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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Paciente Gelsemium


O paciente Gelsemium deseja ficar sozinho, tranquilo, em paz. Prefere a solidão, não quer falar, e não suporta ninguém perto de si, ainda que em silêncio. É sensível, nervoso, excitável, irritável. Tem medo da morte e perdeu a coragem. Tem sonolência e é preguiçoso. Há nele fraqueza, lassidão, torpor,embotamento e tremores por todo o corpo. Lento, por vezes parece embrutecido.

Uma emoção súbita, um susto, medo ou má notícia desencadeia tremores, diarreia. A aproximação de qualquer acontecimento pouco habitual – ir ao teatro, um encontro, um exame – desencadeia diarreia.
Fica apreensivo quando tem que aparecer em público. Depressão após insolação ou excesso de fumo. O calor do Verão provoca-lhe fadiga. Convulsões com espasmos da glote. Histeria devida a onanismo. Fraqueza e tremores da língua, das mãos, das pernas. Insônia por emoção, medo, apreensão ou susto. Insônia dos intelectuais. As crianças têm medo de cair. Agarram-se ao berço ou à mãe e gritam. Emotivo. Medo de aparecer em público. Diarreia por antecipação. Evacuações involuntárias por medo. Fraco e esgotado após uma situação que lhe provocou um susto. Preguiçoso. 

Algo confuso. Desejo de solidão. Desejo de paz e de tranquilidade. Melhora quando se movimenta. Raciocínio algo incoerente. Os seus pensamentos não são claros. Falta de concentração. Dificuldades de concentração alternando com dores no útero. Febre com prostração muscular, dor de cabeça, catarro no nariz e no peito. Desejo de repouso absoluto, torpor e ausência de sede. Padece de vertigem com diplopia, visão obscurecida, perda da visão, por efeito do fumo do tabaco. O doente parece um cego quando se quer movimentar. Dor de cabeça com sensação de peso, que começa na região occipital para depois se fixar na região frontal, com sensação de uma tira que aperta acima dos olhos. Agrava pelo calor do Sol e melhora deitado com a cabeça alta. O couro cabeludo está dorido, sensível ao toque. Enxaqueca que é precedida por perturbações da visão, seguida de depressão e tremores, com abundante emissão de urina, que melhora o paciente. O rosto está vermelho e quente. A expressão é algo embrutecida. O doente só com muita dificuldade consegue abrir os olhos. 

As pálpebras estão pesadas. Uma pupila está dilatada, enquanto que a outra está contraída. Visão dupla. Dores nos globos oculares. Inflamações serosas intraoculares. A língua apresenta-se espessa, de tal modo, que mal consegue falar. Quando a mostra, está trémula. Não tem sede. Calafrios sem sede.

Sente uma necessidade urgente em evacuar logo que se assusta, recebe uma má notícia ou tem uma emoção. Febres biliosas. Afonia que surge por emoção, susto ou má notícia. Quando em repouso o pulso é lento, mas se se movimenta acelera. Pulso lento dos velhos. Tem a sensação de que vai ter uma paragem cardíaca se não se movimentar. Palpitações por emoção, susto ou má notícia. Por vezes, tem a sensação de ir desmaiar. Tal fato, faz com que se levante e caminhe. Emissões noturnas involuntárias de sêmen, sem ereção. Após enxaqueca, tem emissões de urina límpida. Regras atrasadas e pouco abundantes. Dores agudas, como as dores de parto, na região uterina que irradiam às costas e quadris. Afonia ou rouquidão durante as regras. Dor de garganta após as regras.
Os membros estão fracos e tremem. Os movimentos são descoordenados, os músculos não obedecem à vontade do doente. 
Sarampo.

AGRAVAÇÃO: pelo tempo úmido; pelo nevoeiro; pelo calor do Sol; no Verão; antes de uma tempestade; por emoção, susto ou má notícia; às dez horas da manhã; ao pensar nos seus padecimentos ou quando alguém lhe fala neles; pelo fumo do cigarro.
MELHORA: ao ar livre; pelo movimento contínuo; pelos estimulantes; após uma micção abundante.

fonte: https://homeoesp.org/artigos/homeopatia/GELSEMIUM_SEMPERVIRENS.pdf


Gelsemium é um gênero botânico pertencente à família Gelsemiaceae.
Arthur Conan Doyle, o criador do famoso Sherlock Holmes, auto-administrou Gelsemium para tratar um nevralgia, progressivamente aumentando a dose, até que não suportou mais os efeitos colaterais. Então, o autor escreveu para o British Medical Journal, em 20 de setembro de 1879, descrevendo seu quadro clínico. (Wikipédia)