará em lenitivo às suas aflições, atestado inequívoco de afeição que não passará despercebido por eles.
Desobstrui gavetas e armários e passa adiante o que conservas como lembrança deles, fazendo-os apegados a esses valores realmente mortos ...
Teus mortos vivem!
Respeita-os, homenageando-os através da bênção da caridade dirigida a outros.
Enquanto a saudade macerava os corações atemorizados dos discípulos, após os sucessos da tarde trágica de Jerusalém, e a inquietação os sobressaltava, pela madrugada do domingo, mulheres piedosas, entre as quais uma ex-cortesã, acorreram ao sepulcro aberto na rocha, para visitar o inumado querido, encontrando, porém, a sepultura violada e vazia.
Procurando informar-se do que sucedera, a jovem de Magdala defrontou-O nimbado de safirina e radiosa luz, enquanto Ele, sorrindo, saúda-a jubiloso: -- «Maria» !
Diante dos entes queridos, mortos, recorda Maria de Magdala aflita e Jesus triunfante depois da morte, retomando em incomparável manifestação de IMORTALIDADE gloriosa, vencedor das sombras e das dores ... 

Fonte: Comunidade Espírita


10 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

A vida é eterna para quem acredita que só morremos em matéria. Com certeza nossos mortos nos esperam em algum lugar e um dia nos encontraremos.
Grande abraço

Claudine Ribeiro G. Netto disse...

Olá amigo Janilton, linda mensagem. Eu acredito na imortalidade do espírito, se não acreditasse eu com certeza não era feliz. Para mim a morte é o renascimento para outra vida, bem diferente dessa. Os bons de coração vão para um lugar cheio de luz, os que não são vão para um aprimoramento para purificar seu espírito. Estamos aqui para aprendermos a sermos bons de espírito e coração, para aprendermos a perdoar e a pedir perdão. Se eu escrevi alguma coisa que te aborreceu espero que me perdoe, pois não foi por querer. Acredito que todos aqui nesta comunidade se conheceram virtualmente não foi por acaso, com certeza foi para aprendermos alguma coisa uns com os outros para nos tornarmos melhores do que somos.

Um abraço.

Rosana Madjarof disse...

Janilton,

Simplesmente maravilhoso esse texto, que traz alento aos corações dos mais aflitos que não conseguem superar a separação do ente querido que partiu para o Plano Espiritual.

Como é consoladora a Doutrina Espírita!

Nunca vou me cansar de repetir isso, pois já presenciei inúmeros casos de mães que, desconsoladas, inconformadas com a separação do filho amado, e que preferiam a própria morte, reencontrarem o conforto e a aceitação dentro dessa doutrina maravilhosa.

Eu sou prova concreta disso, apesar de que já era espírita antes mesmo do desencarne da minha Tatinha.

Ainda me lembro (eu com minhas lembranças sempre... você deve rir de mim por isso...), que eu, aos 36 anos dde idade (hoje com 50), fazia um trabalho voluntário em um Centro Espírita aqui perto de casa, e todas as quartas-feiras eu estava lá, fazendo roupinhas para bebês em tricô, e minha Tatinha e minha Lú ficavam na salinha de estudo de evangelização espírita para crianças.

Muito me emocionou quando certa vez, minha Tatinha resolveu aprender a tricotar também... E você sabe que ela chegou a fazer alguns casaquinhos para doar? Ela só tinha 12 anos na época.

É por isso meu amigo, que eu sou uma mãe muito conformada, apesar de toda a saudade, pois sei que minha filha já veio para este mundo muito iluminada, e cumpriu sua missão muito cedo, pois já era um grande espírito de luz.

Adorei sua postagem, e pode continuar com esses textos maravilhosos, pois sempre estarei presente para prestigiá-lo.

Muita luz e paz ao seu coração.

Bjs.

Rosana.

LISON disse...

Saudações!
Amigo Janilton,
Um texto maravilhoso absolutamente. Imortal!
São palavras de luz que nos esclarece a beleza da vida, até depois da transição!
Parabéns pela magnífica seleção!
ÓTIMO POST!
Abraços fraternos,
LISON

Principe Encantado disse...

Sensacional, que texto glorioso e belo. Parabéns.
Abraços forte

Lilian disse...

Olá amigo Janilton, a paz do Senhor esteja com você!

Excelente texto. Parabéns.

Repetindo o que disse nosso amigo Wanderley: A vida é eterna...

O texto áureo da Bíblia diz exatamente isso: " Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".João 3:16

"Há um só Deus e um só Senhor".

O seu Deus é o meu Deus.
Deus é o centro e cada um chega a Ele pelo caminho que desejar.

Deus o abençõe e o proteja para sempre.
Fraterno e carinhoso abraço.
Lilian

Sissym disse...

Janilton, o espiritismo traz muita paz a gente. Nem todos acreditam, mas se ao menos aceitarem a vida que é contínua e por isso é bela. Precisamos sempre ter boas atitudes com que nos rodeiam, porque lá na frente haverá um reencontro. Assim como um livro fantástico atravessa os tempos, a memória pessoal tambem.

Bjs

S. Levy Lima disse...

Tem razão. Somos imortais.
se seguir a saga de Aemelia no meu blog, vai acompanhar uma história de alguém que se descobre por etapas.

a propósito, quem lhe atribuiu o selo da Escriba, não podia fazê-lo...
Só eu posso pois é o "meu" selo pessoal. está nas regras. é intransmissível.
a regra é eu escolher dez a cada 2 meses...
De qualquer modo, você estava na calha dos dez de Janeiro, assim fica já com ele.
tem mais pelo menos um a receber no meu blog, não me recordo qual, tem de ir verificar...

abraços, deixe ficar o selo, já era para lho dar.
e lindo texto. parabéns. muita verdade mesclada com poesia.

joselito bortolotto disse...

Mais ou menos por ai, tudo está em constante transformação.

Leila Franca disse...

Oi Janilton,

Concordo com a Claudine quando ela diz que todos aqui nesta comunidade se conheceram virtualmente e não foi por acaso. Alguma coisa conectou este grupo e acredito que haveremos de nos encontrar em outras vidas, assim como tantos outros ligados a nós de alguma forma.

PS.: Ontem minha conexão com a internet estava ruim, eu entrava no dihitt mas cada vez que escrevia um comentário dava erro, o site travava, eu tinha que entrar novamente no dihitt e não conseguia. Só consegui mesmo depois da meia-noite e aí me deu sono...